Sindicato Nacional da Indústria de
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Sexta-feira, 19 de Julho de 2019






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Queda nas operações de aço bruto no Brasil e na América do Norte

A siderúrgica Gerdau teve lucro líquido de R$ 267 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 39,3% na comparação com os R$ 440 milhões registrados um ano atrás. Conforme esperado pelo mercado, o impacto negativo no resultado da Gerdau foi decorrente da retração na produção de aço bruto nas operações de negócio no Brasil e na América do Norte, devido às menores vendas.

A receita líquida caiu 1%, para R$ 10,4 bilhões entre janeiro e fevereiro, sendo que um ano atrás havia contabilizado R$ 10,55 bilhões. A receita ficou aquém dos R$ 11,02 bilhões esperados pelo mercado.

Menor demanda

Esse desempenho foi impactado principalmente pela menor demanda por aço em regiões onde a empresa atua e pelo excesso de capacidade instalada mundial. Por outro lado, a receita líquida foi positivamente influenciada pelo efeito cambial na conversão de dólares para reais.

A geração de caixa operacional (Ebitda) consolidada, de R$ 1,1 bilhão, foi 9% menor frente ao primeiro trimestre do ano, refletindo, principalmente, a redução da demanda no mercado interno brasileiro e do volume de vendas de minério de ferro. Por outro lado, o Ebitda da Operação da América do Norte, voltada para atender o segmento de aços longos, apresentou evolução expressiva frente ao mesmo período do ano anterior.

Variação cambial

A variação cambial vem afetando o endividamento da Gerdau e deve ter impacto no Ebitda da companhia ao longo dos próximos meses, segundo afirmou o vice-presidente de finanças e controladoria, André de Oliveira Dias.

“A nossa dívida bruta era de R$ 22,9 bilhões e ficou maior por causa da variação cambial, que terá efeito sobre o Ebitda”, disse ele, em teleconferência sobre os resultados trimestrais da empresa. O indicador dívida líquida/ebitda atingiu 3,2 vezes em março de 2015, também superior ao trimestre anterior devido a variação cambial.

Produção

A produção de aço bruto nos três primeiros meses retraiu 4,7%, atingindo 4,341 milhões de toneladas ante as 4,557 milhões de toneladas verificadas há um ano. As vendas de aço somaram 4,143 milhões de toneladas, queda de 5,6% na comparação com as 4,387 milhões de toneladas do mesmo intervalo de 2014.

A produção de minério de ferro foi de 1,481 milhão de toneladas, recuo de 14,7% ante o volume do primeiro trimestre do ano passado. As vendas de minério de ferro atingiram 1,463 milhão de toneladas entre janeiro e março, queda de 26,9% em base anual. Deste montante, 299 mil toneladas foram vendidas para terceiros, enquanto 1,164 milhão de toneladas abasteceram a própria siderúrgica.

“A estratégia de diversificação geográfica da Gerdau, somada aos esforços de gestão em todas as operações, tem conseguido reduzir o impacto do momento desafiador do setor do aço no mundo em nosso desempenho. Além da busca contínua em readequar a produção aos níveis de demanda, diminuímos globalmente as despesas gerais e administrativas”, afirma o diretor-presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter.

Investimentos

No primeiro trimestre, foram desembolsados R$ 612 milhões para a realização de investimentos em ativo imobilizado (Capex) já anunciados, com destaque para a instalação de um novo laminador de chapas grossas na usina de Ouro Branco (MG).

O equipamento terá capacidade instalada de 1,1 milhão de toneladas e deverá entrar em operação no final de 2016.

Para o ano de 2015, a Gerdau dará andamento ao seu plano de desembolsar R$ 1,9 bilhão em Capex, considerando os investimentos em melhoria de produtividade e manutenção.

Produção

A Gerdau vai continuar ajustando a sua produção à demanda de mercado e não tem previsão de realizar realocação de produção neste momento, segundo Dias, vice-presidente de finanças e controladoria. “Vamos seguir acompanhando o mercado com cautela, que tem incertezas econômicas e o impacto especialmente da China, que é o principal exportador hoje. Vamos trabalhar eficiência operacional e otimização do capital de giro e com seletividade em investimentos”, disse o executivo.

