Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Domingo, 19 de Agosto de 2018






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Greve afetou a demanda de bens industriais

Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente (CA) de Bens Industriais mostra recuo de 8,3% em relação a abril

A amplitude da paralisação dos transportes em fins de maio foi a principal responsável pela queda da demanda de bens industriais naquele mês. É o que aponta o Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente (CA) de Bens Industriais, mostrando recuo de 8,3% em relação a abril e de 3,7% entre os trimestres março a maio de 2017 e de 2018.

O indicador de consumo aparente é definido como a produção industrial doméstica líquida de exportações e acrescida de importações. O crescimento das importações evitou uma queda do índice semelhante à exibida em levantamento do IBGE, que registrou recuo de 10,9% na produção industrial entre abril e maio de 2018.

Na comparação entre maio de 2017 e maio de 2018, houve queda de 6,4% no consumo aparente de bens industriais, mas, na comparação em 12 meses, o porcentual apurado pelo Ipea ainda é positivo em 3,9%.

A pesquisa do Ipea mostra a queda generalizada da demanda, ainda mais intensa nos segmentos de bens de capital e de bens de consumo durável, que caíram, respectivamente, 14,6% e 22,6% entre abril e maio, na comparação com ajuste sazonal.

Poucos setores escaparam, em maio, da diminuição do consumo aparente, como a indústria extrativa, produtos de fumo e coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis. As comparações em 12 meses ainda mostram que a maioria dos setores está no campo positivo, mas em ritmo bem menor do que o de abril.

Os dados recentes do Ipea confirmam outras pesquisas do mesmo instituto evidenciando as dificuldades de recuperação do setor industrial. É o caso do indicador de investimentos, que apresentou um recuo de 11,3% entre abril e maio, na série com ajuste sazonal. O recuo mais intenso foi registrado no item máquinas e equipamentos, em queda de 14,6% no mês. O indicador de investimentos na construção civil cedeu 11,5% no período.

As dificuldades da indústria e a diminuição dos investimentos foram tão intensas que os efeitos negativos não deverão se limitar ao bimestre maio/junho, segundo empresários e analistas econômicos. Um dos aspectos mais graves é o da repercussão dos problemas sobre o mercado de trabalho.

Os efeitos da greve do transporte recaem, assim, não só sobre indicadores da atividade econômica, mas sobre os trabalhadores menos qualificados, que não têm como se defender.

Fonte: Estadão

Diário Oficial publica o Programa Rota 2030, com incentivos ao setor automotivo do País

 O Presidente da República Michel Temer assinou, no dia 5 de Julho de 2018, em cerimônia no Palácio do Planalto, a MP (medida provisória) que autoriza o novo regime automotivo brasileiro, o Rota 2030 Mobilidade e Logística. O programa trata-se de um incentivo às montadoras e também de um conjunto de regras que as fabricantes terão que seguir para poderem usufruir de tais estímulos, incluindo melhoria no consumo de combustível dos carros e aumento da segurança.

Plano do Rota 2030

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – Mdic – o regime fora dividido em três ciclos de investimentos pelos próximos 15 anos.

O plano já era para ser implementado no início de 2018, porém houve um atraso por conta de um impasse entre a Fazenda e o Mdic. Por ser uma Medida Provisória, o Rota 2030 só vai operar efetivamente após ser publicado no Diário Oficial da União. A MP deve ser aprovada pelo Congresso Nacional, em até 120 dias, sob o risco de perder a validade.

Objetivos do Rota 2030

A principal meta deste novo programa é a concessão de R$ 1,5 bilhão, ao ano, de crédito tributário à indústria como um todo, no caso de as montadoras participantes do programa investirem, ao menos, R$ 5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento (anualmente). Trata-se de um valor muito similar ao oferecido no plano anterior, encerrado em 2007, o Inovar Auto.

