Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sexta-feira, 19 de Julho de 2019






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Crise sem fim na indústria

A indústria teve o pior semestre desde 2009 e viu sua produção encolher 6,3% este ano. Para analistas, desta vez, a recuperação será mais lenta do que em 2009. A fabricação de máquinas e equipamentos, termômetro dos investimentos, desabou 20%.

O número positivo de maio não passou de um ponto fora da curva. Após crescer 0,6% naquele mês, frente a abril, a produção industrial brasileira voltou a ter queda em junho, confirmando a trajetória em que está desde meados de 2013. Com o recuo de 0,3% em relação a maio, o setor fechou a primeira metade de 2015 com perda de 6,3%, segundo pesquisa divulgada ontem pelo IBGE. Foi o pior resultado semestral desde 2009. Naquele ano pós-crise global, a queda chegou a 13% no primeiro semestre, mas a recuperação veio rapidamente, com forte alta de 10,2% no ano de 2010. Agora, o caminho de volta será mais íngreme, com crise política, ajuste fiscal e piora do mercado de trabalho dificultando a retomada.

— A gente não consegue enxergar uma recuperação nessa magnitude (como em 2009).

Os principias setores que estão em queda são os relacionados à confiança, como bens de capital e veículos. Nesse ambiente que, além de tudo, tem a Lava-Jato tomando proporções muito maiores, a crise política que anuncia um segundo semestre bastante turbulento, não tem espaço claro para reversão de confiança.

Esse prolongamento (negativo) deve se estender — avalia Rafael Bacciotti, economista da Tendências.

INDICADOR DE INVESTIMENTO CAI 20%
Em relatório, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) também traça um paralelo com 2009. Destaca que, naquele ano, os motivos que levaram à retração eram diferentes, possibilitando uma recuperação mais rápida.“(O ano de) 2015 será um dos piores da indústria brasileira, mais grave do que a crise registrada em 2009, pois suas causas são de outra natureza e, por isso mesmo, tenderá a se alongar no tempo”, afirma o instituto.

Entre os representantes dos setores, também há pessimismo. Para Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq, que representa a indústria de máquinas e equipamentos, “não há luz no fim do túnel”. O segmento amargou perdas de 11,3% no semestre.

— Não estamos vendo luz no fim do túnel. A única coisa positiva é o dólar ter aumentado, o que melhora um pouco a competitividade, principalmente em relação à concorrência americana — afirma Pastoriza.

Não por acaso, analistas têm insistido na importância da retomada da confiança para garantir uma recuperação da economia. O resultado do primeiro semestre foi marcado justamente por quedas em segmentos muito ligados às expectativas de consumidores e empresários. A produção de bens de capital — indicador do nível de investimento — encolheu 20% de janeiro a junho, também o pior número desde 2009 (-21%). A segunda maior queda semestral, de 14,6%, ocorreu em bens de consumo duráveis — como eletrodomésticos e automóveis —, impactados pelo aperto no crédito.

O balanço seria pior, não fosse a contribuição dos chamados bens intermediários, que englobam as indústrias extrativas e que, impulsionados pelo setor externo, recuaram apenas 3,1% (no semestre), bem menos intenso que a média. Também colaborou para atenuar o tombo o desempenho de bens semi e não duráveis, setor em que se enquadra a indústria de alimentos. Uma das hipóteses é que o dólar alto esteja influenciando a exportação de frangos.

Excluindo possíveis melhoras pontuais, André Macedo, gerente de coordenação de indústria do IBGE, destaca que o número divulgado ontem reforça a manutenção do ritmo de queda no setor.

— Claro que um 0,6% observado em maio melhora o ritmo, mas sinalizava algo mais pontual em função de o crescimento não ter sido disseminado. Era uma expansão em cima de poucas atividades, algumas que talvez tivessem regularizado a situação de estoque — diz Macedo.

