Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sexta-feira, 19 de Julho de 2019






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Sem conseguir absorver custos indústria repassa aumento de preços

A indústria está repassando o aumento de custos, como o da conta de luz e das commodities, para o produto final, dizem empresários ouvidos pelo DCI. Segundo eles, o ritmo de produção menor em função da demanda retraída tem dificultado a gestão de custos.

Em julho o Índice de Preços ao Produtor (IPP) avançou 7,62% sobre um ano antes, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, o IPP teve alta de 3,67%. O indicador mede a evolução dos preços de produtos na porta das fábricas, sem considerar impostos e fretes.

“Os custos com maior influência nos preços mudam em cada empresa, mas o impacto tem sido generalizado, principalmente o aumento das tarifas de energia elétrica”, afirma o presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo (Simpi), Joseph Couri.

Ele cita a alta dos impostos, os dissídios coletivos e a queda na demanda como fatores que também têm contribuído para aumentar a pressão sobre os custos da indústria e, consequentemente, elevar o preço dos produtos.

“A produção vem caindo cada vez mais, o que também eleva o custo e inviabiliza qualquer processo produtivo. Para tentar sobreviver, as empresas aumentam preços, cortam mão de obra e tentam economizar energia”, diz ele.

A fabricante de peças Tec Stam reduziu o quadro de funcionários na passagem de dezembro para janeiro deste ano, como alternativa para cortar custos de produção.

“Ao todo, seis colaboradores deixaram a empresa e não tiveram as vagas repostas”, conta o sócio da empresa, Humberto Gonçalves. Atualmente, a Tec Stam tem 35 funcionários em seu quadro.

Segundo ele, a escalada no preço do aço, principal matéria-prima da fabricante, tem exercido o principal impacto negativo sobre os custos junto com a energia elétrica. O custo médio total da empresa, segundo estimativa do executivo, subiu de 25% a 30% neste ano.

O corte na mão de obra só foi possível, explica o empresário, porque a demanda está 30% menor em relação ao mesmo período do ano passado. “Se o volume de vendas estivesse no mesmo nível de 2014, eu precisaria repor pelo menos quatro das seis vagas fechadas este ano”, cita.

Gonçalves espera que o nível de encomendas da empresa pare de cair e a demanda se mantenha estável até o final do ano. Mas, de maneira geral, diz que tem recebido pedidos com volumes menores e pouca antecedência dos clientes.

No setor de alimentos, que na variação do IPP acumulada no ano aparece como um dos setores com maior influência negativa no total da indústria, o aumento do custo das commodities aparece como um dos principais fatores que impulsionaram os preços.

O aumento de preços na indústria de alimentos, no ano, até julho foi de 2,33%. Na passagem de junho para julho, os preços subiram 1,17%.

Segundo o IBGE, os resíduos da extração de soja, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, sucos concentrados de laranja e rações e suplementos para animais os produtos que mais influenciaram o indicadores de preço da indústria de alimentos.

Nos itens derivados de soja, a variação cambial – as commodities são negociadas em dólar – e as condições climáticas nos Estados Unidos também impactaram os preços.

“O nosso custo de matérias-primas vêm numa crescente este ano, com vegetais de 40% a 55% mais caros e proteínas animais, como carnes, com elevação de 30%”, revela o diretor comercial da Vapza Alimentos, Jean Carlo Cantizani.

Ele observa que o aumento dos gastos com energia elétrica também tem sido repassado ao preço dos produtos. Este ano, a Vapza conseguiu reduzir em 18% o consumo, mas os custos com energia aumentaram 65% com a alta nas tarifas.

“Com todos esses aumentos, incluindo a alta no custo das embalagens, reajustamos os preços do nosso portfólio em 9% este ano e estudamos outro aumento em setembro, já que a perspectiva é que os custos continuem em alta”, conta ele.

Expectativa

O industrial continua com uma perspectiva negativa, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na passagem de julho para agosto, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 1,6% para 68,0 pontos, o menor nível da série histórica.