Do total investido, cada empresa deverá receber crédito equivalente a 10,2%, o que poderá ser usado no abatimento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) e do Imposto de Renda. Maiores informações acerca do programa ainda serão divulgadas, mas alguns outros objetivos já foram adiantados pelo Governo:

• Desempenho Estrutural: Os carros deverão incorporar as tecnologias chamadas “assistivas à direção”, que ajudam o motorista no momento da condução, até 2027;
• Etiqueta Veicular: Os veículos comercializados no país contarão com etiquetas que informarão de forma mais clara ao consumidor a eficiência energética e os equipamentos de segurança instalados;
• Eficiência Energética: As montadoras terão a obrigação de manter a meta de eficiência energética do Inovar Auto (programa anterior) e deverão superar esse patamar em 11% até 2022, diminuindo o consumo de combustível e a emissão de gazes poluentes dos carros.

Maior incentivo aos carros elétricos

O presidente também assinou o decreto que deve reduzir o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos elétricos e híbridos – que possuem um motor elétrico e outro a combustão. A medida também havia sido anunciada no começo do ano.

A alíquota deixará de ser de 25% para variar em uma faixa que vai de 7% a 20%, e pagarão o menor percentual aqueles veículos que tiverem maior eficiência energética. Para os motores a combustão (regulares) não há redução de IPI prevista. Apenas com a divulgação desse ato, a repercussão no mercado nacional e internacional será extraordinária.

Atualmente já é possível publicar nos meios de comunicação oficiais do Governo, o Diário Oficial da União, dos Estados e dos Municípios. Através de agência de publicidade legal, atas, editais, informativos e outros documentos são publicados de forma prática e segura.

Fonte: Terra

Brasil aposta em mercado do Paraguai para expandir indústria automotiva

A indústria automotiva brasileira realiza uma forte aposta no Paraguai, país onde pretende colocar unidades novas por um custo abaixo dos US$ 10 mil (R$ 39 mil), o que ajudaria a reduzir o peso dos carros usados importados por meio de vários tipos de leilão online do Japão e da Coreia do Sul.
Os modelos que serão enviados ao país vizinho incluem o Kwid, da Renault, o Mobi, da Fiat, o Ka, da Ford, e o Onix, da Chevrolet, e devem contar com todos os benefícios da garantia de cinco anos dada no Brasil. Em dezembro, o Banco Nacional de Paraguay anunciou um programa em que oferece 60 meses de crédito para pagar um veículo novo sem nenhuma taxa de juros. A expectativa é que, até o final de 2018, até 10 mil automóveis novos sejam vendidos.

O diretor do Centro Empresarial Brasil-Paraguai, Wagner Weber, que ajudou nas tratativas entre os dois governos, acredita que o acordo vai ampliar a liderança das fabricantes brasileiras já possuem na região, desbancando as sul-coreanas e japonesas. Entre janeiro e outubro do ano passado, as exportações de veículos feitos no Brasil em direção ao Paraguai – incluindo VUCs, caminhões e ônibus – cresceram 236% em relação ao mesmo período de 2016, segundo a entidade.

Segundo o governo paraguaio, o mercado do país consome cerca de 80 mil automóveis por ano – 60% deles são importados do Japão e da Coreia e chegam já usados por antigos donos desses países. O negócio, porém, gerou um debate jurídico no país: enquanto a Suprema Corte paraguaia permitiu a compra desses veículos – que viajam de navio por meses até o Chile, de onde são entregues aos compradores no Paraguai –, o governo quer acabar com as vendas para renovar a frota.

Uma das políticas implantadas para encerrar os trâmites com os asiáticos é promover a venda de carros 0km com os mesmos preços dos praticados pelas revendedoras japonesas e sul-coreanas. O mesmo ocorreu alguns anos atrás na Bolívia e no Peru, onde a frota segue praticamente toda feita de carros de segunda mão da ilha nipônica.

