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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018






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A produção do aço no Brasil e toda a sua cadeia de valor são o foco do mais novo centro de inovação de Minas Gerais, que será inaugurado amanhã em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Criado pela ArcelorMittal, o Açolab faz parte dos investimentos da empresa em inovação digital e em tecnologia da informação em aços longos, que somam R$ 30 milhões em 2018. A iniciativa é pioneira na indústria do aço nacional e vai apoiar soluções inovadoras no segmento por meio de incubação de startups.

A gerente-geral de RH, Investimento Social, TI e Inovação Digital da ArcelorMittal América Central e do Sul Aços Longos, Paula Harraca, explica que a empresa já desenvolve inovação em diferentes países por meio de seus centros de pesquisa e desenvolvimento. Mas a estratégia do Açolab segue a ideia de inserção em um ecossistema de inovação pulsante como o de Minas Gerais. O centro fica em um espaço de 320 metros quadrados dentro do prédio da Atmosphera.

“Startups chegam com um olhar novo e sem vícios e podem contribuir muito. Escolhemos Nova Lima porque a cidade tem se destacado com um hub de inovação. Poderíamos ter construído esse centro dentro de algum prédio da Arcelor, mas decidimos fazer esse movimento até as startups, em vez de ficar esperando que elas viessem até nós”, frisa.
De acordo com a gerente, o centro realizará desafios e hackathons (maratonas de programação) com foco em assuntos ligados ao setor do aço, assim como de sua cadeia de valor, que inclui setores como construção civil, indústria e varejo. O primeiro hackathon já tem tema definido: o desenvolvimento do primeiro chatbot da ArcelorMittal. A data ainda não foi fechada.

Os desafios também serão temáticos e direcionados a startups que têm soluções relacionadas aos assuntos em questão. Segundo a gerente, os temas abordarão quatro principais áreas: experiência do cliente, excelência operacional, tomada de decisão e gestão de conhecimento.
Como exemplo de um desafio do setor, Paula Harraca cita a perda de 30% da produção do carvão vegetal, que vai se desfazendo em “finos” durante o processo produtivo. A gerente afirma que a ArcelorMittal já desenvolve inovações para diminuir essa perda, mas ela acredita que as startups podem trazer soluções diferenciadas para o problema.

“É importante destacar que o foco desse centro vai muito além do processo de produção do aço. Estamos preocupados com a cadeia de valor também. Então é nosso interesse saber, por exemplo, quais as dores da construção civil. Como serão as casas do futuro? A impressão 3D vai ameaçar esse setor? Temos que criar o futuro e não esperar ele chegar”, ressalta.

Primeiro desafio – De acordo com Paula Harraca, a expectativa é que o primeiro desafio seja lançado até início de agosto. “O programa de incubação contará com três fases, sendo que a primeira durará três semanas, a segunda três meses e a terceira 12 meses. Elas são eliminatórias, então estamos imaginando que começaremos com a seleção e 100 startups e esse número vai diminuindo para 40, depois 20, depois dez até chegarmos a três finalistas”, detalha. A gerente afirma que haverá investimento financeiro nas startups, mas não sabe precisar o valor.

Segundo ela, o centro vai contar com parte do investimento de R$ 30 milhões, que é o montante definido para as ações de inovação digital e de tecnologia da informação em aços longos da ArcelorMittal em 2018. Além disso, o Açolab atrairá aporte de parceiros, sendo alguns dos apoiadores as instituições o Sistema S e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Fonte: Diário do Comércio

Redação On julho - 3 - 2018
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