Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sexta-feira, 19 de Julho de 2019






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Importação de máquinas e ferramentas industriais cai 12,3% no 1º quadrimestre

A queda da atividade industrial do país derrubou a importação de bens de capital. O desembarque desses produtos recuou 12,3% no primeiro quadrimestre deste ano, segundo a Abimei (associação dos importadores).

No total, o valor negociado ficou em US$ 14,2 bilhões

(R$ 45 bilhões na cotação atual). No mesmo período de 2014, haviam sido US$ 16,2 bilhões (R$ 51,6 bilhões).

“As empresas estão sufocadas, sem recursos. O aperto fiscal, com o aumento do PIS/Cofins para importados, dificula ainda mais”, afirma o presidente da entidade, Ennio Crispino.

A alta do dólar -que poderia dar competitividade à indústria, fazê-la comprar máquinas e investir- também não tem alavancado o setor.

Fornecedor de equipamentos para o mercado de usinagem, o Grupo Bener, por exemplo, já registrou queda de 20% no faturamento de 2014. Neste ano, o recuo deverá ser superior, de acordo com o diretor Ricardo Lerner.

Até agora, o segmento de autopeças da empresa foi o mais afetado, e o aeroespacial, o menos. “Esse é muito ligado à Embraer e à cadeia de fornecedores dela. O de óleo e gás, que costuma ser bom, também está estagnado”, afirma o empresário.

“Até o segmento médico, um dos mais resistentes, está sofrendo com os juros altos e a dificuldade de crédito.”

A Abimei projeta que a retração do setor possa alcançar 24,6% neste ano. Em 2014, o recuo -o terceiro consecutivo- ficou em 7,6%.

MULTINACIONAIS RESISTENTES

Apesar da retração registrada pelas importadoras de máquinas e equipamentos nos últimos anos, as multinacionais que atuam no Brasil acreditam em uma recuperação do mercado.

Na japonesa Makino, que vende máquinas de alta tecnologia para o corte de metal, a previsão é que os negócios comecem a melhorar em 2016. No primeiro quadrimestre, a empresa teve um recuo de quase 50% na receita bruta brasileira.

Globalmente, o faturamento anual da companhia é de cerca de US$ 1,6 bilhão.

A alemã Trumpf, de soluções para o uso de lasers, registrou queda de 30% no ano fiscal que está se encerrando.

“Em 2015-2016, na melhor das hipóteses, andaremos de lado, mas a estratégia é de longo prazo”, diz o diretor-presidente no país, João Visetti.

“A matriz acredita que o Brasil vá se recuperar e mantém a base para atender o mercado quando ele voltar a crescer”, acrescenta.

ANÁLISE DE MERCADO

A Greiner Bio-One, de instrumentos para análises clínicas, vai triplicar a capacidade de sua fábrica em Americana (SP), a única na América Latina.

O plano movimentará em torno de R$ 110 milhões em investimentos e será realizado em duas fases.

Hoje, a unidade produz 240 milhões de tubos para coleta de sangue a vácuo por ano. O objetivo é chegar a 420 milhões de unidades anuais até o ano que vem.

Nessa etapa, serão aportados R$ 42 milhões.

“O país é muito dependente de insumos importados. Apesar da crise econômica, ainda não sentimos reflexos no nosso negócio”, afirma Haroldo Graci, gerente-geral da subsidiária no Brasil.

Em um segundo momento, a empresa vai aumentar a capacidade para 720 milhões de unidades ao ano.

“A partir de 2018, vamos começar a vender para os países latinos”, diz Graci.

A previsão é exportar cerca de 3% do total produzido.

INJEÇÃO DE RECURSOS

O Ministério da Saúde vai disponibilizar R$ 23,5 milhões para o desenvolvimento de projetos em 23 linhas de pesquisas. O chamamento público será aberto nesta segunda-feira (1º).

Entre os temas propostos, estão os impactos do programa Mais Médicos em áreas vulneráveis, as principais causas de morte materna entre os povos indígenas e a avaliação da qualidade da atenção hospitalar no país.

