Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018






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Montadoras podem pagar até 30% mais pelo aço em 2019, diz CSN

A valorização do dólar ante o real, chegando a R$ 4, já encarece suficientemente a compra de matérias-primas pelas siderúrgicas. Ao mesmo tempo, contudo, o carvão metalúrgico chegou a US$ 250 por tonelada e, o coque, a US$ 360, conta Martinez

O efeito da disparada do dólar nos custos e a relativa manutenção dos preços do aço no mercado internacional provavelmente resultarão em um grande aumento de preços do aço para as fabricantes de veículos. De acordo com Luis Fernando Martinez, diretor comercial da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), o reajuste terá de ficar entre 25% e 30% para as montadoras em 2019.

A negociação entre siderúrgicas e montadoras geralmente se dá entre o terceiro e quarto trimestres e é a mais dura do setor. Como o volume de planos consumido pelas fabricantes é muito grande, elas têm grande poder de barganha. Para a distribuição e a indústria ao longo deste ano, contudo, foi realizada uma série de aumentos que deverá, ao menos em parte, ser repassada à indústria automotiva.

A valorização do dólar ante o real, chegando a R$ 4, já encarece suficientemente a compra de matérias-primas pelas siderúrgicas. Ao mesmo tempo, contudo, o carvão metalúrgico chegou a US$ 250 por tonelada e, o coque, a US$ 360, conta Martinez. Até por isso, a companhia sairá com um aumento de 10,25% para todos seus produtos em 3 de setembro, atingindo parte da indústria e toda a rede de distribuição.

Esse encarecimento em setembro valerá para laminados a quente — onde, segundo o executivo da CSN, a concorrência está mais ferrenha — e a frio, além de galvanizados, folhas metálicas e até aços longos. No segmento de planos, destinados às montadoras, por exemplo, já havia um desconto de 6% sobre o importado antes dos aumentos. Para longos, desde o começo do ano o produto nacional é mais barato que o estrangeiro.

Se o aumento de 10,25% for de fato implantado à distribuição e para parte da indústria, o produto ficará de 2% a 4% mais caro do que o importado trazido ao Brasil, segundo cálculos da própria empresa.

Em geral, o mercado considera que um prêmio médio de até 10% é considerado aceitável sem estimular a concorrência com importações. As siderúrgicas, porém, costumam avaliar caso a caso os produtos, por conta também da competição com as outras usinas nacionais.

“Somos muito focados na distribuição de longos, então conseguimos passar esses reajustes, mesmo com as construtoras sendo relutantes”, conta Martinez. “E os índices da construção têm demonstrado tendência positiva ou fim da queda, principalmente no Sudeste, onde atuamos fortemente.”

Por conta desse respiro no setor, a CSN também reajustará o preço do cimento, em R$ 1,60 a R$ 1,80 por saco. O executivo considera fundamental repassar o máximo possível dos custos ao cimento, mas especialmente do frete.

Segundo ele, o tabelamento afeta tanto o transporte do material que a companhia considera contratar uma frota própria de caminhões, com ajuda de um operador, e busca outras alternativas. A decisão final deve ser tomada na segunda-feira, quando haverá uma definição do governo sobre o assunto.

Fonte: UOL

Faturamento das autopeças crescerá 14,3% este ano

Fabricantes já preveem nova alta para 2019 e ampliarão investimentos em quase 30%

O setor de autopeças fechará 2018 com alta de 14,3% no faturamento. Além disso, os fabricantes vão ampliar seus investimentos em 29,2% e já preveem novo acréscimo para 2019, nesse caso de 8,4%. As projeções foram divulgadas por Flavio Del Soldato, assessor da presidência do Sindipeças, entidade que reúne fabricantes de componentes automotivos. O executivo foi um dos palestrantes do Workshop Planejamento Automotivo 2019, realizado por Automotive Business na segunda-feira, 27, em São Paulo.

Del Soldato recorda que estes são os dados mais atuais disponíveis (consolidados sexta-feira, 24 de agosto), mas uma nova análise do mercado será anunciada em setembro. A tendência positiva deve se manter, mesmo com a incógnita representada pelas eleições.

