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Sexta-feira, 19 de Julho de 2019






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Projeção para PIB piora, mostra BC

Mais uma vez apresentando forte piora, a produção industrial foi o estopim para uma nova correção para baixo das previsões do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015. A perspectiva de retração se aprofundou e passou de -0,58% para -0,66% no Relatório de Mercado Focus do Banco Central.

Há quatro semanas, a estimativa ainda era de estabilidade de crescimento econômico. Esta foi a décima revisão seguida para baixo desse indicador.

Fonte: DCI

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Mercado vê inflação perto de 8% e recessão maior em 2015

Após a divulgação da inflação de fevereiro, na sexta-feira (6), analistas voltaram a elevar suas projeções para a alta dos preços. O mercado já espera que o IPCA (índice oficial) fique em 7,7% em 2015.

A estimativa, que é uma mediana das projeções de economistas e instituições financeiras consultados semanalmente pelo Banco Central, foi divulgada nesta segunda (9). Há uma semana, o mesmo grupo esperava IPCA de 7,47% para este ano.

Caso a nova projeção do mercado se confirme, a inflação brasileira de 2015 será a maior desde 2003, quando o índice chegou a 9,3%.

Na sexta-feira, data em que o BC encerra a sua pesquisa com os economistas, o IBGE surpreendeu analistas ao divulgar que a inflação bateu 7,7% nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro –o mesmo percentual agora estimado para 2015.

Mas já há instituições esperando uma inflação na faixa de 8%, caso da Rosenberg & Associados e da FGV.

A expectativa para a inflação oficial, que sobe há dez semanas consecutivas e se aproxima de 8%, está distante do teto da meta do governo, de 6,5% ao ano, e pressiona o Banco Central, a quem cabe a função de combatê-la.

O mercado, no entanto, não alterou a sua previsão para a taxa Selic –a taxa básica de juros, principal instrumento usado pelo BC para conter a alta dos preços. Ela continua em 13% para o final deste ano. Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) subiu a Selic para 12,75% e indicou que pode haver novas altas.

Fator com influência direta no comportamento dos preços, a taxa de câmbio ao final de 2015 também deve ser maior do que a esperada anteriormente. Agora, o mercado estima que o dólar seja cotado em R$ 2,95 ao final de dezembro. Na semana anterior, a previsão era R$ 2,91.

Como o câmbio potencializa reajustes em boa parte dos produtos consumidos diariamente pelos brasileiros –de alimentos a remédios–, a alta do dólar deve continuar pressionando a inflação. Nesta segunda (9), o dólar comercial fechou a R$ 3,13.

PIB MAIS FRACO

A expectativa do mercado para o comportamento da economia também piorou na última semana. Analistas esperam uma queda de 0,66% no PIB de 2015 –o que seria o pior resultado em 25 anos. Em 1990, a economia brasileira teve contração de 4,35%.

Assim como ocorreu com a inflação, essa foi a décima revisão consecutiva na projeção de analistas para o PIB. No boletim anterior, a previsão era queda de 0,58%.

Também piorou a visão do mercado sobre a produção industrial. Economistas esperam uma retração de 1,38% na atividade do setor em 2015. Na pesquisa anterior, esperava-se uma queda de 0,72% na produção industrial do país.

Fonte: Folha São Paulo

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Dilma culpa crise externa, mas EUA e Europa já crescem mais que o Brasil

Novamente utilizada pela presidente Dilma Rousseff, a tese segundo a qual a prostração econômica brasileira decorre da crise internacional perdeu no ano passado o que restava de sua credibilidade.

Até 2013, o argumento já era frágil porque os demais países emergentes, também afetados pela crise no mundo desenvolvido, apresentavam desempenho superior ao do Brasil no governo Dilma.

Agora, até os Estados Unidos e a Europa, epicentros dos tremores da economia global nos últimos anos, já crescem mais que o Brasil.

A recuperação norte-americana é a mais visível. O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA teve expansão de 2,4% no ano passado, e a taxa deste ano é projetada em 3,6% pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).

Na zona do euro, os números são mais modestos, mas ainda assim mostram crescimento no ano passado, de 0,9%, e neste ano, calculado em 1,2%.

No caso brasileiro, o resultado de 2014 ainda não é conhecido, mas governo e analistas esperam uma taxa próxima de zero, ou até um pouco abaixo. Para 2015, a projeção central do mercado é uma queda de 0,66%.

Fonte: Folha São Paulo

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Governo acredita que só solução política vai conter alta do dólar

O governo Dilma Rousseff precisa resolver “urgentemente” a crise política para evitar que a economia seja afetada gravemente pelo clima de instabilidade que domina a relação entre o Palácio do Planalto e sua base aliada no Congresso.

