Sindicato Nacional da Indústria de
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Sexta-feira, 19 de Julho de 2019






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Indústria leva a previsão de PIB negativo

A permanecer o ritmo atual e com a queda inesperada de novembro, a indústria caminha para fechar 2014 com o pior desempenho desde 2009, quando o Brasil sentia os impactos da crise global.

A produção do setor caiu 0,7% de outubro a novembro, disse o IBGE. Trata-se da perda mais intensa desde junho.

O resultado ficou ainda bem abaixo das expectativas. Na média, analistas esperavam alta de 0,5% em novembro. Diante do desempenho, dado o peso da indústria na economia, passaram a considerar a possibilidade de um PIB negativo em 2014.

Com esse cenário, é praticamente certo que a indústria terá o pior desempenho desde a queda de 7,1% de 2009.

O acumulado em 12 meses já supera a perda de 2012 (2,3%) e é improvável que o resultado de dezembro, sozinho, mudará a situação.

Ante novembro de 2013, houve retração de 5,8%. No ano, a produção acumula queda de 3,2%. Em 12 meses, o recuo também é de 3,2%.

Sérgio Vale, da MB Associados, diz que o resultado abaixo do esperado reforça a possibilidade de crescimento nulo do PIB –antes, sua previsão era de alta de só 0,1%.

“Esse resultado faz [da indústria] parte ainda de choque negativo que varreu a economia após a reeleição da presidente. Com o mundo crescendo pouco, o que é mais relevante para a exportação do que o câmbio [dólar em alta], o setor externo também não consegue colaborar.”

Para a LCA, a indústria só não teve um 2014 pior graças ao setor extrativo, impulsionado pela melhora da produção da Petrobras.

Nesse contexto, o economista prevê nova queda da produção industrial em 2015 e diz que é possível ter havido ligeira contração da economia em 2014.

O Bradesco diz que o resultado da indústria de novembro “aumenta as chances” de um desempenho da economia próximo da estabilidade. Já a Gradual Investimentos não descarta um PIB de 2014 “levemente negativo”.

Divulgado na segunda (5), o mais recente relatório Focus, pesquisa feita pelo Banco Central com economistas, mostra previsão de alta de 0,15% para o PIB de 2014.

ESTOQUES

Segundo André Macedo, do IBGE, a indústria mostra um desempenho mais fraco neste ano e opera num nível 6,8% inferior ao seu recorde de produção, em volume, atingido em julho de 2014.

“A cada mês o setor se afasta mais desse patamar.”

Entre os motivos para o esfriamento da indústria, diz, estão o acúmulo de estoques em importantes setores, como veículos, e consumidores e empresários mais pessimistas com o cenário econômico, o que posterga decisões de compras e investimentos.

Para se ajustar à demanda mais fraca, afirma, a indústria pisou no freio e cortou a produção a fim de evitar mais estoques indesejados. Algumas empresas já adotaram medidas como demissões, corte de turnos, suspensão de contratos de trabalho ou férias coletivas.

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Mínimo sob Dilma 2 deve subir 50% menos

Com a decisão de manter as atuais regras de reajuste, o ritmo de valorização do salário mínimo deve cair em mais de 50% do primeiro para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Entre 2011 e 2014, o mínimo foi elevado em 2,9% ao ano, em média, acima da inflação –uma taxa já modesta se comparada às dos governos Lula e FHC.

Como a política em vigor vincula os ganhos à expansão da economia do país, a conjuntura desfavorável resultará em um aumento em torno de 1,2% ao ano entre 2015 e 2018, de acordo com as projeções mais consensuais no mercado.

Nesse cenário, a alta real do mínimo nos dois mandatos de Dilma dificilmente ficará muito acima dos 2%, em média, ante 4,7% no período de FHC e 5,5% no de Lula.

Em valores de hoje, é como se o piso salarial subisse dos atuais R$ 788 para R$ 807 dentro de três anos –o valor nominal, obviamente, será maior, devido à inflação.

Os cálculos não dependem de muita futurologia: a fórmula de reajustes, adotada desde o segundo governo Lula, estabelece ganhos equivalentes ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, além da correção da inflação.

O aumento do próximo ano, portanto, será equivalente ao crescimento do ano passado. Há poucas dúvidas sobre a taxa, que deve ser algo entre 0% e 0,2%.

