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Sbado, 21 de Julho de 2018






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China e UE concordam com combater ao protecionismo, mas europeus repetem reclamações

O vice-primeiro-ministro Liu He disse que a China e a UE têm interesse comum no multilateralismo do comércio global

Autoridades chinesas e da União Europeia concordaram em se opor ao unilateralismo e ao protecionismo comercial durante conversas em Pequim sobre um acordo bilateral de investimentos, dando um golpe na campanha de tarifas punitivas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Mas um alto funcionário da UE deixou claro que a Europa não está totalmente na mesma página que a China, conclamando Pequim a fazer mais para tornar o acesso ao mercado mais justo e reduzir o excesso de capacidade no setor siderúrgico e outros setores, incluindo alta tecnologia.

O vice-primeiro-ministro Liu He disse que a China e a UE têm interesse comum no multilateralismo do comércio global.

“Ambos os lados acreditam que devemos nos opor resolutamente ao unilateralismo e ao protecionismo comercial e evitar que esse tipo de comportamento cause volatilidade e recessão na economia global”, disse Lieu a jornalistas após as negociações.

Os dois lados esperam trocar listas de propostas para o acordo bilateral de investimentos em uma cúpula China-UE em Pequim no próximo mês, segundo Liu.

O vice-presidente da Comissão Européia, Jyrki Katainen, disse, porém, que as áreas de desacordo também precisam ser abordadas se China e UE quiserem desenvolver suas relações econômicas, comerciais e de investimento.

“É essencial que trabalhemos juntos para lidar com o excesso de capacidade em setores como aço e alumínio”, disse Katainen, identificando especificamente as indústrias que Trump inicialmente mirou quando entrou numa guerra tarifária em março.

Ele também pediu que a China evite o excesso de capacidade em outras indústrias, incluindo os setores de alta tecnologia cobertos pela estratégia “Made in China 2025”.

No mês passado, os legisladores europeus aprovaram uma proposta de longo alcance para um exame mais rigoroso dos investimentos estrangeiros, em parte como resposta a uma enxurrada de aquisições chinesas de empresas européias.

Liu mostrou esperança de que a UE tome medidas concretas para reduzir restrições às exportações europeias para a China.

No mês passado, os legisladores europeus aprovaram uma proposta de longo alcance para um exame mais rigoroso dos investimentos estrangeiros, em parte como resposta a uma enxurrada de aquisições chinesas de empresas europeias.

Nesta semana, espera-se que Trump revele novas medidas para conter as empresas chinesas que compram participações em empresas norte-americanas, noutra guinada de crescente conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O Departamento do Tesouro dos EUA está redigindo restrições que impediriam empresas com pelo menos 25 por cento de propriedade chinesa de comprarem empresas dos EUA com “tecnologia industrialmente significativa”, disse um funcionário do governo informado sobre o assunto no domingo.

Washington acusa a China se apropriar indevidamente de tecnologia dos EUA por meio de joint ventures e já anunciou tarifas de 34 bilhões de dólares a mercadorias chinesas, a primeiro de um total de até 450 bilhões de dólares. As novas tarifas devem entrar em vigor em 6 de julho.

Fonte: DCI

Demanda por aço na China ficará estável no 2º semestre, setor vê risco de excesso de oferta

A demanda por aço na China deve ficar estável no segundo semestre, afirmou o vice-presidente da Associação de Ferro e Aço da China (Cisa), Qu Xiuli, nesta sexta-feira, alertando que o mercado vai enfrentar risco cada vez maior de excesso de oferta por entrada em operação de novas capacidades.

“A liberação acelerada de capacidade de produção avançada e a retomada de produção ilegal de vergalhões, incentivada por margens de lucro maiores, estão elevando o risco de sobreoferta”, disse Qu,

O investimento na indústria siderúrgica do país subiu 4,3 por cento de janeiro a abril ante o mesmo período do ano passado, afirmou.

Em maio, a China produziu um recorde de 81,13 milhões de toneladas de aço, com a média diária de produção de 2,62 milhões de toneladas.

Qu também alertou sobre potencial queda nas exportações de máquinas da China em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e o país, que terá um impacto indireto sobre a demanda chinesa por aço.

“Os produtos siderúrgicos chineses continuam muito competitivos no mundo…então esperamos que as exportações de aço da China não tenham um impacto significativo no próximo período e talvez poderemos manter o mesmo nível do ano passado”, disse Qu.

