Sindicato Nacional da Indústria de
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Tera-feira, 19 de Fevereiro de 2019






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Nem mesmo um muro de aço nos EUA eliminará excesso do metal

Há uma coisa que um muro com barras de aço na fronteira sul dos EUA não vai parar: a enxurrada de metal que está prestes a inundar o mercado.

Essa é a visão dos analistas da Keybanc Capital Markets, incluindo Phil Gibbs, que estimam que a oferta de aço produzido nos EUA crescerá até 15 milhões de toneladas curtas por ano nos próximos três a cinco anos. O Instituto Americano do Ferro e do Aço estimou que uma barreira feita totalmente de aço ao longo da fronteira sul do país exigiria cerca de 3 milhões de toneladas curtas.

A combinação da demanda aquecida com as tarifas para importação de metal do presidente Donald Trump incentivou as siderúrgicas do país a aumentar a produção. Entre as grandes produtoras que anunciaram expansões ou religamentos estão Nucor, U.S. Steel, Steel Dynamics e Commercial Metals.

“A resposta é não, que o muro não absorveria a oferta futura”, disse Gibbs, por telefone, de Cleveland, EUA. “Será preciso mais deslocamento de importação, uma economia mais forte, já estando no centro do ciclo e provavelmente será necessário algum investimento em infraestrutura” nos EUA, disse.

As preocupações em relação às perspectivas para uma oferta maior derrubaram as ações das produtoras. O S&P Supercomposite Steel Index de 13 empresas caiu 26 por cento no ano passado, primeiro declínio desde 2015.

Fonte:  Infomet / Bloomberg News

Superávit comercial da China com EUA atinge recorde de US$ 323 bilhões em 2018

O superávit comercial da China com os Estados Unidos teve expansão de 17% em 2018 e atingiu o nível recorde de US$ 323,32 bilhões, segundo dados oficiais, num momento em que as duas grandes economias tentam superar graves divergências no comércio bilateral.

Em 2017, o superávit comercial chinês com os EUA havia sido de US$ 275,81 bilhões.

No ano passado, as exportações em dólares da China para os EUA aumentaram 11,3% em relação a 2017, enquanto as importações cresceram apenas 0,7% na mesma comparação.

Fonte: DCI

 

 

 

Exportações da China têm maior contração em 2 anos e aumentam riscos para economia global

As exportações da China caíram inesperadamente pelo ritmo mais forte em dois anos em dezembro, enquanto as importações também contraíram, indicando mais fraqueza na segunda maior economia em 2019 e deterioração da demanda global.
Dados divulgados nesta segunda-feira também mostraram que a China teve em 2018 o maior superávit comercial com os Estados Unidos já registrado, o que pode levar o presidente norte-americano, Donald Trump, a ampliar as ameaças sobre Pequim em sua disputa comercial.
Alguns analistas já especulam que Pequim pode ter que acelerar e intensificar suas políticas de afrouxamento e medidas de estímulo este ano, após a atividade industrial ter encolhido em dezembro.
As exportações da China em dezembro encolheram inesperadamente 4,4 por cento na comparação com o ano anterior, com a demanda na maioria de seus principais mercados enfraquecendo. As importações também surpreenderam, encolhendo 7,6 por cento, em seu maior declínio desde julho de 2016.Analistas esperavam que o crescimento das exportações desacelerasse a 3 por cento, com as importações avançando 5 por cento.
“Os dados de hoje refletem um fim ao adiamento dos carregamentos e o início dos efeitos de rebote, enquanto a desaceleração global pode também pesar sobre as exportações da China”, escreveram economistas do Nomura em nota, referindo-se ao aumento dos embarques para os EUA durante a maior parte do ano passado, conforme as empresas correram para se antecipar às tarifas.
O superávit da China com os EUA aumentou no ano passado em 17,2 por cento, para 323,32 bilhões de dólares, o mais elevado já registrado desde 2006, de acordo com cálculos da Reuters baseados em dados da alfândega. O grande superávit comercial da China com os EUA é há tempos um ponto sensível com Washington, que tem exigido que Pequim adote medidas para reduzí-lo com força.

Fonte: Reuters

Produção industrial da zona do euro tem queda de 1,7% em novembro

A produção industrial da zona do euro sofreu queda de 1,7% em novembro ante outubro, segundo dados publicados hoje pela agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. Analistas consultados pela Trading Economics previam baixa menor na produção, de 1%.Na comparação anual, a indústria do bloco produziu 3,3% menos em novembro. Também neste caso, a previsão do mercado era de recuo menos acentuado, de 1,7%.
A Eurostat revisou para baixo o dado mensal de produção industrial de outubro, de ganho de 0,2% para acréscimo de 0,1%.

