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Sexta-feira, 19 de Julho de 2019






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FMI: Brasil e Venezuela devem puxar desaceleração de PIB da América Latina

A queda dos preços das commodities deve complicar ainda mais as perspectivas de crescimento de países latino-americanos neste ano e em 2016, segundo o relatório World Economic Outlook (Panorama Econômico Global) divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira.

Segundo o relatório, o FMI estima que a economia global teria crescido 3,4% em 2014 e deve ter uma expansão de 3,5% neste ano e 3,8% em 2016, embora haja muita diferença entre as perspectivas de crescimento de cada país, com os produtores de petróleo e outras commodities sendo especialmente prejudicados.

A economia da América Latina teria tido uma expansão de 1,3% em 2014, de acordo com a entidade, e neste ano deve crescer apenas 0,9% segundo sua nova projeção – 1,3 pontos percentuais a menos que a projeção anterior, de outubro. Além disso, o FMI também prevê um aumento do risco de recessão na região.

As perspectivas para a economia sul-americana teriam se deteriorado ainda mais que as do resto da América Latina, puxadas pelo desaquecimento brasileiro e pela crise econômica da Venezuela.

“O desaquecimento do mercado global de commodities ainda inibe a retomada da atividade econômica na América do Sul, apesar de os preços mais baixos do petróleo e uma sólida recuperação dos Estados Unidos serem um impulso para outras partes da região”, diz o FMI.

“A baixa confiança entre empresários e consumidores no Brasil e a intensificação da crise econômica venezuelana ainda pesam no cenário de curto prazo. As taxas de câmbio flexíveis podem ajudar na adaptação a condições externas mais duras, mas as autoridades da região também precisam assegurar a prudência fiscal e avanços em reformas estruturais para aumentar seus níveis de investimento e produtividade.”

Na semana passada, o FMI voltou a revisar sua previsão para a economia brasileira para uma contração de 1% neste ano e expansão de 0,9% em 2016. Em janeiro, a sua estimativa era de um crescimento de 0,3% em 2015 e 1,5% no ano que vem.

No caso do PIB venezuelano, o FMI prevê uma queda de 7% neste ano e de 4% em 2016.

Economia global

O Fundo destaca que, nos últimos meses, uma série de mudanças importantes na economia global alteraram as perspectivas de crescimento em muitos países.

Além do preço das commodities e do petróleo, que teriam caído, respectivamente, 38% e 45% desde setembro, também houve um aumento na volatilidade no mercado de câmbio, com uma valorização significativa do dólar e queda expressiva de moedas como o real e o euro.

No caso da queda do petróleo, o Fundo ressalta que, apesar de países exportadores saírem prejudicados e de haver mais incertezas sobre investimentos em projetos como o pré-sal, o saldo geral sobre a economia global como um todo é positivo.

“No geral, nossos modelos inferem que esse choque do petróleo deve dar um impulso considerável à atividade econômica, aumentando a produção global em até 1 ponto percentual em 2016, no caso dos (novos) preços serem totalmente repassados para os mercados domésticos”, diz o Fundo, estimando que, mesmo com um repasse incompleto de preços, a impulso seria de 0,5 ponto percentual.

Segundo o FMI, embora em 2014 os países emergentes tenham contribuído com três quartos do crescimento global, em 2015, esses mercados devem continuar a desacelerar, enquanto os países desenvolvidos continuariam a se recuperar.

A entidade revisou sua previsão de crescimento para a economia americana este ano de 3,6% para 3,1% em função do impacto que a alta do dólar deve ter sobre as exportações do país.

Já a estimativa para o crescimento da economia da zona do euro foi revisada para cima – passando de 1,2% para 1,5%.

BBC – 14/04/2015

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A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, defendeu ontem uma maior abertura da economia brasileira. Em entrevista durante a posse do novo presidente da Câmara Americana de Comércio do Rio de Janeiro (AmCham-Rio), Rafael Motta, Ayalde apoiou a pauta do empresariado e disse que o momento é ideal para o Brasil abrir-se para uma maior participação privada na economia. A visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, avalia, será uma oportunidade para destravar a agenda comercial entre os dois países.