Fonte: DCI

Trump ameaça sobretaxar carros europeus em 20%

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou hoje (22) estabelecer sobretaxas de 20% sobre exportações de veículos da União Europeia. A iniciativa ocorre no momento em que o governo analisa se há riscos nas importações de automóveis europeus para os Estados Unidos.

Trump usou o Twitter para enviar mensagem aos europeus. “Se estas tarifas e barreiras não forem quebradas e removidas, vamos colocar uma tarifa de 20% sobre todos os carros [europeus]”, disse.

O Departamento de Comércio dos EUA avalia se as importações de automóveis e autopeças representam um risco à segurança nacional. O prazo para conclusão das investigações é fevereiro de 2019.

Há, ainda, a possibilidade de o Departamento de Comércio norte-americano promover audiências públicas em julho sobre o tema. Em maio, Trump sinalizou que estava insatisfeito com a importação de veículos de montadoras alemãs e que pretende sobretaxar os produtos.

China

Recentemente, Trump, anunciou sobretaxas no valor de US$ 50 bilhões sobre centenas de produtos chineses que entram nos Estados Unidos. Como retaliação, o governo chinês também aplicou uma taxação equivalente contra uma extensa lista de itens comprados dos Estados Unidos, incluindo produtos agropecuários.

Fonte: Brasil em Folhas

Exportações se recuperam após a greve

O recuo das exportações não chegou a provocar maiores apreensões com relação ao balanço de pagamentos, mas era um elemento a mais a prejudicar a atividade econômica

A média diária de exportações de US$ 1,114 bilhão na semana de 11 a 17 de junho indica que começou o processo de normalização das vendas externas, gravemente afetadas pela greve dos transportadores. O recuo das exportações não chegou a provocar maiores apreensões com relação ao balanço de pagamentos, mas era um elemento a mais a prejudicar a atividade econômica, afetada pelo movimento paredista e pela política errática adotada pelo governo para enfrentar o problema.

Na primeira semana de junho, a média diária de exportações foi de apenas US$ 737,7 milhões e, na segunda semana, de US$ 825,1 milhões. Com a recuperação verificada na terceira semana de junho, a média dos primeiros 11 dias do mês atingiu US$ 948,5 milhões, superando em 3,5% a média de maio e em 3,9% a média anual de 2018. Em parte, os resultados podem ser atribuídos ao atendimento de contratos de exportação que podiam ser cumpridos com atraso. Mas uma parcela das vendas foi perdida, em especial, no caso de bens perecíveis.

A comparação entre as primeiras três semanas de junho de 2017 e junho de 2018 mostra que predominaram as exportações de manufaturados, com crescimento de 13,5%, ajudadas por óleos combustíveis, aviões, óxidos e hidróxidos de alumínio, máquinas e aparelhos para terraplenagem e tubos flexíveis de ferro/aço. Na mesma base de comparação, as vendas de semimanufaturados caíram 16,5%, influenciadas por açúcar em bruto, ouro, itens de ferro e aço, madeira e zinco em bruto. Também cederam as exportações de itens básicos como petróleo em bruto, carne bovina e de frango, milho em grãos e fumo em folhas. Mas as exportações de soja foram favoráveis.

As importações foram menos atingidas pela greve e cresceram 14,2% entre as três primeiras semanas de junho de 2017 e de junho de 2018. Por isso, o superávit comercial caiu, em igual período, de US$ 32,6 bilhões para US$ 27 bilhões. O crescimento das importações é um sinal de que a demanda continua forte no País, acima do que poderia sugerir o ritmo lento da retomada.

O superávit comercial estimado para este ano pelas consultorias ouvidas para o boletim Focus do Banco Central em 15/6 foi de US$ 58,3 bilhões. Embora inferior ao superávit de US$ 67 bilhões de 2017, é um sinal de vigor das exportações.

Fonte: Terra

EUA vão restringir o investimento chinês em empresas americanas

O governo Trump decidiu restringir os investimentos chineses em empresas dos EUA em setores que vão da indústria aeroespacial à robótica, numa nova escalada da guerra comercial com Pequim.

A medida, segundo analistas, pode ter consequências ainda maiores, de longo prazo, na relação econômica entre EUA e China do que a crescente guerra tarifária e marca uma das maiores mudanças no regime de investimento aberto dos EUA em décadas.