Segundo a FGV, a piora do indicador reflete a deteriorização da avaliação sobre a situação atual da indústria, medida pelo Índice da Situação Atual (ISA) e pela perspectiva futura, avaliada no Índice de Expectativas (IE). Na comparação de agosto com o mês imediatamente anterior, o ISA recuou 1,6% para 69,2 pontos e o IE caiu 1,6% para 66,8 pontos.

Em relação a agosto de 2014, o ISA caiu 17,0% e o IE recuou 18,8%, ambos sem ajuste sazonal. Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) caiu 0,5 ponto percentual de julho para agosto, a 77,7%. Um ano antes o NUCI era de 83,2%.

DCI – 27/08/2015

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Indústria de máquinas e equipamentos fecha 33 mil vagas em um ano, diz Abimaq

A indústria de máquinas e equipamentos já fechou mais de 33 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses encerrados em julho, informou nesta quarta-feira, 26, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O setor fechou o mês de julho com 333,994 mil empregados, número 1% inferior ao de junho deste ano e 8,9% abaixo do total apurado julho de 2014.

Segundo o presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, há uma desaceleração “muito forte” nos investimentos do setor e as demissões devem continuar. “Os últimos cinco meses do ano devem ser piores do que os últimos meses do ano passado”, disse.

A indústria faturou R$ 7,051 bilhões em julho deste ano, queda de 0,2% ante junho. Em relação a julho do ano passado, houve baixa de 7,7%. De acordo com dados da Abimaq, o consumo aparente do setor, ou seja, indicador que mede a produção interna mais importações e exclui exportações, avançou 3,3% em julho ante junho, ao totalizar R$ 11 bilhões. Já em comparação com julho de 2014, houve recuo de 3,4%. No acumulado do ano até julho, a queda foi de 4,6%.

O setor está pessimista para o restante de 2015. “Na receita líquida interna (sem exportações), nós tivemos uma queda de 10,9% nos 12 meses até julho. Esse número deve ficar pior daqui para o fim do ano por conta do clima de incertezas política e econômica no País”, disse Pastoriza.

O déficit comercial da indústria de máquinas e equipamentos nacional cresceu 7,5% em julho ante junho, para US$ 999,55 milhões. Em relação a igual mês do ano passado, houve queda de 21,9%. No acumulado do ano, o déficit é de US$ 7,391 bilhões, queda de 18,6% ante igual período de 2014.

O aumento do déficit se deve a uma queda nas exportações, que somaram US$ 661,86 milhões no mês, montante 2,7% menor que em junho e 26% inferior ao anotado em igual mês do ano passado. Enquanto isso, as importações subiram 3,2% em julho ante junho, para US$ 1,661 bilhão. Contra julho do ano passado, as importações caíram 23,6%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria de máquinas e equipamentos ficou em 66,6% em julho, 0,6 ponto porcentual maior que o verificado em junho (66,0%) e 9,4 pontos porcentuais inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado (76,0%). De acordo com a Abimaq, a carteira de pedidos do setor subiu 15,9% em julho ante junho.

Os dados da Abimaq mostram também que o setor encerrou o mês de julho com 337,994 mil empregados, quantidade 1,0% menor do que em junho e 8,9% mais baixa do que em julho de 2014.

Fonte: Estadão

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Fiemg defende desenvolvimento sustentável para vencer a crise

Sindicatos querem respeito às instituições

Ivana Andrade

Diante das crises econômica, política e “moral”, como descrevem analistas, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), juntamente com seus 137 sindicatos associados, fez análise da conjuntura e sugeriu os caminhos para um desenvolvimento sustentável no Brasil. A carta aberta foi divulgada ontem nos principais jornais mineiros.

O documento destaca a recessão econômica e o futuro, pouco otimista, com perspectivas de crescimento reduzido para os próximos anos. Um dos pontos ressaltados na carta é que a “corrupção e o desarranjo político subtraem do Estado à capacidade de promoção do bem comum. Além de gerar insegurança jurídica, corroer a confiança dos cidadãos e dos agentes econômicos, inviabilizar investimentos, paralisar a economia, eliminar empregos e inibir a geração de renda”.