Poderão participar do processo instituições brasileiras de ensino superior, institutos, centros de pesquisas e companhias públicas que atuem com ciência, tecnologia e inovação.

O prazo para apresentar os projetos termina em 15 de julho. Após 30 dias, o Ministério divulgará os trabalhos selecionados, que terão 24 meses para serem concluídos.

No ano passado, a pasta desembolou cerca de R$ 110 milhões para o desenvolvimento de pesquisas.

Súditos… A confiança do consumidor do Reino Unido recuou três pontos de abril a maio e ficou em um (em escala que varia de -100 a 100 e na qual números mais elevados indicam maior otimismo), segundo pesquisa da GfK.

…desanimados O indicador está um ponto acima do verificado em maio do ano passado. O subíndice que mais diminuiu nos últimos 12 meses foi o que mensura a situação econômica geral futura (queda de 12 pontos).

Sentimento oposto Na Alemanha, por sua vez, o consumidor está mais otimista. A expectativa econômica atingiu 38,3 pontos em maio -três a mais que em abril. A propensão a comprar também avançou: passou de 58,3 para 62,6.

Folha de S.Paulo – Mercado Aberto – 01/06/2015

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Autopeça brasileira perde fatia na Argentina para concorrência asiática

As fabricantes brasileiras de autopeças, até pouco tempo dominantes no mercado argentino, vêm perdendo espaço nos últimos quatro anos para a concorrência asiática.

De 2010 a 2014, o Brasil perdeu quase US$ 1 bilhão em vendas de autopeças ao país. Sua fatia de mercado no segmento encolheu de 49% para 38% no período, segundo estudo feito pela consultoria econômica argentina Abeceb a pedido da Folha.

Em compensação, fornecedores chineses e do Sudeste Asiático quase dobraram sua presença no mesmo período. E até os europeus, cujos custos salariais são mais elevados do que os brasileiros, conseguiram tomar parte da fatia que era do país.

A diminuição da presença brasileira na Argentina ocorre em um momento em que os dois governo discutem a renovação do atual acordo automotivo – nesta sexta (29), autoridades dos dois países voltam a discutir o tema em Buenos Aires.

Um dos pontos colocados em negociação pela Argentina é o “passe livre” às autopeças asiáticas nos veículos comercializados entre os dois países.

Na mais recente reunião sobre o assunto, no início deste mês, a Argentina propôs incluir peças de China e de Coreia do Sul no acordo automotivo que determina que, para ficar isento de tarifa de importação, um veículo precisa ter 60% das peças fabricadas no Mercosul.

O Brasil é contra a proposta e poderia até deixar expirar o atual acordo, que vence no próximo dia 30 de junho.

Asiáticos mais rápidos

Apesar da queda de sua presença no mercado argentino, o Brasil ainda é o principal fornecedor de autopeças para a Argentina.

O resultado, porém, também demonstra uma perda da capacidade de competir dos produtores brasileiros, até mesmo em seus mercados tradicionais.

O levantamento feito pela Abeceb detectou que o Brasil perdeu mercado principalmente nas peças para o sistema elétrico, ar¬condicionado e para suspensão.

Nestes ramos, enquanto as vendas brasileiras recuaram, entre 2007/2008 e 2013/2014, as provenientes da China aumentaram praticamente na mesma velocidade.

“A produção de peças para o sistema elétrico são muito intensivas em mão de obra e, nesse quesito, nem Argentina nem Brasil têm condições de competir com a China”, diz o economista Dante Sica, diretor da Abeceb e ex¬secretário da Indústria do país vizinho.

O economista afirma que os asiáticos são mais presentes no mercado de reposição de peças. Porém, observando as compras feitas exclusivamente pelas montadoras, o Brasil também cedeu espaço.

Neste caso, a fatia de mercado do Brasil cedeu de 46% para 42% entre 2013 e 2014, segundo a Abeceb.

Além de China e de produtores do Sudeste Asiático (como a Tailândia), o México ampliou seu mercado.

Para Sica, a indústria do Brasil e também a da Argentina vêm perdendo a capacidade de competir com as fábricas de outros países nos últimos anos.