A avaliação da equipe econômica, partilhada pelo Palácio do Planalto, foi feita nesta segunda-feira (9), quando a cotação do dólar registrou sua sexta alta seguida e fechou o dia no maior valor desde 2004, a R$ 3,13.

Segundo um assessor presidencial, sem uma solução da crise política, há risco de a cotação da moeda americana subir ainda mais diante do cenário de descrença de investidores na viabilidade do ajuste fiscal do governo. O valor do dólar, num cenário pessimista, pode até “explodir”.

O temor, neste caso, é o efeito inflacionário da valorização cambial num momento em que a inflação está acima de 7% e pode até fechar o ano próxima de 8% –o que forçaria o Banco Central a adotar um ciclo mais longo de alta dos juros. A tendência de aperto mais longo já foi sinalizada pelo mercado financeiro nesta segunda.

No governo, a ordem era ter sangue frio diante da alta do dólar e insistir no discurso de que o câmbio é “flutuante”, sem ficar lançando medidas emergenciais para tentar conter o movimento da moeda norte-americana.

Auxiliares lembravam que, além da crise política, o dólar estava sendo pressionado por um movimento mundial de valorização da moeda dos Estados Unidos.

Na área política, assessores presidenciais disseram à Folha que o primeiro passo do governo é negociar uma trégua para evitar votações que, realizadas nesta semana, são consideradas derrotas certas para o Palácio do Planalto na economia.

Entre elas, a do veto presidencial do projeto que corrigiu a tabela do Imposto de Renda na Fonte em 6,5%. O governo sempre defendeu a correção de 4,5% alegando falta de caixa para bancar um percentual maior.

Internamente, o Palácio do Planalto admite que demorou muito a tomar uma posição sobre o assunto e, agora, terá de fazer concessões. “Perdemos o timing político para tratar da medida”, comentou um auxiliar.

Fonte: Folha São Paulo

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Levy faz paralelo entre finança pessoal e ajuste

Em um discurso cheio de “paralelos” com o momento econômico atual, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, destacou a importância de se pensar na poupança de longo prazo para ter maior previsibilidade e estimular a ampliação dos investimentos. Levy participou da abertura da 2ª Semana de Educação Financeira. “Não vou exagerar nos paralelos que vocês devem estar fazendo sobre a vida nacional e a educação financeira. Entre as decisões de presente e futuro e a priorização. Os paralelos são evidentes e as consequências também”, disse. “Saber escolher e medir o resultado do gasto público é muito importante”, completou.

Na avaliação do ministro, a educação financeira e previdenciária vai ajudar os brasileiros a perceberem esse valor e se programarem para adquirir os produtos financeiros adequados e acumular poupança. No caso da Previdência, ele disse que o grande desafio que se coloca é honrar o pagamento de um número cada vez maior de benefícios devido ao envelhecimento da população.

Para Levy, nessas situações é preciso saber escolher e medir a efetividade dos gastos públicos para conseguir atender não só o idoso, mas as novas gerações. “Neste contexto que se inserem muitos dos ajustes que o governo está promovendo”, disse. Neste ano, a equipe econômica encaminhou ao Congresso Nacional duas medidas provisórias para restringir o acesso ao seguro-desemprego, abono salarial e pensão por morte.

Levy afirmou ainda que o acumulo de poupança possibilita o aumento do investimento, até porque esse crescimento via crédito tem um limite. “O investimento, que é acompanhado com o crescimento da poupança, é um dos objetivos. [Ou seja] Vamos guardar um pouco mais para construir alguma coisa que vai dar fruto em algum período em vez de imediatamente”, destacou.

Segundo o ministro, como em toda a democracia, “as coisas não se dão apenas com decisões do governo”. Mas ele avaliou que para que a população tome uma decisão como a de poupar mais é preciso educação financeira.

Fonte: Valor Econômico

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Ajuste fiscal para voltar a crescer

Os economistas concordam que o ajuste fiscal, seja com corte nos gastos ou com aumento de impostos, provoca queda no PIB e aumento de desemprego. Entretanto, existem situações em que um plano de consolidação fiscal bem desenhado, corajoso e sincronizado, com políticas cambial e monetária, numa sequência correta, pode gerar imediata recuperação da economia e queda na inflação. Existem evidências empíricas de que é possível reverter o quadro que estamos enfrentando de profunda crise de confiança, com retração nos investimentos, no consumo das famílias e grande déficit nas transações correntes.

Infelizmente, não é esse tipo de consolidação fiscal que está sendo implementada. Ao contrário, vemos um misto de corte nos gastos e aumento de impostos, sem nenhuma medida para dinamizar a economia. O Banco Central trabalha contra o Ministério da Fazenda, elevando a taxa de juros, com a economia em plena contração e aumento de desemprego. Queda adicional no PIB e emprego (que provoca queda na receita tributária e ampliação de gastos com seguro desemprego) neste momento em nada deverá contribuir para queda de inflação. A inflação está acelerando em função de choques de custos (reajuste de preços represados, elevação do custo de energia e seca). Na verdade, a intenção não declarada do Banco Central deve ser a de conter a depreciação cambial, que aliás, neste quadro de grave crise política, recessão e desordem fiscal, é uma meta quase impossível.