“Se o Brasil precisa dar sinais claros de um país competitivo, esse é o momento. As empresas americanas querem investir no país, e também o Brasil precisa de crescimento econômico para gerar melhor confiança, mais oportunidade de trabalho. As empresas precisam de previsibilidade para fazer investimentos, planejamentos. Nossos países, que são as duas maiores economias do hemisfério, podem se beneficiar mutuamente”, disse Liliana.

A mensagem da embaixadora agradou a executivos e empresários presentes no evento da AmCham-Rio. Pouco antes, o novo presidente da entidade havia defendido uma maior participação do setor privado na definição das agendas para o encontro de junho. Segundo ele, é importante que a visita se converta, de fato, em uma agenda comercial.

“Pregamos que seja feito de forma organizada, não apenas com agenda de governo, mas também de trabalho, discutida com o setor privado. Queremos participar”, pediu Mota.

Entre os temas de interesse do empresariado, está a possibilidade de mudanças nas regras de exploração do pré-sal, com a possibilidade de empresas privadas assumirem o papel de operadoras nos consórcios, o que hoje é restrito à Petrobras.

Para o diretor da Odebrecht Óleo & Gás, Roberto Ramos, que transferiu a presidência da AmCham para Motta, “já seria uma grande mudança”. Ele avalia que, para manter o nível de produção dos Estados Unidos, a cotação do barril de petróleo terá que melhorar nos próximos meses, o que ajudará a melhorar a competitividade do pré-sal brasileiro.

De acordo com a embaixadora, nas próximas semanas estão previstos encontros com o setor agrícola. Uma reunião de trabalho também será realizada com o ministro de Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo. Em junho, será realizado um encontro entre 12 CEOS brasileiros e 12 americanos. “Já havia algumas conversas, mas teremos que acelerar os trabalhos”, disse Liliana.

Na AmCham, comissões temáticas estão definindo posicionamentos para setores prioritários, que serão posteriormente apresentados ao governo.

Valor Econômico – 14/04/2015

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Tombini encontrará investidores na reunião do FMI

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, vai participar de encontros com investidores ao longo da reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, nesta semana, em Washington.

Tombini chegará à capital americana na quinta-feira e também vai a reuniões dos Brics e do G-20 nas quais o financiamento de projetos de infraestrutura deverá ser um dos temas principais.

O presidente do BC deverá participar também do almoço do “Economic Consultative Committee”, promovido pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, e de um seminário sobre medidas econômicas macroprudenciais, ambos fechados à imprensa.

No âmbito do G-20 – bloco que reúne as 20 maiores economias do mundo -, os encontros deverão tratar da criação de instrumentos financeiros para facilitar os aportes de capitais da iniciativa privada.

O diagnóstico do bloco é que há um grande volume de dinheiro que poderia ser canalizado para obras, mas isso não ocorre pela ausência de mecanismos de padronização das regras de investimentos. Ao todo, o bloco estima haver US$ 1 trilhão para ser investido na infraestrutura.

Durante a presidência australiana do G20, em 2014, foi criado o Centro de Infraestrutura Global (GIC, da sigla em inglês) com o objetivo de padronizar informações sobre projetos ao redor do mundo e trocar experiências sobre formas de financiamento. Já a presidência turca de 2015 pretende dar foco à implementação de projetos.

Em relação aos Brics, as reuniões deverão tratar das medidas operacionais para a instalação do banco do bloco que reúne o Brasil, a Rússia, a China, a Índia e a África do Sul. Será discutida a estratégia do banco, que ficará em Xangai, na China, e os instrumentos que a instituição deverá utilizar quando começar a operar de fato.

Para que o banco entre em funcionamento é necessária a ratificação pelo Poder Legislativo de cada um dos países membros. A Rússia foi o primeiro país a ratificar a instituição e a China e a Índia devem fazê-lo em breve. O Brasil e a África do Sul ainda terão que discutir o assunto em seus respectivos congressos.

O objetivo é que o banco seja utilizado como instrumento de canalização de investimentos e possa auxiliar no financiamento de obras em infraestrutura em países do bloco e de fora dele.

Valor Econômico – 14/04/2015

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Produção industrial na zona do euro muda de rumo e sobe em fevereiro

O resultado de fevereiro na zona do euro foi reflexo de uma alta de 1,6% na produção de bens de consumo não duráveis, de 1,1% em energia e de 1% tanto em bens de capital como em bens de consumo duráveis, além do avanço de 0,3% em bens intermediários.

