Sindicato Nacional da Indústria de
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2018






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China vai facilitar investimento estrangeiro em alguns setores

A China anunciou que irá facilitar o investimento estrangeiro em alguns setores, um novo gesto de abertura, no momento em que o país se prepara para uma possível guerra comercial com os Estados Unidos.

A flexibilização, que entrará em vigor em 28 de julho, acontecerá em particular na indústria automobilística, na agricultura, infraestruturas e exploração da mineração, informou a Agência Planejamento Econômico da China (NDRC).

A agência publicou uma “lista negativa” que estabelece os setores aos quais os investidores estrangeiros não podem ter acesso livremente. A relação cairá de 63 a 48. Alguns âmbitos considerados sensíveis, como cultura e segurança nacional, permanecerão protegidos.

Fonte: Isto É

Montadoras se preparam para ‘pesadelo’ na China com guerra de tarifas de Trump

Tarifas a US$ 34 bilhões de importações chinesas começa a valer na próxima quinta-feira

Para BMW, Tesla e outras montadoras globais cujo futuro depende mais e mais do mercado interno da China, qualquer vantagem obtida na redução de tarifas de importação, que entrou em vigor esta semana, deve durar pouco, devido à guerra comercial armada pelo presidente americano, Donald Trump. Após décadas de promessas para facilitar o acesso ao maior mercado de automóveis do mundo, a alíquota sobre carros importados diminuiu quase pela metade no domingo, para 15%.

No entanto, o alívio para fabricantes de modelos montados nos EUA deve terminar em cinco dias, quando uma alíquota de retaliação de 25% deixará seus veículos mais caros. A rixa de Trump com a China ameaça jogar por água abaixo anos e anos de lobby pelas montadoras e arrastar as principais marcas de luxo da Europa, por causa de decisões tomadas na época em que produção globalizada e exportações eram a tendência dominante. Agora, incertezas em torno das implicações das tarifas e medidas de retaliação preocupam lojas e compradores de automóveis em um país onde 24 milhões de veículos foram vendidos no ano passado.

“É um pesadelo ter uma taxação adicional de 25%”, lamentou Wang Rongzhen, vice-gerente geral e sócio da Yan’an Jinchi Feike Auto Sales and Service, loja sediada em Shaanxi que importa dos EUA modelos como o Jeep da Fiat Chrysler Automobiles.

Na concessionária Shangai Aote Car Sales, as tarifas mais altas são uma dor de cabeça para a executiva de vendas Liu Yuanyuan, cuja empresa importa modelos da Mercedes Benz, Buick e Jaguar.

“A maioria dos clientes está em copasso de espera e já informamos que os automóveis serão vendidos pelos preços prometidos até o próximo dia 6, mas depois não há garantias”.

A menos que Trump volte atrás, no dia 6 os EUA começam a valer as tarifas a US$ 34 bilhões de importações chinesas, muitas das quais consistem em partes usadas para fabricar produtos como motores de barcos e turbinas elétricas. Em represália, a China já avisou que vai impor tarifas no mesmo dia, incluindo os carros importados dos EUA. As tarifas deixariam sem efeito a redução de 25% para 15% para todos os veículos importados.

As tarifas de retaliação da China não poderiam ter chegado em um momento pior para os fabricantes estrangeiros de carros de luxo. A depreciação do yuan já está tornando os veículos importados mais caros para os compradores locais. As ações chinesas entraram em um mercado de baixa, piorando ainda mais o poder de compra interno.

“Os fabricantes americanos de carros deveriam se preparar para uma ameaça a seu mercado, à medida que os consumidores passem a optar por marcas locais”, disse Liu Yuanchun, professor na Academia Nacional para o Desenvolvimento e Estratégia da Universidade Renmin, com sede em Pequim.

Em meio às crescentes tensões, as montadoras de todo o mundo pedem que a administração de Trump não imponha tarifas às importações de carros no exterior. A Hyundai, da Coreia do Sul, disse que as tarifas serão “devastadoras”. A General Motors, que importa veículos do México para vender nos EUA, alertou que pode encolher as operações dos EUA e cortar empregos.