“A única forma que os países encontraram para lidar com este problema foi fechar suas fronteiras, o que é uma solução de curto prazo”, criticou. “O desafio é melhorar a competitividade, se não vamos ter de colocar cada vez mais barreiras”.

Fonte: Folha de São Paulo

 

 

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Crise leva um terço dos trabalhadores de montadoras a ficar em casa em junho

Cerca de 35% dos trabalhadores das montadoras de veículos vão ficar em casa em junho – em férias coletivas, folgas, semanas reduzidas e lay-off (suspensão de contratos de trabalho) -, por causa das medidas que estão sendo adotadas em decorrência da forte retração nas vendas. Até quinta-feira, a redução acumulada no ano era de 20% na comparação aos primeiros cinco meses de 2014. É a maior queda em porcentual para o período desde 1999, quando chegou a 23% na comparação com o ano anterior.

Nesta sexta-feira, foi a vez da General Motors anunciar férias coletivas a 1,7 mil trabalhadores da unidade de automóveis da fábrica de São José dos Campos (SP). Toda a produção ficará parada de 15 a 30 de junho. Nesta semana, a GM já havia comunicado aos trabalhadores a parada da produção em São Caetano do Sul (SP) em quase todo o mês de junho, com férias aos 5,5 mil funcionários.

De janeiro até quinta-feira (faltando portanto um dia útil para completar o mês), as montadoras venderam 1,090 milhão de veículos novos, ante 1,362 milhão no mesmo intervalo do ano passado. Em maio, os negócios estão 23,4% mais fracos que os do mesmo mês de 2014, com 196,4 mil unidades vendidas. Em relação a abril, a queda é de 3,6%. “É uma crise sem precedentes”, admite o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan.

Segundo ele, os níveis de estoque nas fábricas continuam elevados, por isso a necessidade das empresas em adotar medidas como férias coletivas para ajustar a produção. Moan ressalta que o ajuste fiscal – que poderia trazer algum alívio à economia – não está concluído, as vendas estão extremamente baixas, assim como o nível de confiança dos consumidores.

Seguro emprego. A Anfavea, junto com as centrais sindicais, está insistindo na necessidade de o governo federal adotar, rapidamente, o Programa de Proteção ao Emprego, uma medida que ajudaria a evitar demissões. “Já mudei o nome para Programa de Seguro Emprego”, afirma Moan, que aguarda “para breve” uma resposta positiva por parte do governo .

Pelo programa, jornada e salários podem ser reduzidos em períodos de crise e parte dos salários seria bancada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) em substituição ao lay-off e ao seguro desemprego. Algumas das vantagens, na visão da Anfavea e das centrais, é que o trabalhador continua vinculado à empresa e o governo mantém o recolhimento de tributos.

Do total de 122,2 mil empregados das fábricas de veículos, cerca de 43 mil terão férias coletivas ou folgas em junho, em períodos que variam de uma semana a quase um mês. Além da GM, estarão em férias funcionários da Fiat (16 mil), Ford (2,8 mil), Mercedes-Benz (7 mil) e Scania (3,4 mil).

Os 1,6 mil trabalhadores da Agrale terão um dia a menos de trabalho por semana de junho a agosto, enquanto 200 operários da Iveco trabalham apenas três dias por semana. A Ford tem ainda 424 pessoas em banco de horas.

Uma parte do pessoal (4,2 mil) está em lay-off. Desse grupo, 500 estão sendo dispensados pela Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo (SP) e 819 correm risco de serem demitidos pela GM em São Caetano.

Tratores. As fábricas de máquinas agrícolas, que empregam 17,3 mil trabalhadores, também estão adotando medidas de corte de produção. A John Deere dará férias a 1,3 mil funcionários de 8 a 28 de junho na unidade de Monte Negro (RS), que produz tratores.

A Agco concederá férias entre a segunda quinzena de junho e a primeira de julho aos funcionários das unidades de Santa Rosa (RS), Ibirubá (RS), Canoas (RS) e Mogi das Cruzes (SP), mas não informou número de envolvidos.