Se, em maio, a expansão foi puxada por resultados positivos em poucos segmentos, em junho, as perdas foram generalizadas. Dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE, 24 tiveram queda na comparação com os primeiros seis meses de 2014. Além disso, 70,1% dos produtos acompanhados tiveram retração.

O destaque ficou com os setores que mais têm sentido a crise da indústria. No segmento de veículos automotores, que acumulou perda de 20,7% entre janeiro e junho, o percentual de produtos em retração está entre os mais elevados: dos 37 que compõem o setor, 92% tiveram resultados negativos. Já o ramo de equipamentos de informática e produtos eletrônicos encolheu 27,8% no semestre. Nesse caso, a parcela de produtos em queda foi de 85%.

Na comparação com junho do ano passado, os dados também mostram fraqueza da indústria. A produção caiu 3,2%, em relação a um período que já foi de forte contração, por causa dos feriados da Copa do Mundo. Ou seja, a produção recuou frente ao pior mês para o setor em 2015.

— Se não tivesse a Copa, a queda poderia ter sido de 4% a 4,5%. O dado é bastante fraco. Mas isso estava mais ou menos no radar. Há uma forte desaceleração da massa salarial, uma forte contração do crédito, todos esses fatores influenciam — destaca Fábio Silveira, diretor de pesquisas econômicas da GO Associados.

PIORA NAS PROJEÇÕES PARA 2015
O economista acredita que o ambiente recessivo deve se prolongar ao longo de 2015, e, se o câmbio continuar em um patamar favorável à exportação, a indústria pode começar a ter uma recuperação em 2016. Mas, mesmo para uma modesta retomada no ano que vem, ainda há riscos, embora a consultoria não esteja trabalhando com o pior cenário possível.

— Se piorar o quadro político, isso assusta investidor. Então, a taxa de câmbio poderia ir a R$ 4. Se isso acontecer, a recuperação gradual no ano que vem, fechando na estabilidade, tudo vai por água abaixo. O câmbio está no limite do custo-benefício para a indústria. Não pode desvalorizar muito além dos R$ 3,30 ou R$ 3,40, porque começaria a encarecer dívida em moeda estrangeira — analisa Silveira.

Para Rafael Bacciotti, da Tendências, os dados do IBGE reforçam a expectativa de um ano fraco para o setor. Até ontem, a consultoria projetava queda de 5% da indústria no fim de 2015, mas esse número deve ser revisado para algo próximo de 7%. Já o Banco Fator manteve a previsão de retração de 5,4%, enquanto o banco ABC Brasil prevê queda de 5%.

O Globo – 05/08/2015

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Sul-coreana do setor de autopeças investe R$ 35 milhões em nova planta, em SP

Kwangjin escolheu Sumaré para construir a primeira planta na América do Sul, criando 170 empregos e nacionalizando a produção de autopeças.

A fornecedora de autopeças sul-coreana Kwangjin vai investir R$ 35 milhões em uma nova fábrica em Sumaré (SP), que será a primeira da companhia na América do Sul. A empresa vai produzir mecanismos e módulos para janelas de carros e assina, nesta segunda-feira (3), protocolo de cooperação com a prefeitura de Sumaré, na sede do governo municipal.

A Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, está apoiando o projeto.

“A Kwangjin vê grande potencial no mercado automobilístico brasileiro e estamos muito otimistas com o futuro da nossa empresa no País. Gostaríamos de agradecer à prefeitura de Sumaré, à Investe São Paulo e aos nossos colaboradores por terem nos recepcionado tão calorosamente e fornecido todo o apoio necessário para nossa primeira fábrica na América do Sul”, afirmou Daniel Kim, diretor executivo da Kwangjin Brasil.

Espera-se que, até 2020, a empresa faça um novo investimento no Brasil, de R$ 70 milhões. A ideia é construir uma unidade que aumente a produção e traga novos compradores.