Fonte: O Globo

UE adverte Trump que tarifas sobre automóveis podem levar a retaliação de US$ 300 bi

União Europeia afirmou que tarifas carecem de legitimidade e violam regras do comércio internacional

União Europeia (UE) criticou o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, por considerar tarifas sobre importações de automóveis, dizendo que elas podem levar a uma retaliação global contra cerca de US$ 300 bilhões em bens dos EUA.

O porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, disse nesta segunda-feira, 02, que a possibilidade de tarifas sobre automóveis “carece de legitimidade, base factual e viola as regras do comércio internacional”, assim como as tarifas norte-americanas sobre as importações de aço e alumínio.

A UE questionou se as importações de automóveis representam uma ameaça suficiente à segurança nacional dos EUA para justificar as tarifas e estimar o impacto econômico. Trump citou preocupações de segurança nacional para aplicar tarifas anteriores. A UE, o México, o Canadá, a Turquia e a Índia introduziram impostos sobre produtos dos EUA em retaliação.

Schinas ainda disse que as montadoras europeias criam mais de meio milhão de empregos nos EUA.

Já o secretário do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, disse nesta segunda-feira em entrevista à CNBC que é prematuro dizer se a proposta do presidente americano, Donald Trump, de tarifar importações de carros da União Europeia será aprovada. Ross também comentou que também é cedo para saber se os EUA irão se retirar da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Não estamos fazendo segredo de nossa visão de que algumas reformas são necessárias na OMC”, disse Ross à emissora americana.

Fonte: Estadão

Volkswagen e outras montadoras estão dispostas a transferir produção por causa de tarifas

Diante da ameaça da União Europeia de retaliar os Estados Unidos com tarifas de US$ 300 bilhões a automóveis americanos, montadoras reagiram e se mostraram dispostas a produzir onde quer que seja necessário para evitar as sobretaxas.

Em entrevista ao jornal britânico “Financial Times”, o diretor de produção do grupo Volkswagen, Oliver Blume, disse que a montadora está disposta a mudar de local de produção, sem hesitação: “Deixe-me ser claro. Para onde for razoável mudar, nós faremos isso, sem hesitação”. O mesmo alerta já foi feito pela General Motors, sobre possíveis mudanças de unidades por causa de tarifas.

A fabricante de motocicletas Harley-Davidson foi a primeira entre as grandes montadoras a anunciar mudanças: na semana passada revelou que vai transferir parte da produção de suas fábricas nos Estados Unidos para outros países por causa das sobretaxas europeias.

Especialistas alertam para o risco de que, diante da imposição das tarifas, montadoras passem a repensar suas estratégias. “A triste verdade é que, se você impuser tarifas, a produção vai se mexer. Se a tendências nacionalistas continuarem, o cenário inevitável será de mais produção nos locais em que vende os veículos apenas para se evitar tarifas maiores”, disse ao “Financial Times” Arndt Ellinghorst, analista do setor na Evercore ISI.

As vendas externas representam a grande parte da produção de veículos de cada país: o percentual é de 80% no Reino Unido, 82% no México e 78% na Alemanha. Nos Estados Unidos, metade dos carros vendidos é fabricado fora do país. Analista na Bernstein, Max Warburton aponta que a indústria automobilística é uma das que mais se beneficiou da globalização.

Mas a mudança de ares no comércio internacional e o temor de uma guerra comercial já tem alterado o cenário e algumas montadoras começam a produzir mais voltadas para os mercados locais. Cerca de dois terços dos veículos vendidos pela Toyota em cada região já seriam fabricados em suas fronteiras. “Em certo grau, montadoras já estão produzindo carros em unidades regionais. Se olhar para a Toyota, eles produzem o mesmo veículo básico na Europa para a Europa e no Japão para o Japão”, disse Ian Henry, diretor do grupo AutoAnalysis.

Fonte: O Globo

Brasil pode ganhar R$ 28,5 bilhões com guerra comercial China-EUA

A guerra comercial entre Estados Unidos e China aumenta o potencial de exportação do Brasil para esses dois países em US$ 7,4 bilhões (R$ 28,5 bilhões) ao ano, de acordo com levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), feito a pedido da Folha.

