Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 21 de Julho de 2018






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

China apresenta ação contra os EUA na OMC por tarifas

Queixa foi aberta no mesmo dia em que passaram a valer as tarifas norte-americanas sobre parte de produtos chineses, que somam US$ 34 bilhões

A China apresentou uma ação contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC) pela imposição de taxas de importação, informou seu Ministério do Comércio nesta sexta-feira (6).

China e EUA estão envolvidos em uma ampla disputa sobre propriedade intelectual, que acabou por atingir produtos comercializados entre os dois países.

Após meses de discussões, começou a valer nesta sexta a tarifa de 25% sobre diversos produtos da China importados pelos Estados Unidos. A ação provocou a represália imediata de Pequim, que denunciou “a maior guerra comercial da história econômica”.

A entrada das tarifas em vigor marca o fracasso de meses de negociações entre as duas maiores economias do mundo e ocorre no momento em que importantes vozes da indústria alertam para suas consequências internas nos Estados Unidos.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, advertiu os Estados Unidos nesta sexta que uma guerra comercial “não beneficia ninguém”.

“Se um país quiser aumentar as tarifas, a China responderá para se defender. Uma guerra comercial não beneficia ninguém, porque prejudica o comércio livre e o processo multilateral”, declarou.

Tarifas sobre US$ 34 bilhões

A imposição das tarifas sobre a China faz parte de uma série de políticas impostas pelos EUA aos produtos chineses, seguidas de anúncios de retaliações dos asiáticos.

A sobretaxa é uma resposta ao que o governo dos Estados Unidos considera um “roubo” de tecnologia norte-americana. Dos US$ 50 bilhões em produtos anunciados inicialmente para serem sobretaxados, a lista dos produtos que começam a sofrer a cobrança nesta sexta soma R$ 34 bilhões, com 818 produtos. Entre eles, estão:

Painéis de LED e LCD;
Telas sensíveis ao toque;
Sismógrafos;
Eletrocardiogramas;
Microscópios;
Satélites;
Aeronaves;
Helicópteros;
Motocicletas;
Cabos de fibra óptica;
Câmeras de TV;
Baterias de lítio.

A tensão teve início depois que as empresas norte-americanas exigiram isenções para importações consideradas importantes. As taxas miram em produtos chineses que, para o governo de Donald Trump, são comercializados de forma injusta – como veículos de passageiros, transmissores de rádio, peças para aviões e discos rígidos para computadores.

Há anos, os EUA reclamam que a China gera ao país um considerável déficit comercial (que é a diferença do volume exportado entre os dois países). Trump alega que o país asiático rouba propriedade intelectual, especialmente no setor de tecnologia, além de violar segredos comerciais das empresas americanas, gerando uma concorrência desleal com o resto do mundo.

Por isso, o combate aos produtos “made in China” é uma bandeira de campanha de Trump que recebeu o apoio de vários países.

Em abril, os EUA anunciam tarifas de US$ 50 bilhões sobre 1,3 mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual. Em resposta à taxação, China impõe tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos.

Veja abaixo a cronologia da tensão comercial:

2001: China entra oficialmente na OMC.

2006: Henry Paulson assume a secretária do Tesouro dos EUA com a missão de reduzir o déficit comercial do país com a China.

2007: Departamento de Comércio ameaçam sobretaxas sobre a importação de papel da China.

2012: Durante a campanha presidencial, Obama e Romney discutiram as práticas comerciais da China.

2016: Na eleição, Trump chega a ameaçar elevar para 30% a tarifa sobre todos os produtos chineses.

Dezembro de 2016: Ao fim dos 15 anos para fazer mudanças propostas pela OMC, China não altera nada e continua a ser encarada apenas como economia “semi-aberta” por EUA e UE.

8 de março de 2018: EUA impõem sobretaxas ao aço e alumínio importado de vários países.

22 de março de 2018: EUA anunciam tarifas de US$ 50 bilhões sobre 1,3 mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual.

2 de abril de 2018: em resposta a taxação, China impõe tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos.

5 de abril de 2018: China recorre à OMC contra tarifas dos EUA para o aço e alumínio.

5 de abril de 2018: Trump propõe sobretaxar mais US$ 100 bilhões em produtos chineses.

31 de maio de 2015: Trump retira isenção a tarifas sobre aço e alumínio da UE, Candá e México.

1 de junho de 2018: EUA oficializam imposição de cotas e sobretaxas à importação de aço brasileiro.

