Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Tera-feira, 17 de Julho de 2018






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Monitor do PIB registra alta de 0,1% em abril ante março

Número mostra que economia já estava enfraquecida antes mesmo da greve dos caminhoneiros em maio, avalia pesquisador da FGV, Claudio Considera

A economia brasileira cresceu 0,1% em abril, na comparação com o mês de março, de acordo com o Monitor do Produto Interno Bruto (PIB) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado ontem.

No trimestre encerrado em abril, o indicador caiu 0,4% em relação ao trimestre finalizado em janeiro. As taxas foram calculadas na série livre de efeitos sazonais.

O pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Claudio Considera, avalia que a alta de 0,1% em abril mostra que a economia já estava enfraquecida antes mesmo das perdas provocadas pela greve dos caminhoneiros. A paralisação durou 11 dias em maio. “A atividade econômica do País já não estava muito bem das pernas”, ressalta Considera.

Ele detalha que, enquanto nos meses de janeiro (-0,4%) e março (-0,4%) o Monitor do PIB registrou queda na margem (em relação ao mês imediatamente anterior), em março (0,0%) o indicador veio estável, avançando somente 0,1% em abril.

Considera explica que a recuperação da atividade já estava fraca, antes de maio, pela insegurança dos empresários em investir em meio a um ambiente de incertezas, e pelo elevado nível de desemprego, que retira o potencial de uma expansão mais robusta do consumo.

No trimestre encerrado em abril, a taxa de desocupação alcançou 12,9%, atingindo 13,4 milhões de pessoas, segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A questão do desemprego é crucial para a economia”, destaca o pesquisador da FGV.

Outros indicadores referentes à atividade de abril já foram divulgados. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), por exemplo, aumentou 0,46%. O Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal), por sua vez, registrou alta de 0,6% em abril, em relação a março.“

Já maio será um desastre. O monitor do PIB deve vir bem negativo. Os números de junho também serão ruins”, afirma Considera. Ele prevê um crescimento de 1,9% para a economia no fechamento de 2018, contra uma projeção de 2,9% feita no início do ano.

Depois de maio 

A economista da Tendências Consultoria, Alessandra Ribeiro, afirma que esperava aceleração da economia no segundo trimestre, em relação aos primeiros três meses do ano, mas que a greve dos caminhoneiros diminuiu a capacidade de expansão da economia neste trimestre e no final do ano.

A projeção era de que o PIB crescesse 0,8% na margem no segundo trimestre, expectativa que recuou para uma alta de 0,2%, depois dos eventos de maio. Já a estimativa para o PIB fechado de 2018, diminuiu de uma elevação de 2,8% para um avanço de 1,7%.

Ribeiro cita indicadores que já mostram uma tendência ruim para o desempenho da economia em maio. No mês passado, a venda de papelão ondulado – utilizado em embalagens – despencou 18,17% em relação a abril, mostrou a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO). Já a produção de veículos caiu 20,2%, em igual período e na mesma base de comparação, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A previsões da Tendências também apontam desaceleração da atividade dos principais setores no segundo trimestre. A expectativa é que a agropecuária cresça 0,3%, na margem, contra avanço de 1,4%, registrado no primeiro trimestre. Já a indústria deve ter queda de 0,3%, ante uma alta de 0,1% nos primeiros três meses do ano. Os serviços, por sua vez, devem avançar 0,1%, contra uma expansão anterior de 0,2%, indica Ribeiro.

Já o economista da Pezco Economics, Helcio Takeda, avalia que os números setoriais de abril (comércio, serviços e indústria) divulgados pelo IBGE vieram mais positivos do que se esperava. No entanto, os efeitos da greve dos caminhoneiros devem fazer com que a expectativa da consultoria para o PIB do segundo trimestre (+0,6%) seja revisada para baixo nos próximos dias.

Fonte: DCI

Economia local anima mais os executivos do que o exterior

Mesmo com a recente paralisação dos caminhoneiros e com as incertezas das eleições, os executivos das principais empresas brasileiras estão mais otimistas em relação a economia local do que com a mundial. Pesquisa da KPMG aponta que 79% dos consultados acreditam na melhora do cenário econômico brasileiro nos próximos três anos e apenas 53% nutrem a mesma confiança em relação aos outros países.