Em meio a um cenário turbulento, a indústria mineira acha necessária a união de todos os segmentos da sociedade na construção de um projeto de País, que resgate valores éticos e morais, e reconheça o trabalho e a produção como geradores do desenvolvimento sustentável, conforme um dos trechos da carta.

Apesar do momento difícil, o presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior, diz que essas alternativas são viáveis e relembra que o Brasil ainda ocupa o sétimo lugar em economia no mundo. Ele ressalta ainda que a solução para reverter o quadro é a política e que é necessário criar condições para que isso seja viável. “Temos de ter a confiança de que os políticos serão capazes de se posicionar de maneira que o País volte a ter vertente de desenvolvimento, essencial para a indústria”.

Educação – O presidente diz que, ao invés de cobrar outras condições, a indústria e sindicatos querem que as instituições sejam respeitadas e que haja uma cooperação entre elas, como prevê a Constituição. “A indústria está pronta para dar sua parcela para o desenvolvimento”. Machado Junior acrescenta que para haver desenvolvimento, tem que haver investimentos em educação, acesso ao crédito.

O dirigente ressalta que não se pode aceitar que a solução dos problemas do Brasil esteja vinculada ao aumento de juros e da carga tributária, os quais a sociedade não consegue pagar. “O que a gente espera é que os políticos dêem as condições para que o País faça o desenvolvimento, com a nossa participação”.

Machado Junior enfatiza que toda vez que há retração de mercado é preocupante. “Em nosso caso, por exemplo, a questão do minério é um problema, estava a R$ 160 e agora a R$ 47 a tonelada. Isso reflete não só na indústria, mas no Estado como todo. Se os políticos tomarem as providências necessárias, se houver entendimento nacional e um pacto entre as nossas lideranças, vamos reverter esse quadro de crise”.

Fonte: Diário do Comércio

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CNI cobra política industrial e investimentos

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), principal entidade do setor, quer que o governo apresente uma proposta “enxuta e exequível” a ser encaminhada ao Congresso e vire a página do ajuste fiscal.

O projeto deve trocar o foco do aumento da arrecadação para a retomada dos investimentos, na opinião da instituição.

Manifestação nesse sentido foi apresentada ontem pelo vice-presidente da CNI, Glauco José Côrte, durante workshop realizado para debater “Elementos para uma nova Política Industrial do Brasil para o período 2015- 2018”, promovido pela Fundação Getúlio Vargas e pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Presente na abertura do seminário, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, Armando Monteiro, afirmou que até o final do ano deverá ser lançada nova política industrial para o País. Destacou que a proposta será diferente das anteriores porque não será concentrada na desoneração de setores, como ocorreu como o Plano Brasil Maior lançado em 2011.

“É preferível apresentar uma pauta enxuta e exequível a um amplo conjunto de medidas destinadas a todos os elementos que compõem o custo Brasil e que pode resultar em nova frustração”, disse Côrte.

Foi uma alusão ao Plano Brasil Maior, lançado em agosto 2011, no primeiro ano do governo Dilma, que foi marcada por desoneração da folha de pagamentos de 56 setores, cuja reoneração é objetivo de uma das medidas provisórias que integraram o pacote de propostas do ajuste fiscal conduzido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O Brasil Maior sucedeu a Política de Desenvolvimento Produtivo (a PDP), de 2008, e a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE), de 2004. “Padece de falta de estímulo aos investimentos o elenco de proposições do ajuste fiscal enviadas pelo Executivo e já aprovadas pelo Congresso.” A avaliação é de Mônica Messenberg, diretora de relações institucionais da CNI, responsável pela agenda Legislativa da entidade lançada anualmente. Em sua avaliação, desde 2012, o Congresso vem apresentando propostas convergentes com a Agenda da CNI.

“Sem estímulo aos investimentos, o processo de ajuste será mais longo e o de retomada será mais lento”, afirmou Mônica ao DCI. Ela avalia também que a Agenda Brasil, que começa a ser votada nesta semana no Senado trará esses efeitos. Dois projetos para a CNI são prioritários: o que agiliza licenciamento ambiental e a terceirização de todas as atividades da empresa.