No Brasil, GM, Hyundai e Volkswagen são os principais clientes da Kwangjin. A General Motors, inclusive, compra hoje módulos e mecanismos para vidros de porta, além de sistemas de fechadura, da unidade mexicana da Kwangjin. Mas a montadora solicitou que a empresa viesse para o Brasil para ajudar a aumentar o índice de nacionalização de seus automóveis.

“A prioridade da empresa era ficar próximo a um dos principais polos automotivos do Estado. Em Sumaré, a Kwangjin vai ter acesso a excelentes estradas e funcionários capacitados para a fábrica”, explicou o presidente da Investe SP, Juan Quirós.

A unidade está sendo instalada em um galpão alugado, gerando 170 empregos diretos e 30 indiretos. A ideia é atender 600 mil veículos por ano até 2017, mas a capacidade total da fábrica deve chegar a 1,3 milhão por ano. Espera-se que as vendas atinjam US$ 60 milhões anuais a partir de 2017.

“Sumaré dá as boas vindas à Kwangjin. Temos tido um bom relacionamento com as empresas que já estão instaladas ou estão chegando ao município. Há agora uma política pública municipal de busca e atração de novos investimentos através deste bom relacionamento. Apesar de todas as dificuldades que o país enfrenta, Sumaré está recebendo muitos investimentos privados, nossas empresas estão ampliando a produção a abrindo novos negócios”, apontou a prefeita Cristina Carrara.

Ela ainda destacou o desempenho do município na atração de investimentos nos últimos anos. “A cidade está ocupando cada vez mais seu espaço no cenário econômico nacional. Muitas empresas estão expandindo, outras anunciando sua vinda para a cidade. Temos pela frente um leque de oportunidades muito grande, e estamos ocupando estes espaços. E quando as empresas chegam aqui ou ampliam suas atividades, precisam de mais mão de obra, de novos fornecedores, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento”, complementou Cristina Carrara.

Até o momento a empresa já tem contratos fechados com a GM e a Volkswagen, mas existe a possibilidade de que forneça também para a Hyundai, parceiras da Kwangjin em outros locais como Europa e China.

Fonte: CIMM

 

 

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Google já tem sua própria montadora de veículos, diz jornal

Google to LLC teria ganho licença no ano passado na Califórnia.

Empresa já testa carros sem motorista nas ruas dos Estados Unidos.

Há algum tempo, o Google testa carros que dirigem sozinhos e já prometeu que eles estarão prontos para o consumo em 2020, mas o que ninguém sabia é que a empresa de tecnologia já se registrou como fabricante de veículos nos Estados Unidos.

Segundo documentos obtidos pelo jornal britânico The Guardian, o Google Auto LLC foi criado ainda em 2011 e licenciado para montar automóveis no ano passado, na Califórnia. A empresa não comentou as informações.

Ainda segundo o jornal, o Google Auto LLC aparece como fabricante dos 23 carros autônomos da Lexus, que são testados nas ruas sem motoristas e se envolveram recentemente em pequenos acidentes.

[Carro autônomo do Google em foto de 13/05/2014 (Foto: Eric Risberg/AP)] Modelo Lexus modificado pelo Google em foto de 13/05/2014 (Foto: Eric Risberg/AP)

Em maio deste ano, o diretor do programa de carros autônomos do Google, Chris Urmson, foi apontado como CEO da subsidiária. No mesmo mês, a empresa anunciou a construção de 100 protótipos sem volante e pedais de aceleração ou freio.

O The Guardian afirma ainda ter visto documentos enviados ao órgão nacional de segurança viária dos EUA (NHTSA). Neles, os protótipos são descritos como “veículos leves de baixa velocidade” e não serão vendidos comercialmente, pelo menos por enquanto.

Os carrinhos do Google seriam empurrados por motor elétrico de 20 a 30 kW (27 a 40 cv), com tração traseira e freios independentes em cada roda. A velocidade máxima seria de 40 km/h.

Até então, esperava-se que a gigante de tecnologia se associasse a uma montadora de veículos para produzir seus modelos autônomos, mas agora ganha força a ideia de o Google ter sua marca própria de carros.