Em maio de 2006, escrevi nesta coluna um artigo em que procurei mostrar quais são as condições dos “ajustes fiscais bem sucedidos”. Ele cabe como uma luva nas atuais circunstâncias, por isso transcrevo os principais trechos:

A desvalorização da taxa de câmbio terá impacto inflacionário, que será transitório se o ajuste tiver credibilidade

“Vamos definir como ajustes fiscais bem sucedidos episódios que preenchem dois critérios. Primeiro, efeitos positivos sobre a economia medidos pelo aumento imediato na taxa de crescimento e emprego. Segundo, pelo fato da dívida pública cair de forma persistente e no longo prazo. Ajustes fiscais fracassados são aqueles episódios nos quais o corte de despesas ou elevação de impostos leva à recessão ou estagnação econômica e uma reversão do ajuste fiscal.

No início da década de 80, o Conselho Alemão de Experts Econômicos, contrariando a visão keynesiana tradicional, defendeu a ideia de que cortes nos déficits públicos tinham efeitos expansionistas na economia e não contracionistas. Segundo estes experts, a consolidação fiscal tem efeitos positivos sobre as expectativas, particularmente se entendida como redução permanente na participação do consumo do governo no PIB e, eventualmente, da carga tributária. Daí porque ajustes com redução nos gastos terem probabilidade maior de sucesso, enquanto ajustes com aumento nos impostos tendem a fracassar.

A hipótese alemã não permaneceu uma conjectura teórica. Muitos episódios de ajuste fiscal foram estudados empiricamente pelos economistas europeus para testar esta hipótese, iniciada com o trabalho de Giavazzi e Pagano sobre as experiências de ajustes na Dinamarca de 1983-86 e na Irlanda de 1987-89. Estes dois casos tornaram-se exemplares e, inicialmente o sucesso foi atribuído ao tamanho do ajuste e não à sua composição. De fato, a magnitude do ajuste, ao refletir a determinação do governante, pode ter efeitos positivos e, reverterem as expectativas com aumento da renda esperada no futuro, aumentando o consumo privado e colocando a economia na rota de expansão.

No caso da Dinamarca, a redução no déficit foi da ordem de 7,2% do PIB e no caso da Irlanda de 5,7% do PIB, tiveram como resultados imediatos a recuperação do consumo privado, queda na taxa real de juros, recuperação na taxa de investimento e aceleração do crescimento. Estudos posteriores acabaram dando razão à composição do ajuste como fator de sucesso.

Estudos mais recentes levantam nova hipótese, de que ajustes fiscais bem sucedidos foram precedidos de grandes desvalorizações cambiais. O papel da desvalorização cambial é notório, não só nos dois casos mencionados, como em duas outras experiências de ajuste fiscal da Suécia uma em 1983-87 e outra em 1994-96 precedidas, respectivamente, de desvalorizações cambiais de 38% e 25%. De fato, num estudo de 23 episódios de ajuste fiscal os 8 casos classificados como de sucesso foram precedidos de depreciação real da taxa de câmbio e flexibilidade da política monetária durante o episódio, enquanto que a metade dos casos de fracasso, foram precedidos de apreciação real.

No caso brasileiro, um programa bem desenhado e com estratégia inteligente poderá reforçar fortemente estes mecanismos positivos, pois um grande e decidido corte nas despesas correntes do governo deverá gerar uma forte pressão para a queda na taxa de juros e, portanto sobre a taxa de câmbio. Além disso, se o corte se concentrar em gastos correntes, aumentando a poupança pública e viabilizando um programa de investimentos em infraestrutura, o horizonte estará desobstruído para elevação na taxa de investimentos e para a retomada do crescimento econômico sustentado.

Certamente, a desvalorização nominal da taxa de câmbio terá impacto inflacionário. Mas este impacto será transitório e bastante limitado se o ajuste fiscal tiver credibilidade, indicando uma redução permanente dos gastos correntes e da dívida pública do governo em relação ao PIB. Na realidade, o corte nos gastos correntes do governo ao reduzir a demanda de bens não-tradables vai diminuir os seus preços em relação aos bens tradables, consolidando a nova taxa real de câmbio, e neutralizando os efeitos inflacionários da desvalorização nominal.”

Yoshiaki Nakano, com mestrado e doutorado na Cornell University, é professor e diretor da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/EESP) e escreve mensalmente neste espaço.

Fonte: Valor Econômico

Redação On março - 10 - 2015
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