Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018






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A indústria nacional do aço encerrou o primeiro semestre deste ano com resultados que confirmam sua trajetória de recuperação gradual, depois de três anos vivendo a pior crise da sua história. Porém, os números positivos também refletem a fraca base de comparação com os mesmos meses de 2017. Neste confronto, a produção do parque cresceu 2,9%, as vendas internas tiveram alta de 9,9% e o consumo aparente aumentou 9,3%. Por outro lado, em volume, as exportações caíram 5,7% e a entrada de produtos de aço estrangeiros no País aumentou 5,6%.

“O setor vem se recuperando da pior crise que passou no Brasil, mas a base de comparação é deprimida, muito fraca. Então, temos que relativizar este crescimento”, afirmou o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil (Aço Brasil), Marco Polo de Mello Lopes, ontem, durante encontro com jornalistas para divulgação dos resultados do setor no primeiro semestre, em São Paulo (SP).

Lopes lembrou que a greve dos caminhoneiros, na última semana de março, impactou o setor e também freou uma recuperação mais consistente. Segundo ele, o parque siderúrgico brasileiro sofreu perdas de R$ 1,1 bilhão com a paralisação de equipamentos, como altos-fornos, aciarias e laminações. Se considerados os reflexos das medidas tomadas pelo governo federal em comprometimento para o fim da paralisação, a perda é ainda maior.

Uma das medidas foi o tabelamento do preço do frete, que nas contas do Aço Brasil impõe perdas de R$ 1,8 bilhão para o setor neste ano. Outra medida foi a redução da alíquota do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) de 2% para 0,1%, com impacto estimado em R$ 400 milhões somente em 2018. Com isso, o impacto total da greve foi de R$ 3,3 bilhões.

“Em uma economia de mercado, quando se fala em tabela de frete, o impacto vai para a economia como um todo. E para fechar a conta do que o governo (federal) se comprometeu com os caminhoneiros, o Executivo trouxe o Reintegra de 2% para 0,1%. O setor passa pela pior crise da sua história, está saindo de maneira gradual, mas foi muito impactado pela greve dos caminhoneiros”, disse o presidente do Aço Brasil.

Balanço – De acordo com a entidade, a produção nacional de aço bruto no primeiro semestre somou 17,1 milhões de toneladas contra 16,7 milhões de toneladas nos mesmos meses de 2017, alta de 2,9%. No mesmo confronto, as vendas internas chegaram a 8,8 milhões de toneladas de aço sobre 8 milhões de toneladas, com crescimento de 9,9%.

As exportações, sob reflexo das ações de protecionismo tomadas mundo afora desde que os Estados Unidos anunciaram que taxaria o aço importado pelo país, em março, caíram 5,7%, em volume, nos seis primeiros meses deste ano frente ao mesmo intervalo de 2017. Já as importações aumentaram 5,6%, e o consumo aparente, puxado pelas vendas internas, teve elevação de 9,3%, em igual confronto.

INSTITUTO REVISA PROJEÇÕES PARA BAIXO

Em um cenário de excesso mundial de capacidade de aço da ordem de 545 milhões de toneladas, mais da metade na China, aumento do protecionismo em importantes mercados para a siderurgia nacional e ociosidade do parque nacional de 32%, o Instituto Aço Brasil (Aço Brasil) revisou, para baixo, todas as projeções para o setor neste ano.

Antes, para 2018, o Aço Brasil previa um crescimento de 8,6% na produção nacional de aço bruto sobre 2017. Agora, a entidade revisou para uma alta equivalente à quase a metade (4,6%) da previsão anterior. Para as vendas internas, a projeção era de elevação de 6,6% e passou para aumento de 5%. No caso do consumo aparente, a previsão inicial era de um crescimento de 6,9%, mas o índice foi revisado para uma alta de 4,9%.

O vice-presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil, Sergio Leite, explicou que a indústria siderúrgica brasileira está sofrendo com medidas protecionistas tomadas mundo afora, especialmente desde março, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a taxação do aço importado pelo país.  “Na previsão anterior não tínhamos esse cenário da elevação do protecionismo no mundo, além do excedente de capacidade”, pontuou.

“Esse é o pano de fundo do nosso negócio. A guerra de mercado no mundo do aço, que tem como cenário o excesso de capacidade mundial, começou com o exagero de subsídios na China. Quando os Estados Unidos aplica sobretaxas ao aço e alumínio importados começam os movimentos protecionistas em todo o mundo, com salvaguardas na Europa e em vários outros mercados. Porém, constatamos que na América Latina não há movimentos no sentido de se defender”, analisou Leite, descartando o risco de inundação de produtos na China no mercado brasileiro.

Fonte: Diário do Comércio

Redação On julho - 27 - 2018
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