As perspectivas para a variação do PIB neste ano, que determinará o reajuste do salário mínimo em 2017, também não são objeto de grande divergência. As expectativas dos analistas, em tendência de queda, estão hoje em 0,5% –e o governo não tem encorajado maior otimismo.

Afinal, os juros do Banco Central estão em alta para esfriar o consumo e a inflação (que está perto do teto da meta, de 6,5%), enquanto os ministérios da Fazenda e do Planejamento preparam cortes de gastos e, provavelmente, elevações de tributos.

Fonte: Folha de São Paulo

Política industrial será adaptada a novo cenário, diz ministro do Desenvolvimento

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, disse ontem que as medidas para melhorar a balança comercial brasileira — que no ano passado registrou um déficit de US$ 3,9 bilhões — serão anunciadas dentro de 30 dias, no chamado Plano Nacional de Exportações. As propostas que serão debatidas com outros ministérios, como Fazenda e Itamaraty, abrangem financiamento, tributação, simplificação e desburocratização, tudo isso em um cenário de câmbio “amigável ao exportador”. Ao GLOBO, Monteiro revelou que a política industrial será readaptada à nova realidade de ajuste fiscal — que vai impedir novos estímulos fiscais.

— Queremos dar um novo status de comércio exterior ao Brasil. Os países que crescem mais são aqueles que têm mais dinamismo na sua atividade exportadora. Isso envolve uma agenda múltipla — afirmou.

O comércio exterior terá um peso maior nas ações do governo para melhorar a competitividade da indústria nacional. Serão elaboradas diretrizes sobre como o Brasil pretende se integrar aos acordos comerciais existentes no mundo, como a Aliança do Pacífico (Colômbia, Peru, Chile e México) e a própria União Europeia, que negocia um tratado com o Mercosul.

— Eu diria que a política industrial vai ter de ser adaptada a esse novo cenário, preservando os instrumentos que são estruturantes e que não podemos perder, como o Inovar Auto e o PSI (Programa de Sustentação do Investimento), para renovar o parque fabril. Vamos rebalancear a política industrial, conferindo maior peso ao comércio exterior.

SEGMENTOS BENEFICIADOS

A perspectiva de um saldo positivo na balança comercial brasileira é factível, na opinião do ministro, por uma série de fatores: o dólar está mais valorizado, os EUA estão se recuperando, uma safra recorde de grãos está a caminho e o déficit da conta petróleo, que no ano passado foi de US$ 16 bilhões, vai diminuir. Perguntado sobre quais segmentos serão beneficiados pelo governo, ele respondeu que a escolha será feita em conjunto com o setor privado.

— Vamos ouvir os setores e fazer a avaliação sobre quais estão precisando efetivamente de maior suporte, para que dinamizem a atividade exportadora.

Sobre a possibilidade de um ciclo de abertura comercial, sinalizado pelo colega da Fazenda, Joaquim Levy, Monteiro disse que o Brasil já tem, na média, tarifas relativamente baixas, embora existam setores com maior grau de proteção.

— Dentro da visão do que é racionalidade, economias fechadas costumam se transformar em economias ineficientes. O grande tribunal da competitividade é a exportação.

Ele reafirmou que o ajuste fiscal é necessário, mas observou que não deve ser feito de forma aleatória, somente na “lógica da tesoura”.

— O ajuste é fundamental, mas precisamos considerar a necessidade da costura. Somos um governo só. Vamos ser solidário nas medidas de ajuste, mas cada um tem de fazer sua parte.

MERCOSUL PRECISA DE AJUSTES

O ministro comparou o Mercosul a um casamento que, mesmo indissolúvel, precisa de ajustes para a convivência harmônica. Acrescentou que, entre os mercados em que é preciso melhorar o desempenho das exportações, está a China.

Para Monteiro, se, por um lado, o dólar valorizado permite ganhos maiores dos exportadores em reais, por outro, encarece os custos de produção, tendo em vista que boa parte de insumos e componentes é importada. Afirmou, porém, que o ganho maior é na exportação.

— Quando a taxa de câmbio favorece a exportação, desfavorece a importação e aí alguns bens ficam mais caros. Bens de capital, insumos de componentes intermediários. Mas acho que, no conjunto, os ganhos são maiores que as perdas.

