Sindicato Nacional da Indústria de
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018






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Alta incerteza no País estenderá fraca atuação das contas externas no ano

A incerteza contínua do País – ainda agravada pela greve dos caminhoneiros de maio – estende o fraco desempenho das contas externas para os próximos meses. A expectativa é de déficits em transações correntes maiores e com menos compensações.
Os últimos dados do Banco Central (BC), divulgados ontem, apontam que o resultado de transações correntes ficou com déficit de R$ 4,433 bilhões em julho – mais de R$ 1,9 bilhão acima do projetado pela autoridade monetária, de R$ 2,5 bilhões.
O movimento acompanha o fraco desempenho da balança de pagamentos que, apesar de ter registrado saldo positivo de R$ 3,9 bilhões em julho na balança comercial, teve déficits na conta de serviços (R$ 3,010 bilhões), na conta de renda primária (R$ 5,509 bilhões), e na conta financeira (de R$ 3,202 bilhões). De acordo com o professor da Faculdade Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) Marcelo Cambria, a tudo isso ainda se soma o maior pagamento de juros por títulos emitidos e o risco Brasil.
“Essa percepção de risco no País e até o momento de desindustrialização que o Brasil passa também deterioram o ambiente empresarial e interferem no número de alguns setores específicos que, por sua vez, refletem nos números da balança”, explica. Em julho, os ingressos de Investimentos Diretos no País (IDP) somam R$ 3,897 bilhões.
Segundo o chefe-adjunto do departamento de estatísticas do BC, Fernando Lemos, em agosto até o dia 23, a entrada de IDP chegou a US$ 8,6 bilhões. A expectativa para o mês é que a entrada de recursos chegue a R$ 9,5 bilhões. “A entrada de IDP tem sido mais do que suficiente para compensar o déficit em transações correntes”, entende Lemos. Os especialistas, porém, não têm uma visão tão positiva para o ano. “O desempenho econômico não está em ótimos patamares e, mesmo com a expectativa de que após as eleições o mercado volte, um bimestre é muito pouco para mostrar retorno. O IDP serve de alerta”, diz o professor de economia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) Walter Franco, afirmando que “o foco deveria ser trabalhar a questão da exportação”.
Nesse sentido, um relatório divulgado ontem pela Maersk aponta que as dificuldades dos exportadores em levar as cargas até os portos – devido ao tabelamento de fretes rodoviários – e o consequente overbooking (excesso de reservas) nos navios já trouxeram efeito negativo para as vendas no segundo trimestre e deve se estender até o final deste ano.
“As incertezas em relação ao frete têm trazido um overbooking até 200% maior do que a carga real”, reitera o diretor de comércio e marketing para a América do Sul da companhia marítima, Matias Concha. Ele reforça que, nesse cenário, a falta de eficácia da logística reflete no aumento do custo de transporte geral e no impacto negativo para o exportador brasileiro em um bom momento do câmbio”. “Todo o setor fica prejudicado e a expectativa de melhora só vem com uma solução definitiva para o frete. Vem depois das eleições, mas o quão depois é difícil saber”, afirma.
Câmbio
Ao mesmo tempo, toda a questão do câmbio levantada pelos especialistas é de que, mesmo com as previsões de arrefecimento do dólar após o primeiro turno, a volatilidade da moeda ainda será empecilho. “O impacto para o câmbio será relativamente baixo ao potencial que tínhamos desde o início do ano. Isso tudo ainda interfere no saldo de transações correntes. Além disso, com menores projeção para o PIB e inflação, a quantidade de investimentos estrangeiros também sentirá o impacto”, conclui Cambria.

Fonte: DCI

 

 

 

Mercado eleva previsão para inflação e câmbio

As expectativas do mercado para a inflação neste e no próximo ano foram elevadas na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central (BC) ontem, diante da perspectiva de um dólar mais alto em 2018.Para 2018, a alta do IPCA é calculada no levantamento em 4,17%, enquanto que para 2019 fica em 4,12%, 0,02 ponto percentual a mais do que na semana anterior em ambos os casos. Enquanto para este ano, o centro da meta oficial é de 4,50%, para o próximo ano é de 4,25%, com a margem de tolerância é de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Em agosto, a alta do IPCA-15 desacelerou a 0,13%, ante 0,64% em julho, menor nível para o mês em oito anos. Para o dólar, o Focus mostrou que os especialistas consultados passaram a ver uma cotação de R$ 3,75 no final de 2018, de R$ 3,70 antes, depois de a moeda norte-americana ter terminado a semana passada no patamar de R$ 4,10. A projeção para o final de 2019 é de que o dólar encerre a R$ 3,70, sem alteração sobre o levantamento anterior.
Mesmo com a atual pressão do dólar, o nível baixo de inflação mantém o espaço para que o BC deixe os juros baixos, e os especialistas mantiveram a visão de que a Selic fechará este ano no atual patamar de 6,50%, terminando 2019 a 8%.Já em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2018, houve ajuste para baixo a 1,47%, de 1,49% Para 2019, entretanto, permanece a expectativa de expansão de 2,50%.