15 de junho de 2018: EUA começam a sobretaxar parte dos US$ 50 bilhões em produtos chineses. Outra parte é prevista para 6 de julho.

16 de junho de 2018: China surpreende com ameaças de novas tarifas, agora sobre o petróleo bruto, gás natural e produtos de energia dos EUA.

19 de junho de 2018: Trump ameaça impor tarifa de 10% sobre US$ 200 bilhões em bens chineses, em retaliação.

19 de junho de 2018: Pequim criticou “chantagem” e alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial.

22 de junho de 2018: União Europeia começa a cobrar tarifas de importação de 25% sobre uma série de produtos norte-americanos

22 de junho: Trump ameaça impor sobretaxas de 20% sobre exportações de veículos da União Europeia, um mês após concluir que as importações de veículos europeus representam uma ameaça à segurança nacional.

06 de julho de 2018: começa a cobrança de tarifas sobre 818 produtos chineses, no valor de R$ 34 bilhões.

06 de julho de 2018: China apresenta ação na OMC contra os EUA contra as tarifas.

Fonte: G1 / Infomet

Rússia impõe tarifas de 25% a 40% sobre produtos dos Estados Unidos

Medida foi uma resposta às tarifas aplicadas pelos EUA sobre o aço e alumínio estrangeiros

A Rússia impôs nesta sexta-feira tarifas que variam de 25% a 40% sobre a importação de produtos dos EUA no setor de construção, petróleo e mineração, em resposta às tarifas aplicadas pelos EUA sobre o aço e alumínio estrangeiros.

O ministro do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Maxim Oreshkin, disse em um comunicado que as tarifas adicionais foram aplicadas a alguns equipamentos de construção de estradas, equipamento de petróleo e gás, instrumentos de processamento de metais e equipamentos de perfuração e fibra ótica.

A União Europeia, a Índia, a China e a Rússia contestaram na Organização Mundial do Comércio as tarifas dos EUA que foram impostas no dia 23 de março. Washington argumentou que elas foram impostas por razões de segurança nacional.

Oreshkin disse que os fabricantes russos de aço e alumínio sofreram perdas de US$ 537,6 milhões por causa das novas tarifas dos EUA. Ele observou que as novas tarifas russas só permitirão uma compensação parcial de US$ 87,6 milhões.

Fonte: Estadão

Bruxelas criará medidas provisórias para proteger mercado de aço da UE

A Comissão Europeia (CE, órgão executivo da União Europeia) anunciou nesta sexta-feira (5) que implementará medidas de salvaguarda provisória para proteger o setor de aço europeu, após a entrada em vigor há um mês das tarifas dos Estados Unidos  (EUA), por meio da criação de uma taxa assim que for superado certo volume de importações.

O executivo do bloco apresentou ontem aos Estados-membros a intenção de estabelecer essas medidas provisórias, para assegurar que o mercado europeu não seja afetado por desvios de aço originalmente destinado aos EUA e que não chega a esse país com tarifas de 25% impostas em 1º de junho.

As medidas de proteção, dentro do cenário da investigação que Bruxelas abriu em março para vigiar os fluxos no mercado do aço, tomarão a forma de um “contingente tarifário”, uma cota “baseada no nível tradicional de importações”, após a qual se impõe uma tarifa adicional.

O volume exato da cota ou o percentual de tarifa que será aplicada às importações que o superem será conhecido assim que a comissão aprovar a medida de forma oficial e e ela for publicada no Diário Oficial da União Europeia, um processo que pode demorar cerca de duas semanas.

“Esta medida procura prevenir os efeitos negativos dos desvios comerciais, mas, ao mesmo tempo, manter a oferta tradicional e a concorrência efetiva no mercado europeu”, explicou a CE em comunicado.

A comissão já advertiu que esse tipo de medida, coletada entre as ferramentas de defesa comercial que a Organização Mundial do Comércio (OMC) permite aplicar, pode ser adotada antes da conclusão da investigação, que desde março observa 26 categorias de produtos de aço que entram no mercado europeu.

Fonte: Agência Brasil

Suíça vai à OMC contra tarifas dos EUA

A Suíça iniciou, na Organização Mundial do Comércio (OMC), um processo contra as sobretaxas às importações de aço e alumínio por parte dos Estados Unidos – anunciou o governo em nota divulgada nesta terça-feira (10).

“Desde 23 de março de 2018, os Estados Unidos aplicam tarifas suplementares à importação de alguns produtos de aço e alumínio”, indicou o Ministério da Economia.