Fonte: O Globo

Investimentos podem ser alvo de corte posteriormente, sinaliza Barbosa

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou nesta quinta-feira (8) que os investimentos não foram atingidos no corte de gastos divulgado nesta quinta-feira pelo governo, mas que serão objeto de análise posterior, depois que o orçamento de 2015 for aprovado pelo Congresso, o que deve acontecer em março.

Barbosa afirmou que o corte foi uma “redução preventiva”, motivada pelas incertezas sobre a evolução da economia. “É adequado que comecemos o ano com redução preliminar, enquanto o Congresso não aprova o orçamento”, disse à jornalista Miriam Leitão, em entrevista transmitida na noite desta quinta.

O ajuste em questão foi divulgado nesta quinta em decreto presidencial, que determinou corte de 1/3 nas despesas não obrigatórias dos ministérios, ou seja, R$ 1,9 bilhão por mês, de acordo com as previsões para o ano.

Os cortes fazem parte do esforço do governo em equilibrar as contas públicas, ao lado de medidas como novas condições de crédito do BNDES, redução de subsídios do banco público e mudanças na concessão de benefícios, como pensão por morte, seguro-desemprego e abono salarial que, nas contas do governo, vão gerar uma economia de R$ 18 bilhões.

A meta do governo é de poupar este ano R$ 66,3 bilhões para pagamento de juros da dívida, o que não deve ser alterado, disse Barbosa. Em 2014, é possível que essa conta tenha ficado no vermelho.

SETOR ELÉTRICO

Barbosa afirmou que não há decisão tomada sobre o empréstimo de R$ 2,5 bilhões que os bancos públicos possivelmente darão às distribuidoras, para cobrir o rombo de novembro e dezembro.

Ele afirmou que há necessidade de saldar as contas dessas empresas, e que está sendo avaliada uma solução “sem onerar o Tesouro”. “Há formas de fazer isso, mas não há decisão tomada”, disse.

Além de demonstrar preocupação com problema de caixa imediato das distribuidoras, Barbosa indicou ser necessária uma solução “permanente” para o sistema, que dê mais previsibilidade ao setor elétrico.

Mesmo depois dos empréstimos de R$ 17,8 bilhões concedidos por bancos públicos e privados no ano passado, e de repasses do Tesouro, as distribuidoras de energia estão sem dinheiro para honrar seus contratos.

A crise é causada pela escassez de chuvas, que secou os reservatórios das hidrelétricas e forçou o acionamento de mais térmicas, e o preço elevado da energia no mercado de curto prazo.

“Por mais restritivo ou inflacionário que possa ser no curto prazo o realinhamento de preços, é benéfico no longo prazo. A economia vai reagir e promover investimentos”, defendeu.

Segundo Barbosa, o custo deve ser transferido para os consumidores, nas tarifas, e que é preciso investir em formas alternativas de energia.

SALÁRIO MÍNIMO

Barbosa reforçou que a regra atual do reajuste do salário mínimo –que leva em conta o crescimento do PIB de dois anos atrás mais a inflação do ano anterior– deve ser mantido, e que sua fala inicial sobre o assunto “gerou ruídos”.

Em sua primeira entrevista depois de assumir a pasta, ele sinalizou que a regra do cálculo poderia ser mudada. No dia seguinte, de férias na Bahia, a presidente Dilma desmentiu a fala e orientou o ministro a soltar uma nota recuando de sua declaração.

Como o crescimento do PIB de 2014 deverá ser próximo a zero, é possível que, pelas regras em vigor, o salário não tenha crescimento real, como defende o governo. Sobre essa possibilidade, Barbosa disse que “um ano ou outro isso pode acontecer”, mas que no longo prazo o cálculo tem promovido crescimento “real substancial” do salário, que “tem contribuído para o crescimento da economia com a redução da desigualdade social”.

No fim da entrevista, Barbosa defendeu que a economia brasileira é mais versátil do que as pessoas acreditam, e que vai dar mostras de recuperação no segundo semestre.

Fonte: Folha de São Paulo

Reajuste extraordinário na conta de luz não está descartado, diz ministro

Após reunião com presidente Dilma Rousseff, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou que o setor elétrico precisa de uma “solução estruturante” para 2015 e disse que um reajuste extraordinário nas contas de luz não está descartado pelo governo. “É uma alternativa”, admitiu.