Fonte: Reuters

Superávit da balança na 4ª semana de agosto foi de US$ 441 milhões

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 441 milhões na quarta semana de agosto (de 16 a 22). De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 27, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o valor foi alcançado com exportações de US$ 4,027 bilhões e importações de US$ 3,586 bilhões.
O mês de agosto acumula superávit de US$ 3,129 bilhões até dia 26, abaixo 44% do registrado em todo o mês de agosto de 2017, quando o resultado foi positivo em US$ 5,592 bilhões.
No ano, o superávit comercial acumulado é de US$ 37,165 bilhões, queda de 21,2% em relação ao mesmo período de 2017. A estimativa do governo para este ano é que a balança encerre o ano com superávit acima de US$ 50 bilhões. Em agosto, houve alta de apenas 6,5% na média diária das exportações na comparação com o mesmo mês do ano passado, com aumento nas vendas de produtos manufaturados (+14,7%) e básicos (+12,8%). Houve queda, porém, nas exportações de semimanufaturados (-16,3%).Já as importações registraram alta superior, de 20,5% na mesma comparação, com crescimento nos gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (+48,9%), veículos automóveis e partes (+37,5), químicos orgânicos e inorgânicos (+28,6%), adubos e fertilizantes (+20,3%) e equipamentos mecânicos (+13,7%).

Fonte: O Estado de São Paulo

Para economistas, PIB do 2º trimestre cresceu apenas 0,1%

Num período conturbado pela greve dos caminhoneiros, o crescimento da atividade econômica do país ficou muito próximo de zero no segundo trimestre, quando comparado ao primeiro, que também foi fraco. A média das estimativas de 23 consultorias e instituições financeiras para o Produto Interno Bruto (PIB) do período é de avanço de apenas 0,1%. Se realizado, o resultado ficará abaixo da alta de 0,4% entre janeiro e março, em relação ao quarto trimestre de 2017, uma taxa que já foi frustrante, dado que no início do ano as expectativas para esse período giravam em torno de 1%.

O PIB de abril a junho será divulgado na próxima sexta-feira, dia 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A paralisação dos condutores – que durou 11 dias em maio – teve efeito relevante sobre a economia, mas não foi suficiente para fazer com que o PIB recuasse nos três meses encerrados em junho, afirma Alessandra Ribeiro, diretora da área de macroeconomia e política da Tendências Consultoria. O aumento no nível de atividade do setor agropecuário e do de serviços, calcula, mais do que compensou o tombo do segmento industrial. Para a Tendências, o PIB subiu 0,2% de abril a junho na comparação com os três primeiros do ano, feitos os ajustes sazonais.

Nos cálculos da consultoria, o PIB do agronegócio cresceu 0,4% entre o primeiro e o segundo trimestre, mesma alta esperada para o ramo dos serviços, que não foram tão afetados pela greve devido à influência positiva do comércio varejista e, em menor grau, a algum aquecimento no setor público, que tem feito mais contratações no período recente.

Alessandra lembra que, do primeiro para o segundo trimestre, o volume de vendas do varejo ampliado – que inclui os setores de automóveis e material de construção e é a principal ‘proxy’ para o desempenho do comércio dentro do PIB – avançou 0,2%. “O comércio, apesar do choque de confiança e da perda de dinamismo do mercado de trabalho, acabou se segurando”, disse. Essa resistência é relacionada, principalmente, à retomada nas concessões de crédito para famílias. “É uma boa notícia diante de tudo que vimos neste ano.”

O PIB industrial, por outro lado, foi o que mais sofreu os efeitos do bloqueio nas estradas e não teve nenhum vetor positivo para amortecer a queda do setor de transformação, estimada em -1,4% para o segundo trimestre, observa a economista. Na média, a expectativa é de redução de 0,8% da indústria, mesmo recuo esperado para o PIB da construção civil em igual intervalo. Nas Contas Nacionais, a construção engloba a atividade industrial.