“A Suíça também se vê afetada por essa medida, motivo pelo qual interpôs, em 9 de julho de 2018, assim como outros países, uma demanda de consultas com os Estados Unidos no âmbito de um processo de resolução de controvérsias na OMC”, indicou.

País da sede da OMC, a Suíça se une, assim, a outros membros da organização internacional que decidiram responder às medidas de Washington. Entre eles estão União Europeia, China, México, Canadá e Rússia.

As regras da OMC estabelecem que, se o conflito não se resolver em 60 dias, a Suíça pode pedir à OMC que crie um tribunal de arbitragem, primeiro passo de um longo processo que pode durar anos.

Segundo o Ministério da Economia, as exportações da Suíça afetadas pelos tarifas dos Estados Unidos representam cerca de 80 milhões de francos suíços (68,7 milhões de euro) em 2017.

A Suíça já pediu aos Estados Unidos uma isenção das novas sobretaxas, mas Washington “ainda não respondeu”, declarou o Ministério.

Fonte: AFP

Siderúrgicas na cidade chinesa de Xuzhou se preparam para reabrir após checagem ambiental

Siderúrgicas na cidade de Xuzhou, na segunda província que mais produz aço na China, estão se preparando para retomar a produção após suspensão por dois meses e meio para uma atualização ambiental.

Xuzhou, casa de 18 siderúrgicas com capacidade anual total de 13 milhões de toneladas de aço bruto na província de Jiangsu, mandou as fabricantes de aço fecharem em abril até que se adequassem às rígidas regras contra a poluição para limpar o céu poluído.

A cidade foi identificada pelo Ministério do Meio Ambiente como uma das 10 cidades em toda a China com a pior qualidade do ar nos primeiros cinco meses do ano.

A Xuzhou Jinhong Iron & Steel, com capacidade anual de 750.000 toneladas, reabriu após passar em uma verificação ambiental por um instituto de terceiros no sábado.

Uma equipe de inspetores liderados por Pequim partiu na sexta-feira após um mês de verificações ambientais em Jiangsu.

A Huahong Special Steel em Xuzhou também deve retomar as operações nesta semana, afirmaram duas fontes da indústria à Reuters.

Fonte: Reuters

Crise argentina afeta montadoras e projeção de crescimento no Brasil

País vizinho é um dos nossos principais parceiros comerciais

As dificuldades enfrentadas pela economia argentina devem produzir efeitos negativos sobre a produção brasileira e condicionar a revisão do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, segundo relatório da IFI (Instituição Fiscal Independente).

O país vizinho é um dos principais parceiros comerciais do Brasil e, neste ano, tem enfrentado um cenário econômico conturbado e chegou a pedir ajuda ao FMI (Fundo Monetário Internacional).

Um dos setores mais sensíveis a esse cenário é o automotivo. A Argentina recebe 76% das exportação do Brasil de veículos leves e 46% das de caminhões e ônibus, segundo a Anfavea, entidade que representa o setor automotivo.

As vendas para o país vizinho também envolvem, segundo dados de 2017, grande volume de negócios nas áreas de máquinas e caldeiras (10%) e ferro e aço (4,5%).

Para Celso Grisi, professor de comércio exterior da USP (Universidade de São Paulo), a queda na demanda por carros na Argentina deve afetar o PIB. As projeções de crescimento já foram revistas por causa da mobilização dos caminhoneiros. Está entre 1% e 1,5%. A indústria automobilística representa cerca de 22% do PIB industrial e 4% do total.

“O setor vai apanhar mais um pouco com a crise na Argentina. Não acredito que vá representar mais que 3,5% do PIB neste ano [2018]. O impacto não é desprezível, apesar de não ser trágico”, afirma.Mais preocupante, segundo ele, é uma possível repercussão na cadeia produtiva e nos empregos gerados pela produção de veículos.

O Brasil tem superavit comercial com a Argentina. “Somos grandes compradores do trigo argentino, mas a balança comercial é mais favorável para o Brasil, devido aos bens manufaturados e semi-manufaturados que mandamos para lá”, diz Otto Nogami, professor de economia do Insper.

Segundo dados divulgados pela Anfevea nesta sexta-feira (6), as projeções já começaram a ser materializar.

