Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018






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Entidades defendem aprovação do cadastro positivo para reduzir juros

Um dia após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano, especialistas e representantes do setor produtivo ouvidos pela Agência Brasil avaliam que a inadimplência impede que a redução do crédito chegue até o consumidor e que a adoção do cadastro positivo é importante para isso possa acontecer.

“Há um certo nível de inadimplência que gera incertezas para o sistema financeiro e isso tudo aumenta o risco, assim o banco também evita reduzir os juros para o consumidor. O governo e o Congresso poderiam aprovar o cadastro positivo e isso daria um pouco mais de segurança aos bancos”, defende o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Guilherme Dietze.

Ele explica que o cadastro positivo favorece aquelas pessoas que pagam em dia e é uma das formas de ‘ajudar’ o sistema financeiro. “Com o cadastro positivo, mais a recuperação da economia com as reformas, dando mais segurança para os consumidores e mais emprego, a gente consegue reduzir sim a taxa de juros”.

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional do Estado de São Paulo (Abigraf-SP), Sidney Anversa Victor, o Banco Central continua não agindo para que o custo do crédito seja reduzido a patamares compatíveis. “As ferramentas de que o BC dispõe para solucionar a questão são conhecidas: cadastro positivo, atração de bancos estrangeiros para operar no país e incentivo ao crédito via internet (Fintech)”.

Na avaliação de Victor, a não utilização dessas ferramentas pelo BC contribui para a formação do preocupante cenário atual da indústria gráfica, que tiveram redução de 1,7% nas atividades do setor no primeiro trimestre. Ele cita ainda que situação semelhante acontece no setor de embalagens, que é um termômetro da indústria em geral.

Já a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) salientou que é importante a redução da Selic, mas que é preciso ir além. “A Abimaq avalia que é importante a adoção de medidas que permitam a continuidade na redução da Selic de forma sustentável, mas que estas só não bastam. São necessárias medidas que visam a diminuição do juro de mercado, a patamares semelhantes aos países emergentes, assemelhados ao nosso”, informou a entidade em nota.

Cadastro positivo

O projeto que trata do Cadastro Positivo (PLP 441/2017) obriga a inclusão de informações sobre empréstimos quitados e obrigações de pagamento que estão em dia de todas pessoas físicas e jurídicas do país, para formação do histórico de crédito, que poderá ser acessado por instituições financeiras para concessão de crédito ou outros serviços.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou o texto base no dia 9 de maio, mas a sessão, foi encerrada sem a conclusão da votação. Dessa forma, os deputados ainda precisam votar propostas de alteração ao texto para que a medida volte para apreciação do Senado. No último dia 12, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, informou, após reunião com líderes do governo que o tema estava na pauta prioritária do governo federal na agenda legislativa antes do recesso parlamentar, que começa no dia 17 de julho.

Demora para efeito chegar no consumidor

A taxa de juros está em seu menor nível histórico, mas o custo do crédito para o tomador final (empresas e pessoas físicas) continua alto, segundo análise da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O professor Joelson Sampaio, da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EESP-FGV) explica porque a demora acontece.

“É o efeito de transição, ou seja, quando o governo muda, até chegar na ponta, no geral leva de quatro a seis meses, porque já tem operações correntes, ou seja, o impacto é bem gradativo”.

Ele explica que, embora o custo do consumidor na ponta não tenha reduzido depois de 2017, a redução já ocorrida é sinal de melhora. “O custo do consumidor não reduziu na mesma magnitude, mas tem apresentado uma redução, então este sinal é positivo, de melhora”, opina.

Fonte: Brasil em Folhas

Mudanças na legislação podem agilizar processos de recuperação judicial

Projeto de lei enviado pelo governo em maio está parado no Congresso

O governo federal busca mudanças na lei que trata de falências e recuperações judiciais, sancionada em 2005. Com discurso de que deseja agilizar os processos, o presidente Michel Temer enviou projeto ao Congresso no último mês de maio.

— É muito difícil para o governo, enfraquecido, conseguir algum avanço neste ano. O Congresso está praticamente parado — pondera o economista-chefe da Serasa Experian, Luiz Rabi.

Na área jurídica, o texto divide opi­niões. Um dos pontos que recebem elogios é o que prioriza o pagamento aos credores que concedem novos créditos às empresas durante a etapa de recuperação. Para o advogado Tiago Britto Sponton, da Cabanellos Advocacia, a medida pode auxiliar na retomada das operações das companhias.

— Um dos fatores que mais prejudicam as empresas em dificuldades financeiras é o esgotamento de fontes de crédito. Com a mudança, busca-se dar maior oxigênio a quem está acamado — compara.

Críticos ao projeto questionam trechos que permitem que a Receita Federal seja mais atuante em relação às companhias. O advogado Guilherme Bier Barcelos, responsável pela área societária do escritório Rossi, Maffini, Milman e Grando, afirma que o órgão é o grande privilegiado pelo texto elaborado pelo governo.

— Se a proposta for aprovada, o Fisco poderá, por exemplo, pedir a falência de uma empresa. Além disso, uma companhia que dever à Receita não poderá entrar em recuperação judicial. Isso é altamente temerário — diz Gabriele Chimelo, advogada do escritório Scalzilli Althaus.

