Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

China investiga dumping nas importações de aço inoxidável de Indonésia, UE, Japão e Coreia do Sul

A China abriu investigação antidumping nesta segunda-feira sobre as importações de aço inoxidável no valor 1,3 bilhão de dólares, inclusive de uma usina chinesa de capital fechado com operações no exterior, após reclamações de danos à indústria local.

O Ministério do Comércio afirmou que a investigação terá como alvo importações de lingotes de aço inoxidável e chapas e folhas de aço inoxidável laminadas a quente da União Europeia, Japão, Coreia do Sul e Indonésia, que quase triplicaram em 2017.

A ação ocorre após uma queixa apresentada pela Shanxi Taigang Stainless Steel, com apoio de outras quatro usinas estatais, incluindo a divisão de aço inoxidável da Baosteel, que culpou as importações baratas pela queda nos preços, disse a empresa.

A China produz e consome cerca de metade do aço inoxidável do mundo, material usado para proteger edifícios, transportes e embalagens contra erosão.

Embora a denúncia tenha como alvo oito produtores estrangeiros, inclui também várias empresas chinesas, incluindo a unidade na Indonésia de um dos maiores produtores mundiais, a Tsingshan Stainless Steel, e 19 traders que importam produtos.

Algumas empresas chinesas privadas abriram ou começaram a construir fábricas na Indonésia nos últimos anos, aproveitando os abundantes recursos de níquel e o baixo custo de produção.

Uma parte significativa da nova produção foi vendida na China, dizem analistas.

O rápido aumento das importações prejudicou o mercado chinês, de acordo com a queixa apresentada pela empresa Shanxi Taigang e divulgada com o documento do Ministério do Comércio.

Quase dois terços das importações de inox da China vieram da Indonésia no ano passado, acima dos 5 por cento em 2016 e zero em 2015, de acordo com a denúncia. O volume importado da Indonésia subiu para 86 por cento no primeiro trimestre.

Os preços dos produtos de aço inoxidável importados caíram 23 por cento, para 1.867 dólares a tonelada em 2017, em comparação a 2.436 dólares um ano antes.

“Se permitirmos que esses produtos continuem a entrar no mercado chinês com preços baixos e conquistem mais participação de mercado, as vendas de produtos domésticos da China continuarão a cair”, diz a reclamação.

As empresas europeias alvos da investigação incluem Acerinox, da Espanha, Outokumpu Oyj, da Finlândia, e Aperam, com sede em Luxemburgo.

Entre as empresas japonesas estão a Nindhin Steel, a Nippon Steel & Sumitomo Metal e a JFE Steel. A siderúrgica PT Jindal Stainless da Indonésia e a sul-coreana Posco 005490.KS também estão listadas.

Fonte: Reuters

Futuros do aço voltam a subir na China com receios sobre oferta

Os contratos futuros do aço na China fecharam em alta pela terceira sessão em quatro nesta segunda-feira, em meio a preocupações com a oferta restrita, já que o polo produtor de Tangshan deu início a seis semanas de mais cortes de produção.

Tangshan, sede de dezenas de siderúrgicas privadas, ordenou às unidades que aprofundem os cortes de produção de 20 de julho até 31 de agosto.

O governo não instruiu as fábricas a reduzir a produção emcerta quantidade, mas duas siderúrgicas disseram à Reuters que fecharam 50 por cento da capacidade de sinterização e 30 por cento da capacidade em altos-fornos.

Os futuros do vergalhão fecharam em alta de 0,8 por cento, a 4.011 iuanes (592,30 dólares) por tonelada, depois de ganharem 4,7 por cento na semana passada, o maior ganho semanal desde o início de junho.

“As restrições da China à produção de aço provavelmente irão garantir às siderúrgicas domésticas que as margens continuem altas”, disse a agência de risco Fitch em um comunicado.

Os futuros do minério de ferro na Bolsa de Dalian subiram 1,2 por cento, para 475 iuanes por tonelada.

Fonte: Reuters

Arcelor vai investir R$ 574 milhões e gerar mil empregos

Obras irão acontecer na coqueria e no sistema de despoeiramento do basculamento da escória e o objetivo é reduzir a emissão de poluentes

Duas obras da ArcelorMittal Tubarão, indústria de aço localizada na Serra, vão gerar cerca mil vagas de emprego nos setores de automação, metalmecânico e elétrico. O investimento da empresa será de R$ 574 milhões e uma das obras deve iniciar no último trimestre de 2018 e a outra em 2019.

De acordo com a assessoria de imprensa da Arcelor, serão contratados engenheiros, técnicos (mecânica, elétrica, automação), soldador, montador, mestre de obras, entre outros por meio do Sine (Sistema Nacional de Emprego).

Muitos desses empregos podem vir para a Serra, já que na cidade há muitas empresas e mão-de-obra nos setores necessários e a Arcelor diz que serão priorizados trabalhadores, fornecedores e prestadores de serviços locais. O quantitativo exato de vagas e a forma de contratação serão divulgados assim que as obras forem liberadas.

Uma das obras é a instalação de uma bateria na Coqueria e a manutenção de outras duas baterias, com um investimento de R$524 milhões e vai gerar até 700 postos de trabalho no pico. Segundo a empresa, falta apenas a liberação da Licença Ambiental pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) e a previsão é de iniciar ainda este ano. A previsão de conclusão é de cinco anos.

A outra obra, que tem previsão de início em 2019, é a instalação de um novo sistema de despoeiramento do basculamento da escória, e terá investimento R$ 51 milhões. Serão dois anos de obras com contratações de até 300 trabalhadores no pico.

Investimentos são para melhoria ambiental, diz empresa

Questionada se haveria aumento de produção e formação de postos de trabalho permanentes, após a instalação dos equipamentos, a assessoria da empresa disse que não, pois as duas obras são investimentos em melhorias de controle ambiental.

No caso da nova bateria da Coqueria, que substituirá um equipamento mais antigo, a siderúrgica afirma que o modelo mais novo reduzirá em até 50% o material particulado de uma das chaminés da empresa. Já o sistema de despoeiramento fará o controle de emissões no processo de basculamento da escória e de ferro-gusa de emergência.

Também estão sendo concluídas outras duas obras em melhorias ambientais: enclausuramento de suas torres de transferências de matéria-prima, no valor de R$3,2 mi; e um novo filtro de mangas na CoqueriaHeat Recovery, de R$2,4 mi de reais.

Esses investimentos são parte do Termo de Compromisso Ambiental Preliminar (TCAP), assinado no final de 2017, junto ao Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), aos Ministérios Públicos Estadual e Federal e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama).

A assessoria de imprensa da empresa reforça que em 2016 foram investidos R$61,8 mi em melhorias ambientais; em 2017, R$78,2 mi; e para este ano a previsão é de R$23,8 mi. E que, conforme compromisso assumido com o Iema, já executou um plano de investimentos ambientais no valor de 400 milhões de reais, reduzindo em 20% asemissões totais de material particulado e com previsão de reduzir mais 15% até o fim deste ano.

Fonte: Tempo Novo

Redação On julho - 24 - 2018
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.