As vendas de veículos leves, caminhões e ônibus para o exterior ficaram em 64,9 mil unidades em junho, o que representa uma queda de 4,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.”É um início de revisão dos pedidos de importação pelo lado da Argentina, e, consequentemente, das nossas exportações. Estamos olhando com um pouco de cuidado. Vínhamos em um ritmo mais forte”, diz Antonio Megale, presidente da Anfavea.

No acumulado de janeiro a junho, o avanço foi de apenas 0,5% na comparação com o primeiro semestre do ano passado.

O resultado levou a entidade a revisar sua projeção de que as exportações alcançariam 800 mil unidades neste ano. Pelos novos cálculos elas devem ficar em torno de 766 mil unidades, um número que o presidente da Anfavea ainda considera satisfatório.

“Pelos pedidos que estão chegando da Argentina e do México, nossos principais mercados, acreditamos que ficaremos no mesmo nível de 2017, o que não é desprezível porque 766 mil unidades foi o recorde histórico da indústria automobilística. Não é ruim, mas infelizmente, um pouco abaixo das nossas projeções anteriores.”

A Argentina ingressou em uma disparada do dólar neste ano, com a dificuldade do governo de Mauricio Macri em proteger sua moeda da desvalorização, tendo de bater na porta do FMI (Fundo Monetário Internacional) e cortar as projeções de crescimento econômico do país pela metade.

A revisão da estimativa de exportações também impacta as previsões da produção local.

No primeiro semestre, a indústria produziu 1,43 milhão de unidades no Brasil, alta de 13,6% até o momento, mas que deve arrefecer no segundo semestre, segundo Megale.

Uma dos mais sensíveis ao desempenho da economia argentina, a indústria automotiva já esperava que a crise do país vizinho afetaria as exportações de veículos, mercado que ajudou a retomar a produção em meio à queda nas vendas.

A Argentina recebeu 76% dos carros nacionais enviados ao exterior em 2017. Entre os caminhões, o total chega a 46% da produção, segundo a Anfavea.

Cerca de 762 mil automóveis brasileiros cruzaram as fronteiras no ano passado, o que representa 28% de tudo o que foi produzido no Brasil entre modelos leves, ônibus e caminhões.

“Seguramente o mercado argentino vai cair entre 50 mil e 100 mil unidades neste ano, a maioria desses serão carros importados do Brasil. As vendas serão mantidas por veículos produzidos lá mesmo”, afirma Antonio Filosa, presidente do grupo FCA (que reúne Fiat e Chrysler) na América Latina.

Ao todo, a montadora exportou 121 mil automóveis em 2017. mais de 70% foram enviados para a Argentina, que hoje produz apenas o sedã Fiat Cronos e peças na fábrica de Córdoba.

Na Ford, a preocupação maior está na linha de produtos que vêm da Argentina para o Brasil. Segundo Mauricio Greco, diretor de marketing da montadora, a empresa ainda está avaliando o cenário atual e espera que não haja problemas com a importação da linha Focus e da picape Ranger, fabricadas na cidade de Pacheco.

A Volkswagen, que produz no Brasil o Gol, modelo que é líder no mercado argentino, não quis se pronunciar sobre questões de exportação.

Além do hatch compacto da Volks, os outros quatro carros mais vendidos no país vizinho em 2017 foram feitos em fábricas brasileiras ou montados com peças nacionais: os Chevrolet Onix e Prisma, o Fiat Palio e o Ford Ka.

O avanço da inflação faz os argentinos reduzirem seus gastos. De acordo com a Confederação Argentina da Média Empresa, as vendas a varejo caíram 2,5% nos primeiros cinco meses de 2018.

No fim de abril, teve início uma corrida cambial que levou a uma depreciação de quase 35% da moeda somente neste ano. Depois disso, o Banco Central projetou a inflação de 2018 em 27%.

Antonio Filosa, da FCA, acredita que a Argentina pode se recuperar rápido e cita os US$ 50 bilhões (R$ 191,5 bilhões) emprestados ao país pelo FMI (Fundo monetário Internacional) como um sinal da credibilidade do governo de Maurício Macri.

Contudo, nem mesmo os líderes argentinos são tão otimistas. O chefe de gabinete do governo, Marcos Peña, disse que deverá haver recessão no segundo semestre devido aos problemas cambiais, embora o ano deva fechar com saldo positivo.

A Argentina cresceu 3,6% no primeiro trimestre de 2018 em comparação ao mesmo período do ano anterior, antes da da crise que desvalorizou o peso em 20%.O ministério da economia já tinha antecipado que esperava mais inflação e menos crescimento para o resto do ano.