O assessor da presidência do Sindipeças recorda que a balança comercial do setor permanece negativa. Deve fechar o ano com déficit de US$ 6,68 bilhões, valor 25,1% mais alto que o registrado em 2017. Para Del Soldato, o déficit acentuado “faz parte do jogo” por ser consequência da modernização dos veículos.

“O Brasil não possui mais carros que ficam vários anos à venda no mercado”, recorda o assessor do Sindipeças.

Os números relacionados à produção também animam o Sindipeças, que prevê a indústria superando a marca de 3 milhões de autoveículos até o fim de 2018, o que representa aumento de 12% em relação a 2017. Ainda segundo a entidade, mais de 3,7 milhões de unidades serão fabricadas em 2023. Apesar do crescimento, o executivo lembra que esse total é o mesmo produzido em 2013.

“Foram as exportações que permitiram à indústria manter os bons resultados nos últimos anos”, afirmou Del Soldato, enquanto exibia os números relativos ao setor. O executivo, porém, lembrou da preocupação com a situação econômica da Argentina, que enfrenta problemas e é o principal destino dos veículos exportados pelo Brasil.

No período de 2016 a 2017 as exportações de veículos registraram crescimento de 48,3%, mas na comparação de janeiro a julho de 2018 com o mesmo período do ano passado houve queda de 2,8%.

Ao falar sobre as possibilidades do setor de autopeças diante do cenário de mudanças, Del Soldato citou uma série de problemas – insegurança jurídica (especialmente nas áreas trabalhista, tributária e ambiental), carga tributária, juro real, logística, burocracia, insegurança física e patrimonial e o despreparo educacional – que, segundo ele, são comuns a diversos setores no Brasil.

A necessidade de se adequar e fechar acordos comerciais com outros mercados também foi lembrada pelo executivo, que explicou: “Concordamos com o fim das tarifas protecionistas, mas pedimos que haja um período de carência para que possamos implantar isso. Sugerimos um prazo de 15 anos, mas os países europeus estão reticentes”, diz Del Soldato.

Inserir o setor automotivo no Mercosul, providenciar os ajustes necessários nas regras de origem com os países do Mercosul e o México e providenciar acordos com Canadá, Japão, Coreia do Sul e outros países relevantes são outras possibilidades apontadas pelo executivo do Sindipeças. Tudo isso, porém, vai depender do resultado das próximas eleições.

Mesmo com essas dificuldades, Del Soldato lembra que cabe às empresas o papel principal para aproveitar as oportunidades de crescimento nos próximos anos. “Não adianta mais somente falar no Refis, é preciso ser competitivo”, afirmou (Refis é o mecanismo para regularização de créditos decorrentes de débitos relativos a tributos e contribuições).

Para isso, ainda de acordo com Flavio Del Soldato, o programa Rota 2030 fornece suporte, com regras sobre emissões, segurança e eficiência energética, apoio para desenvolvimento tecnológico, inovação e qualidade dos veículos (incluindo caminhões, ônibus e autopeças), preocupação com o desenvolvimento da cadeia de fornecedores, incentivo para pesquisa e desenvolvimento na cadeia de fornecedores, entre outros aspectos.

“Após um período no qual o termo ‘resiliência’ foi o mais utilizado no setor, acredito que ‘competitividade’ será a palavra-chave para os próximos anos”, conclui o executivo do Sindipeças.

Fonte: Automotive Business

Retomada da indústria metalúrgica em MG aumenta demanda por carvão

A retomada da indústria metalúrgica em Minas Gerais está provocando o aumento dos preços da madeira em pé, usada para fazer o carvão vegetal, que, por sua vez, é um importante insumo para o setor. Estudo do grupo finlandês Pöyry, especializado em consultoria e serviços de engenharia, com escritório em Belo Horizonte, mostrou que, depois de uma sequência de três trimestres consecutivos de queda, o preço médio da madeira de processo na região Central do Estado voltou a subir e chegou a R$ 39,90 por metro cúbico com casca, em junho. A variação corresponde a uma alta de 4% em relação ao preço do final do primeiro trimestre.

“O aumento registrado mostra que os preços praticados voltaram ao mesmo patamar de um ano atrás, e é resultado do aumento do preço do carvão vegetal no polo siderúrgico de Minas Gerais”, explica o gerente de Consultoria em Energia e Agroindústria da Pöyry no Brasil e coordenador do estudo, Dominique Duly.