As lições das experiências

Ao defender uma nova política industrial, o ministro Armando Monteiro disse que vai aproveitar as experiências anteriores. Criticou que houve foco em desonerações pontuais para garantir a sustentação de alguns setores, sem a definição de estratégias para além do curto prazo.

Para Monteiro, a nova política deve ser direcionada para a microeconomia. Defendeu uma reavaliação das tarifas de insumos. Isso porque, disse, impostos sobre insumos são maiores do que os tributos de importação para os bens finais, prejudicando a competitividade dos produtos fabricados no Brasil.

“Depois de convivermos com três políticas industriais, aprendemos o que não devemos reproduzir. Na última fase, houve confusão entre política anticíclica e política industrial”, admitiu.

Por isso, segundo Monteiro, a nova política deve visar à renovação de equipamentos do parque fabril, a melhoria de processos e a capacitação de recursos humanos. “Há muitos desafios a vencer dentro das empresas”, pontuou.

O ministro também pregou a implantação de um modelo de governança que conte com a participação da iniciativa privada para o acompanhamento das metas dessa política

Monteiro listou, porém, aspectos favoráveis das políticas implementadas, a exemplo da desoneração dos investimentos dos bens de capital e os esforços para promover a inovação, como a Lei da Inovação e Lei do Bem.

DCI – 26/08/2015

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Indústria de autos gerou só 4.914 vagas de 2007 até 2013

Fábio Munhoz

A participação da indústria automotiva na geração de empregos no Grande ABC vem diminuindo entre o início do segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira gestão da também petista Dilma Rousseff. Carro-chefe da economia regional, o setor criou 4.914 vagas de 2007 a 2013, o equivalente a apenas 3,68% do total de postos abertos no período – 133,4 mil.

Levantamento feito pelo Diário com base em estatísticas da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que, do total de 833,3 mil pessoas empregadas com carteira assinada na região em 2013, 83,7 mil atuavam na cadeia automotiva, o que corresponde a 10% do total. Em 2007, os funcionários das montadoras e das fábricas de autopeças representavam 11,3% de todos os postos formais no Grande ABC. O ano inicial da comparação é 2007 porque, antes disso, a Pasta utilizava outra metodologia de pesquisa. O último ano disponível para consulta é 2013.

Considerando as áreas de fabricação de motores, máquinas, automóveis, utilitários, caminhões, ônibus, cabines, carrocerias e peças, o número de trabalhadores, mesmo assim, subiu 6,23% de 2007 a 2013. Durante o segundo mandato de Lula (2007 a 2010), o aumento foi superior, de 8,79%. Entre 2011 e 2013, já no governo Dilma, porém, o estoque de pessoas empregadas no setor caiu 5,76%.

Os números são ainda mais alarmantes se comparados com o desempenho da geração de total de vagas na região: alta de 19,07% de 2007 a 2013; crescimento de 14,07% durante o segundo mandato de Lula; e inexpressiva evolução de 2,89% nos três primeiros anos da gestão Dilma.

Especialistas ouvidos pelo Diário avaliam que os dados ainda não refletem a atual retração econômica que atinge o País. Entretanto, os indicadores mostram que o desempenho da indústria brasileira – e, consequentemente do Grande ABC, – já começava a dar sinais de desaquecimento. “Não tem ligação com a crise, mas com o decréscimo da política de estímulo ao consumo, que sofreu esgotamento com o passar dos anos”, explica o professor Leandro Prearo, coordenador do Instituto de Pesquisas da USCS (Universidade Municipal de São Caetano). Entre os fatores que inibiram a compra de veículos ao longo desse período estão os aumentos gradativos nas alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e a maior restrição do crédito por parte das instituições financeiras.

Já o professor Ricardo Balistiero, coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, acrescenta que a concorrência internacional também foi decisiva para o fraco desempenho na geração de empregos pela cadeia automotiva regional. “A hipótese mais provável é a de que muitas empresas deixaram de produzir no Brasil para comprar peças importadas. Tem caso de empresas que fabricavam aqui mas encerraram a produção e passaram a ser representantes comerciais de fábricas estrangeiras.”