A partir do fim de abril, a situação saiu ainda mais do controle. O dólar disparou, as metas de inflação projetadas se mostraram irreais e diversos sindicatos começaram a marcar suas greves.

Economistas argentinos acreditam que dificilmente a inflação no país será inferior a 20%, mantendo-se como a maior da região, depois daquela da Venezuela em crise.

Macri precisa enfrentar também problemas políticos e convencer a população de que o acordo com o FMI é bom, que comparações com a crise de 2001 não cabem porque a conjuntura é diferente e de que o governo está seguro de suas decisões.

Fonte: Notícias ao Minuto

Produção e exportação de veículos do México crescem em junho

A produção de automóveis do México cresceu 0,8% em junho e as exportações subiram 8,1%, sem contar as vendas da Nissan, um dos principais atores do setor, informou nesta segunda-feira a Associação Mexicana da Indústria Automotiva(AMIA).

As montadoras instaladas no México fabricaram 349.153 unidades em junho, frente às 346.522 do mesmo mês do ano passado, afirmou a AMIA.

A exportação de veículos, cujo principal destino são os Estados Unidos, alcançou 260.966 unidades, mais que as 241.501 de junho de 2017, embora este número não inclua os dados de exportação da Nissan, que deixou de dar os dados desde abril passado.

A produção acumulada de janeiro a junho totalizou 1,956 milhão de unidades, um aumento de 0,7% em comparação com o 1,943 milhão do mesmo período do ano passado.

“A produção de veículos leves atingiu um número recorde tanto no mês de junho como no primeiro semestre do ano”, disse a AMIA.

A indústria automotiva tem sido uma das maiores beneficiárias da integração promovida pelo Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), formado por México, Estados Unidos e Canadá desde 1994 e que foi renegociada a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Fonte: Isto É

Brasil e EUA reafirmam aproximação, mas avanço em comércio será difícil

A recente visita do vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), Mike Pence, ao Brasil reafirma o interesse de diálogo entre os dois países. Porém, não aponta para um salto qualitativo no comércio bilateral.

O crescente protecionismo em âmbito internacional, a turbulência política e divergências em áreas onde as duas nações são concorrentes – como a agricultura – são obstáculos para um avanço nas trocas comerciais.

“[O presidente dos EUA, Donald] Trump tem dedicado pouca atenção aos países latino-americanos”, diz a professora de negócios internacionais do Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ariane Roder.

“Neste sentido, a visita tem a importância simbólica de manter o canal de diálogo aberto e tratar de alguns temas sensíveis que têm ocupado a agenda bilateral”, acrescenta. Pence esteve no Brasil na semana do dia 26 de junho para debater a imigração venezuelana, cooperação espacial, além das medidas protecionistas de sobretaxa do aço e do alumínio.

O professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UNB), Juliano da Silva Cortinhas, enfatiza que a visita do vice-presidente reafirma o interesse de continuidade dos laços com o Brasil, mas que está longe de significar um “salto qualitativo” nas relações de comércio.

“Brasil e os Estados Unidos são os maiores países do continente americano, o que faz com que eles tenham uma tendência natural de cooperação. Além disso, os EUA são o nosso segundo maior parceiro comercial e o Brasil, por ser o maior da América do Sul, é um ponto estabilizador da região. Os EUA não operam aqui, sem consultar o Brasil”, diz Cortinhas, ao listar os pontos que justificariam as conversas recentes entre as duas nações.

Barreiras

Contudo, o avanço do diálogo esbarra em questões históricas e conjunturais. Sobre a primeira, Cortinhas lembra que os EUA sempre quiseram firmar um acordo amplo de comércio com o Brasil, mas paralisam em discussões sobre produtos agrícolas, setor em que há forte concorrência entre os dois.

Essa situação fica mais incerta diante do crescente protecionismo de Trump, diz a professora da UFRJ. “As decisões de cunho protecionista por parte do governo Trump tendem a acirrar a guerra comercial, podendo haver um efeito cascata, com protecionismo brasileiro em algumas áreas como, por exemplo, taxação sobre a importação do milho norte-americano para a produção de etanol”, especula.

“Uma vez que as negociações passam a ser desfavoráveis para um dos lados, a tendência é que isso se reverbere para outros setores em forma de retaliações comerciais”, complementa a professora.

Roder comenta ainda que a cota imposta pelos EUA para a exportação brasileira de aço e a sobretaxa ao alumínio tendem a se refletir negativamente na nossa balança comercial.