Os números foram revelados pela 2ª Pesquisa Anual Global da KPMG, que ouviu 53 líderes de empresas no Brasil – o levantamento é parte de um estudo que abrange outros 19 países e 1.578 executivos. No recorte brasileiro, foram entrevistados executivos de empresas que, em sua maioria (49%), faturaram entre US$ 1 bilhão e US$ 9,9 bilhões em 2017, sendo que mais da metade (60%) registrou crescimento no período, em relação ao imediatamente anterior.

“Os executivos têm hoje uma confiança maior no mercado local provavelmente porque a gente tem uma demanda interna reprimida [depois de tanto tempo de recessão] a ser atendida”, afirmou Charles Krieck, presidente da KPMG no Brasil.

Além disso, Krieck afirma que as influências geopolíticas nunca foram tão importantes e consideradas nas estratégias das empresas como hoje. “Temos a incerteza do conflito entre Estados Unidos e Coreia do Norte, temos o Brexit, as decisões de Trump, eleições no Chile e no México. Tudo isso pode mudar os rumos desses países.”

Outro dado interessante é que, para 89% dos entrevistados, a prioridade, em termos de expansão geográfica nos próximos três anos, é alcançar mercados emergentes, enquanto que só 9% dos entrevistados pretendem investir em países desenvolvidos.

As expectativas positivas são reforçadas pela declaração de 67% dos entrevistados de que não acreditam que haverá grande dificuldade em atingir o crescimento projetado. A grande maioria prevê aumento moderado nas receitas nos próximos três anos. Dos executivos ouvidos pela pesquisa, 87% estimam expansão de 2% ao ano. Evolução superior a esse patamar é prevista por 8% dos respondentes, que esperam avanço entre 2% e 4% ao ano no triênio que está por vir. E apenas 4% indicaram que poderão expandir suas receitas entre 5% e 9% no mesmo período.

A pesquisa revelou também que ao mesmo tempo que estão otimistas, estes presidentes de empresas fizeram seus planejamentos estratégicos para alcançar o crescimento projetado e se preocupam com os principais obstáculos do Brasil aos seus negócios.

Quatro em cada dez entrevistados pretendem aumentar o investimento em processos de inovação. É o mesmo percentual (42%) de quem pretende participar de empreendimentos corporativos. Não muito inferior é a parcela de executivos que pensa em criar programas de aceleração ou incubadoras de “startups” (40%) e investir em empresas dessa mesma categoria (38%).

Em relação aos possíveis impedimentos ao crescimento de suas companhias, o risco operacional é o maior temor dos empresários, com 75% das respostas.

Segundo Krieck, há um reconhecimento muito claro pelos executivos de que, embora o Brasil seja um mercado de grandes oportunidades, também é o mais difícil para operar, por conta de seu tamanho, logística e carga tributária. “A greve dos caminhoneiros foi um grande exemplo disso e colocou à prova vários planos de contingência que as empresas têm: como operar sem pessoas, sem material, sem combustível, entre outros”, completou o presidente da KPMG.

Ainda no que diz respeito aos maiores riscos apontados pela pesquisa, 60% dos empresários declaram temer eventuais ameaças à segurança cibernética, 36% se preocupam com a taxa de juros e 34% declaram estar apreensivos em relação à perda de talentos.

O levantamento da KPMG foi feito em janeiro, antes das paralisações dos caminhoneiros ocorridas em maio, que impactaram as atividades em vários setores da economia e fizeram o governo revisar sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano. O presidente da consultoria disse ao Valor que voltou a conversar com os executivos depois dos últimos acontecimentos no Brasil para testar o que foi dito na pesquisa e o resultado o surpreendeu: o otimismo continua.

Os entrevistados esperam um crescimento menor do que previam para este ano, mas ainda maior do que o ano anterior. A maioria projeta um aumento de 2% a 3% no faturamento neste ano.

“Na média, claro, o efeito da greve é negativo. Perdemos nove dias com a paralisação. Mas os CEOs não estão enxergando isso como uma catástrofe, todos estão vendo ainda um 2018 estável em relação a 2017 e um 2019 positivo”, afirmou Krieck.

A visão dos líderes internacionais sobre o Brasil é ainda mais surpreendente, afirma ele. Os executivos lá fora estão vendo essas turbulências com muito mais naturalidade que os próprios brasileiros, acreditando que é mais uma crise que o país superará.

Além disso, há a percepção de que o Brasil está muito mais forte, após a Lava-Jato. “Estamos limpando as sujeiras e o fato de estarmos colocando as coisas na mesa tem sido visto como positivo”, completou.