Apesar de os dados da Rais não estarem disponíveis para 2015, a situação neste ano é crítica. Entre janeiro e agosto, foram fechados 2.500 postos de trabalho nas montadoras do Grande ABC. O quadro é mais preocupante considerando os efeitos secundários. “Para cada demitido na montadora, outros quatro são mandados embora”, diz Sérgio Nobre, ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

No País, número de postos abertos no setor subiu 21,4%

Enquanto a cadeia produtiva no Grande ABC expandiu o número de postos de trabalho em 6,23% de 2007 a 2013, em todo o Brasil o setor aumentou a quantidade de empregos em 21,41%, passando de 590,6 mil para 717 mil pessoas.

Para o professor Leandro Prearo, coordenador do Instituto de Pesquisas da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), a região foi afetada pelo aumento na concorrência interna, ou seja, de novas empresas que se instalaram em outras cidades ou outros Estados do País. “São fábricas mais modernas, especialmente as japonesas e coreanas, que entraram com grande força no mercado brasileiro.” Com isso, autopeças do Grande ABC podem ter migrado para outros locais a fim de obter melhor lucratividade.

Entre os fatores que provocaram o êxodo, Prearo diz que as indústrias optam por “áreas onde a pressão sindical é menor, sendo possível pagar salários menores.”

Fonte: Diário do Grande ABC

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MPEs estão menos pontuais

A pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas atingiu 95,6% em julho de 2015. Isso significa que durante o mês passado, a cada 1.000 pagamentos, 956 foram quitados à vista ou com atraso máximo de sete dias.

Este nível de pontualidade apresentou queda perante o observado no mês anterior (96% em junho), mas mostrou ligeiro avanço frente aos 95,4%, visto no mesmo período do ano passado.

As micro e pequenas empresas do setor comercial apresentaram o maior nível de pontualidade de pagamentos, com 96,5%. Tanto as micro e pequenas empresas industriais quanto as do setor de serviços registraram níveis idênticos de pontualidade de pagamentos no mês passado: 94,5%.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, se por um lado a recessão econômica tem dificultado a geração de caixa das empresas, por outro, os esforços de racionalização tem amortecido uma maior deterioração dos níveis de pontualidade das micro e pequenas empresas.

DCI – 26/08/2015

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Trabalhadores querem receber o abono salarial ainda em 2015

Os representantes dos trabalhadores tentarão reverter hoje, em reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), decisão que adia para o próximo ano metade dos pagamentos do abono salarial. No mês passado, o governo conseguiu aprovar no Codefat, com o apoio dos empresários, uma mudança no cronograma de pagamento do abono referente a 2015/2016.

A proposta faz com que metade dos beneficiários receba o pagamento somente no ano que vem, ou seja, até março. O alongamento do calendário de pagamento tem como objetivo economizar R$ 10 bilhões neste ano, ajudando no cumprimento da meta fiscal.

O representante da CUT no Codefat, Quintino Severo, afirmou que a bancada dos trabalhadores decidiu recorrer da decisão aprovada no mês passado para tentar construir uma alternativa. “Vamos tentar convencer as empresas que o pagamento do abono salarial neste ano significa mais dinheiro para o consumo, ou seja, beneficiaria não só os trabalhadores como também os empresários.”

O pagamento do abono salarial e do seguro-desemprego é bancado pelo FAT, mas como essas gastos estão crescendo fortemente, aportes do Tesouro têm sido recorrentes. No primeiro semestre deste ano, as despesas com seguro-desemprego somaram R$ 19,894 bilhões, o que representa um aumento de 29,87% na comparação com os seis meses de 2014.

Valor Econômico – 26/08/2015

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Empregadas são indenizadas por trabalhar na licença-maternidade

Funcionárias em licença-maternidade não devem trabalhar, ainda que de forma esporádica. O entendimento foi adotado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em dois julgamentos. Num deles, a empresa mineira Cocal Cereais foi condenada a pagar a uma empregada indenização correspondente ao que recebeu em todo o período (120 dias), embora tenha trabalhado apenas algumas vezes. Os ministros ainda concederam danos morais no valor de R$ 10 mil. No outro, a Natura teve que pagar R$ 50 mil por danos morais a uma ex-funcionária que trabalhou em casa durante a licença.