Na União Europeia, o crescimento na produção da indústria em fevereiro foi associado a um incremento de 1,1% em bens de consumo não duráveis, de 0,9% em bens de capital, de 0,6% em energia e de 0,5% em bens de consumo duráveis, fora a alta de 0,3% em bens intermediários.

As taxas mensais mais expressivas foram registradas na Irlanda (+16,3%), Lituânia (+6,1%), Croácia (+3,5%) e Grécia (+2,5%). Na outra ponta, as quedas mais acentuadas foram vistas em Malta (-1,3%), Bulgária (-0,6%) e Portugal (-0,5%).

Perante fevereiro de 2014, a produção industrial subiu 1,6% na zona do euro e 1,4% na União Europeia.

Os números são da agência de estatísticas Eurostat.

Valor Econômico – 14/04/2015

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Grécia já prepara calote, se não houver acordo com credores

A Grécia está se preparando para dar o dramático passo de declarar-se inadimplente, a menos que possa chegar a um acordo com seus credores internacionais até o fim de abril, segundo pessoas informadas sobre as posições do governo esquerdista radical.

O governo, que está rapidamente ficando sem dinheiro para pagar salários e aposentadorias do setor público, decidiu reter € 2,5 bilhões em pagamentos devidos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em maio e junho, se não houver acordo, disseram as fontes.

“Chegamos ao fim da linha. Se os europeus não liberarem dinheiro para nos socorrer, não haverá alternativa [a um calote]”, disse uma autoridade governamental.

Um calote grego constituiria um choque sem precedentes para a união monetária em vigor há 16 anos na Europa, apenas cinco anos após a Grécia ter recebido o primeiro de dois pacotes de socorro da UE e do FMI, que totalizaram 245 bilhões de euros.

O alerta de um default iminente pode ser uma tática de negociação, com o objetivo de que o país obtenha os termos mais brandos possíveis de seus credores. Mas, de todo modo, ele evidenciou a realidade de os cofres do Estado estarem se esvaziando rapidamente.

A inadimplência é uma perspectiva para a qual os outros governos europeus, irritados com o que consideram táticas negociadoras não profissionais e retórica antagonística gregas, também começaram a elaborar planos de contingência.

No curto prazo, um calote quase certamente levará à suspensão da ajuda emergencial do Banco Central Europeu ao setor bancário grego, ao fechamento de bancos gregos e a controles de capital e instabilidade econômica generalizada.

Embora um calote não obrigue automaticamente a Grécia a sair da zona do euro, a inadimplência tornaria muito mais difícil, para o primeiro-ministro Alexis Tsipras, manter seu país na área de 19 países, objetivo que fez parte da plataforma eleitoral com a qual ele e seu partido Syriza, de esquerda, venceram as eleições em janeiro.

Outros parceiros da Alemanha e da Grécia na zona do euro dizem estar confiantes de que a zona de moeda comum é suficientemente forte para enfrentar as consequências de um calote grego, mas algumas autoridades reconhecem que seria um mergulho no desconhecido.

O Ministério das Finanças grego reafirmou ontem o compromisso do governo de chegar a um acordo com seus credores, dizendo: “Estamos continuando ininterruptamente a busca de uma solução mutuamente benéfica, nos termos de nosso mandato eleitoral”.

Nesse espírito, a Grécia retomou as negociações técnicas com seus credores em Atenas e Bruxelas, ontem, sobre as medidas fiscais, metas orçamentárias e privatizações. sem as quais os credores dizem que não liberarão o dinheiro necessário para que sejam honrados os pagamentos de parcelas da dívida com vencimento iminente.

O governo da Grécia está tentando encontrar dinheiro para pagar € 2,4 bilhões em salários e aposentadoria do funcionalismo público neste mês. O governo deverá pagar € 203 milhões ao FMI em 1º de maio e € 770 milhões em 12 de maio. Outro € 1,6 bilhão terá de ser pago em junho.

A crise financeira surgiu em parte porque o socorro de € 7,2 bilhões que deveria ter sido disponibilizado à Grécia no ano passado foi sustado, em meio a desentendimentos entre Atenas e seus credores sobre reformas estruturais politicamente críticas.