Segundo ele, a recuperação do setor metalúrgico, especialmente a produção de ferro- gusa, levou ao aumento na demanda do carvão vegetal, o que pressionou seu preço para cima. Como consequência, entre abril e junho deste ano, várias carvoarias que estavam paralisadas devido à crise do setor voltaram a produzir.

Duly explicou que a madeira representa cerca de 2% do custo de produção do gusa e outros 2% de participação nos custos estão ligados à logística ao redor da madeira. “Os preços do gusa e do carvão vegetal aumentaram muito mais que o da madeira. Em um ano, a variação do preço do carvão e do gusa foi de quase 70%, enquanto o da madeira foi em torno de 3%, 4% no segundo trimestre e ficou estável nos últimos 12 meses. Por isso, não achamos que a recuperação dos preços da madeira ameaça a competitividade do gusa produzido em Minas”, disse.

Para o gerente da Pöyry, o aumento dos preços da madeira não é uma tendência nacional, uma vez que, segundo ele, “os mercados de madeira são muito regionais e, basicamente, o fator que mais influencia o preço é o equilíbrio de oferta e demanda de cada região”.

Questionado se seria uma vantagem para produtores mineiros comprar madeira mais barata de outros estados, Duly explicou que a colheita e a logística da madeira usada para fazer carvão vegetal representa altos custos quando são percorridas distâncias maiores em função do somatório entre transporte e impostos.

A projeção da Pöyry no médio prazo é de que o preço da madeira deve continuar subindo. “Estimamos assim porque a rentabilidade dos produtores florestais em Minas é muito baixa. O custo da silvicultura, da terra usada para o plantio e custos indiretos de administração não compensa a venda da madeira nos preços atuais. Por isso, acreditamos que, no médio prazo, os preços tendem a se recuperar”, afirmou.

Recuperação

Dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) mostram que, de fato, o parque metalúrgico está se recuperando. No primeiro semestre deste ano, o faturamento do setor no Estado cresceu 13%, o nível de emprego aumentou 4,7% e as horas trabalhadas na produção avançaram 7,7% na comparação com os mesmos meses de 2017.

Para a gerente de Economia da Fiemg, Daniela Britto, foi a recuperação do setor automotivo e encomendas de máquinas e equipamentos do setor agrícola que impulsionaram essa retomada. “(A metalurgia) É um setor que faz parte da cadeia produtiva automotiva, que é demandante de aço. A demanda agrícola por máquinas e equipamentos também fortaleceu a produção da metalurgia”, pontuou.

Fonte: Diário do Comércio

Os investimentos estão voltando ao Grande ABC

Dos US$ 3 bi confirmados no ano passado, 90% vêm do setor automobilístico com as maiores empresas concentradas em São Bernardo, que responde por 38,2% do PIB da região

Após a queda da atividade econômica no período da crise nacional, a região do Grande ABC começa a recuperar o fôlego perdido e teve confirmados no ano passado US$ 3 bilhões em investimentos, o maior valor em uma década. Nos últimos três anos, os aportes ficaram abaixo de US$ 1 bilhão.

Do total anunciado, cerca de 90% vêm do setor automotivo, cujas maiores empresas se concentram no município de São Bernardo do Campo que, sozinho, responde por 38,2% do Produto Interno Bruto (PIB) da região, formada também por Santo André, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

A confirmação de novos projetos veio acompanhada de uma previsão de crescimento de 5,4% do PIB em 2017, cujo resultado oficial só será confirmado futuramente. O Observatório Econômico da Universidade Metodista, que organiza e divulga informações da região, calcula que em 2016 já houve recuperação de 4,9% da economia local, após a forte queda de 15,4% registrada um ano antes.

Estão à frente dos investimentos as fabricantes Volkswagen e Scania, ambas de São Bernardo, e a General Motors, de São Caetano, que se preparam para lançamentos de novos veículos e passam por processo de modernização das fábricas adotando processos da chamada Indústria 4.0.

Embora nos últimos anos tenha perdido espaço na economia local para a área de serviços – a exemplo do que ocorre em várias outras regiões do País -, o setor industrial do ABC mantém uma estrutura ainda robusta, apoiada principalmente nas grandes empresas, que são importadoras de insumos e exportadoras de produtos para a América Latina.