Os EUA anunciaram sobretaxas de 25% sobre 818 produtos chineses, no valor de US$ 34 bilhões (R$ 131 bilhões) em exportações, que passam a valer no dia 6 de julho.

Outros 284 produtos, no valor de US$ 16 bilhões (R$ 61,7 bilhões), serão alvo de consulta pública em 24 de julho e podem ter tarifas depois disso.

Os EUA acusam a China de roubo de propriedade intelectual, por exigir de empresas americanas transferência de tecnologia para estatais chinesas, para terem acesso ao mercado chinês.

A China anunciou tarifas retaliatórias de 25% sobre 545 produtos americanos, em um total de US$ 34 bilhões (R$ 131 bilhões), que também passam a vigorar em 6 de julho.

Pequim avalia uma segunda rodada de sobretaxas sobre US$ 16 bilhões (R$ 61,7 bilhões) em produtos americanos, ainda sem data definida.

De forma geral, o Brasil, como todos os outros países, tende a sair perdendo com a guerra comercial por causa do impacto que essa escalada protecionista pode ter no crescimento mundial e nos preços das commodities.

“Mas o levantamento mostra que há espaços que o Brasil pode ocupar, é hora de as empresas brasileiras se movimentarem, porque EUA e China vão buscar outros fornecedores”, diz Diego Bonomo, gerente-executivo de Assuntos Internacionais da CNI.

Alguns dos produtos americanos que passarão a ser taxados na China já são exportados pelo Brasil, como carne de porco, soja e pescados, e pode haver grande aumento significativo nas vendas.

Cerca de 35% da exportação brasileira de pescados —que incluem peixe, crustáceos e moluscos— é destinada à China.

Os produtos brasileiros pagavam sobretaxa de 12% para entrar no país, e hoje pagam 7%. Grande parte dos exportadores de pescados para a China tem tarifa zero.

“Com os americanos passando a pagar 25% de tarifa, ganhamos competitividade e vamos migrar para o mercado chinês, que vai pagar melhor”, diz Eduardo Lobo, presidente da Abipesca (associação do setor).

Ele espera alta de 12% na exportação, que é de US$ 240 milhões (R$ 925,2 milhões), por causa do redirecionamento das vendas e melhores preços.

No caso de carne suína, o Brasil espera dobrar sua exportação para a China, de 48,9 mil toneladas em 2017 para 100 mil toneladas neste ano.

Segundo o estudo da CNI, o Brasil poderia aumentar em até US$ 6,4 bilhões (R$ 24,7 bilhões) suas vendas para a China, passando a exportar produtos que vende para outros países, mas ainda não para o mercado chinês, ou vende muito pouco.

É o caso de alguns produtos químicos, cereais, frutas e veículos. Eles também são exportados pelos americanos, mas passarão a ter tarifa de 25%.

“Obviamente, não somos os únicos que vão tentar ganhar esse pedaço do mercado, e as novas tarifas não vão inviabilizar toda a exportação americana para a China, e vice-versa”, diz Bonomo.

Existem alguns obstáculos que podem impedir o Brasil de aproveitar essas oportunidades, como o custo do transporte para a China, concorrência de outros países que têm preferências tarifárias e, no caso dos produtos agropecuários, barreiras não tarifárias.

Por exemplo: o Brasil exporta 40 mil toneladas de suco de laranja para a China ao ano.

Mas o país não exporta alguns tipos de suco, porque regras aduaneiras aumentam muito o custo –e isso não mudaria; nem as tarifas de 25% sobre o suco americano, que tem pequena participação na China, fariam muita diferença.

No mercado americano, o principal ganho será aumento de competitividade em produtos industriais.

O Brasil exporta US$ 3,9 bilhões (R$ 15 bilhões) em produtos em que concorre com a China nos EUA, como autopeças, alguns tipos de máquinas, produtos químicos e plásticos, borrachas.

Além disso, há cerca de US$ 1 bilhão (R$ 3,86 bilhões) em produtos que o Brasil já exporta para o mundo, mas não para os EUA, ou apenas em quantidades muito pequenas, e poderia passar a vender no mercado americano.

São alguns tipos de veículos e tratores, máquinas e materiais elétricos, autopeças, plásticos e máquinas.