Fonte: O Estado de São Paulo

Vendas de carros na China sofrem 1ª queda anual desde 1990

As vendas de veículos de passageiros na China recuaram no ano passado, registrando a primeira queda desde 1990, à medida que incertezas econômicas pesaram na demanda. Em 2018, as vendas desses veículos totalizaram 23,71 milhões, resultado 4,1% menor que o do ano anterior, segundo dados da associação chinesa de montadoras.

Já as vendas de veículos comerciais avançaram 5,1% no último ano, a 4,37 milhões de unidades.

No total, as vendas de veículos na China ficaram em 28,08 milhões de unidades em 2018, representando declínio de 2,8% em relação a 2017.

Apenas as vendas de carros elétricos tiveram forte expansão em 2018, de 61,7%, alcançando 1,26 milhão de unidades.

Fonte: Dow Jones

Paralisia do governo dos EUA vira risco para os mercados

A paralisia parcial do governo americano – que entrou na sexta-feira em seu 21º dia, igualando o recorde de paralisação mais extensa da história dos EUA tem sido frequentemente citada como fonte de preocupação entre os investidores. Mas pouco tem sido dito sobre o que o “shutdown” parcial significa de fato para os mercados financeiros.

Um dos motivos disso é que, até pouco tempo atrás, o “shutdown” não significava, necessariamente, muita coisa para os mercados. Isso se explica pela duração: o impacto é inicialmente pequeno, mas, à medida que o tempo passa, a divulgação de indicadores é postergada, os agentes ficam sem referências e a insegurança gera volatilidade nos ativos.

Os mercados, por ora, têm tido pouca reação ao “shutdown”, apesar das citações frequentes às incertezas que tal evento alimenta. Os índices acionários de Nova York encerraram a semana passada com ganhos entre 2,40% (para o Dow Jones) e 3,45% (Nasdaq), com os investidores dando muito mais peso às notícias positivas das negociações comerciais entre os EUA e a China do que à paralisia parcial do governo americano.

Segundo reportagem do “The New York Times”, a falta de pessoal na SEC (Securities and Exchange Comission, a CVM americana) começou a afetar as avaliações de IPOs (ofertas iniciais de ações) e de fusões e aquisições já no dia 27 de dezembro. As investigações sobre violações das regras dos mercados financeiros também foram praticamente paralisadas pela falta de recursos.

Embora a paralisação do governo não deva chegar a atrapalhar os grandes IPOs esperados para este ano, como das companhias Uber e Lyft, quanto mais tempo ela durar mais empresas podem ter de adiar seus planos. “Isso pode realmente ser um obstáculo para 2019”, disse Keith Townsend, do escritório de advocacia King & Spalding.

Outro efeito negativo que pode acontecer é um rebaixamento da nota de crédito dos EUA. Na semana passada, a agência Fitch alertou para esta possibilidade, que levaria os EUA a perderem o rating “AAA”, a exemplo do que já fez a S&P em 2011.

Ao longo das últimas quatro décadas, houve 21 paralisias parciais do governo americano, mas na maioria delas a expectativa era a de que os órgãos afetados correriam após a retomada das operações para compensar o que deixou de ser feito durante a paralisação.

A duração do “shutdown” em curso começou a chamar atenção, no entanto, pois ameaça deixar uma lacuna grande demais para que os órgãos públicos possam realisticamente preenchê-los. Na sexta, 800 mil funcionários americanos ficaram sem o seu primeiro salário desde o início da paralisação.

Na quinta-feira, o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), Jerome Powell, disse que as paralisações normalmente não têm um impacto significativo sobre a economia porque costumam ser curtas. “Se tivermos um shutdown extenso, eu acho que isso apareceria nos dados de maneira clara”, afirmou.

O presidente do Fed apontou também que grande parte dos dados usados pelo BC americano não são colhidos pela própria instituição e destacou especificamente que o Departamento do Comércio pode ter problemas para coletar dados do PIB americano ou de vendas no varejo. “Teremos uma imagem muito menos clara da economia se isso continuar por muito mais tempo”, disse Powell.