“A região apresenta uma participação do setor industrial no PIB mais intensa que a economia nacional, o que mostra sua importância para o local”, afirma Sandro Maskio, coordenador do Observatório Econômico. A indústria responde por 23,2% do PIB regional. Do PIB nacional, o setor tem participação de 18,5%. Por ter representatividade maior, quando a economia como um todo retrai, a região acaba sendo mais afetada, ressalta o economista.

O vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de São Bernardo, Mauro Miaguti, não acredita em uma ampliação do peso do setor industrial na região nos próximos anos, principalmente pela falta de uma política robusta por parte do governo federal.

Desindustrialização

Segundo Miaguti, o processo de desindustrialização ocorrido com mais força nos anos 90 tem a ver, em parte, com a decisão do governo do Estado de São Paulo de pulverizar os polos industriais. “Como havia áreas disponíveis no interior, foram oferecidos muitos incentivos para que as empresas mudassem ou instalassem novas filiais em outras cidades”, diz o executivo do Ciesp. A guerra fiscal também atraiu fábricas para outros Estados.

Foi o que ocorreu, por exemplo, com novas montadoras que chegaram ao País, como Hyundai, que escolheu Piracicaba, e BMW (que foi para Santa Catarina) ou com grupos que abriram novas plantas, como a Toyota, que abriu unidades em Indaiatuba e Sorocaba. A Mercedes-Benz avaliou a cidade de São Bernardo para instalar sua fábrica de automóveis, mas pela indisponibilidade de uma grande área acabou indo para Iracemápolis.

Ainda assim, a indústria do ABC deve continuar tendo importante participação na economia regional, mesmo que ocorra a ampliação do setor de serviços que, em boa parte, está atrelada à demanda do setor industrial. A área de logística, por exemplo, vem crescendo na região, principalmente, na prestação de serviços para a indústria automobilística.

Para Maskio e Miaguti, a indústria local precisa promover inovação, assim como o segmento de serviços, o que exigirá esforço conjunto de ações federais, estaduais, locais, e também das empresas, “com transbordamento aos segmentos de médias e pequenas empresas”, diz Maskio.

Uma aposta da região é a chegada da Saab Aeronáutica Montagens, que vai produzir em São Bernardo partes estruturais para a montagem de aviões-caça Gripen para a Força Aérea Brasileira (FAB). A expectativa, diz Miaguti, é que a empresa atraia novos fornecedores e também incremente a produção das autopeças locais, que poderão fornecer para montadoras e para a Saab.

A empresa iniciará operações em 2020 com 55 funcionários, a maioria engenheiros e técnicos. Até 2024, o número deverá chegar a 200. “Embora sejam poucos, são postos de maior valor agregado e salários melhores”, prevê Miaguti.

Trabalho

Além de conhecida como berço da indústria automotiva, o ABC também é considerado berço do sindicalismo. Foi em São Bernardo, no fim dos anos 70, que ocorreram grandes greves de metalúrgicos por reajuste salarial.

Nos anos mais recentes, o papel dos sindicatos vem sendo ampliado. “Nosso desafio atual é preparar os trabalhadores para a quarta revolução industrial”, diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana.

“Precisamos entender quais profissões vão sobreviver e que tipo de qualificação é necessário”, diz Santana. Ele também ressalta que a luta para manter as empresas na região “é contínua” e passa por garantir a competitividade da fábrica para atrair novos projetos

Fonte: Estadão

Criada liga metálica mais resistente do mundo

100 vezes mais durável do que o aço de alta resistência, é a primeira liga metálica na mesma classe do diamante e da safira

Resistência ao desgaste

Engenheiros do Laboratório Nacional Sandia, nos EUA, fabricaram uma liga metálica que eles acreditam ser o metal mais resistente ao desgaste do mundo – e isto apesar de ser feita de dois metais considerados “macios”.

A liga é 100 vezes mais durável do que o aço de alta resistência, tornando-se a primeira liga metálica – ou combinação de metais – na mesma classe do diamante e da safira, os materiais mais resistentes ao desgaste da natureza.

John Curry, criador da liga, fez um cálculo interessante para demonstrar essa resistência ao desgaste. Segundo ele, se você tiver o azar de ter um carro com pneus de metal, a nova liga é a opção: Você poderia derrapar – não rodar, derrapar – ao redor do equador da Terra 500 vezes antes de desgastar o pneu.