Segundo o processo que envolve a Cocal Cereais, a empregada deu a luz no dia 4 de abril de 2011 e deveria ficar em licença-maternidade até agosto de 2011. Porém, uma semana após o parto, retornou ao trabalho, primeiro em sistema de home office e depois na empresa. Em sua defesa, forneceu provas de que chegou a viajar a trabalho no período.

No Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Minas Gerais, a empresa mineira Cocal Cereais já tinha sido condenada e recorreu ao TST com a alegação de que a funcionária só tinha trabalhado em alguns dias durante a sua licença e por vontade própria. Contudo, a 4ª Turma do TST foi unânime ao entender que a empresa, conhecedora da legislação, não poderia permitir que ela trabalhasse.

De acordo com a decisão da relatora, desembargadora convocada Rosalie Michaele Bacila Batista, de 5 de abril a 2 de agosto de 2011, a funcionária “deveria estar completamente à disposição de sua filha, totalmente livre de suas atribuições para pensar na criação e amamentação da criança, sob pena de se frustrar o objetivo do texto constitucional”.

Como existem provas de que ela trabalhou, ainda que de forma esparsa, durante a licença, a desembargadora considerou que “não foi cumprida a finalidade da norma constitucional, no sentido de assegurar à trabalhadora um tempo para estar perto da filha, nos primeiros meses, propiciando-lhe integral atenção e cuidado sem se preocupar com a as atribuições do emprego”.

A magistrada ainda ressalta que a legislação trabalhista permite aos empregadores a contratação temporária de empregados para substituir funcionárias em licença-maternidade. A decisão ainda destacou que “o dano experimentado pela autora não será ressarcido, pois se mostra de ordem moral, sentimental”. Para a relatora, esse dano “é patente” ao não conseguir permanecer com sua filha em tempo integral neste período”, o que justificaria a indenização por danos morais em R$ 10 mil.

Procurado pelo Valor, o advogado da Cereais Alimentos, Eurípedes de Almeida, não quis comentar o assunto, mas adiantou que deve recorrer da decisão.

No caso da Natura, a empresa recorreu ao TST após ter sido condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho do Pará a pagar R$ 50 mil reais por danos morais a uma trabalhadora. Contudo, a 8ª Turma do TST não conheceu o recurso por entender que o valor foi razoável pela extensão do dano.

A relatora do processo, ministra Maria Cristina Peduzzi, destaca no acórdão que, de acordo decisão do TRT, a situação causou profundo abalo psicológico à trabalhadora que precisou de tratamento médico com antidepressivos.

Na ação, a trabalhadora comprovou, por meio de e-mails e depoimentos testemunhais, que recebia cobranças da empresa e que tinha uma assistente dentro da sua residência durante o período da licença.

Procurada pelo Valor, a assessoria de imprensa da Natura informou por nota que a empresa “cumpre a legislação e incentiva todas as colaboradoras mães a usufruírem da licença-maternidade, proporcionando o benefício da extensão da licença pelo período de seis meses”. Ainda segundo a nota, “o processo citado encontra-se arquivado, e a Natura tomou todas as providências necessárias ao ter ciência do ocorrido”.

Segundo o advogado trabalhista e professor da pós-graduação da PUC-SP e FGV Rio, Túlio de Oliveira Massoni, existe uma tendência mundial do direito do trabalho em ter uma preocupação cada vez maior com a qualidade de vida do trabalhador, para que ele tenha preservado o convívio familiar, seus momentos de lazer e descanso.

Esse mesmo princípio, segundo Massoni, também tem sido aplicado pelo TST aos casos em que o funcionário trabalha durante as férias ou quando o trabalhador não tem sua hora de almoço garantida na integralidade. No primeiro caso, os ministros determinam o pagamento do período em dobro. No outro, o horário completo. “Essas decisões vêm para consolidar esse entendimento no TST, de que deve haver respeito também ao período de licença-maternidade”

Para evitar ações judiciais como essas, o advogado recomenda que as empresas se programem com antecedência para o período de licença de funcionárias. “A companhia deve pedir para ela repassar todas as pendências e contatos que serão necessários durante a sua saída.”