Na semana passada, os dados da balança comercial dos EUA e de encomendas à indústria tiveram de ser adiados, dando uma amostra dos problemas que a paralisação pode gerar. O Federal Reserve é responsável pelo próprio financiamento e alguns outros órgãos, como o Departamento do Trabalho, ainda têm fundos e continuam divulgando seus dados normalmente.

Além do Departamento do Comércio, os departamentos de Agricultura, Segurança Interna, Residências e Desenvolvimento Urbano, Justiça, Estado, Transportes e o Tesouro, além da Agência de Proteção Ambiental, interromperam as suas atividades no dia 22 de dezembro. A Administração de Alimentos e Drogas interrompeu as suas inspeções de rotina no mesmo dia.

Além dos efeitos práticos, uma paralisia governamental tão extensa quanto esta começa a corroer a confiança dos investidores na confiabilidade da fiscalização do governo e, talvez mais crucialmente, nas prioridades oficiais.

Isso é especialmente verdadeiro quando se considera que Donald Trump é apenas o segundo presidente da história dos EUA a encarar um “shutdown” apesar do seu partido controlar as duas câmaras do Congresso americano – o primeiro foi o democrata Jimmy Carter, que enfrentou cinco paralisações entre 1977 e 1979. Embora o Partido Democrata controle a Câmara dos Deputados, o shutdown atual começou no ano passado, quando os republicanos tinham o controle de ambas as casas.

Outro ponto interessante é que congressistas de ambos os partidos parecem querer o fim do shutdown, mas uma solução para o impasse tem sido bloqueada pelo presidente Trump, que exige a inclusão de US$ 5,7 bilhões para construir um muro na fronteira com o México. Alguns senadores republicanos, como Lisa Murkowski, do Alaska, começaram a defender a aprovação de um orçamento sem o financiamento do muro, com negociações posteriores sobre tal assunto.

Algumas das paralisações no passado foram usadas pelo Congresso como ferramenta de negociação contra o presidente, mas não o contrário: no começo do ano passado, o shutdown girou em torno da legalização dos imigrantes que entraram no país quando ainda crianças e, em 2013, no mandato de Barack Obama, o Congresso barrou o orçamento devido ao financiamento do Affordable Care Act, mais conhecido como “Obamacare”.

Fonte: Abinee / Valor

 

 

 

 

Desaceleração na UE pode se tornar algo mais sério

Após uma expansão mundial que começou de maneira atordoante, agora o nervosismo toma conta das principais economias em uma onda perversamente sincronizada. Sinais de problemas na China e nos EUA são acompanhados por um período cada vez mais prolongado de fragilidade da zona do euro, uma economia que levou mais tempo do que as outras duas para se recuperar após a crise financeira mundial e que vem exibindo um desempenho suficiente, mas não espetacular, desde então.

Depois de ter avançado, lentamente e a duras penas, por mais de cinco anos, a economia da zona do euro como um todo aparentemente foi atingida por alguma turbulência no terceiro trimestre do ano passado. Mais recentemente, dados sugerem que o breve abalo corre o risco de se tornar um período de retração econômica sustentada. Veio a público na semana passada que, em dezembro, as autoridades monetárias do Banco Central Europeu (BCE) examinaram a possibilidade de rebaixar a projeção econômica do banco.

Se a desaceleração continuar, o momento será ruim para os partidos políticos moderados. As eleições para o Parlamento Europeu deste ano são uma oportunidade para que movimentos populistas radicais roubem votos do centro político. Se esses partidos puderem argumentar que a economia ortodoxa e conservadora do ponto de vista fiscal do “establishment” europeu não conseguiu promover o crescimento nem reduzir a desigualdade, isso servirá de munição para seu poder de atração junto a eleitores insatisfeitos, prontos para rejeitar o status quo.

Dados sugerem que o crescimento da zona do euro encerrou o ano num ritmo muito fraco. Em certa medida, os protestos dos “coletes amarelos” na França contribuíram para deprimir os indicadores de atividade dos gerentes de compras de toda a zona do euro, que são, de modo geral, um bom indicador antecedente do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, reduzir essa fragilidade a fatores temporários, como manifestações na França, mostrou-se inadequado em ocasiões anteriores.

Por vários anos, a Alemanha foi uma das locomotivas de crescimento mais confiáveis do bloco da moeda única europeia embora, segundo acusação dos críticos, em parte à custa de outras economias da zona do euro, por ampliar suas exportações dentro do bloco. Uma série de turbulências registradas a partir do terceiro trimestre do ano passado foram inicialmente atribuídas a eventos não recorrentes. Em especial, um novo conjunto de regulamentações para as emissões desestabilizou a produção da indústria automobilística.

