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Domingo, 19 de Agosto de 2018






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CNI diminui as projeções para o PIB e espera avanço de 1,6%

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) diminuiu as previsões para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e o PIB Industrial. As novas estimativas indicam que a economia crescerá 1,6% neste ano, um ponto percentual abaixo dos 2,6% previstos em abril. A CNI prevê também que o PIB industrial terá expansão de 1,8%, menos do que os 3% estimados em abril, Já os investimentos devem crescer 3,5%, o consumo das famílias aumentará 2% e a taxa de desemprego fechará o ano em 12,45%.
 A revisão está no Informe Conjuntural do segundo trimestre, divulgado ontem (26).O estudo destaca que o ambiente de incertezas e falta de confiança que impede a recuperação da atividade só mudará com a definição do quadro eleitoral e de um programa efetivo de ajuste fiscal. “O principal desafio é o equacionamento do déficit público, que se mantém em torno de 2% do PIB desde 2015”, diz a CNI. O informe lembra, ainda, que o endividamento bruto do setor público alcançou 77% do PIB em maio deste ano.
O déficit fiscal e a dívida pública crescentes mostram que o próximo governo terá de fazer um grande esforço para equilibrar as contas. “A reforma da Previdência é crucial para esse esforço, mas não é por si suficiente”, alerta a CNI. “São necessárias medidas adicionais de contenção do crescimento dos gastos obrigatórios, como o com o pessoal e outros programas, de modo a assegurar o cumprimento das metas fiscais constitucionais – o teto dos gastos e a regra de ouro –, além da meta do resultado primário”, recomenda a representante das indústrias.
A instituição destaca ainda que a greve dos caminhoneiros afetou o ritmo de recuperação da economia, que já estava aquém do esperado, e atingiu a confiança dos empresários e dos consumidores. Embora a indústria tenha recuperado em junho parte das perdas provocadas pela interrupção dos serviços de transportes, os efeitos da greve continuam prejudicando a atividade. “O aumento do pessimismo, tanto dos empresários como dos consumidores, pode não ser transitório.

Fonte: DCI

 

 

 

 

 

Crédito do BNDES para indústria é o pior da história

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a indústria atingiram o menor patamar da série histórica no primeiro semestre deste ano. Nos 12 meses encerrados em junho, os empréstimos para o setor fabril ficaram em R$ 13,49 bilhões. Em maio o resultado nesse tipo de comparação havia sido ainda pior, chegando a R$ 13,22 bilhões – o menor valor dos 23 anos da série histórica, em números já corrigidos pela inflação. Economistas indicam que pelo menos parte desse financiamento vêm sendo substituído pelo setor privado, embora discordem sobre a magnitude e as consequências dessa substituição.

Em boxe divulgado no último Relatório de Inflação, o Banco Central (BC) analisou empresas de todos os setores que realizaram “operações expressivas” com o BNDES nos últimos quatro anos e meio. Segundo a autoridade monetária, o endividamento desse grupo com o órgão de fomento recuou R$ 86,3 bilhões entre dezembro de 2016 e maio deste ano. Os financiamentos com os mercados externo e de capitais, por sua vez, cresceram respectivamente R$ 101,7 bilhões e R$ 21,2 bilhões no mesmo período.

“Simultaneamente, verifica-se crescimento de aproximadamente 7% dos recursos captados fora do SFN [sistema financeiro nacional, que no caso exclui os mercados externo e de capitais] pelo grupo selecionado em 2017 em relação a 2016”, diz o BC. No acumulado de 12 meses até maio deste ano, houve alta de 18,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para o Banco Central, o resultado pode ser explicado mais pela aproximação dos custos nos mercados de capitais e externo com os custos do BNDES do que pela “insuficiência de demanda por recursos” do órgão de fomento.

Desde o dia 1º de janeiro, a Taxa de Longo Prazo (TLP), mais próxima das condições de mercado, substituiu a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), decidida pelo governo federal, como principal balizadora dos empréstimos do BNDES. Também houve, desde a gestão de Maria Silvia Bastos, redução de outros subsídios concedidos pelo banco. “Está mais vantajoso captar no mercado de capitais”, diz Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra.

Nelson Rocha Augusto, presidente do Banco Ribeirão Preto, afirma que a queda de desembolsos do BNDES vem sendo “mais do que compensada pelo mercado de capitais”, movimento considerado por ele “extremamente saudável”.

Levando em conta todos os setores da economia, as emissões de debêntures mais do que dobraram entre o primeiro semestre deste ano e do ano passado, saltando de R$ 29,5 bilhões para R$ R$ 60,5 bilhões. Rocha Augusto calcula que a emissão de debêntures deve superar o recorde de R$ 95,9 bilhões registrado em 2007.

Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) compilados pelo Valor mostram que a emissão de debêntures da indústria somaram R$ 4,65 bilhões no ano passado. Neste ano, esse valor já foi superado apenas no primeiro semestre, atingindo R$ 4,72 bilhões.

De acordo com Rocha Augusto, há três motivos para o crescimento recente do mercado de capitais. São eles: a implantação da TLP; a diminuição de outros subsídios do BNDES, que “empurram o mercado de capitais para fora” do financiamento às empresas, fenômeno conhecido como crowding out; e a natureza das emissões feitas pelo próprio mercado de capitais, mais “alinhadas às necessidades” das companhias do que as emissões feitas pelo próprio BNDES.

O mercado externo também vem atendendo parte dessa demanda por financiamento. No mesmo boxe, o BC destaca que, entre as indústrias de transformação acompanhadas, a captação de recursos no SFN caiu R$ 34,5 bilhões entre dezembro de 2016 e maio deste ano. Ao mesmo tempo, os financiamentos pelos mercados externo e de capitais cresceram respectivamente R$ 83,9 bilhões e R$ 2,8 bilhões.

Mesmo quem coloca na conta do BNDES alguma responsabilidade pela queda dos desembolsos admite que o setor privado vem suprindo parte da demanda por crédito. “Há sinais de que o mercado de capitais atuou nessa direção”, diz Julio Gomes de Almeida, diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). “Mas essa substituição não acontece em um estalar de dados.”

Ele afirma que três fatores principais vêm diminuindo a demanda por empréstimos do BNDES: o encarecimento do crédito por parte do banco de fomento; a duração e a magnitude da recessão, que deixaram as empresas em situação delicada para investir; e as incertezas eleitorais.

Espécie de termômetro para essa demanda por empréstimos, as consultas da indústria ao BNDES também estão nos menores níveis históricos. Desde o fim de 2014, elas andam praticamente juntas com os empréstimos, indicando que a retração nos desembolsos também reflete uma queda na demanda por recursos.

Em comparações mais recentes, os desembolsos para o setor mostram alguma recuperação, ainda que pouco disseminada. Entre o primeiro trimestre e o segundo trimestre, os empréstimos ao setor quase dobraram (95%). Mas esse crescimento foi puxado por dois segmentos: celulose (alta de 463%) e materiais de transporte (349%). Retirados esses dois setores, houve queda.

“Já está havendo alguma melhora dos investimentos”, diz Almeida, do Iedi, “principalmente” aqueles ligados ao Finame, linha para a compra de máquinas e equipamentos. “As empresas que conseguiram se segurar depois de cinco anos de crise estão recomeçando a tirar da gaveta algum projeto.”

Mesmo assim, ele faz críticas “à velocidade e à intensidade” das mudanças recentes do BNDES. “Não queremos os subsídios de volta. Mas poderia haver exigências mais flexíveis de garantias, financiamentos mais rápidos para grandes empresas com ratings bons, por exemplo”, diz.

Fonte: Valor

Recuperação de crédito cresce 1,6%

Dados do Indicador de Recuperação de Crédito mensurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em todo o País, mostra crescimento de 1,6% em junho, considerando os últimos 12 meses.

O resultado ficou abaixo do registrado no mês anterior (2,2%), mas ficou acima do observado nos períodos mais agudos da crise, quando houve uma queda da recuperação de crédito.

Ainda que o volume de pessoas que pagaram as dívidas atrasadas tenha aumentado em junho passado, a quantidade de inadimplentes no País segue avançando. E a principal razão para esse cenário são as novas inclusões nos sistemas de proteção ao crédito. Ou seja, se por um lado algumas pessoas vêm quitando suas pendências financeiras, por outro há os que ingressam ou retornam ao cadastro de devedores.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados refletem a tímida retomada da economia, que ainda não foi suficiente para reduzir o desemprego. “A recuperação iniciada no último ano não foi suficiente para que o brasileiro observasse a evolução de sua renda ou a queda do desemprego. A situação das famílias ainda é de aperto e, apesar do aumento de consumidores que recuperaram o crédito, o ingresso de novos inadimplentes fez o número de negativados aumentar. Desta forma, a inadimplência só deve recuar na medida em que a oferta de empregos volte a crescer, assim como a renda da população”, ressalta a economista.

Diferenças regionais

Entre as regiões que apresentaram maior crescimento das recuperação de crédito, o Centro-Oeste é destaque no mês de junho, com 7,73%. O Sudeste apresentou alta de 0,67% e já no Nordeste houve queda de 0,33%, enquanto Sul e Norte apresentaram recuos ainda mais acentuados de, respectivamente, 7,64% e 9,42%.

