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Tera-feira, 25 de Junho de 2019






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Veja profissões que estarão em alta em 2019, segundo empresas de recrutamento

O mercado de trabalho ainda sofre com a retomada lenta da economia. Nos últimos anos, os empregadores tiveram de reduzir custos, priorizar projetos e reestruturar setores. A consequência foi o encolhimento no quadro de colaboradores.
Mas, com a melhora da perspectiva econômica para este ano, as empresas terão condições de retomar projetos e expandir suas atividades, abrindo novas vagas, preveem diretores especializados em recrutamento.
Para eles, o ano de 2019 será um período de planejamento e reestruturação para profissionais e empregadores.
Os levantamentos das empresas de recrutamento Michael Page, Page Personnel, Robert Half e Catho trazem as profissões com maior possibilidade de demanda a partir de análises de mercado e tendências de contratações das empresas para o próximo ano.
Os cargos considerados nessa lista são de média e alta gerência e de nível técnico e suporte à gestão, e estão divididos por áreas como tecnologia, saúde, agronegócio, comunicação, marketing e recursos humanos.
Os segmentos de tecnologia, marketing, finanças e vendas seguem fortes como nos anos anteriores. Entre os cargos com boas perspectivas estão gerente de desenvolvimento de negócios, consultor de investimentos, gerente de vendas, cientista de dados e desenvolvedor mobile.

Fonte: G1

Desemprego foi pior para quem estudou e fez curso técnico, diz Dieese

Possuir um curso técnico ou de capacitação profissional não adiantou nada e foi até pior na hora de conseguir trabalho durante os piores anos da recessão econômica, quando as taxas de desemprego dispararam no país.
Essa é uma das principais conclusões de um estudo publicado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), feito com base em dados de 2014 a 2016 da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo o levantamento, em 2016, as taxas de desemprego entre aqueles com cursos profissionalizantes, em alguns casos, foi pior do que a taxa média de desocupação para o total da população.
No geral da população, a taxa de desemprego foi de 11,3%.
Quem estudou mais e fez curso técnico, que dá diploma de nível médio, teve desemprego de 11,9%. O grupo dos que também se qualificaram, mas num nível menor, de curso livre, sem grau de escolaridade, registrou taxa de desemprego de 10,7%.
Os dados de desemprego são referentes ao terceiro trimestre de 2016.
Profissional acaba em vagas de menor qualificação “Fazer esse tipo de formação não necessariamente facilita a entrada no mercado de trabalho”, disse a pesquisadora do Dieese Camila Ikuta, uma das realizadoras do estudo. “As pessoas acabam encontrando dificuldades e indo para postos que não exigem necessariamente a capacitação que ela possui, e essa situação se agrava em momentos de desemprego alto.”
O levantamento mostra que, em 2014, dos 8,4 milhões de trabalhadores que possuíam um dos cursos de qualificação sem grau superior, quase a metade (47,7%) nunca tinha trabalhado na área em que fez a especialização.
Entre os jovens de 15 a 29 anos com esse tipo de curso (4,1 milhões de pessoas), o número fica ainda pior: 62% deles não estavam nem nunca estiveram colocados na área para a qual estudaram.
São os mais velhos que estão fazendo curso técnico. Outra tendência destacada pelo estudo é o fato de que são os mais velhos, e não os mais jovens, que engrossam as
salas de aula dos cursos profissionalizantes, mesmo sendo um tipo de qualificação geralmente ligada ao fim do ensino básico e ao começo de carreira.
Em 2016, 36% dos 2,3 milhões de estudantes que frequentavam um curso de qualificação profissional tinham entre 30 e 49 anos, enquanto apenas 17% estavam na faixa de 14 a 17 anos.
“As pessoas estão buscando uma qualificação tardia, enquanto os jovens, que, no Brasil, começam a trabalhar muito cedo e são quem precisa desse tipo de preparação para o mercado de trabalho, têm uma participação pequena”, disse Camila.

Fonte: G1

Idoso tem mais chance de conseguir emprego que jovem, diz estudo

A probabilidade de idosos conseguirem um emprego é maior do que jovens ou mesmo adultos na faixa dos 45 aos 50 anos. Isso seria verdade mesmo quando as estatísticas são ampliadas para absorver os mais velhos em situação de desalento – ou seja, que desistiram de procurar emprego por acreditar que não encontrariam um.

A conclusão é de um trabalho do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Consultoria Legislativa do Senado Federal e contradiz um dos argumentos contrários à mudança da idade mínima para aposentadoria na esperada reforma da Previdência: o de que idosos têm menor empregabilidade do que demais idades.

Segundo o estudo, a taxa de desemprego ampliada (que incorpora os desalentados) é decrescente no país em função da idade. Para o grupo mais jovem, de 15 a 19 anos de idade, a taxa de desemprego é de 43,6% para homens e 55,1% para mulheres. Para o grupo mais velho, de 60 a 65 anos, a taxa é de 9,3% para homens e 10% para mulheres.