Segundo ele, a China tem exportado atualmente entre 110 mil e 120 mil toneladas de aço, uma alta de 32% no primeiro bimestre deste ano na comparação com igual período em 2014. “Esse é o ponto de preocupação maior”, afirmou, ressaltando que o mercado que ainda tem alguma percepção mais positiva no momento é ainda o de aços longos.

Do lado doméstico, os executivos da empresa destacaram que o ritmo fraco da economia brasileira tem prejudicado também as operações da siderúrgica, como acontece no setor de veículos, cujas vendas têm apresentado trajetória negativa.

Fonte: Monitor Mercantil

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Prejuízo da ArcelorMittal sobe para US$728 milhões no 1º tri

Funcionário da ArcelorMittal Brasil: a siderúrgica enfrentou uma série de dificuldades no primeiro trimestre, incluindo a queda nos preços do minério de ferro A ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo em termos de embarques, divulgou hoje que teve prejuízo líquido de US$ 728 milhões no primeiro trimestre deste ano, ante perda de US$ 205 milhões em igual período de 2014.

Analistas previam prejuízo menor no período, de cerca de US$ 380 milhões. Na mesma comparação, a receita da empresa caiu 13%, a US$ 17,12 bilhões.

Por volta das 4h30 (de Brasília), as ações da ArcelorMittal caíam 2,73% na Bolsa de Paris.

Segundo o executivo-chefe da ArcelorMittal, Lakshmi Mittal, a siderúrgica enfrentou uma série de dificuldades no primeiro trimestre, incluindo a queda nos preços do minério de ferro, a valorização do dólar e o forte aumento das importações nos EUA.

O Ebitda médio por tonelada de aço produzida pela ArcelorMittal caiu para US$ 59,00 nos primeiros três meses de 2015, ante US$ 75,00 no último trimestre de 2014 e US$ 63,00 no primeiro trimestre do ano passado.

A empresa, que é responsável por cerca de 6% da produção global de aço e é uma grande produtora de minério de ferro, revisou sua previsão de Ebitda para este ano para uma faixa de US$ 6 bilhões a US$ 7 bilhões, de um intervalo anterior que ia de US$ 6,5 bilhões a US$ 7 bilhões. Em 2014, a ArcelorMittal teve Ebitda de US$ 7,24 bilhões. (Estadão Conteúdo/Dow Jones Newswires)

Fonte: Exame

 

 

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Gerdau reduz investimento em quase 10%
Por Sérgio Ruck Bueno e Renato Rostás

André Gerdau, presidente, diz prever “alguma recuperação” na demanda no país

Diante do baixo crescimento do consumo mundial de aço, estimado em 0,5% em 2015 pela Worldsteel, da forte retração das vendas no Brasil e da manutenção do excesso de capacidade instalada global do setor, a Gerdau iniciou 2015 segurando investimentos. Os aportes no primeiro trimestre caíram 9,5% ante igual período de 2014, para R$ 612 milhões, e 1,5% acima da depreciação dos ativos de janeiro a março.

A queda está em linha com o plano de limitar investimentos a R$ 1,9 bilhão no ano, ante R$ 2,3 bilhões de 2014. Ontem, André Gerdau Johannpeter, presidente, disse que o grupo tem ainda uma “preocupação muito grande”: o aumento das importações de aço nos países da América Latina onde opera, sobretudo da China.

As importações na região subiram 32% no trimestre comprado com 2014, para 4,4 milhões de toneladas, enquanto no Brasil houve queda na área de longos, disse o executivo. A entrada de aço também subiu nos EUA, mas o cenário é “positivo” no país devido à expansão “moderada” da demanda americana. “Se [a importação] for danosa à nossa atividade [no mercado americano] vamos tomar providências”, acrescentou o vice-presidente de finanças André Pires de Oliveira Dias, sem especificar.
Mesmo assim, Johannpeter confirmou que o 0laminador de chapas grossas na usina de Ouro Branco (MG) entrará em operação entre o terceiro e o quarto trimestre de 2016, apto a fazer 1,1 milhão de toneladas anuais. Os investimentos do trimestre incluíram as obras da aciaria na Sipar, na Argentina, que deve entrar em operação “mais para a metade” do ano que vem.

No México, a aciaria da nova usina de perfis estruturais começou a operar em janeiro e o laminador entrará em testes neste mês para produzir definitivamente a partir de junho. Em Monroe (EUA), o novo laminador de aços especiais entrou em operação em fevereiro.