A Marcopolo, fabricante de carrocerias de ônibus, dispensará entre 6 mil e 8 mil funcionários até seis dias por mês entre junho e agosto nas duas fábricas de Caxias do Sul (RS).

O Estado de S.Paulo – 01/06/2015

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Bancos eliminam 2.135 postos de trabalho até abril

Nos primeiros quatro meses de 2015, os bancos que operam no Brasil fecharam 2.135 postos de trabalho, de acordo com a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), divulgada na última sexta-feira, pela Contraf-CUT.

O estudo é feito mensalmente, em parceria com o Dieese, e usa como base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os bancos múltiplos, com carteira comercial, categoria que engloba grandes instituições, como Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil, foram os principais responsáveis pelo saldo negativo. Eles eliminaram 1.245 empregos.

A Caixa Econômica Federal, que vinha sustentando a geração de empregos no setor bancário, apresentou corte de 977 postos de trabalho no começo deste ano. “O resultado é injustificável. Se há um setor que continua registrando alta lucratividade, este é o bancário”, salienta o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten.

Reduções por estados

No total, 19 estados registraram saldos negativos de emprego. As reduções mais expressivas ocorreram no Rio de Janeiro (-596), São Paulo (-552) e Minas Gerais (-468). Já o Pará, foi o estado com maior saldo positivo, com geração de 111 novos postos de trabalho, seguido pelo Mato Grosso (90).

De acordo com o levantamento da Contraf-CUT/Dieese, além do corte de vagas, a rotatividade continuou alta. Os bancos contrataram 10.410 funcionários e desligaram 12.545 nos primeiros quatro meses. A pesquisa revela que o salário médio dos admitidos pelos bancos foi de R$ 3.512,63, contra R$ 5.855,01 dos desligados. Assim, os trabalhadores que entraram nos bancos receberam valor médio 60% menor que a remuneração dos dispensados. “Lucro em cima de lucro, assim é o comportamento dos bancos que atuam no Brasil”, critica o presidente da Contraf-CUT.

DCI – 01/06/2015

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A favor dos trabalhadores. Será?

Era uma vez uma civilização chamada Lobbyland. Nessa civilização os direitos dos trabalhadores eram defendidos a qualquer custo. Muitos políticos e sindicatos dessa civilização colocavam essa missão acima de tudo!

Próximo da Lobbyland, porém, havia outra civilização chamada Marketland. Nessa civilização os sindicatos eram fracos e os políticos que defendiam os trabalhadores também. Portanto, sempre que havia alguma mudança na lei ou alguma nova tecnologia que fosse prejudicar certos empregos, o projeto era aprovado sem muita resistência.

Para ser mais claro, as diferenças que separavam as duas civilizações estavam em três áreas: tecnologia, comércio internacional e leis trabalhistas.

Em relação à tecnologia, como qualquer mudança que gerasse desemprego sofria resistência, os Lobbylanders ainda viviam sob o uso do lampião. Houve uma tentativa de instalar luz elétrica, mas como esse era um dos setores que empregava muita mão de obra – desde o acendedor de lampião até os próprios fabricantes -claro que esse setor não poderia ser afetado por um avanço bobo como a luz elétrica.

Além do lampião, nas plantações as colheitas eram manuais, pois, embora existissem máquinas colheitadeiras, seu uso prejudicaria a mão de obra, portanto essa mudança também não foi aceita.

Na Marketland, por outro lado, havia luz elétrica e as colheitas eram mecanizadas. Sim, houve um período de transição que gerou desemprego. Trabalhadores protestaram e foram às ruas. Mas, depois de alguns anos, os acendedores de lampião passaram a trabalhar nas fábricas de lâmpadas e os antigos boias-frias passaram a operar tratores e a trabalhar em suas fábricas. Além disso, os trabalhadores viram seus salários e condições de trabalho melhorarem significativamente.