Mas quanto mais essa fraqueza persiste, mais a desaceleração aparente ser estrutural. Dados publicados na semana passada mostram que a produção industrial da Alemanha caiu significativamente e que tanto suas exportações quanto as importações se contraíram em novembro. As tensões em torno do comércio mundial não foram, sem dúvida, de nenhuma ajuda, mas a fragilidade parece ter bases mais amplas. A Alemanha talvez tenha registrado uma recessão técnica – dois trimestres de queda do PIB – no segundo semestre do ano passado.

Já o mercado de trabalho da zona do euro, por sua vez, é fonte de notícias mais positivas. Nesse setor, a queda dos preços mundiais do petróleo tende a puxar para cima os salários reais e, portanto, a demanda do consumidor, e os investimentos, com sinais de que limitações de capacidade de produção em algumas economias serão um incentivo para gastos com bens de capital. A política fiscal, além disso, tende a manter o estímulo. A inflação da zona do euro está baixa – na verdade, desconfortavelmente baixa – o que sugere que a demanda interna pode ser acelerada sem dar margem a aumentos de preços descontrolados.

A eleição de maio para o Parlamento Europeu será inevitavelmente encarada, em parte, como um plebiscito sobre o quanto o desempenho da economia da zona do euro é bom para todos os seus cidadãos. Na realidade, a faixa de variação das motivações dos eleitores – tanto não econômicas quanto econômicas – será muito mais ampla do que isso. Mas, de modo geral, embora o BCE provavelmente tenha salvado a economia da zona do euro do colapso total, não é um bom sinal que a continuidade da recuperação esteja claramente em dúvida. Está se esgotando o tempo antes das eleições para que a economia corrobore a postura dos otimistas, para que a fragilidade prove que é temporária e para que a expansão sistemática, embora nada extraordinária, seja retomada.

Fonte: Abinee / Valor

 

 

 

Investidores globais de olho no Brasil

A expectativa de desaceleração da economia mundial em 2019 tem feito investidores internacionais voltarem os olhos para países que ofereçam boas condições para a aplicação de recursos. Nesse quadro, o Brasil, entre os países emergentes, ganha destaque. A orientação liberal da equipe econômica do novo governo é bem-vista pelo mercado, e muitos países que poderiam disputar espaço com a economia brasileira pelo direcionamento de recursos globais estão em situação menos favorável. O México, por exemplo, também acaba de empossar um novo presidente. López Obrador, porém, é ideologicamente de esquerda, o que provoca receio entre grandes bancos e empresas.

O foco em mercados emergentes não é à toa. Em dezembro passado, analistas passaram a cogitar até mesmo a possibilidade de os Estados Unidos entrarem em recessão neste ano. A preocupação parece exagerada, tendo em vista os últimos dados da maior economia global — em dezembro, foram criadas 312 mil novas vagas de trabalho, bem acima das expectativas, o que fez a taxa de desemprego recuar para 3,9%. De qualquer modo, a guerra comercial iniciada por Donald Trump contra a China começa a afetar estruturas produtivas do país, aumentando a sensação de incerteza, num momento em que o embate do presidente com a oposição em torno do orçamento provoca a paralisação de diversos órgãos governamentais.

A cautela com o desempenho econômico norte-americano contagiou o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Divulgada na semana passada, a ata da última reunião do órgão destacou que a evolução da política monetária do país andará de lado com a atividade econômica. Dessa forma, o Fed, que anunciou quatro aumentos de juros no país em 2018, deverá ser mais ponderado neste ano, de forma a não prejudicar uma tendência de  crescimento que deve, naturalmente, sofrer alguma desaceleração.

Opções
Com o receio acerca dos EUA, os emergentes tornam-se opções para alocação de recursos. Antecipando-se a essa tendência, o Ibovespa, índice que mede a lucratividade das principais ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), acumulou valorização de 15,03% em 2018, enquanto a Bolsa Mexicana de Valores (BMV), no mesmo período, teve perda de 13,3%.

Países como Argentina, Turquia, África do Sul, Índia e Malásia também disputam a atenção dos investidores globais. Porém, de acordo com o economista César Bergo, a conjuntura doméstica é mais favorável. “Eu não me surpreenderia se, em uma próxima reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária) optasse por reduzir a taxa Selic. Assim, em um ano de inflação sem reação e juros baixos, o mercado de renda variável desponta como promessa”, afirma.