Ecovix e Stemac ainda tentam destravar planos

Apesar da trégua no número de processos em 2018, o Rio Grande do Sul apresenta casos de grandes empresas que tentam, junto aos tribunais, destravar seus planos de recuperação. A Ecovix, dona do Estaleiro Rio Grande, na Região Sul, fez seu pedido em dezembro de 2016, mas, de lá para cá, uma série de divergências com parte dos cerca de 500 credores dificultou o avanço das tratativas.

Em abril deste ano, a companhia conseguiu, enfim, a liberação para a assembleia geral de credores. A reunião está marcada para terça-feira (26), em Rio Grande. Na ocasião, os donos de débitos poderão votar se aceitam ou não o plano de recuperação proposto pela empresa. A dívida da Ecovix é estimada em cerca de R$ 7 bilhões.

— Estamos trabalhando para que o plano de recuperação seja votado e aprovado. A ideia é construir um caminho para a retomada das atividades da companhia — afirma Rodrigo Tellechea, advogado da Ecovix.

A Stemac é outra firma com raízes gaúchas que busca sair de crise financeira. No último mês de abril, a fabricante de geradores elétricos fez seu pedido de recuperação judicial e obteve, em maio, autorização da Justiça de Itumbiara, em Goiás, para onde havia transferido a linha de produção em 2014. Com a medida, a empresa busca a renegociação de sua dívida, estimada em R$ 700 milhões. Zero Hora tentou contato com a Stemac, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

Fonte: GaúchaZH / Infomet

Sem reformas, PIB recua e IPCA sobe a partir de 2019, diz 4E

A eventual eleição neste ano de um presidente que abandone a agenda de ajuste fiscal e melhora do ambiente de negócios levaria à contração de queda do PIB de 2019 a 2021 e a um quadro de inflação crescente, superior a 15% em 2022, avalia a 4E Consultoria. “A alternativa populista possível e relativamente fácil de ser implementada é a emissão monetária para o pagamento dos diversos compromissos do setor público”, aponta a 4E, que atribui 25% de probabilidade a esse cenário.

Na visão da consultoria, um dos principais riscos da eleição presidencial de 2018 é que seja eleito um candidato sem compromisso com a agenda de “correção de desequilíbrios macro e microeconômicos”. O imbróglio fiscal é o maior desses problemas e a sua resolução passa, para a 4E, por um reequilíbrio entre receitas e despesas, com a reforma da Previdência sendo peça fundamental dessa estratégia.

Em relatório em que traça cenários de longo prazo, a consultoria observa, porém, que esse não é o único caminho possível. “Um governo populista certamente buscaria outra forma para lidar com a restrição fiscal”, afirma a 4E. “A alternativa populista possível e relativamente fácil de ser implementada é a emissão monetária para o pagamento dos diversos compromissos do setor público.”

Essa emissão gera inflação, “o equivalente a um imposto sobre os detentores de moeda e de dívida pública”, diz a consultoria. “Essa alternativa pode ser encarada como um ‘calote branco’ nos detentores de dívida pública, dado que esses receberão bem menos, em termos reais [descontada a inflação], do que o esperado quando compraram o título público.”

Se esse cenário se concretizar, a 4E antevê a aceleração dos índices de preços ao longo do próximo ciclo político. A inflação alcançaria 10% em 2020 e atingiria 15,7% em 2022. O PIB, por sua vez, encolheria a uma média de 1,4% ao ano entre 2019 e 2021, crescendo apenas 0,5% no ano seguinte. Os impactos seriam mais pronunciados sobre os investimentos, que voltariam a apresentar queda forte em 2019 e 2020. Com isso, a taxa de investimento cairia para a casa de 13% do PIB – em 2017, a taxa ficou em 15,5% do PIB, um número já muito baixo, muito inferior aos 20,9% do PIB registrados em 2013.

Por enquanto, a 4E ainda tem como cenário básico a eleição de um presidente que siga a agenda de reformas, aprovando logo no começo “uma reforma da Previdência robusta”. Essa hipótese, que ainda teria 65% de chances de se materializar, faria o país retomar um crescimento mais forte, com a economia avançando em média 3,5% ao ano no próximo mandato presidencial. Como essa expansão se daria sobre capacidade já existente, o avanço da economia poderia ocorrer com a inflação ancorada às metas perseguidas pelo Banco Central (BC), diz a 4E.

Por fim, a consultoria atribui 10% de chances a um cenário otimista, cujas premissas são condições políticas e econômicas mais favoráveis. “Há pouco o que pode avançar neste ano em relação às premissas do cenário básico, mas, se um candidato reformista melhorar o seu desempenho nas pesquisas, isso já gera uma melhora no ambiente e na situação econômica.”