Para o estudo, a CNI fez um levantamento de todos os produtos que passarão a ser taxados na China e nos EUA, determinou quais deles são exportados pelo Brasil para o mundo, mas não para esses países, e aqueles que já são exportados, e podem ter aumento.

A CNI teve de converter os códigos tarifários dos EUA e da China para o código harmonizado de seis dígitos, o que implica perda de especificidade.

Fonte: Folha de São Paulo

China vai facilitar investimento estrangeiro em alguns setores

A China anunciou que irá facilitar o investimento estrangeiro em alguns setores, um novo gesto de abertura, no momento em que o país se prepara para uma possível guerra comercial com os Estados Unidos.

A flexibilização, que entrará em vigor em 28 de julho, acontecerá em particular na indústria automobilística, na agricultura, infraestruturas e exploração da mineração, informou a Agência Planejamento Econômico da China (NDRC).

A agência publicou uma “lista negativa” que estabelece os setores aos quais os investidores estrangeiros não podem ter acesso livremente. A relação cairá de 63 a 48. Alguns âmbitos considerados sensíveis, como cultura e segurança nacional, permanecerão protegidos.

Fonte: Isto É

Negócios do País com América Latina devem arrefecer diante de incertezas

A integração entre o Brasil e a América Latina é considerada pequena por especialistas e a expectativa é de que, no curto prazo, os negócios se arrefeçam diante de instabilidades, principalmente no Brasil, México e Colômbia.

A corrente de comércio entre o Brasil e os países da região representa, hoje, 17% de todas as trocas nacionais. Somente com a Colômbia, Chile, México e Peru – nações que devem registrar crescimento maior que 2,3% neste ano – essa participação chega a 5%, mostram dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

De acordo com o coordenador do Observatório de Multinacionais da ESPM, Diego Coelho, por haver pouca integração na região, a redução de perspectiva de crescimento para o Brasil (de 2,6% para 1,6%), segundo o Banco Central (BC) não deve afetar a expansão dessas nações.

Para Coelho, os números indicam que o potencial de comércio entre o Brasil e a América Latina está muito aquém do seu potencial. “Há muitas iniciativas na região, como acordos de cooperação técnica, mas o andamento dos negócios trava porque não há uma coordenação das ações políticas [entre as instituições nacionais e da dos demais países]”, comenta Coelho.

“As ações políticas precisam ser muito bem ajustadas para o comércio e os investimentos progredirem. Porém, isso fica mais difícil diante de um cenário de muita instabilidade política no Brasil, e ondas de violência no México e na Colômbia”, acrescenta Coelho.

Eleições

Além disso, México e Colômbia acabam de passar pelo calendário eleitoral. No último dia 17, o candidato de direita, Iván Duque venceu a eleição para presidente na Colômbia. Ele foi apoiado pelo ex-presidente Álvaro Uribe. Contudo, a mudança de liderança política foi mais expressiva no México. No último domingo (1), o candidato de esquerda Andrés Manuel López Obrador venceu a eleições, tornando-se o primeiro presidente de esquerda no país latino. Já no Brasil, há muita incerteza a respeito das agendas políticas dos pré-candidatos. Todos esses fatores, portanto, acabam arrefecendo o planejamento de investimentos das empresas, tanto interno, como para os países da América Latina.

Diferentemente da Colômbia e do México, por exemplo, as cadeias produtivas do Brasil e da Argentina são mais integradas, lembra o professor de economia da FAAP, Paulo Dutra. Portanto, a redução da projeção de crescimento da Argentina acaba impactando os negócios nacionais.

“Quanto mais a Argentina cresce, mais ela importa do Brasil e vice-versa. Como a cadeia produtiva entre os dois países é integrada, principalmente no setor automotivo, quando os dois países registram expansão é possível produzir mais e com um preço melhor”, comenta Dutra. “As duas nações se beneficiam.”

Segundo projeções do Itaú Unibanco, o Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina deve crescer 1,5% em 2018 – projeção que já foi 3%. Já as previsões para Chile (3,8%), Colômbia (2,5%), México (2,3%) e Peru (4,0%) são mais robustas que Brasil e Argentina.

Fonte: DCI

Redação On julho - 3 - 2018
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