Isto se você achar que vale a pena pagar por isso: a nova liga é feita de platina e ouro.

Mas não se preocupe com o preço porque a liga superresistente já tem uso garantido e um mercado gigantesco: o de contatos metálicos em equipamentos eletrônicos, hoje tipicamente revestidos com ouro. Ocorre que esses revestimentos são caros e, eventualmente, também se desgastam, conforme as conexões são pressionadas ou deslizam umas sobre as outras dia após dia, ano após ano, às vezes milhões, até bilhões de vezes.

Segundo Curry, um contato feito com a nova liga – ou o hipotético pneu metálico – precisa ser arrastado no asfalto por 1.600 metros para perder apenas uma única camada de átomos.

Uma nova teoria para uma liga melhor

Você pode estar se perguntando como os metalurgistas não se depararam com essa possibilidade depois de milhares de anos fazendo ligas metálicas?

De fato, a combinação de 90% de platina com 10% de ouro não é nada nova – mas a engenharia de preparação dos dois metais é.

Os livros-texto de metalurgia dizem que a capacidade de um metal para resistir ao atrito é baseada em sua dureza. Curry propôs uma nova teoria que diz que o desgaste está relacionado ao modo como os metais reagem ao calor, não à sua dureza. Ele então selecionou os metais, calculou as proporções e desenvolveu um processo de fabricação para testar sua teoria.

Deu muito certo.

“Muitas ligas tradicionais foram desenvolvidas para aumentar a resistência de um material reduzindo o tamanho dos grânulos,” explicou Curry. “Mesmo assim, na presença de tensões e temperaturas extremas, muitas ligas ficam grosseiras ou amolecem, especialmente sob fadiga. Vimos que, com a nossa liga de platina-ouro, a estabilidade mecânica e térmica é excelente, e não vimos muita mudança na microestrutura durante períodos imensamente longos de estresse cíclico durante o deslizamento.”

A nova liga se parece com a platina comum, branco-prateada, e um pouco mais pesada do que ouro puro. Curiosamente, ela não é muito mais dura do que outras ligas de platina e ouro, mas resiste muito melhor ao calor e é 100 vezes mais resistente ao desgaste.

Fonte: Inovação Tecnológica

Montadoras aumentarão compras de autopeças em 2019

Indústria já identifica alguns gargalos e também prevê maior nacionalização com Rota 2030

Os diretores de compras das montadoras Mercedes-Benz, CNH Industrial e FCA Fiat Chrysler preveem aumentos no volume de compras para 2019 e foram unânimes em apontar que a nacionalização das autopeças vai aumentar com a implantação do programa Rota 2030. A conclusão dos executivos surgiu durante o Workshop Planejamento Automotivo 2019, realizado por Automotive Business na segunda-feira, 27, em São Paulo.

Reunidos no painel “A Nova Dinâmica das Compras Automotivas”, dentro do workshop, Erodes Berbetz (Mercedes-Benz), Carlos Martorano (CNH Industrial) e Luís Santamaria (FCA) anunciaram aumento no ritmo de suas empresas. O encontro teve a coordenação do jornalista Pedro Kutney, de Automotive Business.

Berbetz afirmou que o aumento de 25% nas compras da Mercedes em 2018 foi igual ao do volume de produção e que esse ritmo vai continuar. Pela CNH Industrial, Martorano disse que o crescimento nas compras será de 17% a 20%, sendo que a área de caminhões é que a mais avança, enquanto a de máquinas agrícolas é estável e a de construção tem leve subida.

Já as compras da FCA, segundo Santamaria, foram afetadas pela crise na Argentina. Para 2019 o aumento é uma incógnita, podendo ficar na casa de 10% a 15% em um cenário negativo e entre 20% e 22% em um cenário positivo.

Segundo o Sindipeças (entidade que reúne os fabricantes de componentes), as montadoras respondem por 62% do faturamento do setor e este ano a receita terá um aumento de 24%, para perto de R$ 90 bilhões. Mesmo assim, o setor de autopeças tem uma balança comercial negativa em US$ 4 bilhões no acumulado até julho. Isso é resultado do alto índice de importação das autopeças.

