Sindicato Nacional da Indústria de
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Sexta-feira, 19 de Julho de 2019






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Proteção excessiva para setores industriais é prejudicial

A barreira efetiva da economia brasileira foi da ordem de 25% nos últimos 15 anos, mas alguns setores da indústria de transformação chegam a ter mais de 100%

O Globo


A indústria de transformação, em sua maior parte, ganhou impulso no Brasil a partir de um processo de substituição de importações nos anos 1950. Inicialmente, por necessidade. O país se urbanizava e formava um mercado consumidor para bens manufaturados nas principais cidades. Mas as receitas cambiais (provenientes da exportações de produtos primários, especialmente o café) não eram suficientes para cobrir as importações que os brasileiros demandavam na época.

Foi preciso, então, criar barreiras aos bens vindos de fora para estimular o nascimento da indústria. Tarifas elevadíssimas ou até mesmo a exigência de autorizações de órgãos governamentais tornavam proibitivas, na prática, as importações.

Já em meados da década desenhava-se uma política industrial inteiramente calcada nesse tipo de protecionismo.

De fato, as condições para a industrialização eram difíceis. Escassez de capital, deficiências de infraestrutura, falta de mão de obra qualificada eram fatores que deixavam as indústrias nascentes brasileiras menos competitivas diante dos produtos fabricados nos países com larga tradição no setor. Porém, as premissas que orientaram esse processo de substituição de importações acabariam se perpetuando. Nas décadas de 1970 e 1980, lastrearam uma política equivocada de reserva de mercado na informática. Ainda hoje, essa visão causa distorções quando influenciam a política de conteúdo local para bens e serviços contratados pelo setor de petróleo.

 

 Muitos dos problemas estruturais dos anos 1950 foram superados, porém vários outros resistem na economia brasileira, contribuindo para a perda de competitividade. No entanto, o excesso de protecionismo não se justifica. Empresas submetidas à concorrência são forçadas a buscar ganhos de produtividade que as habilitam a conquistar mais consumidores e novos mercados.

Estudo elaborado pelo Grupo de Indústria e Competitividade do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que o grau de proteção econômica se manteve ao redor de 25% nos últimos 15 anos, no país. Em 2014, foi estimado em 26,3%. Encomendado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o levantamento mostra que mesmo após a abertura comercial que se verificou nos anos mais recentes, continuam a existir discrepâncias. Devido à estrutura de impostos setoriais, a proteção efetiva apontada para automóveis e utilitários era da ordem de 127,2% e para ônibus e caminhões de 132,7%, em 2014.

Mantidas essas condições, dificilmente os segmentos da indústria de transformação ultraprotegidos chegarão a ter a competitividade necessária para reconquistar mercados externos. O que o país necessita hoje, e cada vez mais.

Setor automotivo passa por uma crise absolutamente momentânea,diz Anfavea

Infomet
Com as dificuldades enfrentadas pelo setor automotivo, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, afirmou nesta terça (21/07) que acredita que a recuperação do setor acontecerá no segundo trimestre do próximo ano já que a crise é “absolutamente momentânea”. Para este ano, Moan acredita que o segundo semestre será melhor ou igual ao primeiro semestre de 2015.

Sobre o ajuste fiscal em curso, Moan acredita que ele será “efetivado” até agosto e que isso é um bom sinal para que as empresas possam se programar. “Definido o ajuste, as empresas conhecerão a regra do jogo e compete a nós movimentar a economia”. A Anfavea conta também com o aumento das exportações e esse é um movimento positivo para o setor e para a economia.

Segundo o presidente da Anfavea, não houve cancelamento de um centavo de investimento por parte do setor. “Vamos continuar investindo sem dúvida neste país e o PPE (Programa de Proteção ao Emprego) é fundamental”, ressaltou o representante do setor automotivo. De acordo com ele, o principal fator para redução do nível de confiança do trabalhador é o medo de perder emprego e, com o PPE, esse medo é reduzido.

O presidente da Anfavea afirmou que o PPE é um programa “pró-ajuste fiscal” e algumas empresas já estão adiantando com representantes dos sindicatos a adesão ao PPE, mas todas estão aguardando regulamentação. “Temos convicção de que há excedente de pessoal”, ponderou ao ser questionado sobre a quantidade de trabalhadores que estarão no programa. De acordo com cálculos realizados por Moan, o setor tem cerca de 18 mil funcionários em lay-off ou em férias coletivas.

O presidente da associação afirmou que todas as empresas do setor terão os pré-requisitos para aderir ao PPE e fez questão de ressaltar que todos os outros programas de proteção ao emprego continuarão funcionando e que as empresas estudarão a melhor alternativa a ser adotada.