Ainda sem confirmar o tamanho do novo empréstimo para cobrir o rombo das distribuidoras de eletricidade de novembro e dezembro de 2014 – estimado em R$ 2,5 bilhões -, Braga afirmou que a solução buscada pelo governo terá de ser “híbrida”. “Parte da despesa deve ser coberta por um empréstimo e parte de outras fontes”, disse. “É preciso uma solução estruturante”, completou.

Segundo Braga, Dilma deu sinal verde para a negociação de um empréstimo com bancos públicos para solucionar a dívida de R$ 2,5 bilhões das distribuidoras. “A presidente Dilma deu sinal verde para que possamos avançar nos estudos”, afirmou. “Ela está absolutamente informada sobre o tema, é um tema que ela domina”, acrescentou. Os bancos públicos, como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa e Banco do Brasil serão consultados sobre a possibilidade do empréstimo, disse o ministro.

O ministro admitiu que um reajuste extraordinário pode ter um grande impacto na inflação, mas disse que o Banco Central (BC) ainda não foi consultado sobre o assunto. “Nós ainda não discutimos qual será o cenário. Quando isso for definido, vamos conversar com a área pertinente. Aí, cabe ao ministro Levy fazer essa conversa”, disse.

Braga disse, no entanto, ser favorável à manutenção de subsídios como a tarifa da baixa renda e o programa Luz para Todos. “Acho que alguns desses subsídios são necessários para o Brasil”, afirmou.

Sobre essa “solução estruturante”, o ministro disse que essa sequência de empréstimos para o setor – que somaram R$ 17,8 bilhões em 2014 e podem chegar a R$ 20,3 bilhões agora – não voltará a se repetir em 2015. Braga disse ainda que o Ministério da Fazenda não é contra o empréstimo, mas sim contra novos aportes do Tesouro Nacional para o setor elétrico.

“Este será o último empréstimo e será feito pelo mercado com taxas de mercado. Não vamos estender a Conta ACR (que recebe os recursos dos empréstimos) para 2015. Teremos uma solução estruturante para este ano”, enfatizou.

Braga confirmou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) irá adiar para o dia 30 de janeiro a liquidação dos pagamentos do setor referentes a novembro, que estava marcada para o dia 13 deste mês. Somente essa despesa custará R$ 1,6 bilhão.

Fonte: O Estado de São Paulo

BC fará o que for necessário para queda da inflação, diz Tombini

BRASÍLIA  –  Em breve comentário sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2014, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, reafirmou o compromisso de que irá fazer o que for necessário para que a inflação entre em um longo período de declínio neste ano que levará o IPCA para a meta de 4,5% em 2016.

“Embora a inflação tenda a mostrar resistência no curto prazo, o Banco Central reafirma que irá fazer o que for necessário para que este ano a inflação entre em longo período de declínio, que a levará à meta de 4,5% em 2016”, diz Tombini, em nota.

A inflação oficial de 2014 foi de 6,41%, abaixo do teto da meta de 6,5%. Nos quatro primeiros anos do governo de Dilma Rousseff o IPCA médio foi de 6,17%. A última vez em que a inflação orbitou a meta foi em 2009, quando marcou 4,31%. Pelo regime de metas de inflação, o BC tem que atingir 4,5%, mas conta com uma banda de dois pontos percentuais para mais ou para menos para acomodar choques temporários. Se a inflação passa de 6,5%, o presidente da autoridade monetária tem de enviar carta ao ministro da Fazenda dando explicações.

Segundo o presidente do BC, o patamar atual da inflação reflete um processo de ajuste de preços relativos. São eles: o realinhamento dos preços domésticos em relação aos preços internacionais, captado pela taxa de câmbio, além do realinhamento dos preços administrados em relação aos preços livres.

Em 2014, por exemplo, os preços administrados subiram 5,32% depois de registrar variação, taxada por muitos de artificial, de 1,55% em 2013. Para 2015, o BC espera alta de 6,2% nos preços monitorados. Já em relação a 2016, a variação prevista é de 4,9%.

Pelo Relatório Trimestral de Inflação de dezembro, no cenário que considera dólar a R$ 2,55 e taxa Selic a 11,75%, o IPCA não chega à meta de 4,5% até dezembro de 2016. A inflação encerraria 2015 em 6,1% e terminaria 2016, fim do horizonte de projeção, em 5%.

Fonte: Valor

Redação On janeiro - 9 - 2015
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