Do total de devedores que recuperaram crédito no mês passado, a maior parte (45%) tem entre 30 e 49 anos. Outros 12% estão na faixa de 18 a 29 anos e 13% possuem idade acima de 65 anos. A faixa intermediária, entre 30 e 49 anos, concentra os inadimplentes. O indicador aponta ainda que 53% dos que recuperaram o crédito são do sexo feminino e 47%, do sexo masculino.

Fonte: DCI

Equipe econômica aposta em alta de 1% no PIB do 3º tri

A recuperação de alguns indicadores de atividade econômica em junho não será suficiente para evitar que o crescimento no segundo trimestre fique próximo de zero. Porém, o chamado “carregamento estatístico” deve garantir que no terceiro trimestre o Produto Interno Bruto mostre expansão acima de 1% ante o trimestre anterior, feito o ajuste sazonal. Essa é a avaliação da equipe econômica, que acredita ainda que não há hipótese de o PIB crescer menos do que 1% neste ano. Na semana passada, o governo cortou a projeção de alta do PIB em 2018 de 2,5% para 1,6%.

Para os técnicos do governo, a paralisação dos caminhoneiros afetou fortemente a atividade em maio, mas foi algo pontual. Tanto que indicadores antecedentes como tráfego de veículos pesados nas rodovias pedagiadas, venda de papelão ondulado e produção de veículos mostraram recuperação forte em junho.

Para comprovar esse diagnóstico, os técnicos fizeram, a partir do comportamento dos indicadores do mês passado, cenários que mostram que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma espécie de prévia do PIB, tende a cair entre 0,3% e 0,9% no segundo trimestre, ante o primeiro. Porém, o desempenho individual de junho influenciaria uma variação positiva estimada entre 1,1% e 2,4% no terceiro trimestre. Isso quer dizer que o mês deixaria um carregamento estatístico desta ordem e, se atividade se mantiver estável entre julho e setembro, ainda assim haveria um aumento.

“O segundo trimestre terá crescimento próximo de zero. Mas o terceiro terá um número acima de 1%. Isso já garante um PIB acima do que foi apurado ano passado. Em 2018, a gente vai crescer acima de 1,3% só com essa volta do terceiro trimestre”, afirmou um técnico do governo.

A estimativa da equipe econômica para o período é um pouco mais otimista que a do mercado. A mediana das estimativas de analistas para o PIB do segundo e do terceiro trimestre é de crescimento de 1,2% e 1,6% sobre iguais períodos do ano passado, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. Essas altas equivaleriam a cerca de 0,4% e 0,9%, na série com ajuste sazonal.

“A paralisação foi um evento muito importante. Afetou a atividade econômica, mas a volta foi muito rápida. As pessoas não estão reparando a importante volta que tivemos em junho e isso faz com que o terceiro trimestre parta de um nível bem mais alto”, ressaltou o técnico do governo. “Estamos conversando com os analistas e poucos viram esse movimento”, complementou.

Recentemente, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk, disse que a paralisação dos caminhoneiros afetou o crescimento da economia neste ano em 0,2 ponto percentual, e que o aperto nas condições financeiras retirou mais 0,7 ponto percentual do PIB. O secretário, contudo, reforçou que a economia viveu em junho uma recuperação em “V”, após despencar em maio.

No início do ano, a equipe econômica projetava crescimento econômico de 3% para 2018. Mas a estimativa foi reduzida aos poucos, com a deterioração das condições financeiras provocada pelas incertezas no mercado internacional e internas. A projeção do governo para o crescimento foi reduzida, na semana passada, de 2,5% para 1,6% neste ano, e de 3,3% para 2,5% no caso de 2019.

A deterioração das condições financeiras (risco-país e taxa de câmbio), principalmente a partir de abril, além do cenário externo, ocorreu porque os investidores e analistas de mercado têm dúvidas sobre o comprometimento do próximo presidente com a aprovação de reformas, como a da Previdência.

Segundo o técnico, todas as incertezas eleitorais, junto com a greve dos caminhoneiros, provocaram forte perda de confiança e, se isso não for revertido, poderá afetar o crescimento no fim deste ano ou início de 2019. Isso porque a piora da confiança do consumidor e dos empresários tem efeito defasado na economia, de três a seis meses.

Sobre o desempenho do mercado de trabalho, que se enfraqueceu, os técnicos agora estão debruçados sobre os dados do Ministério do Trabalho. Em junho houve fechamento líquido de 661 vagas com carteira assinada. Foi o primeiro mês com saldo negativo em 2018, contrariando as estimativas do mercado de criação líquida de 46,6 mil vagas, segundo economistas ouvidos pelo Valor. “O número veio abaixo do que a gente esperava. Estamos analisando isso”, disse fonte da área econômica.

FOnte: Valor

Redação On julho - 27 - 2018
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