 

O pessoal ocupado na indústria recuou em relação a abril (-1,0%), na série com ajuste sazonal, e em relação a maio de 2014 (-5,8%), acumulando quedas no ano (-5,0%) e nos últimos 12 meses (-4,4%). O número de horas pagas também teve taxas negativas nessas quatro comparações (-1,3%, -6,6%, -5,6% e -5,1%) assim como o valor da folha de pagamento real (-3,7%, -9,7%, -5,9% e -4,2%).


Variáveis Variação (%)
Maio 2015/ Abril 2015*
Maio 2015/ Maio 2014
Acumulado Janeiro – Maio
Acumulado nos 12 Meses
Pessoal Ocupado Assalariado
-1,0
-5,8
-5,0
-4,4
Número de Horas Pagas
-1,3
-6,6
-5,6
-5,1
Folha de Pagamento Real
-3,7
-9,7
-5,9
-4,2

Em maio de 2015, o total do pessoal ocupado assalariado e o número de horas pagas na indústria permaneceram com o comportamento de menor intensidade, com o primeiro apontando o quinto resultado negativo consecutivo; e o segundo registrando a queda mais intensa desde janeiro de 2009. Esses resultados refletem, especialmente, a diminuição de ritmo que marca a produção industrial desde o último trimestre de 2013, com redução de 9,7% desde outubro de 2013. Nesse mesmo período, o pessoal ocupado e do número de horas pagas também mostraram perdas: de -7,3% e de -8,2%, respectivamente. A evolução da média móvel trimestral reforça esse quadro: nas duas variáveis, seu desempenho é predominantemente negativo desde o fim do primeiro semestre de 2013.Os sinais de menor dinamismo também ficaram evidentes no confronto do primeiro trimestre de 2015 com o acumulado do bimestre abril-maio de 2015, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, em que tanto o pessoal ocupado assalariado (de -4,6% para -5,6%) quanto o número de horas pagas na indústria (de -5,2% para -6,3%) acentuaram o comportamento negativo, acompanhando o movimento de queda na produção industrial, que passou de -5,9% para -8,3% no período.

Pessoal Ocupado Assalariado recuou 1,0%

Em maio de 2015, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou queda de 1,0% frente ao patamar do mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Foi a quinta taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 3,1%. Vale citar que o recuo nesse mês foi o mais intenso desde fevereiro de 2009 (-1,3%). Com esses resultados, a média móvel trimestral recuou 0,8% no trimestre encerrado em maio de 2015 frente ao mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em abril de 2013.Na comparação com igual mês do ano anterior, o emprego industrial recuou 5,8% em maio de 2015, quadragésimo quarto resultado negativo consecutivo nesse confronto e o mais intenso desde setembro de 2009 (-6,1%). No acumulado no ano, o pessoal ocupado na indústria recuou 5,0%, ritmo de queda mais acentuado do que o observado no primeiro trimestre de 2015 (-4,6%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Já o acumulado nos últimos doze meses recuou 4,4% e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).Em maio de 2015, o contingente de trabalhadores recuou em dezessete dos dezoito ramos pesquisados, com destaque para meios de transporte (-11,0%), alimentos e bebidas (-3,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,9%), produtos de metal (-10,6%), máquinas e equipamentos (-7,2%), vestuário (-7,5%), outros produtos da indústria de transformação (-9,6%), calçados e couro (-7,6%), metalurgia básica (-6,6%), papel e gráfica (-3,3%), refino de petróleo e produção de álcool (-7,0%), indústrias extrativas (-5,2%), minerais não-metálicos (-2,4%) e produtos têxteis (-2,9%). Já o setor de produtos químicos (0,2%) teve o único resultado positivo no mês.No acumulado do ano, o emprego industrial recuou 5,0%, com taxas negativas nos dezoito setores investigados. As contribuições negativas mais relevantes vieram de meios de transporte (-9,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,2%), produtos de metal (-9,9%), alimentos e bebidas (-2,1%), máquinas e equipamentos (-5,8%), outros produtos da indústria de transformação (-8,6%), calçados e couro (-7,4%), vestuário (-5,1%), metalurgia básica (-6,4%), papel e gráfica (-3,1%), refino de petróleo e produção de álcool (-6,8%), indústrias extrativas (-4,4%) e produtos têxteis (-2,7%).