INFLUÊNCIA DO DÓLAR

Berbetz disse que na Mercedes-Benz o índice de localização das peças é de 75%. “Vamos aumentando o uso de itens locais à medida que os volumes justificam”, afirma. “Com o dólar cotado entre R$ 3,90 e R$ 4, a tendência é que aumente o conteúdo local.” Na CHN Industrial, segundo Martorano, a média de utilização de componentes importados está na casa dos 30%. A CNH trabalha com payback de dois a três anos. Martorano destacou o importante momento para a indústria de autopeças.

“Fornecedor que é competitivo tem oportunidade de vender não apenas para nós, na América Latina, mas também para o mundo”, diz Martorano, da CNH Industrial.

Já na FCA, a localização depende da fábrica. Em Betim, o índice de nacionalização chega a 85%, segundo Santamaria. Em Goiana já é de 52% e em Córdoba, de 50%. “Mas das importações feitas na Argentina, grande parte é do Brasil”, recorda.

Os três diretores de compras reunidos no workshop disseram que o Rota 2030 é fundamental para o aumento das compras no Brasil. “Pela primeira vez temos um norte de 10 a 15 anos”, diz Santamaria, da FCA. Nem mesmo o fato de o programa ter recebido 80 emendas no Congresso desanimou os executivos das montadoras.

“Apesar das 80 emendas e da lentidão na implementação, o Rota 2030 é um avanço e vai ao encontro dos investimentos que a Mercedes tem feito em suas fábricas”, diz Berbetz.

“Agora precisamos da contrapartida. Que os fornecedores também se preparem.” Alguns gargalos na entrega de equipamentos fabricados no Brasil já são identificados pelas montadoras. “Muitos fornecedores investiram, mas o volume não veio, então eles ficaram endividados”, diz Martorano, da CNH Industrial.

“Hoje temos capacidade instalada, mas não mão de obra treinada. Todo crescimento rápido gera dificuldades.” Essa preocupação também está no radar da FCA, que tem todos os gargalos mapeados, segundo Santamaria. Ele também afirmou que boa parte dos R$ 14 bilhões que a FCA investirá no Brasil entre 2018 e 2023 será “para o desenvolvimento dos fornecedores”.

De maneira geral, as montadoras parecem dispostas a romper certos paradigmas. Um deles é que os eletrônicos precisam ser importados. “Fácil não é, mas peças que pareciam impossíveis de localizar já estão sendo produzidas no Brasil”, comenta Santamaria.

O diretor de compras da FCA pediu maior padronização de alguns itens eletrônicos por parte de toda a indústria, para que a escala de produção facilite sua nacionalização.

Fonte: Automotive Business

Toyota expande produção em Guaíba

Duas etapas da montagem da Hilux serão feitas no município

A Toyota está ampliando a linha de produção em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A montadora fez o anúncio nesta segunda-feira (27) na Expointer.

Até então, as caminhonetes fabricadas na Argentina passavam por Guaíba para colocação de protetor de caçamba. A partir de agora, os veículos também receberão uma capota marítima.

O modelo novo da Hilux terá a peça que até então era opcional, mas solicitada por 80% dos clientes. É a lona que protege a caçamba. Também é produzida pela Keko, uma empresa gaúcha.

A unidade da Toyota em Guaíba também serve de centro de logística e distribuição. Toda Hilux passa pelo município paga imposto tornando a empresa a segunda maior contribuinte de Guaíba, segundo o prefeito, José Sperotto.

– Duas etapas da montagem serão feitas agora em Guaíba, o que agrega valor – conclui o prefeito.

O Centro de Distribuição de Guaíba foi inaugurado em 2005. O local instala peças nos automóveis, faz as adequações que a legislação brasileira exige e depois distribui para as 236 concessionárias da empresa no país. O Centro de Distribuição de Guaíba é um dos três que a Toyota possui no Brasil. Os outros ficam em Vitória, no Espírito Santo, e Suape, em Pernambuco.

Fonte: GaúchaZH

“Inovar-Auto era melhor pois tinha redução de impostos”, diz relator do Rota 2030

Além de ampliar benefícios tributários para o setor automotivo, o que aumentaria o custo do Rota 2030 para além da renúncia de R$ 1,5 bilhão por ano estimada pelo governo, o relator da MP que cria o programa, deputado Alfredo Kaefer (PP-PR), tem intenção de criar um programa de refinanciamento de dívidas (Refis) específico para auxiliar principalmente o setor de autopeças. O deputado recebeu o Estadão/Broadcast na quinta-feira, 23, após se encontrar com o secretário da Receita, Jorge Rachid, que aproveita toda oportunidade para defender a redução das renúncias fiscais para a metade dos atuais R$ 270,4 bilhões. A seguir, trechos da entrevista.

