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Sexta-feira, 19 de Julho de 2019






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Importação recua e balança tem superávit em abril

Por Lucas Marchesini e Marta Watanabe

Uma queda forte nas importações em abril, de 23,7% na média diária contra igual mês de 2014, permitiu à balança comercial do mês fechar com superávit de US$ 491 milhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). A greve de caminhoneiros e o incêndio em Santos, porém, contribuíram para pressionar para baixo as exportações, que apresentaram queda muito parecida, de 23,2%. A combinação levou a um saldo pior do que o de abril de 2014, positivo em US$ 506 milhões.

Segundo o diretor de estatística e apoio a exportação do Mdic, Herlon Brandão, o desempenho da exportação de abril foi afetado “por alguns fatores atípicos”. “Tivemos algumas paralisações pontuais [de caminhoneiros]. Esse foi um dos fatores que atrapalharam. Houve também incêndio em Santos, foram quase dez dias”, declarou.

“Em abril, teve um volume exportado pelo porto de Santos 58,5% inferior ao de abril de 2014”, disse Brandão. “Só com a soja a redução foi de 85%”, exemplificou. No total de soja em grão embarcado pelo Brasil, a queda em valor em abril foi de 38,7%, apesar do avanço de 26% em relação a março. A soja em grão foi o principal item da pauta de exportação brasileira em abril, com 8,9% de participação. A queda dos embarques do grão no mês, na comparação com igual período de 2014, contribuiu para reduzir o superávit da balança do Brasil com a China, o principal parceiro comercial do país. O comércio com o país asiático, que em abril do ano passado rendeu saldo de US$ 1,57 bilhão a favor do Brasil encerrou o mês passado com superávit reduzido a US$ 947 milhões. No quadrimestre, o resultado inverteu o sinal de um superávit de US$ 1,41 bilhão em 2014 para um déficit de US$ 2,53 bilhões no acumulado até abril deste ano.

O saldo mais desfavorável ao Brasil aconteceu porque a importação com origem na China caiu 14,6% em abril contra igual mês de 2014, numa redução muito menor que a queda de 23,4% na exportação brasileira aos chineses, na mesma comparação, na média diária. No acumulado até abril a redução da importação de produtos chineses foi de 4% contra uma queda de 31,6% na exportação brasileira para o país asiático.

Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a exportação de soja deve se diluir até o fim deste ano, ao contrário de 2014, quando, em razão dos preços, os embarques se concentraram no primeiro semestre. A estimativa da AEB é que o volume de embarque do grão neste ano fique próximo ao de 2014, embora a receita deva ser cerca de 20% menor, em razão de preços menores. “Além do efeito do incêndio em Santos nos embarques, o exportador pode estar esperando uma taxa de câmbio mais favorável.”
Brandão também destacou o efeito do recuo de preços, principalmente no desempenho da exportação de soja e de minério de ferro, que teve queda 43,7% em abril no valor exportado. O técnico do Mdic espera recorde nos volumes exportados dos dois produtos, mas não em escala suficiente para compensar a queda de preços. Brandão também destacou o efeito positivo do câmbio na rentabilidade dos exportadores, mas lamentou a falta de estabilidade da cotação da moeda norte-americana. A desvalorização do real “compensa parcialmente a queda no preço dos produtos”, disse ele.

Na importação total brasileira em abril, a queda de 23,7% foi influenciada fortemente pelo recuo no valor desembarcado de petróleo e derivados, que, segundo o Midic, foi o menor para o mês desde 2010. A conta petróleo tem contribuído ano para uma pequena melhora da balança no acumulado deste ano graças à redução de um déficit de US$ 6,059 bilhões entre janeiro e abril de 2014 para um saldo negativo de US$ 3,511 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano. Na balança total, houve déficit de US$ 5,066 bilhões de janeiro a abril deste ano, resultado um pouco melhor do que o déficit de US$ 5,573 bilhões nos quatro primeiros meses de 2014.

Valor Econômico – 05/05/2015

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Cai exportação para principais parceiros em 2015

As vendas de produtos brasileiros para o exterior apresentaram queda para todos os principais blocos econômicos no primeiro quadrimestre do ano. O recuo foi mais acentuado para a Ásia (23,8%).