“A probabilidade marginal de estar desempregado é decrescente para mulheres até os 65 anos, enquanto, para homens, a probabilidade decresce até os 50 anos, tornando a crescer posteriormente”, concluiu o estudo, acrescentando que, para os homens, a probabilidade volta a crescer apenas marginalmente a partir dos 50.

A incorporação dos “desalentados” é importante na análise porque, em tese, o desemprego menor entre idosos poderia ser explicado pela desistência de procurar trabalho. Na metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que segue padrões internacionais de pesquisa, quem efetivamente não procurou um posto de trabalho não é desempregado.

“Caso aceitemos o que aqui foi encontrado, então, concluímos que a grande dificuldade de se arranjar emprego é na fase da juventude, quando ainda se dispõe de pouca experiência no mercado de trabalho”, avaliaram os pesquisadores Pedro Fernando Nery, Gabriel Nemer Tenoury e Claudio Shikida, que assinam o estudo.

A reforma da Previdência foi um dos temais centrais das eleições. No início do ano, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu a idade mínima de 57 anos para a aposentadoria de mulheres e de 62 anos para homens. A proposta discutida pela equipe econômica deve estar na mesa do presidente nesta semana.

O estudo comparou ainda as idades de aposentadoria nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) com a idade de aposentadoria por tempo de contribuição no Brasil, considerando indivíduos que começaram a trabalhar aos 20 anos. Por esse critério, os brasileiros homens contribuem até 55 anos de idade, e as mulheres, até 50 anos.

Num extremo desse levantamento, países como Noruega e Islândia têm idades de referência para aposentadoria de 67 anos, sem diferenciação por sexo. No outro extremo, sem considerar o Brasil, a menor idade de aposentadoria para mulheres se encontra na Turquia: 58 anos. Para homens, na Eslovênia, na Turquia e em Luxemburgo: 60 anos.

Já países como Espanha, México, Chile, Japão, Bélgica e Canadá têm idades mínimas de 65 anos, para ambos os sexos. No caso do Brasil, o trabalho dos técnicos foi realizado a partir da base de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, de 2017.

Ao identificar que o desemprego é maior entre jovens, os pesquisadores também buscaram reunir no estudo as políticas de empregos para esse público na União Europeia. Entre as iniciativas, estão serviços de intermediação de mão de obra; subsídios às empresas que contratarem ou treinarem jovens; e programas de emprego público.

O levantamento aponta que, caso a experiência europeia fosse adotada no Brasil, ela passaria por reforma do ensino médio; subsídios a empresas que contratem jovens ou desoneração da folha, condicionantes para recebimento do segurodesemprego ou Bolsa Família; fortalecimento do sistema de intermediação de mão de obra (Sine); e salário mínimo menor.

Fonte: Abinee / Valor

 

 

 

Creche pública eleva em 44 pontos probabilidade de mãe trabalhar

 

Uma maior oferta de creches públicas ampliaria significativamente a participação feminina no mercado de trabalho, aponta estudo da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, com base em dados do município de São Paulo. Ainda conforme a pesquisa, realizada pela economista Viviane Sanfelice, o impacto pode ser ainda maior, caso a oferta de instituições de cuidado para crianças seja destinada a regiões onde o trabalho feminino responde com mais força à disponibilidade de creches.

Segundo o levantamento, parte da tese de doutorado de Viviane na universidade nova-iorquina, o uso de creches públicas por mães que não têm outras opções de cuidado para seus filhos aumenta em 44 pontos percentuais a probabilidade de emprego materno. Com base neste dado, a economista calcula que uma redução de 10 pontos percentuais na lista de espera por creches aumentaria a taxa de emprego das mães em 1,2 ponto percentual.

O trabalho das mulheres possibilita um aumento de renda às famílias, com efeitos sobre a redução da pobreza. Além disso, a política poderia ter efeitos positivos sobre a diferença salarial entre homens e mulheres, além de estimular as filhas dessas mães a também trabalhar no futuro, afirma a pesquisadora, com base na literatura sobre o tema.

Para chegar aos resultados, a pesquisadora usou dados do Censo brasileiro de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e números da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo sobre o excesso de demanda por creches públicas na capital paulista naquele ano. Apesar de a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) ter números mais recentes, a pesquisa amostral não permite a análise geográfica no nível municipal, explica Viviane, sobre a escolha dos dados.

“A ideia foi comparar mães com características similares como nível de educação e estado civil e que moram numa mesma região da cidade, mas uma mãe tem um filho de 2 anos, e a outra, um filho de 3 anos, por exemplo”, conta Viviane.

“Como a lista de espera para crianças de 2 anos é geralmente maior do que a lista de espera para a crianças de 3 anos, a mãe desta criança tem mais chances de conseguir vaga na creche pública. Então, comparando a participação no mercado de trabalho dessas duas mães, como elas são idênticas exceto pela chance de acesso à creche pública, consigo atribuir a diferença em sua participação no mercado de trabalho ao uso da creche”, afirma a economista.