Número de Horas Pagas recuou 1,3%

Em maio de 2015, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, recuou 1,3% frente ao mês imediatamente anterior, terceira taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 2,8%. O recuo nesse mês foi o mais intenso desde janeiro de 2009 (-1,5%). Com esses resultados, a média móvel trimestral recuou 0,9% no trimestre encerrado em maio de 2015 frente ao patamar do mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em maio de 2013.Em relação a igual mês do ano anterior, o número de horas pagas na indústria caiu 6,6% em maio de 2015, vigésima quarta taxa negativa consecutiva neste confronto e a mais intensa desde agosto de 2009 (-6,7%). No acumulado do ano, o número de horas pagas na indústria recuou 5,6%, acentuando a magnitude de queda observada no primeiro trimestre do ano (-5,2%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. No acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -4,8% em abril para -5,1% em maio, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).Em maio de 2015, o número de horas pagas recuou 6,6% no confronto com igual mês de 2014, com quedas em dezessete dos dezoito ramos pesquisados. As principais influências negativas vieram de meios de transporte (-12,5%), máquinas e equipamentos (-10,0%), alimentos e bebidas (-3,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,1%), produtos de metal (-11,1%), calçados e couro (-11,6%), outros produtos da indústria de transformação (-9,1%), vestuário (-5,7%), metalurgia básica (-9,6%), papel e gráfica (-4,4%), minerais não-metálicos (-3,8%), refino de petróleo e produção de álcool (-8,6%), borracha e plástico (-3,5%) e indústrias extrativas (-4,9%). Por outro lado, o setor de produtos químicos (0,4%) foi a única influência positiva nesse mês.No acumulado do ano houve recuo de 5,6% no número de horas pagas, com os dezoito setores pesquisados em queda. Os destaques foram meios de transporte (-10,3%), produtos de metal (-10,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-11,0%), alimentos e bebidas (-2,6%), máquinas e equipamentos (-7,3%), calçados e couro (-10,0%), outros produtos da indústria de transformação (-9,3%), vestuário (-4,8%), metalurgia básica (-8,3%), papel e gráfica (-4,3%), minerais não-metálicos (-3,5%), refino de petróleo e produção de álcool (-8,5%), borracha e plástico (-2,1%) e indústrias extrativas (-4,0%).

Valor da Folha de Pagamento Real recuou 3,7%

Em maio de 2015, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente recuou 3,7% frente ao mês imediatamente anterior, segunda taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período redução de 4,6%. O recuo nesse mês foi o mais intenso desde janeiro de 2013 (-5,3%). No índice de maio de 2015, verifica-se a influência negativa tanto do setor extrativo (-6,0%), acentuando a queda de 3,5% registrada no mês anterior, como da indústria de transformação (-2,6%), que permaneceu apontando recuo pelo quinto mês seguido. Com esses resultados, a média móvel trimestral da indústria recuou 1,5% no trimestre encerrado em maio de 2015 frente ao mês anterior e prossegue a trajetória descendente iniciada em fevereiro.Em relação a igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real recuou 9,7% em maio de 2015, décima segunda taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde o início da série histórica. No acumulado no ano, o valor da folha de pagamento real na indústria recuou 5,9% e acentuou o ritmo de queda verificado no primeiro trimestre do ano (-4,9%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. O acumulado nos últimos doze meses (-4,2%) teve a queda mais intensa desde novembro de 2003 (-5,0%) e mantem trajetória descendente desde janeiro de 2014 (1,6%).Em relação a igual mês de 2014, o valor da folha de pagamento real caiu 9,7%, com resultados negativos em dezessete dos dezoito ramos investigados, com destaque para meios de transporte (-15,1%), indústrias extrativas (-30,6%), refino de petróleo e produção de álcool (-29,4%), alimentos e bebidas (-5,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-11,6), metalurgia básica (-12,0%), máquinas e equipamentos (-5,9%), produtos de metal (-10,1%), outros produtos da indústria de transformação (-8,1%), calçados e couro (-10,2%), borracha e plástico (-4,0%) e papel e gráfica (-2,6%).Os resultados negativos mais acentuados de indústrias extrativas e de refino de petróleo e produção de álcool devem-se à elevada base de comparação, já que avançaram, respectivamente, 8,8% e 10,5% em maio de 2014, influenciados em grande parte pelo pagamento de participação nos lucros e resultados em importante empresa desses setores. Já a atividade de produtos químicos, com ligeira variação de 0,1%, assinalou a única influência positiva nesse mês.No acumulado do ano, a folha de pagamento real caiu 5,9%, com as dezoito atividades pesquisadas em queda, principalmente devido a meios de transporte (-10,6%), indústrias extrativas (-10,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,6%), produtos de metal (-10,3%), máquinas e equipamentos (-4,1%), metalurgia básica (-8,4%), alimentos e bebidas (-2,6%), refino de petróleo e produção de álcool (-10,6%), calçados e couro (-9,7%), outros produtos da indústria de transformação (-7,2%), borracha e plástico (-2,9%) e papel e gráfica (-2,0%).

Redação On julho - 22 - 2015
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