Para a economista da Tendências, a construção civil é a grande frustração em relação à atividade econômica no trimestre e no ano. De abril a junho, o desempenho ruim do setor afetou negativamente a indústria e, pelo lado da demanda, os investimentos. A consultoria estima queda de 1,7% na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em máquinas, construção civil e investimentos). Do primeiro para o segundo trimestre, o consumo doméstico de máquinas e equipamentos ficou 6,1% maior, mas a alta não foi suficiente para compensar o tombo de 4% da produção de insumos típicos da construção em igual comparação. Para as outras linhas da demanda no PIB, a Tendências estima aumento de 0,5% no consumo das famílias e de 0,3% no do governo. “Houve uma abertura de espaço dentro do teto para que os gastos cresçam um pouco”, afirma.

A MCM Consultores também prevê um fraco desempenho para o setor industrial, o que a fez revisar para baixo a estimativa para o PIB do segundo trimestre, de alta de 0,5% para 0,3%, em relação ao primeiro. Para a MCM, o PIB industrial caiu 0,6% no período, enquanto o do agropecuário e o de serviços cresceram 0,1% e 0,5% em relação ao primeiro trimestre, respectivamente.

Pela ótica da demanda, todas as aberturas das Contas Nacionais foram cortadas pela MCM na nova projeção do PIB. O pior desempenho, deve ser observado nos investimentos, que devem ter caído 2% na passagem trimestral. “Houve desaceleração tanto do consumo aparente de bens de capital como da produção dos insumos típicos da construção civil no trimestre”, explicam os economistas da casa.

Para o consumo das famílias, a MCM está menos otimista e estima aumento de apenas 0,1% do primeiro para o segundo trimestre, enquanto os gastos do governo devem ter subido 0,2%. No setor externo, os economistas da consultoria projetam retração de 5% das exportações, e queda de 2,9% das importações.

Na ponta mais pessimista das estimativas para o PIB do segundo trimestre, a MB Associados projeta uma queda de 0,2% para a atividade em relação ao primeiro trimestre. Em relação ao segundo trimestre de 2017, a estimativa é de avanço de apenas 1,1%. Antes da greve dos caminhoneiros, a previsão da consultoria era de um crescimento entre 0,7% e 0,8%. “Uma queda de 0,2%, dado o tamanho da crise [gerada pela paralisação] até que não foi um preço tão alto a se pagar”, avalia Sergio Vale, economista-chefe da MB. Para o segundo trimestre, em relação a igual período de 2017, o economista estima alta de 1,1% para a indústria, 1% para os serviços e 1,2% para o setor agropecuário. Na demanda, o consumo das famílias deve ter crescido 1,9%, os investimentos 1,7% e o consumo do governo recuou 1,4%. O setor externo, diz, deu contribuição negativa para o PIB do período.

Fonte: IABr – Instituto Aço Brasil

Empresários se unem por voto mais consciente e veem riscos em polarização

A polarização e os radicalismos dos extremos do espectro político podem trazer riscos institucionais e econômicos para o Brasil, na visão de alguns dos principais líderes do setor produtivo do país. Estes empresários evitam declarar em quem votarão e não traçam projeções sobre quem pode assumir a Presidência da República no ano que vem. Mas é consensual o pedido pela manutenção das reformas econômicas.

“Existem alguns radicalismos perigosos que podem representar um retrocesso para a agenda, seja ela institucional, seja econômica”, com impactos negativos também sobre a educação, segundo Pedro Passos, cofundador e conselheiro da Natura. Ele participou em São Paulo ontem do ‘Você muda o Brasil’, evento promovido por empresários, executivos e acadêmicos para discutir a situação do país. “É um momento de cuidado do Brasil, de fazer boas escolhas”, disse Passos.

Surgido em 2016, o grupo ‘Você muda o Brasil’ é um movimento sem conexões político-partidárias formado por “empresários e executivos de diferentes setores” e que tem como um de seus objetivos a renovação do Poder Legislativo, por meio do “voto consciente”. Os líderes do grupo “acreditam que tão relevante quanto a eleição do presidente da República será a renovação do Congresso Nacional”.

Além de Passos, participam do movimento Pedro Wongtschowski, do grupo Ultra; Walter Schalka, da Suzano; Luiza Trajano, da Magazine Luiza; Rubens Menin, da MRV; Jefferson De Paula, da ArcelorMittal; Paulo Kakinoff, da Gol Linhas Aéreas; Salim Mattar, da Localiza, e Betania Tanure, sócia-fundadora da consultoria BTA e membro do conselho de administração de diversas empresas. O grupo também se reúne para debater “ética, cidadania e os desafios do país”.