No primeiro semestre, a corrente de comércio entre Brasil e EUA avançou 5%, em relação a igual período de 2017, alcançando US$ 26,729 bilhões.

As exportações cresceram 1,95%, a US$ 13,167 bilhões, enquanto as importações expandiram 8,47%, a US$ 13,562 bilhões. “A corrente de comércio entre os dois países pode sofrer algum impacto ainda este ano em função das barreiras estabelecidas para as importações de aço e alumínio oriundos do Brasil”, ressalta.

“Essa decisão tende a diminuir a entrada de produtos brasileiros nos Estados Unidos. O saldo da balança comercial bilateral é desfavorável ao Brasil e a medida deverá agravar isso em curto e médio prazo”, acrescenta Roder.

Cortinhas pontua que as incertezas eleitorais no Brasil e a polarização política nos EUA também são fatores que acabam impedindo um avanço no comércio. “Nos dois países, o momento é de turbulência política”, conclui o professor.

Visita

Ariane Roder comenta que um dos pontos de destaque da passagem do vice-presidente norte americano ao Brasil foi a visita a um abrigo de refugiados venezuelanos em Manaus. “Esse assunto ganha importância mediante o contexto de crise de imigração vivenciada pelo governo Trump, que separou pais e filhos que ingressaram no país de forma ilegal – o que envolve também famílias brasileiras”, relembra.

Para Roder, esse tema suscitou o alinhamento de postura entre os dois países em relação à suspensão da Venezuela da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Outro assunto que ganhou destaque na visita de Pence foi a cooperação espacial. O debate gerou um comunicado conjunto de estreitamento dos laços bilaterais sobre o uso pacífico do espaço exterior.

“Um dos destaques desta agenda é a negociação referente ao uso da base de Alcântara para lançamento de foguetes americanos. O interesse do Brasil é na comercialização deste espaço, mas os impasses giram em torno da questão da salvaguarda do direito de propriedade intelectual requeridas pelas empresas americanas para atuarem no local”, explica a professora da UFRJ.

Fonte: DCI

Balança comercial registra superávit de US$ 1,034 bilhão

Na primeira semana de julho de 2018, com cinco dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,034 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,352 bilhões e importações de US$ 3,318 bilhões. No ano, as exportações somam US$ 118,064 bilhões e as importações, US$ 87,097 bilhões, com saldo positivo de US$ 30,967 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias da primeira semana de julho/2018 (US$ 870,3 milhões) com a de julho/2017 (US$ 893,3 milhões), houve queda de 2,6%, em razão da diminuição nas vendas de produtos manufaturados (-29,3%, de US$ 351,7 milhões para US$ 248,6 milhões por conta de plataforma para extração de petróleo, aviões, óxidos e hidróxidos de alumínio, automóveis de passageiros, tubos flexíveis de ferro/aço, açúcar refinado) e semimanufaturados (-11,6%, de 124,0 milhões para US$ 109,6 milhões por conta de açúcar em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, couros e peles, ferro fundido, ferro-ligas). Por outro lado, cresceram as vendas de produtos básicos (26,5%, de US$ 397,9 milhões para US$ 503,5 milhões por conta de soja em grãos, minério de cobre, minério de ferro, farelo de soja, carnes de frango e bovina). Relativamente a junho/2018, houve queda de 9,5%, em virtude da diminuição nas vendas de produtos manufaturados (-28,0%, de 345,5 milhões para US$ 248,6 milhões) e semimanufaturados (-20,9% de US$ 138,6 milhões para US$ 109,6 milhões), enquanto aumentaram as vendas de produtos básicos (10,6%, de 455,4 milhões para US$ 503,5 milhões).

Nas importações, a média diária da 1ª semana de julho/2018, de US$ 663,5 milhões, ficou 11,7% acima da média de julho/2017 (US$ 594,0 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com cereais e produtos da indústria da moagem (+75,0%), farmacêuticos (+30,5%), veículos automóveis e partes (+24,2%), químicos orgânicos e inorgânicos (+24,0%), combustíveis e lubrificantes (+11,8%). Ante junho/2018, houve queda nas importações de 2,7%, pela diminuição em siderúrgicos (-20,9%), veículos automóveis e partes (-14,3%), farmacêuticos (-10,7%), equipamentos elétricos e eletrônicos (-7,6%) e equipamentos mecânicos (-7,5%).

Fonte: Investimentos e Notícias

Redação On julho - 10 - 2018
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.