Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sexta-feira, 26 de Abril de 2019






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Desemperrar a indústria será uma das tarefas mais urgentes e mais importantes para o sucesso do novo governo, como confirmam os últimos números do setor, mas pouco se sabe, até agora, sobre medidas para dinamizar a economia. A produção industrial cresceu 0,1% de outubro para novembro, depois de quatro meses consecutivos de recuo, e continuou 16,4% abaixo do nível atingido em maio de 2011, oito anos e meio antes. Empresários e consumidores tornaram-se mais confiantes depois das eleições, segundo várias sondagens, mas a melhor disposição parece ter produzido resultados ainda modestos no fim do ano, pelos dados conhecidos. As festas de fim de ano trouxeram alguma animação, mas temperada pela cautela. De 18 a 24 de dezembro, as vendas foram 3,8% maiores que as de 2017, de acordo com a Serasa Experian. Mas, apesar de dois anos de crescimento, permaneceram inferiores às de 2013.

A recessão foi vencida, mas o desemprego elevado e as incertezas políticas impediram uma recuperação mais acentuada. O novo governo passou a concentrar as apostas em tempos melhores para o consumo, a produção e o emprego. As expectativas parecem continuar elevadas, mas o presidente e seus ministros foram pouco além dos discursos de campanha e deram poucos sinais de como pretendem dinamizar o País. Enquanto isso, cada novo número divulgado torna mais claro o tamanho do desafio.

Apesar da expansão mensal de 0,1%, a produção industrial de novembro foi 0,9% menor do que a de um ano antes. O volume acumulado em 2018 foi 1,5% maior que o de janeiro a novembro de 2017. O total produzido em 12 meses foi 1,8% maior que o do período imediatamente anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As projeções do mercado para o ano todo apontam para um resultado próximo desse.

Em novembro, só uma das três grandes categorias, a de bens de capital (máquinas e equipamentos), teve resultado superior ao de um ano antes, com diferença positiva de 3,5%. A produção de bens intermediários e de bens de consumo foi menor que a do mês correspondente de 2017.

Em 12 meses, o maior aumento foi o do volume produzido de bens de capital, de 8,3%. Em segundo lugar ficou o segmento de bens de consumo (2,1%) e em terceiro, o de bens intermediários (0,9%). Dentre os bens de consumo, os duráveis tiveram a maior expansão (10,3%), graças, principalmente, à fabricação de veículos, carrocerias e reboques (1,22%). O crédito ao consumidor contribuiu de forma importante para a melhora do setor automobilístico.

Os números das montadoras são os mais atualizados e cobrem os 12 meses de 2018, graças ao acompanhamento realizado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Segundo esses dados, a produção mensal de veículos montados diminuiu 6,9% em novembro e 27,4% em dezembro. Este último número prenuncia um resultado fraco para a categoria dos bens duráveis no balanço do IBGE relativo ao final do ano. Apesar do recuo no último bimestre, no entanto, as montadoras produziram no ano passado 6,7% mais do que em 2017, segundo a Anfavea. Com a fabricação de 2,88 milhões de veículos em 2018 completaram-se dois anos consecutivos de crescimento e atingiu-se o melhor desempenho desde 2014. Mas o resultado ainda foi inferior ao de 2013, quando as montadoras entregaram 3,15 milhões de unidades.

Na maior parte do setor industrial há muita capacidade ociosa. Graças a isso e à ampla oferta de mão de obra, será possível dinamizar a atividade sem gerar grandes pressões inflacionárias. A recuperação começará em poucos meses se o governo iniciar com rapidez o programa de ajustes e reformas, definir um rumo claro para sua política e mobilizar capital privado para infraestrutura. É hora de exibir espírito prático, iniciativa e competência administrativa. Não se irá muito longe insistindo na mera pregação ideológica e religiosa e na tentativa de exorcizar um imaginário passado socialista.

Fonte: Infomet – Estadão – Seção: Opinião

Leia também:

Em novembro, indústria sobe em seis dos 15 locais pesquisados

Com o ligeiro acréscimo de 0,1% na produção industrial nacional, apenas seis dos quinze locais pesquisados mostraram taxas positivas de outubro para novembro de 2018, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta sexta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os maiores aumentos foram em Pernambuco (1,4%), Paraná (1,1%) e Ceará (0,9%), mas São Paulo (0,7%), Minas Gerais (0,7%) e Rio Grande do Sul (0,4%) também tiveram resultados positivos.

Por outro lado, na mesma comparação, a queda mais intensa foi em Goiás (-6,2%), com Amazonas (-3,5%), Rio de Janeiro (-2,2%), Pará (-1,3%), Bahia (-1,2%), Santa Catarina (-0,9%), Região Nordeste (-0,8%), Espírito Santo (-0,8%) e Mato Grosso (-0,4%) também mostrando índices negativos.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o total da indústria recuou 0,6% no trimestre encerrado em novembro de 2018 frente ao nível do mês anterior, após também recuar em setembro (-0,9%) e em outubro (-0,9%). Em termos regionais, oito locais apontaram taxas negativas, com destaque para os recuos mais intensos observados em Goiás (-2,6%), Pernambuco (-2,0%), Paraná (-1,7%), Bahia (-1,6%) e Região Nordeste (-1,6%). Por outro lado, Ceará (0,6%) e Espírito Santo (0,6%) registraram os principais avanços em novembro de 2018.

Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria recuou 0,9% em novembro de 2018, com oito dos quinze locais pesquisados apontando taxas negativas. Vale citar que novembro de 2018 e novembro de 2017 tiveram o mesmo número de dias úteis (20 dias).

Nesse mês, Goiás (-14,2%) apresentou recuo de dois dígitos e o mais acentuado, pressionado, em grande parte, pelas quedas observadas nos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico), de produtos alimentícios (açúcar cristal e VHP) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (medicamentos).

Rio de Janeiro (-5,5%), São Paulo (-3,4%), Amazonas (-2,0%), Mato Grosso (-1,6%) e Região Nordeste (-1,3%) também registraram taxas negativas mais elevadas do que a média nacional (-0,9%), enquanto Minas Gerais (-0,6%) e Bahia (-0,3%) completaram o conjunto de locais com queda na produção nesse mês.

Por outro lado, Rio Grande do Sul (12,7%) e Pará (8,3%) apontaram as expansões mais intensas em novembro de 2018, impulsionados, principalmente, pelos avanços verificados nas atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, reboques e semirreboques, carrocerias para ônibus e autopeças), máquinas e equipamentos (tratores agrícolas e máquinas para colheita) e produtos de metal (construções pré-fabricadas de metal, revólveres e pistolas, espingardas de caça e artefatos de alumínio, ferro e aço para uso doméstico), no primeiro local; e de indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiados), no segundo. Espírito Santo (4,1%), Santa Catarina (3,6%), Ceará (2,9%), Pernambuco (1,2%) e Paraná (0,3%) também assinalaram taxas positivas nesse mês.

No período setembro-novembro de 2018, a indústria, ao recuar 0,8%, mostrou perda de ritmo frente ao comportamento positivo dos dois primeiros quadrimestres de 2018: janeiro-abril (4,4%) e maio-agosto (0,7%), comparações contra igual período do ano anterior.

Esse movimento de menor dinamismo da produção industrial nacional na passagem do segundo quadrimestre do ano para o período setembro-novembro de 2018 também foi observado em seis dos quinze locais pesquisados: Rio de Janeiro (de 4,5% para -4,2%), Amazonas (de 1,4% para -4,9%), São Paulo (de 0,6% para -4,5%), Goiás (de -5,3% para -8,7%), Paraná (de 2,9% para 1,0%) e Pernambuco (de 8,3% para 6,8%).

Por outro lado, Rio Grande do Sul (de 3,7% para 13,5%), Espírito Santo (de -1,8% para 4,3%), Ceará (de -3,3% para 2,6%), Bahia (de -0,9% para 1,4%), Mato Grosso (de -2,2% para -0,4%) e Minas Gerais (de -2,1% para -0,3%) apontaram os maiores ganhos entre os dois períodos.

No acumulado do período janeiro-novembro de 2018, frente a igual período do ano anterior, a expansão observada na produção nacional alcançou doze dos quinze locais pesquisados, com destaque para os avanços mais acentuados assinalados por Pará (9,9%), Rio Grande do Sul (6,3%), Pernambuco (6,1%) e Amazonas (6,1%).

Santa Catarina (4,3%), Paraná (2,1%) e Rio de Janeiro (2,0%) também registraram crescimento acima da média da indústria (1,5%), enquanto São Paulo (1,3%), Região Nordeste (0,8%), Bahia (0,8%), Ceará (0,7%) e Mato Grosso (0,1%) completaram o conjunto de locais com resultados positivos no fechamento dos onze meses do ano. Por outro lado, Goiás (-4,7%), Espírito Santo (-1,3%) e Minas Gerais (-1,2%) apontaram os recuos no índice acumulado no ano.

No acumulado nos últimos doze meses, a indústria avançou 1,8% em novembro de 2018, mas perdeu ritmo frente aos resultados de julho (3,3%), agosto (3,1%), setembro (2,7%) e outubro (2,3%). Doze dos quinze locais pesquisados mostraram taxas positivas em novembro de 2018, mas treze apontaram menor dinamismo frente aos índices de outubro último. As principais desacelerações entre outubro e novembro de 2018 foram em Goiás (de -1,7% para -4,1%), Rio de Janeiro (de 3,4% para 2,4%), São Paulo (de 2,8% para 1,9%) e Pernambuco (de 6,5% para 5,9%), enquanto dois estados mostraram ganhos: Rio Grande do Sul (de 4,8% para 5,9%) e Espírito Santo (de -1,8% para -1,6%).

Fonte: Investimentos e Notícias / Infomet

Redação On janeiro - 14 - 2019
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.