Por outro lado, é possível que a nova empresa tenha sido criada apenas para minimizar os riscos, caso seja um desastre.

Carros autônomos

Além do Google, outras empresas têm projetos relacionados a carros sem motorista, a maioria delas são montadoras de veículos, como Toyota, Nissan, Mercedes-Benz, Audi e Volvo. Por ora, são apenas testes: nenhuma marca foi autorizada a comercializar esse tipo de carro.

Alguns estados dos EUA e países europeus autorizaram que veículos em teste circulem por vias públicas. Especialistas afirmam que a viabilidade dos carros autônomos depende, além da tecnologia desses veículos, de interação com sistemas de controle de tráfego das cidades e rodovias.

Fonte: G1

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Chery dará férias coletivas para 200 funcionários em Jacareí

Em comunicado oficial, montadora afirma querer continuar seus planos de expansão no Brasil

A Chery anunciou nesta segunda-feira (3) que dará férias coletivas para 200 funcionários entre 17 de agosto e 5 de setembro. A fábrica da montadora chinesa fica em Jacareí, no interior de São Paulo, e irá completar um ano de opereação no final de agosto.

De acordo com a montadora, a medida serve para adequar o volume de produção à demanda do mercado, sem que haja demissões. Em seu comunicado oficial, a Chery afirma que quer “se manter atuante no cenário nacional e continuar seus planos de expansão no Brasil, sem impactar o atual quadro de colaboradores”.

No mês passado, a montadora anunciou um aporte financeiro de R$ 400 milhões na linha de montagem, que terá uma unidade específica para a produção do novo Tiggo 5 a partir de setembro deste ano. Anunciada em 2011, a linha de produção é fruto de investimentos de US$ 500 milhões (R$ 1,2 bilhão), dos quais US$ 400 milhões foram destinados à linha de montagem e US$ 130 milhões à fábrica de motores.

Além do SUV, o Celer já é produzido no local e, em breve, o novo QQ também sairá da linha de produção. Contando com o Tiggo 5, será o terceiro veículo da Chery a ser nacionalizado no país.

Veja o comunicado da Chery na íntegra:

Única montadora a criar cerca de 500 postos de trabalho em 2014, a Chery Brasil optou por adotar férias coletivas na produção, no período de 17 de agosto a 05 de setembro. A chinesa acompanha as principais empresas do setor com medidas para adequar o volume de produção à demanda do mercado e, desta forma, se manter atuante no cenário nacional e continuar seus planos de expansão no Brasil, sem impactar o atual quadro de colaboradores.

Fonte: Auto Esporte

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John Deere investe US$ 40 milhões na planta de Montenegro

Fabricante de máquinas agrícolas inaugurou, ontem, linha de produção para novos tratores de alta potência

Luiz Eduardo Kochhann, de Montenegro

Modelos 8R, com 370 cavalos, estão alinhados com a crescente busca por produtividade

A John Deere inaugurou sua nova linha de produção de tratores ontem, na fábrica de Montenegro, após investimento de US$ 40 milhões com recursos próprios. No local, serão montados cinco modelos da Série 8R e, dessa maneira, a planta gaúcha torna-se a segunda no mundo e a primeira fora dos Estados Unidos a produzir a principal linha de alta potência da companhia. A empresa não divulgou a capacidade a ser instalada, mas as primeiras unidades começam a sair da planta apenas em novembro, pois a estrutura ainda passa por ajustes.

“Trazer nosso principal produto para o Brasil significa que temos confiança nessa fábrica para produzir em nível mundial e indica que acreditamos no desempenho da economia brasileira em longo prazo”, afirmou o CEO da Deere & Company, Samuel Allen. Utilizados, principalmente, em grandes propriedades, os tratores da linha 8R serão os mais potentes fabricados em território nacional, com 370 cavalos. A comercialização deve ser feita por consórcio e financiamento via Finame. “São equipamentos alinhados com as crescentes demandas por produtividade”, completa Allen.