Segundo o executivo, a utilização média da capacidade instalada do grupo no mundo está em 70%, igual ao informado no início de março. No Brasil, o índice está entre 70% e 75%, na América do Norte entre 60% e 65% e no segmento de aços especiais, em torno de 65%, explicou. Na divisão da América do Norte, a Gerdau espera manter um desempenho “estável” daqui para frente, apesar da expectativa de vendas menores. De acordo com Dias, a manutenção dos preços na região devem compensar ao menos em parte esta queda.
Johannpeter disse prever “alguma recuperação” na demanda no Brasil, mas considera o ambiente doméstico “difícil” diante das estimativas de Produto Interno Bruto (PIB) negativo no ano. “A visão para o aço longo no Brasil está pior, não há perspectivas boas para construção civil e setor imobiliário. No lado da infraestrutura, sobram alguns projetos, mas com os problemas atuais das empreiteiras, a situação também não é boa”.

A Gerdau quer manter a expansão das exportações do Brasil, aproveitando o dólar mais forte. No trimestre, enquanto as vendas locais (exceto aços especiais) caíram 13,2% em volume, para 1,25 milhão de toneladas, e 17,4% em receita líquida, a R$ 2,78 bilhões, os embarques subiram 96,8% e 66,1%, para 305 mil toneladas e R$ 490 milhões, respectivamente.

No consolidado, a receita líquida da Gerdau recuou 1% no trimestre, para R$ 10,4 bilhões e as vendas físicas caíram 5,6%, para 4,1 milhões de toneladas. O Ebitda caiu 8,9%, para R$ 1,09 bilhão, e o lucro líquido encolheu 39,3%, para R$ 267,4 milhões, influenciado pela alta de 789% no resultado financeiro negativo, de R$ 898 milhões.

Valor Econômico – 07/05/2015

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Em decisão unânime, Cade nega pedido contra Ternium

Por Juliano Basile | De Brasília

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão antitruste ligado ao Ministério da Justiça, negou em sessão realizada ontem que houve enganosidade na aquisição do controle da Usiminas pela Ternium – Techint. A alegação foi feita pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que pediu a revisão do ato de concentração pelo qual a Ternium comprou as participações da Camargo Corrêa e da Votorantim.

A CSN argumentou que o órgão antitruste não teria sido informado de que a aquisição levou ao controle da Usiminas pela Ternium, em 2012, e pediu a revisão do julgamento que aprovou o negócio. Se o pedido fosse aceito, o Cade abriria o caminho para que os acionistas minoritários requisitassem o direito a R$ 4 bilhões em “tag along” – a oferta pública que deveria ter sido feita a eles no caso de transferência do controle da empresa.

Na época, novembro de 2011, o grupo italiano Ternium-Techint pagou R$ 36 por ação aos dois vendedores. O tag along na Usiminas, existente só para ações ON, é de 80% sobre valor de venda.

A decisão de negar o pedido da CSN foi tomada por unanimidade pelos conselheiros do Cade.

Segundo o relator do caso, conselheiro Gilvandro Vasconcellos Araújo, a Ternium não afirmou que o caso tratava de mera substituição de agentes. “As informações prestadas no momento da operação foram fidedignas. As requerentes pontuaram como entrada no bloco de controle da companhia”, disse. Araújo ressaltou ainda que “o valor da operação foi devidamente informado”. “Não houve omissão.”

Os conselheiros Marcio de Oliveira Junior, Ana Frazão e o presidente do Cade, Vinícius Carvalho, seguiram o voto de Araújo.

“Parece-me que a CSN quer um voto de chegada. Ela quer o ‘tag along’, não nega isso. Embora a narrativa para demonstrar a enganosidade possa ser verossímel, a nossa análise tem que ser factual”, afirmou Oliveira Junior.
Para Ana Frazão, a tese da siderúrgica não é fácil de ser comprovada. “A CSN sustenta que houve subversão no controle da companhia. Não é uma tese simples de ser comprovada. Há uma série de requisitos legais e estatutários que se colocam como impeditivos para isso.”

Carvalho, presidente do Cade, afirmou que o órgão antitruste brasileiro considera, desde 2012, a Ternium como controladora da Usiminas. “A nossa decisão seria a mesma”, disse.