Durante a sua apresentação, Passos, da Natura, afirmou que o avanço da “agenda para eliminar os privilégios políticos na Previdência e simplificar os tributos” pode fazer a sociedade se sentir “mais representada na política”.

“Dependendo do resultado das eleições em outubro, teremos a possibilidade de retomar o crescimento do país. Por enquanto, estamos trabalhando duro”, afirmou ele, que pediu “instituições livres” e que dialoguem entre elas. “As balas de prata não são efetivas para resolver os problemas”, disse.

Para o empresário Walter Schalka, o Brasil vive um quadro pré-eleitoral “muito preocupante” justamente por causa da polarização ideológica e da ausência de “ideias concretas sobre como transformar” o país. Presidente da Suzano Papel e Celulose, ele fez a ressalva de que estava falando como “pessoa física”, e não como executivo.

“Estou preocupado com a polarização que o Brasil vive”, disse. “Acho [o quadro] muito preocupante, falta pouco tempo para a eleição e não se discute ideias concretas sobre como transformar o Brasil. Precisamos pensar sobre isso.”

Atualmente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) lideram a disputa pelo Palácio do Planalto, de acordo com os principais institutos de pesquisa. Com a impugnação da candidatura de Lula praticamente certa, a tendência é que o candidato petista seja o atual vice da chapa, Fernando Haddad.

Sem mencionar o nome de nenhum dos postulantes à Presidência, Schalka não declara em quem votará, mas não descarta tornar sua decisão pública até a eleição. Mesmo assim ele se disse apreensivo com a possibilidade de as reformas serem abandonadas. “Temos que ser reformistas, não otimistas “, afirmou. “Acho que o Brasil que está aí é um país que vai gerar um processo de descrédito muito grande. Nós temos que recuperar a confiança da população.”

“Convido todos a exercerem a convergência. É absolutamente claro que temos uma situação de crise econômica, social e política de forma simultânea”, afirmou Schalka.

Mesmo sem citarem nomes, os empresários defendem que parte das alterações necessárias passa pela substituição de algumas das “lideranças” que comandam o país. “Talvez possamos mudar o Brasil com as lideranças corretas”, segundo o presidente do conselho de administração da MRV Engenharia, Rubens Menin. “Estamos em um ciclo de representação em que lideranças tradicionais não dão mais conta do processo”, afirmou Passos. “É consenso que é preciso mudar o sistema político. Não dá para conviver com dezenas de partidos, muitos deles sem ideologia.”

Outros empresários também lamentaram a falta de propostas mais concretas e o acirramento das posições políticas.

“A preocupação com a qualidade da gestão é a primeira questão que não devemos esquecer na hora de votar”, disse o presidente do conselho de administração do grupo Ultra, Pedro Wongtschowski.

“O diálogo é o que conecta o país”, afirmou Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração da Magazine Luiza. “O Brasil não pode ser ‘nós contra eles’. Somos apenas nós”, reforçou Rubens Menin, da MRV.

No entanto, falando especificamente sobre o seu setor, Menin disse não ter nenhuma preocupação em relação ao futuro próximo da construção civil, independentemente do vencedor da eleição presidencial. “Já estivemos em contato com os candidatos. Tenho certeza de que a habitação é prioridade não só para o desenvolvimento econômico, mas também como questão social”, afirmou, citando a necessidade de construção de 1 milhão de moradias no Brasil a cada ano. Apesar das turbulências eleitorais, ele acredita que o setor terá um segundo semestre melhor do que a primeira metade deste ano.

Fonte: Valor

Empresariado está otimista para 2019

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 54% dos 822 entrevistados esperam um cenário econômico melhor para o próximo ano.

Os empresários dos setores de varejo e serviços estão otimistas com a economia para 2019, quando o país terá um novo presidente. Segundo o levantamento, 71% deles anseiam que a nova gestão promova mudanças em relação às diretrizes atuais.

Entre as prioridades mencionadas para o presidente que assumirá em 1º de janeiro, 52% destacam a redução de impostos e 34% a queda dos juros. Em terceiro lugar, aparece o combate à corrupção (28%), seguida da diminuição da burocracia (16%).

Para os próximos cinco anos, 37% dos empresários almejam mudanças no sistema tributário, tornando-o mais simples, transparente e eficiente. Já 36% desejam um país menos burocrático, que contribua para a atividade empreendedora, enquanto 31% querem políticas públicas que impulsionem o crescimento das empresas.

