O governo vai enviar ao Congresso Nacional a proposta que amplia o teto de faturamento das empresas que podem se enquadrar no Simples Nacional.

A informação é do Sescon-SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo), que participa dos debates sobre o assunto no Planalto.

O valor da receita bruta anual passará de R$ 3,6 milhões para R$ 7,2 milhões (sendo que 50% deverá ser obtido no mercado interno e 50% no externo) nos setores de serviço e comércio e para R$ 14,4 milhões na indústria.

“Essa faixa até supera nossas expectativas. Um grande volume de empresas será contemplado”, diz o presidente da entidade, Sérgio Approbato Machado Júnior.

Em janeiro, o sindicato fez um levantamento com seus 8.000 associados e 57% dos que responderam ao questionário afirmaram ser necessário ampliar o atual teto.

Quase 20%, porém, disse que nenhuma alteração conseguirá barrar a informalidade e 14% afirmaram não acreditar que o governo faria novas alterações.

As últimas modificações no programa são recentes. A lei que universalizou o acesso ao Simples -até então restrito a alguns setores- e que fixou o teto em R$ 3,6 milhões foi sancionada no ano passado.

A nova proposta também reduzirá para sete as faixas de faturamento das empresas que pagam diferentes alíquotas tributárias -hoje são 20.