Bergo ainda destaca as recentes baixas das bolsas norte-americanas. Os índices Dow Jones, do setor industrial, Nasdaq, de tecnologia, e S&P500, que abarca as maiores empresas, tiveram um ano difícil em 2018, puxado, principalmente, pela previsão de redução da demanda global. “Os EUA estão, ultimamente, à sombra da recessão, ou seja, o volume de recursos que busca uma alternativa vai aumentando para outros mercados, com o Brasil na rota”, disse. “Nosso país ainda tem muita capacidade ociosa. Passamos por quase três anos de recessão, ou seja, a indústria está ávida por produzir, o que pode não ocorrer em outros países”, completa Bergo.

Fernanda Consorte, estrategista de Câmbio do Banco Ourinvest, pondera que, apesar de o Ibovespa ter alcançado nova marca de fechamento na semana passada, com 93.658 pontos, o otimismo do investidor local é que tem movido a bolsa. “Os fluxos financeiros captados pelo BC e pela B3 mostram o investidor estrangeiro saindo do Brasil, ou seja, o bom humor está sendo feito pelos locais”, explica. Segundo Fernanda, a volta do estrangeiro depende da execução das reformas anunciadas pelo governo.

Os dados do mercado de câmbio sustentam a análise da economista. Em que pese a recuperação mostrada nas últimas semanas, o real se desvalorizou 14,66% frente ao dólar norte-americano em 2018. Foi a terceira maior perda entre as moedas emergentes, atrás apenas da lira turca (28,25%) e do peso argentino (50,57%). Já o México viu o peso mexicano avançar 0,11% frente ao dólar.

*Estagiário sob supervisão de ODail Figueiredo

O Brasil e emergentes 

Investidores miram cenários alternativos para contornar uma eventual desaceleração global e da economia dos EUA. Brasil é destaque, segundo especialistas

15,03%    Foi quanto o Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), se valorizou em 2018. Só nas duas primeiras semanas deste ano, o indicador registra alta de 6,5%, e já alcançou novo recorde.

47,3%    É participação do investidor estrangeiro na B3. De acordo com especialistas, o retorno do estrangeiro ao Brasil está atrelado ao andamento das reformas econômicas no Congresso Nacional, além do cenário de segurança jurídica.

México
Historicamente, a Bolsa Mexicana de Valores (BMV) compete com a B3. No entanto, Brasil e México vivem realidades antagônicas. O novo presidente mexicano, López Obrador, é de esquerda e promete adotar políticas intervencionistas na economia, enquanto que Bolsonaro, de direita, tem apoiado a proposta liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Dólar x Real
Apesar do expressivo avanço do Ibovespa em 2018, o real teve forte queda em relação ao dólar (-14,66%). Foi o quarto maior recuo entre moedas emergentes, atrás apenas do peso argentino, da lira turca e do rublo russo. No fim do ano, porém, a moeda brasileira reagiu e, em 2019, afirmam especialistas, com o avanço de reformas, a promessa é de entrada de recursos estrangeiros no país, o que tende a valorizar ainda mais o real.

Confira o desempenho das principais moedas de emergentes frente ao dólar em 2018
Peso Mexicano    +0,11%
Rupia indiana    -8,19%
Peso chileno    -11,31%
Rand sul-africano    -13,86%
Real        – 14,66%
Rublo russo        -16,70%
Lira turca        -28,25%
Peso argentino    -50,57%

Enfraquecimento global
De acordo com o Banco Mundial (Bird, na sigla em inglês), o PIB global desacelera. Em julho, a instituição apostava numa alta de 3%, mas a última previsão recuou para 2,9%. Essa tendência vem motivando grandes investidores a procurarem alternativas, como mercados emergentes que apresentam boas perspectivas.

Desaceleração nos EUA
Boa parte dos economistas acredita que a maior economia do mundo, após 114 meses de expansão e em situação de pleno emprego, vai desaquecer neste ano. Alguns chegam a falar em recessão. Em 2018, o Fed já aumentou os juros básicos da economia em quatro oportunidades, e outras altas de juros devem vir em 2019.

Fontes: especialistas; SIX Financial Information; Tullet Prebon; B3

Fonte: Abinee / Correio Braziliense

 

 

Redação On janeiro - 14 - 2019
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