Nesse caso, o novo governo aprovaria rapidamente uma reforma da Previdência ampla, “distanciando de vez o fantasma de uma trajetória insustentável da dívida pública”, diz a consultoria. Haveria também uma reforma tributária mais profunda, com unificação de tributos e simplificação de regras, o que reduziria custos de transição e permitiria ganhos de eficiência no setor público e no setor privado. “Reformas microeconômicas e avanços consideráveis no ambiente de negócios também fazem parte desse cenário. Essas premissas se refletem em maior crescimento da produtividade, que recupera rapidamente parte da queda dos últimos anos e se estabiliza em um crescimento médio de 0,8% ao ano, acima do 0,6% do cenário básico.” O quadro fiscal teria uma sensível melhora. Com tudo isso, o país cresceria a uma média de 4,5% ao ano no próximo governo, com os investimentos puxando a expansão da economia.

Fonte: IABr – Instituto Aço Brasil

Economia brasileira opera bem abaixo do potencial de crescimento
A diferença entre o Produto Interno Bruto (PIB) efetivo e o potencial, hoje em cerca de 4,5%, pode ser reduzida no médio prazo, com redução da taxa de desemprego e aumento de investimentos

A economia brasileira tem operado bem abaixo da sua capacidade, com uma diferença de cerca de 4,5% entre o seu Produto Interno Bruto (PIB) efetivo e o seu PIB potencial (hiato do produto).

Porém, com expansão de investimentos produtivos e redução do nível do desemprego, por exemplo, seria possível anular esse hiato no médio prazo, por volta de 2023, a partir de um crescimento médio anual do PIB de 3%. Após atingir a sua capacidade, a economia do País passaria a expandir em um ritmo mais lento, caso reformas estruturais importantes não sejam implementadas.

A avaliação é do economista do Departamento de Pesquisa Econômica (DEPEC) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Tinoco. A análise foi feita com base no estudo “O crescimento da economia brasileira 2018-2023”, realizado em co-autoria com o economista-chefe da instituição, Fábio Giambiagi.

Tinoco esclarece que as projeções foram feitas em abril, antes dos choques internos e externos de maio reduzirem as projeções de crescimento do PIB de 2018. De acordo com o Boletim Focus do Banco Central (BC), por exemplo, as expectativas caíram de 2,50% no início de maio, para 1,76%, na última segunda-feira (18).No estudo, os economistas do BNDES partiram da premissa de que a atividade avançaria 2,5% neste ano. “Hoje, nós já trabalhamos com uma expectativa de crescimento de cerca de 1,5%”, explica Tinoco.

“De qualquer maneira, as considerações sobre o hiato do produto continuam válidas. Nossa economia, está operando bem abaixo do seu potencial”, ressalta o economista. Ele conta que as estimativas para o hiato do produto variam bastante. Enquanto o Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea) trabalha com uma projeção de 4%, por exemplo, o Instituto Fiscal Independente (IFI) prevê que o grau de ociosidade da economia brasileira gira em torno de 7%, 8%.

“Nós adotamos um número mais próximo do cálculo do Ipea, que é mais conservadora”, considera Tinoco. “Apesar da grande variação, de 4% a 8%, todas as projeções indicam que estamos trabalhando abaixo do potencial” reforça o economista do BNDES.Fatores de ociosidade Tinoco esclarece que o grau elevado de ociosidade da economia do País pode ser explicado pela alta taxa de desemprego e pelos níveis historicamente baixos da utilização da capacidade instalada da indústria. A desocupação ainda atinge 13,7 milhões de brasileiros, de acordo com dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por outro lado, esses dois fatores permitem que a economia tenha um crescimento inicial mais rápido, a partir da ocupação gradual da capacidade já instalada das empresas e do emprego da mão de obra desocupada. Esse processo, por sua vez, permitiria que o Brasil fechasse o seu hiato do produto no médio prazo.

Tinoco pondera que o elevado grau de incerteza, tanto na política como na economia, tem provocado atrasos nesse processo. “De qualquer forma, depois que nós conseguirmos preencher todos os fatores [de produção], ficará mais difícil expandir no mesmo ritmo. […] Se a capacidade instalada da indústria já está preenchida, você precisa elevar investimentos para conseguir crescer a uma taxa mais elevada”, afirma o economista do BNDES.

A mesma coisa ocorreria com o mercado de trabalho. Com um aumento da ocupação e queda do desemprego, as possibilidades de expansão estariam mais no aumento de produtividade do trabalhador do que na elevação das contratações. É neste contexto que entra o papel das reformas estruturais, como o investimento na qualidade da educação e a simplificação tributária.

Além disso, o estudo aponta a necessidade de reduzir os gargalos em infraestrutura, a partir da elevação dos aportes no setor. Segundo dados do Banco Mundial, entre 1990 e 2000, o Brasil investia 2,3% do PIB em infraestrutura, porcentagem que, atualmente, alcança apenas 1,4% do produto.

A continuidade de reformas fiscais que consigam controlar o avanço das despesas públicas também é essencial para que o PIB avance de forma sustentável. Um dos pontos mais preocupantes é o aumento da expectativa de vida dos brasileiros. No ano de 2010, por exemplo, havia mais de oito pessoas em idade de trabalhar para cada idoso.Já em 2060, esse número estará próximo a dois, fazendo com que haja muito menos trabalhadores contribuindo com as aposentadorias da população mais idosa.

Fonte: DCI
Redação On junho - 25 - 2018
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