Para Weber, o acordo entre Brasil e Paraguai é vantajoso dando para os consumidores do país vizinho quanto para as fabricantes brasileiras: enquanto os primeiros terão parcelas de cerca de R$ 460 por mês por veículos com uma longa garantia, a indústria vai receber uma nova demanda. Ele revelou que o próximo objetivo é assinar outro acordo – semelhante ao que o Brasil possui com o México e com a Argentina – em que as fabricantes brasileiras terceirizaram a produção de peças no Paraguai.

“Existe uma indústria metalúrgica bastante interessante no Paraguai que consome 500 mil toneladas de aço por ano e 400 mil de alumínio, mas não temos selos para peças pequenas. Com esse acordo e a possível instalação de uma montadora no nosso país, se poderá atrair cada vez mais empresas do setor de peças”, disse ele ao ABC Color.

A frota paraguaia hoje possui dois milhões de carros e outras duas milhões de motocicletas. O último censo do governo revelou que quase 70% das casas possuem veículos próprios, índice que está acima de muitas regiões da América do Sul. Até 2015, a maior parte da importação de veículos do Paraguai era oriunda da Coreia do Sul, da China e, em seguida, do Brasil, No ano seguinte, porém, as fabricantes brasileiras tomaram a dianteira.

Fonte: 24 Horas News

Confiança da indústria fica estável em julho, a 100,1 pontos, afirma FGV

A confiança da indústria ficou estável em julho, a 100,1 pontos, após ter sofrido queda de 1,0 ponto no mês anterior, aponta o Índice de Confiança da Indústria, da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta sexta-feira, 27. O patamar é o menor desde janeiro deste ano, quando havia marcado 99,4 pontos. Já na média móvel do trimestre encerrado em julho, foi verificado um recuo de 0,3 ponto, para 100,4 pontos.
A coordenadora da sondagem, Tabi Thuler Santos, explica que a confiança do setor vem oscilando em 2018 “em torno do nível neutro de 100 pontos”. “A sondagem de julho adiciona a essa apatia a piora nas expectativas de contratação e o aumento da ociosidade, sinalizando continuidade do quadro de recuperação lenta e gradual da economia brasileira”, comenta em nota. Ainda assim, a dissipação dos efeitos da greve dos caminhoneiros sobre os estoques foi um fator que contribuiu para sustentar o indicador, diz a pesquisadora.
 “A melhora das avaliações sobre a situação atual decorre principalmente da normalização dos estoques após o acúmulo em virtude da interrupção dos serviços de transporte de carga ao final de maio”, complementa. De 19 segmentos industriais pesquisados, 11 apresentaram aumento da confiança, enquanto outros oito registraram queda. O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 3,9 pontos, para 99,0 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu iguais 3,9 pontos, para 101,1 pontos.
A maior influência de alta no ISA foi justamente a normalização dos níveis de estoques. A parcela de empresas com estoques além do necessário caiu de 12,8% para 7,6%, próximo ao verificado em maio (7,9%). Ao mesmo tempo, o porcentual de empresas com estoques abaixo do desejado ficou praticamente estável, passando de 4,5% para 4,3%. Pelo lado das expectativas, a piora foi puxada principalmente pelo componente de contratações. O indicador de evolução do pessoal ocupado nos três meses seguintes caiu expressivos 11,7 pontos, para 95,6 pontos, no menor nível desde janeiro (93,5 pontos). Caiu a parcela de empresas que prevê aumento do quadro de funcionários, de 22,7% para 17,4%, ao mesmo tempo em que aquelas que esperam reduzir o quadro saltou de 12,1% para 15,0%.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) caiu pelo segundo mês consecutivo. Foi apurado recuo de 0,5 ponto porcentual, para 75,7%. Este é o menor nível desde fevereiro, relata a FGV.A edição de julho de 2018 da pesquisa coletou informações de 1.059 empresas entre os dias 2 e 25 deste mês. A próxima divulgação da Sondagem da Indústria ocorrerá em 28 de agosto e a prévia será anunciada dia 21 de agosto.