Essas medidas incluem uma reforma do sistema de aposentadoria, envolvendo cortes nos pagamentos recebidos pelos aposentados gregos, e medidas que permitam a empregadores do setor privado impor demissões em massa.

Embora a redução da dívida tenha sido um tema central na vitoriosa campanha eleitoral do Syriza, o partido mudou de tom depois de tomar posse e insistiu que a Grécia iria cumprir todas as suas obrigações para com o FMI.

Yanis Varoufakis, ministro das Finanças, disse na semana passada que a prioridade do governo deverá ser cumprir obrigações domésticas, entre elas o pagamento das aposentadorias.

Valor Econômico – 14/04/2015

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‘Seria precoce elevar juros dos EUA agora’

As apostas no mercado financeiro para a primeira elevação das taxas de juros nos Estados Unidos estão concentradas em 2015, mas um importante observador da economia americana avalia que fazer isso seria um erro. Austan Goolsbee, que foi um dos principais assessores econômicos do governo de Barack Obama, diz que a economia americana não está pronta para um aperto monetário. Se isso ocorrer em junho, como preveem alguns analistas, Goolsbee não descarta turbulências no mercado.

“Eu acho que o Federal Reserve deveria esperar para elevar as taxas até que realmente haja uma melhora sustentável na economia”, afirmou ao Valor. O economista participa hoje de evento promovido pelo Itaú BBA, em São Paulo.

Goolsbee foi presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, tendo sido nomeado por Obama em 2010. Também foi economista-chefe do Conselho de Assessores para a Recuperação Econômica da Presidência, liderado por Paul Volcker, ex-presidente do Fed. Atualmente, é professor da Universidade de Chicago.

Para Goolsbee, que foi citado por vários analistas como concorrente de Janet Yellen para substituir Ben Bernanke na liderança do Fed, a economia americana ainda não está perto de retornar ao nível de crescimento pré-crise e não há evidência de que a inflação volte à meta no curto prazo. Por isso, defende que o Fed espere mais para elevar os juros, mas não cita uma data específica. O que ele acredita que o banco central fará, entretanto, é diferente. “Há muita pressão dentro do Fed para elevar as taxas, então é muito provável que façam isso este ano”, disse Goolsbee. “Mas não acho que eles deveriam.”

Valor: Muitos economistas estavam confiantes na sustentabilidade da recuperação da economia americana, mas os últimos dados decepcionaram. Como o senhor interpreta os números recentes?

Austan Goolsbee: Sempre que há aceleração da economia, com avanço do PIB e queda do desemprego, um grande grupo de economistas dos EUA, sendo muitos deles do Fed, conclui que “nós viramos a página” e os EUA vão voltar a crescer 3,5% ao ano. Eu tenho sido muito cético em relação a isso. Todo ano o Fed projeta que o próximo ano será o ano em que retomaremos o crescimento muito forte. Eu acho que isso é surreal. Continuo acreditando que haverá uma melhora modesta do mercado de trabalho em 2015 e não uma continuação do que vimos no ano passado. Além disso, não há evidência de inflação no país e não há perspectiva disso no curto prazo. A economia não está crescendo o suficiente para gerar mais inflação.

Valor:Como esse cenário deve pesar na decisão do Fed de quando subir os juros?

Goolsbee: No Fórum de Política Monetária dos EUA deste ano, havia muitos membros do Fed e eles disseram publicamente que querem elevar os juros. Eles disseram quase literalmente que vão elevar os juros em junho ou setembro. Há um sentimento de que eles querem elevar as taxas e de que eles acreditam que a economia está melhor. Há muita pressão dentro do Fed para elevar as taxas, recolocá-las no patamar normal, então eu acho que é muito provável que eles elevem os juros este ano. Mas não acho que eles deveriam.

Valor:O que o Fed deveria fazer?

Goolsbee: Eles deveriam esperar até que realmente haja uma melhora sustentável na economia, até que o crescimento volte ao normal. Quase não temos inflação nos EUA, o mercado de trabalho pode estar desacelerando e o PIB não é nada impressionante. O Fed deveria esperar antes de elevar as taxas.

Valor:O senhor disse que há pressão, dentro do Fed, para elevar os juros. Por quê?