De acordo com o presidente da John Deere Brasil e vice-presidente de Marketing e Vendas para a América Latina, Paulo Herrmann, a estrutura fabril funcionará em sintonia com a demanda e não foi estipulado um tempo de retorno para o investimento. O objetivo, entretanto, é viabilizar o crescimento por meio de produtos de alta potência, vistos como a principal tendência do segmento agrícola para os próximos anos. Além disso, a exportação de tratores é encarada como alternativa para compensar perdas no mercado interno, tendo os vizinhos sul americanos como principais destinos.

A John Deere espera retração de cerca de 10% no setor em 2015, com queda maior em colheitadeiras na comparação com tratores. “Temos que fazer investimento no momento em que o mercado está retraído. Assim, quando a economia reaquecer, estaremos prontos para tirar o máximo da fábrica”, destacou Herrmann. Nesse sentido, segundo o executivo, o investimento na linha de tratores de alta potência é um indicativo de retomada do mercado. A elevação dos juros do Finame, de 4,5% para 7,5%, tampouco é vista como um impeditivo para comercialização. “A taxa ainda é negativa na comparação com a inflação”, afirmou.

A fábrica de Montenegro, que iniciou em 2007 com 12 modelos, contará com 24 até o fim do ano, sendo cinco da nova linha. “Conseguimos provar que tínhamos condição de receber o investimento, pois trata-se de um produto de alta qualidade e tecnologia, produzido somente nos Estados Unidos”, comemorou o gerente da planta gaúcha, Paulo Rohde. O aporte financeiro para a nacionalização da 8R havia sido anunciado em 2013. Desde então, os investimentos no Brasil somam mais de US$ 200 milhões. Entre eles, US$ 180 milhões em duas fábricas de máquinas de construção, inauguradas em fevereiro do ano passado, em Indaiatuba (SP); e US$ 40 milhões na ampliação da planta de Catalão (GO).

JCRS – 05/08/2015

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Cai número de horas trabalhadas na indústria

O nível de emprego e as horas trabalhadas na indústria caíram em junho, mas os indicadores de renda registraram melhora. Os dados são da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). As horas trabalhadas, na série dessazonalizada, recuaram 1,1% no confronto mensal e caíram 5,3% ante junho do ano passado. O nível de emprego caiu 0,7% entre maio e junho. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o indicador recuou 0,7%.

O uso de capacidade instalada da indústria ficou quase estável, subindo 0,1 ponto percentual entre maio e junho, para 80,1%, feitos os ajustes sazonais. Na comparação com junho de 2014, houve queda de 0,7 ponto percentual.

Apesar desses números, os indicadores de renda na indústria cresceram em junho. A massa salarial real aumentou 0,8% entre maio e junho e caiu 4,7% ante o mesmo mês de 2014. O rendimento médio real, por sua vez, subiu 1,3% entre o quinto e o sexto mês deste ano e subiu 1% entre os meses de maio de 2014 e 2015.

O faturamento real do setor industrial caiu 5,5% em junho frente ao mês imediatamente anterior (com ajuste sazonal). Na comparação com junho de 2014, também houve recuo de 5,2%.

A CNI estima que, ao fim de 2015, o nível de emprego na indústria vai mostrar queda de 4,4%, caso o setor mantenha o atual nível de atividade. Na primeira metade de 2015, houve queda de 4,6% na comparação com o mesmo período de um ano antes.

Flávio Castelo Branco, gerente- executivo de política econômica da CNI, diz que “não há sinais de reversão” da trajetória de contração da indústria neste ano. “O ajuste fiscal continua e os juros devem permanecer em patamar elevado por período longo. Juros altos com certeza vão manter as dificuldades de financiamento e perspectivas pouco favoráveis. Além disso, os indicadores de confiança estão em níveis baixos”, afirmou.