Valor Econômico – 07/05/2015

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Sindicatos e movimentos sociais pedem adiamento da votação do novo Código de Mineração

Representantes de entidades sindicais e de movimentos sociais ligados à mineração cobraram nesta terça-feira (5), em seminário na Câmara dos Deputados, o adiamento da votação do projeto de lei que cria um novo marco regulatório para o setor mineral no País (PLs 5807/13 e 37/11 eapensados).

A principal queixa de trabalhadores, comunidades atingidas e ambientalistas é que o setor produtivo teve mais espaço nos debates realizados até o momento no Congresso Nacional. “Hoje a nossa preocupação não é apenas com questões trabalhistas, mas sim com um modelo de desenvolvimento que permita ganhos a toda a sociedade brasileira”, disse o representante da Confederação Nacional dos Químicos (CNQ), Rosival Araújo, que falou também em nome da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Segundo Araújo, tanto o projeto original quanto o substitutivo apresentado pelo relator na comissão especial, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), precisam avançar na participação popular e na democratização da mineração. “Não queremos só aumentar o lucro do capital e acabar contribuindo para o desenvolvimento desordenado do Brasil. Nós queremos que o cidadão brasileiro possa usufruir desse grande bem nacional, que não é só do governo ou dos empresários”, completou.

Votação até maio

O substitutivo de Quintão foi apresentado na legislatura passada, mas o texto não chegou a ser votado à época. Reconduzido ao posto, ele anunciou que espera votar a matéria até o final de maio.

O texto do relator manteve dispositivos da proposta original encaminhada pelo Executivo, como a criação da Agência Nacional de Mineração (ANM), em substituição ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Quintão também manteve a criação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), órgão de assessoramento superior da Presidência da República, responsável por formular politicas públicas e incentivar investimentos privados no setor mineral.

Em relação ao aumento das alíquotas da Compensação Financeira sobre Exploração Mineral (CFEM) – uma espécie de royalties pagos a estados e municípios mineradores, o relator optou por definir os percentuais no texto, ao contrário do texto do Executivo, segundo o qual as alíquotas seriam definidas posteriormente, por decreto. No texto do relator, as alíquotas da CFEM poderão variar entre 0,2% e 4%. Atualmente, a alíquota da compensação varia de 1% a 3%.

Questões econômicas X questões sociais

Maria Júlia Gomes Andrade, que representou no seminário o Movimento dos Atingidos pela Mineração (MAM), também considera que o projeto de novo código é um “retrocesso” por se concentrar principalmente em questões econômicas. “A mineração não são só as empresas. Mexe com a soberania nacional, envolvem trabalhadores, comunidades atingidas. O debate não é só a alíquota da CFEM e nem a criação da agência reguladora do setor”, disse ela.

A representante do MAM não considera legítima a participação de Quintão como relator. “Não consideramos legitimo que uma pessoa cuja campanha tenha sido financiada por mineradoras seja o relator da proposta de novo código de mineração”, acrescentou Maria Júlia.

Além disso, para ela, o relator erra ao argumentar que já existe legislação trabalhista e ambiental e que, portanto, isso não precisa ser tratado no novo código de mineração. “Precisamos de legislação especifica sim”, finalizou.

Para a deputada Benedita da Silva (PT-SP), a iniciativa de adiar a votação do projeto de novo código de mineração faz sentido. “É preciso dar ouvido a esses movimentos sociais que vêm aqui dizer que há necessidade de mais tempo para ouvir todos os interessados”, afirmou.

Também presente ao 1º Seminário Nacional Marco Legal da Mineração Brasileira, o representante do MAM no Pará, Charles Trocate, concorda que a taxação da mineração no Brasil é uma das mais baixas do mundo e que as alíquotas precisam ser revistas.

No entanto, segundo ele, o texto precisa especificar como as regiões de mineração vão se beneficiar com as novas alíquotas. “Do contrário, isso vai apenas aumentar as desigualdades sociais no País, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste”, disse.

O seminário sobre Marco Civil da Mineração promovido pela Comissão de Legislação Participativaprossegue nesta quarta-feira (6), das 9 às 18 horas, no plenário 3.

Fonte: Cenário MT

Redação On maio - 7 - 2015
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