O presidente Donald Trump ordenou ao Tesouro dos EUA que redigisse e divulgasse nesta semana as restrições aos investimentos chineses no país. Elas vão se juntar às sobretaxas já anunciadas sobre US $ 50 bilhões em produtos chineses, com o objetivo de forçar mudanças nas práticas de propriedade intelectual da China.

A medida esfriar ainda mais os investimentos chineses nos EUA. Segundo a consultoria do Rhodium Group, o investimento estrangeiro direto da China nos EUA caiu mais de 90%, para apenas US $ 1,8 bilhão no primeiro semestre de 2018, ante o mesmo período do ano passado. Em 2016, empresas chinesas registraram o recorde de US $ 46 bilhões em investimento direto nos EUA.

A abrangência das medidas tem sido objeto de discussões internas no governo Trump nos últimos dias, dizem pessoas a par do debate. Não está claro com que rapidez as restrições entrarão em vigor e se elas se aplicarão aos investimentos chineses em fundos de capital de risco, que fornecem boa parte do capital inicial para start-ups de tecnologia dos EUA.

Mas, segundo autoridades e pessoas a par das discussões, o governo decidiu restringir a capacidade da China de investir ou adquirir empresas americanas nos setores identificados por Pequim em seu plano chamado Made in China 2025. Xi Jinping, presidente da China, estabeleceu uma meta de liderar o mundo nesses dez setores, que incluem aeroespacial, inteligência artificial, robótica, dispositivos médicos e ferrovias.

“A China tem como alvo as indústrias americanas do futuro, e o presidente Trump entende melhor do que ninguém que, se a China capturar com sucesso essas indústrias emergentes do futuro, os EUA não terão futuro econômico, enquanto sua segurança nacional estará seriamente comprometida”, disse Peter Navarro, assessor comercial da Casa Branca, na semana passada.

O governo Trump parece querer invocar uma lei que dá aos presidentes dos EUA amplos poderes no caso de uma emergência econômica nacional, que o presidente provavelmente declarará. A Lei Internacional dos Poderes Econômicos de Emergência (IEEPA, na sigla em inglês) data da década de 1970 e, no passado, foi usada principalmente para impor sanções a países como a Coreia do Norte e o Irã.

Autoridades argumentam que as restrições são necessárias porque os EUA estão em uma guerra existencial de inovação com a China sobre as principais tecnologias que definirão o futuro das duas maiores economias do mundo.

O governo avalia a criação de um regime separado paralelo ao Comitê de Investimentos Estrangeiros nos EUA (Cfius). Mas o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, tem resistido a isso. Ele argumentou internamente que a nova legislação do Cfius, que tramita no Congresso, daria à comissão todos os poderes necessários.

Mas, segundo pessoas de dentro e de fora do governo a par da situação, as autoridades mais anti-China ganharam o debate interno, e a Casa Branca já começou a dizer às várias agências do governo envolvidas que elas precisariam enviar pessoas ao Tesouro para trabalhar no novo regime.

Peter Harrell, que ajudou a redigir sanções e a política de diplomacia econômica no Departamento de Estado no governo Obama, disse que uma medida unilateral do governo Trump para invocar a IEEPA seria incomum. “Essa é uma mudança bastante acentuada em relação a como as coisas eram feitas no passado”, disse.

A medida, porém, manteria o padrão do governo Trump de invocar a segurança nacional em suas batalhas econômicas, incluindo, mais recentemente, a imposição de sobretaxas às importações de aço e alumínio. Trump também lançou uma investigação sobre se carros estrangeiros representam uma ameaça à segurança nacional dos EUA, que, segundo o presidente, levaria a uma sobretaxa de 20% aos carros europeus.

“O governo Trump, meio que de modo geral, está muito confuso e parece estar dizendo que qualquer desafio econômico significativo enfrentado pelos EUA também é um desafio de segurança nacional”, disse Harrell, que está agora no Center for a New American Security.

Derek Scissors, especialista nas relações econômicas entre EUA e China do conservador American Enterprise Institute, disse que o governo está certo em mirar o investimento da China em setores-chave de tecnologia. Mas pode haver reação do Congresso se o governo decidir driblar a reforma do Cfius atualmente em debate.

“Isso não deixará [o Congresso] feliz, mesmo quem simpatiza com o amplo objetivo [de restringir a o acesso chinês à tecnologia dos EUA]”, disse ele.

Fonte: Valor

Redação On junho - 25 - 2018
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