Houve disputa entre os Ministérios da Fazenda e da Indústria sobre o tamanho da renúncia fiscal do programa. De que lado o sr. está? 
Tenho de ficar do lado do equilíbrio, mas lógico que sou de um ideário liberal desenvolvimentista e gostaria de tratar do assunto com esse viés. Muita gente confunde dizendo que são benefícios, mas penso que são incentivos que, em troca, têm benefícios para a sociedade em uma área extremamente importante para o Produto Interno Bruto (PIB). Há um efeito cascata com mais empregos, renda e impostos.

O setor reclamou que o Rota 2030 ficou mais pendendo para a Fazenda, ou seja, com menos benefícios que gostariam. 
O que o governo apresentou no Rota 2030 não é o mesmo que o Inovar-Auto, que era melhor para o setor. O Inovar trazia redução de impostos que acabavam refletindo no preço do produto, beneficiando o consumidor. No Rota, não há redução de IPI, por exemplo. Penso que se a indústria automobilística mostrar claramente que teremos fortes investimentos não só em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), como investimentos industriais, acho que podemos produzir um Rota 2030 com variáveis melhores do que estão aí.

O sr. acha possível trazer no relatório redução do IPI não só para carros elétricos? 
Aceno com essa possibilidade, sim. É um jogo matemático. É possível ter redução num determinado imposto que pode ser compensado com outros ganhos. Vender mais carros é mais ICMS para os Estados, ISS para os municípios, outros impostos federais. Estou aberto a essa conversa se estiver convencido de que é extremamente vantajoso para o sistema produtivo nacional.

O Rota 2030 prevê que 10,2% do que o setor investir em P&D poderá ser abatido no pagamento de impostos. Isso pode ser ampliado no relatório?
O Inovar-Auto chegava a 30%. A ideia é discutir isso.

O sr. acha que os incentivos têm de ser dados para além dos investimentos em P&D? 
Sim. Dentro do Rota 2030 há investimentos que terão ganhos de médio e longo prazo, com redução de poluentes, melhoria de tecnologias. Mas não há demonstração de que haverá aumento no tamanho das fábricas, criação de mais empregos. O Inovar-Auto tinha isso muito mais claro e esses ajustes podemos produzir.

O sr. pretende incluir no relatório uma diferenciação de imposto para carros importados? O Inovar-Auto foi condenado na Organização Mundial do Comércio (OMC) justamente por dar tratamento tributário diferenciado. 
Tínhamos de ter tido mais argumentos com a OMC porque não estávamos criando desequilíbrios. Temos de discutir isso porque queremos exportar bastante e manter regras competitivas de importação, mas o jogo tem de ser igual.

Então a ideia é fixar alíquotas de IPI diferentes para carro importado e nacional? 
Veja, não é uma ideia. O que eu acho é que a gente tem de levar isso para discussão.

O sr. pretende acolher quais emendas apresentadas? 
Não fiz essa análise. Ainda estamos discutindo temas mais abrangentes. Certamente vamos conversar com o setor de autopeças, por exemplo, que foi atingido frontalmente pela crise. Muitos estão com inadimplência fiscal, não têm acesso a crédito. E aquele Refis (aprovado em 2017) não contemplou as empresas que deviam acima de R$ 15 milhões. É algo que temos de discutir com a Fazenda.

O sr. acha necessário um refinanciamento de dívidas para as autopeças? 
É preciso discutir o assunto.

O Rota tem custo de R$ 1,5 bilhão ao ano. Dentro do desenho que o sr. pretende, de ampliação de incentivos e de um novo Refis, qual será o custo do programa?
O benefício só vai acontecer se houver mais produção, bom desempenho na indústria. Você não está dando um subsídio. Vai criar produção e arrecadação em cima de algo que não teria. Estou exigindo contrapartidas que vão dar ganho à cadeia.

Fonte: O Estado de São Paulo

Redação On agosto - 28 - 2018
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