Essa retração ocorreu principalmente por conta da queda de 31,6% nas vendas para a China. E de acordo com o diretor de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Herlon Brandão, o resultado para o país asiático foi influenciado pela queda no preço do minério de ferro e das vendas de soja em grão.

Até abril, a balança comercial com a China é deficitária em R$ 2 527 bilhões. “Com a China, tradicionalmente o Brasil é superavitário, mas tem déficits sazonais nos primeiros meses do ano. A tendência é ter superávit ao longo dos próximos meses do ano, quando a soja entrar de maneira mais significativa”, espera Brandão.

Para o Mercosul, houve redução de 15,1% nas exportações, resultado de vendas menores para a Argentina (-15,6%), principalmente de automóveis e autopeças e veículos de carga. Houve ainda uma redução de 14,2% no montante vendido para a União Europeia, que decorre da menor demanda por farelo de soja e minério de ferro.

Já as exportações para os Estados Unidos apresentaram redução de 5,7%, abaixo do patamar geral, que foi de queda de 16,4%. Segundo Brandão, houve redução nas vendas do petróleo bruto para o país, mas houve aumento em produtos como café e carne industrializada. “O crescimento dos Estados Unidos tem influenciado o desempenho dos produtos manufaturados para lá”, completou o diretor.

Também houve queda nas importações brasileiras dos principais blocos econômicos. Da Ásia, a retração foi de 9,4%, da União Europeia de -17,5%, da América Latina de -17,3% do Mercosul de -20,2% e dos Estados Unidos de -17,5%.

A balança comercial brasileira registrou em abril um superávit de US$ 491 milhões, resultado de exportações de US$ 15,156 bilhões e importações de US$ 14,665 bilhões. Em abril de 2014, a balança teve um superávit de US$ 506 milhões.

DCI – 05/05/2015

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Enfraquecimento da China derruba exportações brasileiras

Nem a desvalorização do real frente ao dólar está conseguindo salvar as exportações brasileiras — ontem, a moeda norte-americana atingiu R$ 3,08, após alta de 2,24%. O problema é que as vendas do país estão patinando em um de seus principais mercados, a China, que enfrenta redução na taxa de crescimento econômico.

As vendas para o país asiático entre janeiro e abril foram 31,2% menores do que no mesmo período do ano passado quando se considera a média diária, de acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento. No mês passado, a queda foi de 23,4%.

A balança comercial brasileira, em abril, teve superavit de US$ 491 milhões, 3% menos do que o que foi registrado no mesmo mês de 2014 — o pior resultado desde de 2013. No acumulado do ano, há deficit de US$ 5,07 bilhões, um pouco abaixo dos US$ 5,57 bilhões negativos registrados no primeiro quadrimestre do ano passado.

“Essa melhora ao longo dos últimos meses é muito aquém do que se esperava”, afirmou o presidente da Associação dos Exportadores Brasileiros (AEB), José Augusto de Castro. No ano passado, o Brasil teve o pior resultado desde 1998 na balança comercial, com deficit de US$ 3,93 bilhões. Diante da desvalorização do dólar, a AEB previu para 2015 superavit de US$ 8 bilhões.

A entidade ainda espera um resultado positivo, porém bem menor do que isso — a nova estimativa será feita só em julho. A principal mudança nos últimos meses foi a drástica queda na cotação do minério de ferro. Em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado, o produto ficou 51% mais barato. Assim, mesmo com aumento de 12% no volume exportado, a receita em dólar reduziu em 45,1% no período.

Para o ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, o superavit deste ano ficará entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. “O que vai garantir isso não é o aumento das exportações, é a queda das importações devido ao desaquecimento da economia e ao fato de que os produtos com preços em dólar ficaram mais caros”, disse Barral, sócio da consultoria Barral M Jorge. Em abril, as exportações caíram 23,2% pela média diária. As importações se reduziram em 23,7%.

O diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão, também espera que a balança comercial feche com superavit no ano, embora não arrisque um número. Ele reconhece que há dificuldade nas vendas para vários mercados, mas espera que a queda nas compras do exterior seja maior do que a das vendas.