De fato essas tecnologias empregavam menos mão de obra e parte dela não foi absorvida na indústria de lâmpadas nem nas colheitas, mas um efeito ocorreu na Marketland. Como a luz acendia instantâneamente e a colheita era feita em menos tempo, os trabalhadores passaram a ter mais tempo para o lazer, pois produziam a mesma quantidade em menos tempo, aumentando a sua produtividade. Surgiu então uma demanda antes inexistente por entretenimento. Com isso, casas de shows, teatros e restaurantes começaram a surgir absorvendo mão de obra desempregada.

Apesar disso, alguns moradores da Lobbyland se gabavam de não terem cedido a essas evoluções tecnológicas que afetariam os trabalhadores. Não importa se o país vivia à luz de lampião, colheitas manuais e utilizavam charretes.

No comércio internacional tentou-se algumas vezes abrir a economia da Lobbyland. A lógica era a seguinte: se um país produz bem roupas e o outro planta bem laranjas, é mais eficiente cada um focar nas suas habilidades e trocar os produtos. Ao final, haveria mais roupas e laranjas disponíveis para os dois países do que se cada um produzisse seus próprios bens, beneficiando a todos.

Mas, como essa medida poderia matar setores menos competitivos e desempregar os trabalhadores destes setores, claro que houve grande lobby contra isso. Como consequência de um país fechado comercialmente, eles tinham que produzir tudo e não conseguiam fazer isso a um preço razoável, tornando os produtos mais caros para a população.

Na Marketland, ao contrário, sem força para resistir a essa mudança, o projeto de abertura comercial seguiu em frente. Passaram a produzir aquilo em que possuiam vantagem competitiva e a importar aquilo em que os outros países eram mais eficientes.

De fato os setores menos competitivos foram extintos e novamente houve desemprego! Porém, os setores competitivos começaram a exportar mais e absorveram a mão de obra desempregada. Com importações mais baratas, além da inflação mais baixa, os empreendedores passaram a ter acesso a máquinas e equipamentos baratos e melhores.

Apesar disso, alguns na Lobbyland se gabavam de produzir tudo que consumiam. Não importa se os produtos eram caros, se estavam escassos ou se importar máquinas para os empresários era quase impossível. Os empregos deviam ser protegidos.

Em relação aos direitos trabalhistas a Lobbyland era um mar de regalias. Os trabalhadores além de 13º, recebiam 14º salário. Além disso, os custos de demissão eram propositalmente muito altos. Com isso quem iria demitir? Ninguém e isso era ótimo para os trabalhadores, não é mesmo?

Na Marketland os pobres trabalhadores não tinham nem 13º, quem diria 14º. Mas, ao contrário da Lobbyland, os Marketlanders – que já recebiam salários mais altos pois tinha uma economia mais aberta e eram mais produtivos – recebiam tudo que tinham pra receber em 12 parcelas mensais, ao invés de 14.

Como os custos de demissão e contratação eram muito baixos, em tempos de crise, ajustes eram feitos e infelizmente pessoas demitidas. Em tempos de expansão, porém, a empresa contratava muito mais rápido, pois sabia que se houvesse uma crise poderia fazer ajustes, tornando o mercado muito mais dinâmico.

Apesar disso, alguns da Lobbyland se gabavam do 13º, 14º salário, além dos altos custos de demissão. Não importa se em tempos de expansão o empresário pensava cinco vezes antes de contratar, imaginando “se vier uma crise, não poderei demitir as pessoas”. Não importa se o mercado ficava mais ineficiente. Não importa se o trabalhador tinha que esperar chegar em dezembro para receber parte do salário que era seu, o direito dos trabalhadores era assegurado.

Diante dessa ficção, será que aqueles que se dizem tanto a favor dos trabalhadores estão mesmo ajudando? Será que colocar essa demagogia acima dos resultados práticos ajuda o trabalhador no longo prazo?

Felizmente isso é apenas uma ficção e nada disso acontece! Portanto, juntamente com esses políticos e sindicatos, temos que colocar a ideologia acima dos resultados. Aliás, no Brasil estamos na vanguarda da tecnologia, os produtos são baratos e os direitos dos trabalhadores garantem um elevado padrão de vida a todos os brasileiros, não é mesmo?

Valor Econômico – Leonardo Lima – 01/06/2015

Redação On junho - 1 - 2015
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