A advogada Mayra Palópoli, do Palópoli & Albrecht Advogados, ressalta que a licença-maternidade tem como objetivo estreitar essa relação mãe e filho durante os quatro primeiros meses do bebê. “Prejudica essa relação, mesmo que sejam poucos dias de trabalho durante esse período”, diz.

Valor Econômico – 27/08/2015

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Desemprego sobe para 8,3% no 2º trimestre

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 8,3% no segundo trimestre de 2015, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a maior da série histórica, iniciada em 2012.

A procura por trabalho aumentou de forma intensa no segundo trimestre de 2015, mas a geração de vagas foi insuficiente para inserir todas essas pessoas no mercado, afirmou há pouco Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O resultado é maior do que o observado nos primeiros três meses deste ano, quando ficou em 7,9%. No segundo trimestre do ano passado, a taxa de desemprego nacional havia sido ainda menor, de 6,8%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 1.882 no segundo trimestre de 2015. O valor é 0,5% menor do que no primeiro trimestre deste ano. O resultado ainda representa alta de 1,4% em relação ao período de abril a junho de 2014.
Já a massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 167,9 bilhões no segundo trimestre deste ano, queda de 0,3% ante os primeiros três meses de 2015 e avanço de 1,6% ante igual período de 2014.

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação com periodicidade trimestral para todo o território nacional. A nova pesquisa tem por objetivo substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

Mais desempregados. Em um ano até o segundo trimestre de 2015, 1,587 milhão de brasileiros saíram em busca de um trabalho sem encontrá-lo. O contingente representa um aumento de 23,5% na população desocupada em relação ao período de abril a junho de 2014. Com isso, o número de desempregados no País já chega a 8,354 milhões, o maior número já observado na série, iniciada em 2012. Na comparação com os primeiros três meses do ano, a população desocupada cresceu 5,3%, o que significa 421 mil pessoas a mais atrás de emprego.

Não que o País não tenha gerado vagas. No segundo trimestre, a população ocupada cresceu 0,2% em relação ao período de janeiro a março, uma abertura de 188 mil novos postos. Em relação ao segundo trimestre de 2014, o avanço foi de 0,2%, ou 159 mil vagas criadas. “O aumento da taxa de desocupação vem em função da maior procura por trabalho, mas a geração de vagas não alcança isso. Ela é bem inferior ao que seria necessário para manter a taxa estável ou até mesmo fazer a taxa entrar em declínio”, afirmou Azeredo.

A população fora da força de trabalho (inativa), que não busca emprego nem está trabalhando, diminuiu 0,5% no segundo trimestre em relação ao primeiro. Ao todo, 307 mil pessoas deixaram essa condição no período. Em relação ao período de abril a junho de 2014, porém, o contingente cresceu 1,0% (628 mil pessoas a mais).

Ao todo, a população na força de trabalho (chamada de economicamente ativa no âmbito da Pesquisa Mensal de Emprego, que mensura o mercado de trabalho nas seis principais regiões metropolitanas do País) aumentou 0,6% no segundo trimestre em relação ao primeiro (609 mil pessoas a mais). Já em relação ao segundo trimestre do ano passado, esse contingente cresceu em 1,747 milhão, alta de 1,8% no período.

O Estado de S.Paulo – 26/08/2015

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Comissão de trabalhadores da Usiminas aguarda julgamento

Pedido do MPT é que decisão seja reconsiderada e proposta seja levada a assembleia

A comissão de trabalhadores da Usiminas aguarda o julgamento do pedido feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), de reconsideração da decisão referente à jornada da empresa. A perspectiva é que a solicitação, para que o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) convoque assembleia extraordinária e votação da proposta, seja atendida ainda neste mês, na sessão de julgamento de mérito pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

No mês de julho, a desembargadora do TRT, Paula Oliveira Cantelli, concedeu, a favor do sindicato, medida liminar suspendendo os efeitos da decisão proferida pela juíza da 4º Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano. Ela afirmou que “ao sindicato cabe a defesa dos interesses de seus associados, sendo prerrogativa da diretoria, inclusive, a condução política. Presume-se legítima, em princípio, a negativa da entidade sindical em anuir com a proposta da Usiminas de redução dos direitos trabalhistas de seus filiados”.