Fonte: O Estado de São Paulo

52% das construtoras já repensam operações

Após atravessar a crise, empreiteiras admitem que é necessário revisar estrutura organizacional, calendário de obras e fornecedores para aproveitar o próximo ciclo de crescimento da construção

A crise que atingiu o Brasil nos últimos anos foi fator determinante para evidenciar a falta de planejamento organizacional de construtoras de todos os portes. Agora, com o pior da recessão ficando para trás, cerca de 52,2% das empreiteiras admitem que rever o estrutura, reorganizar negócios e rearranjar obras em andamento é o único caminho para voltar a crescer.

O dado faz parte de um levantamento realizado pela Sienge, plataforma desenvolvida para atender às necessidades de gestão e operações das empresas que atuam no segmento de construção civil. Segundo o estudo, uma demanda em comum se sobressaiu: “A maior dificuldade ainda está na falta de organização do negócio”, diz o gerente de Marketing do Sienge, Guilherme Quandt.

De acordo com ele, para poder implementar uma reestruturação, é preciso ter visibilidade sobre o negócio como um todo, “acompanhando os principais indicadores e também olhando de perto os custos das obras em andamento”, descreve.

De acordo com o levantamento, entre as maiores preocupações dos empresários deste ramo estão a redução de custos (30,8%) e o aumento nas vendas (15,39%). Outro indicador importante diz respeito ao uso de tecnologia da informação: 74,15% contam com planilhas para gerenciar o negócio, enquanto uma parcela menor (16,74%) utiliza algum tipo de software de gestão para estruturar operações.

“As conclusões do estudo realizado pelo Sienge demonstram que as empresas da construção estão preocupadas em organizar-se para voltar a crescer, no entanto, em sua maioria, ainda não conta com as ferramentas de gestão necessárias”, ressalta.

Mercado mais maduro 

Com mais de 500 mil de postos de trabalho perdidos entre 2014 e 2017, o setor da construção civil passa por uma ‘peneira’ também quando o assunto é número de empresas. Segundo estimativa do IBGE, só em 2016, mais de quatro mil empresas de construção foram fechadas, e morosidade para se adaptar ao novo cenário econômico foi um dos motivos para este resultado. “Boa parte das construtoras de pequeno e médio porte adota uma postura menos pragmática e mais emocional, e na crise essa cultura expõe uma fragilidade financeira que pode culminar em falência”, contou o professor de gestão empresarial e especialista no ramo de infraestrutura e construção, Josué Carlos Martinez.

Uma das formas de evitar que a volatilidade econômica seja fatal para a empresa, diz o executivo da Sienge, é o uso de ferramentas tecnológicas para facilitar o entendimento do mercado como um todo e preparar os empresários para mudanças no mercado.

“A tecnologia é fundamental para que o gestor acompanhe os principais indicadores do negócio no dia a dia, consiga identificar gargalos e perdas, e possa tornar o negócio mais eficiente e rentável.”

Volta por cima

A busca de construtoras por reorganizações operacionais também foi sentida na LCC Auditores e Consultores. Segundo Marcello Lopes, um dos sócios da companhia, as pequenas e médias estão “arrumando a casa” e se preparam para atender demanda na área comercial a partir de encomendas de grandes grupos.

De acordo com ele, nos últimos seis meses, a LCC atendeu 13 construtoras. As principais demandas estavam relacionadas a revisão da estrutura organizacional e funcional para melhores práticas de governança corporativa e o atendimento das políticas de compliance das contratantes.

Além de se preparar para a retomada do mercado, ele cita que muitas empresas também passam por esse processo para possíveis operações de fusão e incorporação “Permitindo melhor análise da empresa, identificando, antecipando e corrigindo possíveis problemas que possam afetar diretamente o valor a ser atribuído a esta companhia em qualquer operação a ser realizada.”

Fonte: DCI

Redação On julho - 27 - 2018
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