De acordo com as previsões da entidade, o faturamento real da indústria cairá 9,2% e as horas trabalhadas na produção cairão 7,6%. Para a CNI, também haverá números pouco animadores na renda dos trabalhadores. Para Castelo Branco, a melhoria de renda em junho só aconteceu por causa das demissões e dos encargos trabalhistas pagos aos dispensados. Ao fim do ano, a CNI prevê que a massa salarial real caia 4,4%.

Valor Econômico – 05/08/2015

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Atuação da OAB garante correção de créditos trabalhistas pela inflação

Brasília – Em decisão histórica proferida nesta terça-feira (4), o Tribunal Superior do Trabalho determinou que os créditos provenientes de ações trabalhistas sejam corrigidos de acordo com a inflação. Por entendimento unânime, o plenário da corte considerou inconstitucional a aplicação da TR, valendo agora o IPCA-E. A OAB participou do julgamento como amicus curiae.

O presidente nacional da Ordem, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, fez sustentação oral no julgamento e definiu a decisão do TST como uma vitória de toda a sociedade. “Essa decisão histórica teve a participação da OAB, que funcionou não apenas em benefício dos advogados, mas em favor da sociedade brasileira”, disse.

“Garantirá que os direitos reconhecidos em favor da parte que teve ganho de causa da Justiça terão pagamento com correção adequada, sem depreciação. A demora no cumprimento de uma obrigação não resultará em benefício ao devedor, estimulando, assim, que todos possam cumprir com seus deveres: empresas públicas, empregadores e cidadãos. Não cumprindo, deverão restituir o que é do direito alheio com a devida correção monetária”, explicou.
O TST levou em consideração no julgamento a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu como inconstitucional o uso da TR (Taxa Referencial) como índice de correção monetária. A Suprema Corte definiu que o IPCA-E (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial) representa índice que reflete a inflação e a manutenção do valor da moeda, recompondo, assim, o patrimônio lesado.

Pela modulação definida serão alterados os créditos a partir de 30 de junho de 2009 nos processos em aberto, restando garantida segurança jurídica nos processos em que houve pagamento integral ou parcial. A Comissão de Jurisprudência definirá as alterações que serão feitas na ordem jurisdicional do tribunal, em especial sobre o cancelamento ou revisão da Orientação Jurisprudencial nº 300, da SBDI-1.

“Pelo entendimento do STF, qualquer correção monetária incidente sobre obrigações em espécies deve refletir exata recomposição do poder aquisitivo decorrente da inflação, sob pena de violar rito fundamental de propriedade do credor, protegido pela Constituição”, votou o ministro Cláudio Brandão, relator da matéria.

Fundamentação
Em sua sustentação oral, Marcus Vinicius elencou os fundamentos de inconstitucionalidade da correção pela TR: ofensa ao direito de propriedade e aos princípios da isonomia, da separação dos poderes e da autoridade da coisa julgada.

Segundo o presidente da Ordem, o índice da TR não repõe o valor do crédito, mostrando que ele foi de apenas 0,8% em 2014, enquanto o IPCA ultrapassou os 6%. “O direito reconhece que a obrigação deve ser cumprida não quando o Judiciário reconhece, mas quando ela surgiu. Sem a correção, o descumprimento das obrigações passa a ser vantajoso, ferimento claro do direito de propriedade”, argumentou.
Para a OAB, o Judiciário deve ter independência para definir qual índice de correção mantém o valor da moeda, não se submetendo necessariamente a texto legislativo. Pela isonomia, a Ordem criticou o fato de o poder público não usar a TR para cobrar tributos, usando a taxa apenas na hora de pagar o credor.

“Por fim, a TR fere a autoridade da coisa julgada. O reconhecimento judicial deve ter dignidade. Não se compactua com esse princípio ter decisões flexibilizadas e subjugadas por índices que correção que não compõem os que o Judiciário reconheceu como devido”, disse.