Dias antes, a comissão protocolou um ofício e assinaturas no Sindipa. A intenção do grupo era que o sindicato convocasse assembleia extraordinária. Em audiência no MPT, por meio de seu advogado, o sindicato disse que não pretende convocar assembleia para apreciação da proposta de redução da jornada de trabalho da Usiminas, por entender que é prejudicial à categoria e não assegura qualquer estabilidade no emprego.

Entenda

A Usiminas propôs a redução da jornada de trabalho em um dia por semana, com a correspondente redução nos salários, no dia 28 de maio. A redução da jornada atingiria a todos os empregados de horário administrativo em todas as unidades do grupo, totalizando cerca de 3 mil pessoas. Um dos integrantes da comissão de trabalhadores, Adair Morais, explica que a intenção é provocar o Sindipa para que seja levado para apreciação dos trabalhadores a proposta da redução da jornada, com proporcional redução de salário, ideia que enfrenta forte residência por parte dos sindicalistas.

“Logicamente perdemos um pouco de empolgação devido a morosidade da Justiça. Mas continuamos bastante preocupados com o momento que a empresa atravessa e com a incerteza do nosso emprego, já que diariamente estamos perdendo colegas de trabalho e ninguém faz nada”, disse. Adair acrescenta que, recentemente, um grupo de engenheiros da Usiminas conseguiu aprovação da mesma proposta que foi apresentada pela empresa junto a entidade de classe, e que por “razões desconhecidas” não foi colocada para apreciação.

Adair Morais observa que o sindicato tem divulgado em seus informativos que a empresa está forçando a situação. “Solicitamos que a proposta seja colocada em votação e que a apuração seja realizada por escrutínio secreto. No dia 24, cerca de 800 metalúrgicos, funcionários da General Motors, em São Paulo, entraram no sistema Lay-Off (forma de uma empresa se adequar a cenários temporários de retração e estagnação) por um período de 5 meses, por determinação do TRT da 15ª região, isto está sendo realizado para evitar demissões”, informou.

MPT

O procurador do Ministério Público do Trabalho, Adolfo Jacob, pontua que ainda não está marcada a audiência para julgamento do mérito, no site do tribunal. Ele ressalta que o MPT considera justo e juridicamente correto, que os trabalhadores possam ser ouvidos e não ficar na mão da diretoria do sindicato, onde poucos decidem. “Os próprios trabalhadores devem decidir sobre contrato de trabalho e não algumas poucas pessoas. Tenho esperança de que no julgamento do mérito seja dada decisão para convocação de assembleia, onde o trabalhador poderá se manifestar, como todas as outras vezes que puderam se manifestar”, concluiu.

Fonte: Diário do Aço

 

 

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Ford confirma parada temporária na produção em SP e BA para se ajustar à demanda
Álvaro Campos

A Ford confirmou que interrompeu temporariamente a atividade em suas linhas de montagem em duas unidades, em São Paulo e na Bahia, “com o objetivo de ajustar o ritmo de produção à demanda do mercado”. Na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), a produção de carros ficou interrompida entre os dias 17 e 19 de agosto, enquanto a produção de caminhões permaneceu parada entre 17 e 25 de agosto.

Já na unidade baiana de Camaçari, a Ford não fabricou carros entre os dias 12 e 14 de agosto, e deixou de produzir motores entre 10 e 14 de agosto.

Nesta terça-feira, 25, operadores do mercado apontaram que informações sobre possíveis novas paradas nas unidades da Ford estavam entre os fatores de pressão para a queda das ações de siderúrgicas listadas na Bovespa, já que a montadora é uma das principais clientes do setor.

Questionada pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a companhia não se pronunciou sobre novas interrupções nas linhas de montagem.

Fonte: A Tarde Online

Redação On agosto - 26 - 2015
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