Brandão afirmou que a desvalorização do real pode ajudar exportadores. Mas alertou que isso não poderá ser tão bem aproveitado se o câmbio continuar tão volátil como se tem visto nos últimos meses. “É preciso que haja estabilidade”, alertou.

Para Castro, da AEB, o Brasil terá dificuldades para vender seus produtos a outros países latino-americanos. “Eles também enfrentam dificuldades devido à queda no preço das commodities”.

Correio Braziliense – 05/05/2015

 

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Indústria chinesa tem contração

Um indicador antecedente acompanhado de perto pelo mercado mostrou que os pedidos à indústria chinesa caíram mais do que o esperado em abril, reforçando as previsões de que as autoridades do país devem adotar mais medidas de estímulo para acelerar o crescimento.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) medido pela Markit e o HSBC ficou em 49,8 pontos, abaixo da mediana de 49,4 pontos de estimativas de economistas ouvidos pela Bloomberg. Números abaixo de 50 indicam contração da atividade, enquanto números superiores a essa faixa mostram expansão.

O crescimento econômico está sob a ameaça de não atingir a meta de 7% imposta pelo governo para 2015, e já houve afrouxamento da política monetária. A notícia de que novas medidas seriam adotadas ajudaram a fomentar um rally no mercado de ações nos últimos dois meses.

“As autoridades chinesas estão ficando mais preocupadas com o declínio econômico”, disse Wang Tao, economista-chefe para a China do UBS Group, em Hong Kong, em uma nota a clientes. “Nos próximos dois meses, nós esperamos que o governo acelere o investimento em infraestrutura com elevado suporte e bancos públicos, além do corte nas taxas de juros”, afirmou ele.

Valor Econômico – 05/05/2015

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Europa reage e indústria eleva preço

O crescimento da indústria da zona do euro desacelerou em abril, mas as fábricas elevaram os preços pela primeira vez em oito meses, de acordo com o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Markit.

O levantamento, divulgado ontem, também mostrou que o contingente de funcionários cresceu no maior ritmo em quase quatro anos.

Quaisquer sinais de pressão inflacionária serão bem recebidos pelo Banco Central Europeu (BCE), particularmente porque o impacto sobre o crescimento foi marginal, aponta a pesquisa.

O PMI final de indústria da zona do euro para abril ficou em 52,0, ante leitura preliminar de 51,9, mas abaixo da máxima em 10 meses atingida em março, de 52,2.

Foi o 22º mês consecutivo em que o índice ficou acima da marca de 50, que separa crescimento de contração. Um outro índice que mede produção, e que influencia o PMI Composto que será divulgado na quarta-feira, marcou 53,4, comparado com a máxima em 10 meses alcançada em março, de 53,6.

O índice de preços da produção do PMI subiu acima de 50 pela primeira vez em oito meses, sugerindo que a inflação poderá passar ao território positivo. Até agora, ainda não há sinais concretos de que a pressão de custos na indústria chegará em breve ao varejo. Investidores e o próprio BCE estão em busca de sinais de que o programa de afrouxamento monetário já esteja fazendo efeito e incentivando a retomada da economia.

Prazo do estímulo

Dados divulgados na semana passada mostraram que, em abril, a zona do euro encerrou quatro meses de deflação. Os preços ao consumidor não chegaram a subir, mas ficaram estáveis em relação aos níveis do ano anterior, indicando que o risco de quedas de preço persistentes está diminuindo.

Os preços ao consumidor nos 19 países que compartilham o euro ficaram inalterados após recuo de 0,1 por cento em março, segundo a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat.

De certa forma, o resultado traz alívio para o BCE, que quer manter a inflação abaixo mas perto de 2 por cento ao ano no médio prazo. O BCE começou a imprimir dinheiro em março para injetar mais recursos na economia e conter as preocupações de deflação.

Economistas têm dito que a inflação deve se tornar claramente positiva na segunda metade de 2015, conforme o peso da energia diminui, uma vez que os preços do petróleo já vêm caindo com força.

Alguns dizem que o mercado pode até começar a questionar se o BCE precisará manter seu programa de afrouxamento monetário até setembro de 2016.

DCI – 05/05/2015

Redação On maio - 5 - 2015
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