O presidente foi acompanhado na sessão pelo ouvidor-geral da OAB, José Alberto Ribeiro Simonetti Cabral, e pelo ouvidor adjunto, Gedeon Pitaluga.

O advogado Mauro Azevedo Menezes, representante da parte na Arguição de Inconstitucionalidade analisada, explicou que a decisão do TST restitui na plenitude os direitos sonegados aos trabalhadores. “A Justiça de dignifica quando o cidadão recebe o crédito e se recupera do prejuízo causado por um mau empregador.”

TST – 04/08/2015

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Isonomia de salário custará R$ 8,1 bi

A proposta de Emenda Constitucional (PEC) n º 443/2009, que vincula os salários de diversas carreiras do serviço público federal às remunerações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), está tirando o sono do Palácio do Planalto. Caso seja aprovado, o projeto, que embute reajuste mínimo de 53%, causará rombo de pelo menos R$ 8,1 bilhões no caixa do Tesouro Nacional. É praticamente a meta fiscal de 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB) — R$ 8,7 bilhões — anunciada para este ano pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

O gasto extra leva em consideração apenas as quatro principais classes beneficiadas pela vinculação dos salários: os advogados públicos, os auditores-fiscais (da Receita Federal e do Ministério do Trabalho), os analistas do Banco Central e os fiscais agropecuários Com a PEC n º 433, algumas delas mais que dobrarão os rendimentos. O valor é considerado extremamente alto, principalmente nesse momento em que a equipe econômica se esforça para equilibrar as contas públicas.

A distorção é enorme, segundo integrantes do governo. “Os R$ 8,1 bilhões representam praticamente o montante anual que o Planejamento ofertou para todos os servidores civis do Executivo, de R$ 8,3 bilhões, como reajuste em 2016”, disse um dos técnicos, ou seja, as quatro carreiras pretendem embolsar, sozinhas, o valor oferecido a 610 mil pessoas na ativa. No total, a fatura do reajuste de 21,3% proposto pelo governo ao logo de quatro anos custará R$ 32,2 bilhões.

Hoje, o ganho mensal dos ministros do Supremo — o teto do funcionalismo — são de R$ 33.763. Os 90,25%, portanto, equivalem a R$ 30.471. Segundo as simulações com base na PEC n º 443, a remuneração atual dos advogados saltaria de R$ 19.913 para R$ 30.471, com impacto anual de R$ 852,8 milhões nos cofres públicos, distribuídos entre 2.451 procuradores da Fazenda, 604 defensores públicos federais e 3.147 advogados-gerais da União).

A conta aumenta quando são incluídos 31.033 auditores da Receita Federal e 6.689 auditores do Trabalho, cujos salários, de R$ 21.403, seriam acrescidos de mais R$ 9.067. Ao fim de um ano, os contribuintes bancariam mais R$ 4,4 bilhões a essas categorias,Já os analistas do Banco Central, com ganho de R$ 17.330, teriam reajuste médio de R$ 13.410,25, que, multiplicado por 9.576 servidores, custaria R$ 1,7 bilhão por ano. Os 5.976 fiscais federais agropecuários, por sua vez, entregariam fatura extra ao Tesouro Nacional de R$ 1,2 bilhão, com os rendimentos mensais, de R$ 15.029, sendo acrescidos de um adicional de R$ 15.442.

No entender do economista Raul Velloso, um aumento nessas proporções é impossível. “Não tem como o governo se virar. O estrago é grande”, disse. Segundo Mansueto Almeida, a reivindicação sequer faz sentido. “A previsão de aumento de gasto anual com a totalidade dos servidores, ativos e inativos, é de R$ 16 bilhões, caso o governo feche o acordo de reajuste de 21,3% até 2019. Incluir aí mais 50% vai causar um impacto substancial. Não é hora de discutir uma despesa desse porte”, reforçou.

Correio Braziliense – 05/08/2015

Redação On agosto - 5 - 2015
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