Goolsbee: Há diversas pessoas e elas têm motivos diferentes. Alguns, como os presidentes dos Feds regionais conservadores e “hawkish”, acreditam que estamos prestes a ter inflação, a economia “virou a página” e nós devemos elevar as taxas. Deste primeiro grupo eu discordo substancialmente. Eles têm dito a mesma coisa por quatro anos e ainda não há sinais de inflação. Há um segundo grupo que olha para o passado do Fed e diz que condições acomodatícias de crédito causam bolhas que podem ameaçar a estabilidade financeira.

Valor:Como os mercados financeiros devem receber a primeira alta de juros nos EUA?

Goolsbee: Isso vai depender muito de quando o Fed decidir elevar os juros e em que condições. Se o Fed subir quando estiver claro que a economia superou a fase difícil, o mercado poderia absorver isso facilmente. Mas se o Fed subir os juros antes do que todos esperam, acho que muitos participantes questionarão se o Fed tem uma estratégia ou se eles estão apenas tentando elevar os juros. É o que aconteceu no passado. Bernanke disse que a economia estava melhor e que, se as condições fossem boas como o Fed estava projetando, então começariam a reduzir as compras de ativos. O mercado não reagiu bem a isso, as pessoas entraram em pânico. Quando a economia eventualmente melhorou e o Fed começou a reduzir as compras de ativos quase não houve impacto negativo. As pessoas estavam prontas. Sinto que o mesmo acontecerá com as taxas de juros.

Valor:O que seria compreendido como uma alta precoce?

Goolsbee: Se eles começarem a subir as taxas em junho, o mercado reagirá muito mal, porque as pessoas em geral acreditam que o Fed determina suas ações com base nos dados e ainda não é claro que a economia melhorou totalmente. Eu ficaria muito surpreso se eles elevassem os juros em junho, porque muitos dos dados econômicos que mencionamos – de emprego, da indústria, gastos dos consumidores – foram menos impressionantes do que esperávamos. Então, eles teriam dificuldade para justificar uma alta das taxas em junho.

Valor: Como o senhor apontou, no passado os mercados reagiram mal à sinalização do corte nas compras de ativos e os emergentes foram especialmente impactados. Isso pode ocorrer novamente?

Goolsbee: Há vários emergentes que têm dívidas em dólares e isso deve tornar as coisas bem difíceis para esses países. Os países exportadores de commodities passarão por um ano ou dois de condições difíceis. Houve uma desaceleração substancial na China, não acho que as condições na Europa estejam assim boas e, se o crescimento dos EUA for um pouco mais lento, a demanda por commodities vai continuar modesta. No caso do Brasil, as projeções de crescimento do Brasil foram significativamente revisadas para baixo. Será um período de 12 a 24 meses difícil para o crescimento econômico e para a moeda brasileira.

Valor Econômico – 14/04/2015

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Fitch reafirma rating “AAA” dos EUA, com perspectiva estável

SÃO PAULO  –  A Fitch Ratings reafirmou hoje a nota de crédito dos Estados Unidos em “AAA”, a mais alta, com perspectiva “estável”. Segundo a agência de classificação de risco, o rating é sustentado pela flexibilidade de financiamento única do país, que é o emissor da principal moeda de reservas do mundo e de ativos de renda fixa que são referência, além de possuir o mercado de capitais mais profundo e líquido do mundo.

Do lado fiscal, a Fitch afirmou que o déficit do governo federal americano deve encolher em 2015 e 2016, fica ndo abaixo do resultado de 2014, de 2,8% do PIB. No médio prazo, a perspectiva para o déficit melhorou levemente por conta da projeção de fortalecimento da economia e de que as taxas ficarão um pouco mais baixas que o esperado. Se não houve reformas fiscais, entretanto, a Fitch prevê que o déficit vai voltar a subir em 2018.

“Os EUA estão crescendo mais rapidamente e têm melhores perspectivas de crescimento que a maioria dos países desenvolvidos. Tendo crescido 2,4% em 2014, a Fitch espera que os EUA cresçam 3% em 2015, desacelerando levemente em 2016”, diz a agência em relatório.

A expectativa da Fitch é que o Federal Reserve (Fed, banco central dos |EUA) eleve as taxas de juros no terceiro trimestre deste ano e faça um ciclo de aperto monetário gradual. Na leitura dos analistas da agência, a inflação baixa, atualmente em zero na comparação anual, é “um resultado transitório decorrente dos menores preços de combustíveis e do dólar forte”. Entretanto, a Fitch projeta que a inflação ficará abaixo da meta de 2% em 2016.