“O sistema tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo, o que provoca algumas distorções e desigualdades”, diz o presidente da CNDL, José César da Costa.

Problemas do País

Questionados sobre os principais problemas do Brasil que precisam ser resolvidos pelo próximo presidente, 52% dos empresários citaram a corrupção em primeiro lugar. A precariedade da saúde pública é mencionada em segundo lugar, por 36% dos entrevistados e a falta de educação básica aparece em seguida, com 33% das respostas.

Quanto às medidas esperadas para o ambiente empresarial, 87% afirmam que analisarão propostas que preveem estímulo ao desenvolvimento do varejo e serviços. Nessa linha, 93% concordam que o novo presidente deve fortalecer a produção nacional, 79% acreditam que a próxima gestão precisa priorizar a distribuição de renda, para aumentar o poder de compra do consumidor e 78% destacam políticas voltadas ao comércio internacional. Por outro lado, apenas 39% acham que o novo presidente da República deve intervir menos na economia.

“Os empresários estão atentos às propostas, principalmente de candidatos que tenham planos que contemplem mudanças essenciais e benéficas para a economia e o ambiente de negócios. A expectativa é de uma recuperação econômica mais efetiva, com a retomada dos investimentos”, comenta Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil.

Percepção das eleições

Sobre a disputa eleitoral, 41% respondem não estar nem pessimista, nem otimista. Outros 31% consideram-se pessimistas ou até muito pessimistas, sobretudo nas capitais (36%). Já 25% mostram-se otimistas ou muito otimistas, em especial no interior (27%). Entre os que estão pessimistas com as eleições, 64% apontam falta de opções de bons candidatos.

A maioria dos consultados afirmou rejeitar candidatos envolvidos em escândalos de corrupção (55%), enquanto 46% não desejam um candidato desonesto ou mentiroso.

Fonte: DCI

Decisão sobre frete deve sair depois das eleições

Relator das três ações de inconstitucionalidade contra a tabela de preços mínimos do frete, Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu ontem manter suspensas as decisões das instâncias inferiores sobre o assunto. A decisão foi tomada após mais de duas horas de audiência pública, no qual foram ouvidos representantes do governo, das empresas e dos caminhoneiros.

O tabelamento do frete foi uma das medidas aceitas pelo governo como moeda de troca para o fim da paralisação dos caminhoneiros, que durou 11 dias e provocou uma crise de abastecimento no País.

“Agora temos mais elementos”, disse o ministro, referindo-se a um posicionamento quanto ao mérito da questão. “Uma decisão se torna mais factível.” Ele, porém, não se comprometeu com datas. Limitouse a dizer que será “o mais breve possível.”

Para Fux, a audiência trouxe elementos suficientes para uma tomada de decisão. Mas ainda há etapas a cumprir. Ele não tomará a decisão sozinho. Pretende levar a questão ao plenário do STF para que os outros ministros também votem sobre o tema.

Segundo fonte da área jurídica, esse andamento empurra uma palavra final para depois das eleições. Provavelmente, para depois do segundo turno. Dessa forma, a Corte evita o risco de exploração política de um desfecho sobre esse tema delicado do ponto de vista social. Mais de uma vez, Fux mostrou preocupação com o risco de uma nova paralisação dos caminhoneiros.

Ontem, questionado sobre os apelos do setor produtivo, que pede uma decisão rápida , o ministro observou que, pelos relatos ouvidos, “as coisas estão andando naturalmente”.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos, Diumar Bueno, citou na audiência dados da Conab que apontam para uma “queda generalizada” no preço dos hortifrútis em junho. E um aumento de 26% nos embarques de soja no Porto de Santos. Em contrapartida, o diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Barcelos Lucchi, informou que o mercado futuro de soja está parado e que há atraso no embarque de fertilizantes, no momento em que começa o plantio da próxima safra.

Diante do conflito, Fux procura um meio-termo. “O juiz pode julgar o pedido procedente, improcedente ou parcialmente procedente”, disse. “Há uma solução intermediária também possível.”

Para o setor produtivo, porém, não pode haver acordo sobre a tabela porque ela é inaplicável e porque a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não tem condição de elaborá-la ou fiscalizá-la. “É impossível a construção dessa tabela”, disse o presidente da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut), Luís Baldez.

O diretor da ANTT, Marcelo Vinaud, disse que a agência contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para auxiliá-la na elaboração da nova tabela.

Fonte: O Estado SP
Redação On agosto - 28 - 2018
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