Apesar de décadas de avanços na participação na força de trabalho, as mulheres ainda encontram empecilhos que não são enfrentados pelos homens, destaca a pesquisadora, em artigo ainda não publicado. Uma dessas barreiras está relacionada ao papel da mulher no cuidado familiar.

A oferta de instituições educacionais públicas para crianças mais novas visa, em certa medida, endereçar esse problema. No entanto, historicamente, o governo priorizou a oferta da pré-escola, que atende crianças de 4 a 5 anos, em detrimento das creches, que recebem pequenos até 3 anos. No Plano Nacional de Educação (PNE) de 2010, por exemplo, foi estabelecida meta de universalização da pré-escola até 2016, enquanto para o acesso a creches, a meta foi de 50% até 2024.

Outro ponto que explica a escassez de vagas para as crianças mais novas, segundo Viviane, é a diferença de custo. “Para crianças mais novas, a regulação exige um número menor de crianças por instrutor”, diz. Em São Paulo, por exemplo, são sete crianças de 0 a 1 ano para cada instrutor, número que sobe a 25 por instrutor para meninos e meninas de 4 a 5 anos.

Assim, diante do excesso de demanda, cabe ao Poder Público a tomada de decisão sobre como lidar com a escassez de recursos para atendê-la. Segundo Viviane, a estratégia a ser adotada depende dos objetivos do governo.

“Se o objetivo do governo é usar a oferta de creches públicas para estimular o trabalho das mulheres, uma alternativa seria alocar recursos geograficamente em áreas em que oferta de trabalho das mães é mais elástica à oferta de creches”, diz Viviane.

Já se o objetivo principal do Poder Público for garantir e padronizar a qualidade no cuidado das crianças nos primeiros anos de vida, de forma a melhorar a formação de capital humano e diminuir a desigualdade social, faria mais sentido priorizar a oferta de creches à famílias de baixa renda, segundo a pesquisadora.

“Com isso a participação no mercado de trabalho de mulheres com menos educação aumenta 1 ponto percentual, mas esse critério de alocação acaba diminuindo a participação no mercado de trabalho de algumas mães com até ensino médio, porque elas perdem acesso”, afirma. “Para mães com educação superior, não observo diferença no nível de emprego porque elas acabam usando o setor privado.”

Segundo dados do IBGE, em 2017, somente 32,7% das crianças brasileiras de 0 a 3 anos frequentavam creches. Para crianças de 4 a 5 anos, em idade pré-escolar, o percentual chegava a 91,7%. Ainda conforme a Pnad, 34,7% (897 mil) das crianças de 2 e 3 anos e 21,1% (903 mil) das crianças de 0 a 1 ano não frequentavam a escola por dificuldade de acesso, por falta de vaga ou de escola na localidade.

A taxa de participação feminina na força de trabalho era de 52,5% ao fim de 2017, comparada a 72% de participação dos homens. Um dos motivos que explicam a diferença entre os gêneros é justamente a falta de creche.

Fonte: Abinee / valor

 

 

 

 

PEC 300: A nova ameaça aos direitos trabalhistas

Proposta, que teve parecer positivo na CCJ da Câmara dos Deputados na semana passada, prevê jornada diária de até 10 horas e consolida prevalência do negociado sobre o legislado

No último dia 9, o deputado federal Luiz Fernando Faria (PP-MG) emitiu parecer favorável à admissibilidade, por parte da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/2016. De autoria do deputado Mauro Lopes (MDB-MG), o texto altera o artigo 7º, retirando mais direitos dos trabalhadores, além daqueles já modificados/extintos pela “reforma” trabalhista.

Entre as alterações propostas estão a ampliação da jornada diária de trabalho para dez horas, respeitando-se o limite já estabelecido de 44 horas semanais, sendo “facultada a compensação de horários e a alteração da jornada, mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho”.

A proposta também prevê o reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho prevalecendo sobre as disposições previstas em lei. Ou seja, consolida-se constitucionalmente o que já foi disposto na “reforma” trabalhista aprovada em novembro de 2017, com o negociado se sobrepondo ao legislado.

A PEC 300 também pretende dificultar ainda mais o acesso do empregado à Justiça do Trabalho. De acordo com o texto, o prazo prescricional para se ingressar com uma ação, que hoje é de dois anos para os trabalhadores urbanos e rurais após a extinção do contrato de trabalho, passaria para apenas três meses.

O trabalhador também seria obrigado a, antes de impetrar uma ação, ter obrigatoriamente que passar por uma comissão de conciliação prévia. Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal já havia decidido que demandas trabalhistas podem ser submetidas à apreciação o Poder Judiciário sem análise de comissão de conciliação prévia. A discussão era relativa à interpretação do artigo 625-D da CLT.

A tramitação da PEC 300 havia sido paralisada por conta da intervenção federal que vigorava no Rio de Janeiro, o que impedia a análise de propostas que modificassem a Constituição. Ainda não há data para apreciação do parecer na Comissão de Constituição e Justiça.

Fonte: Agência de notícias da  FEM-CUT/SP

Redação On janeiro - 14 - 2019
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