Valor Econômico – 13/04/2015

 

 

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Notas de baixo valor criam pesadelo logístico para bancos argentinos

Nos primeiros dias do mês, quando as empresas pagam os salários, os caixas automáticos não dão conta: são carregados pela manhã, bem cedo, com a capacidade máxima de 800 mil pesos argentinos, e quatro horas depois já estão vazios. Naturalmente, para chegar a essa quantia é preciso colocar apenas notas de 100 pesos, já que entram 2.000 cédulas em cada uma das quatro gavetas.

“No Palácio da Fazenda ou na Corte Suprema, os juízes e funcionários fazem saques de 5.000 pesos nos dias de pico e os esvaziam logo, então ao meio-dia já é preciso repor o dinheiro”, revelam no setor financeiro.

Em geral, os carros-fortes chegam aos caixas automáticos de madrugada, entre a meia-noite e às seis da manhã.

Nos dias de muita demanda, como nos fins de semana, e fora do horário bancário em shoppings, supermercados e postos de gasolina, é preciso fazer uma segunda visita de reposição.

“Com apenas 400 transações de 2.000 pesos o caixa já fica vazio. Embora a média de saques esteja em 1.500 pessoas, no início do mês é comum que os saques sejam de 3.000 pesos, enquanto no fim do mês, costuma-se fazer saques de 1.000 pesos, porque já não sobra mais na conta”, revelam no setor. O motivo é muito simples: hoje, a nota de maior valor na Argentina não equivale nem a US$ 10, pela cotação do chamado dólar-poupança.

O governo já teria preparado planilhas de desenhos de notas de 200, 500 e até 1.000 pesos. Faltaria preparar o esboço da cédula, a placa e a impressão, processo que, até a nota chegar ao mercado, leva entre oito meses e um ano. A decisão política, contudo, seria a de ainda não fabricar as novas cédulas.

Os caixas funcionam do mesmo modo que um carro: quanto mais quilômetros se percorrem, mais rápido é preciso levá-lo ao mecânico. O mesmo ocorre com os caixas automáticos, que podem chegar a fazer 30 mil transações mensais, o que requer muita manutenção.

O problema é que as peças de reposição são importadas e é difícil consegui-las, já que o governo restringe o acesso a dólares. Os equipamentos de uso mais frequente quebram até uma vez por mês.

O lado positivo de não existirem notas de valor muito alto é que o roubo de caixas automáticos na Argentina não é grande negócio, enquanto no Chile rouba-se um por semana.

Poderia imaginar-se que as empresas de transporte de dinheiro seriam as mais beneficiadas pelas notas de baixos valores. Até a associação dessas empresas, no entanto, pediu informalmente ao banco central por notas de valores maiores, porque de outra forma perdem eficiência.

Os caminhões cobram uma cota sobre o valor que transportam: para levar “uma bala” (100 mil pesos), precisam levar mil notas de 100 pesos, enquanto para levar “um pacote” (10 mil pesos), precisam 100 notas de 100 pesos. “Portanto, ao não haver notas de maior valor, precisam de mais recursos, mais fardos e fazer paradas mais demoradas, já que o funcionário não pode levar mais de um fardo, porque a outra mão é para sua arma. Ao precisar descer com tantos fardos, uma parada que deveria levar 15 minutos leva 45, com o agravante do risco que implica levar mais tempo para descarregar”, admite um diretor do setor.

As transportadoras prefeririam ter faturamento menor, mas ser mais eficientes e ter menos custos, preservando sua margem de lucro. Para os funcionários, não é atraente trabalhar aos sábados e domingos, mesmo com horas extras, porque essa renda acaba sendo diluída pelo imposto sobre o lucro, ao passarem a uma alíquota maior.

“O custo da ineficiência é muito alto, já que há muita gente cansada que trabalha 12 horas por dia, descansar sete horas e volta a trabalhar para fazer horas extras”, queixam-se.

Para os bancos, trabalhar com notas de apenas 100 pesos gera enormes custos de logística.

Valor Econômico – 14/04/2015

Redação On abril - 14 - 2015
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