Fonte: IABr – Instituto Aço Brasil

Incertezas internas e mudanças externas justificam a manutenção dos juros, avalia CNI

A manutenção dos juros básicos da economia em 6,5% ao ano foi acertada, especialmente diante da fraca recuperação da economia, das incertezas em relação às eleições e das mudanças no cenário internacional

A manutenção dos juros básicos da economia em 6,5% ao ano foi acertada, especialmente diante da fraca recuperação da economia brasileira, das incertezas em relação às eleições de outubro e das mudanças no cenário internacional. A avaliação foi feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (20), logo depois do anúncio da decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).

Além disso, embora o impacto da greve dos caminhoneiros sobre os preços ainda seja incerto, a inflação para este ano continua dentro da meta de 4,5% fixada pelo Banco Central. “O aumento dos juros neste cenário seria precipitado e desnecessário”, destacou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Robson Andrade Andrade acrescentou que também seria equivocado o Banco Central elevar os juros para conter a desvalorização do real frente ao dólar. Para o presidente da CNI, os instrumentos adequados, como a oferta de swap cambial, estão sendo utilizados para irrigar o mercado de câmbio e controlar as oscilações do dólar.

Fonte: CNI

Câmara aprova novo pacote de benefícios às transportadoras

Em meio às discussões sobre o pacote de ajuda aos caminhoneiros, a Câmara aprovou projeto de lei que dá diversos benefícios às transportadoras. O texto, que ainda precisa passar pelo Senado, inclui medidas para que o setor pague menos tributos e prevê isenção de IPI e PIS/Cofins na renovação da frota de caminhões. A aprovação ocorre num momento de pressão de setores como o químico e de refrigerantes, que tiveram incentivos reduzidos para que o governo conseguisse pagar a conta dos benefícios dados aos caminhoneiros. O relator do projeto, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), dono de transportadora, minimizou os possíveis efeitos fiscais das medidas. “Não tem cálculo ainda”, disse. O governo tentará derrubar no Senado pelo menos as iniciativas que tenham impacto fiscal.

Em meio às polêmicas sobre a bolsa caminhoneiro, a Câmara dos Deputados aprovou ontem uma série de medidas que beneficiam principalmente as transportadoras. O projeto permite que o setor de transporte pague menos impostos e prevê até alíquota zero em tributos como IPI e PIS/Cofins para a renovação da frota de caminhões. O texto ainda precisa passar pelo Senado.

A aprovação do projeto na Câmara teve apoio inclusive de integrantes da base aliada e ocorre num momento em que a equipe econômica ainda precisa lidar com a pressão de grupos econômicos que acabaram pagando parte da conta do bolsa caminhoneiro, que soma R$ 13,5 bilhões. O setor de refrigerantes e o de indústria química, por exemplo, tiveram incentivos reduzidos pelo governo e brigam para restabelecer os benefícios.

A Receita Federal ainda está calculando os impactos potenciais do projeto. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o governo vai trabalhar para derrubar no Senado as iniciativas que tenham impacto fiscal. “O governo não tem sobra de recursos no Orçamento para conceder mais recursos aos caminhoneiros”, diz o economista Juan Jensen, sócio da 4E Consultoria. “Isso implica que outros setores ou a sociedade como um todo banquem esses incentivos.”

O relator do projeto, Nelson Marquezelli (PTB-SP), minimizou os possíveis efeitos fiscais das medidas. O deputado é dono de uma transportadora que distribui produtos da Ambev. Marquezelli nega conflito de interesses e diz que a empresa hoje pertence aos filhos, embora ainda se refira a ela como se fosse proprietário. “Eu tenho uma revenda… eu tive uma revenda que é uma das três maiores da Ambev”, disse.

O texto aprovado ontem na Câmara prevê a criação de um plano nacional de renovação de frota de caminhões, com financiamentos em condições diferenciadas, como juros menores e prazos mais longos. As empresas que aderirem ainda serão agraciadas com alíquota zero de PIS/Cofins e IPI para caminhões novos. O setor estima uma taxa de renovação de 10% a 12% ao ano com esse projeto.

O texto ainda retira o valor dos pedágios da base de cálculo do PIS/Cofins. Outro artigo isenta de tributo o valor pago pelas transportadoras aos caminhoneiros em vale-pedágio. Pelo texto, há ainda a possibilidade de as empresas usarem o valor pago em pedágios para abater Imposto de Renda.

O projeto converte multas emitidas pela ANTT a caminhoneiros que fugiram da fiscalização até a data da publicação da lei em advertências. Na avaliação de consultores, esse artigo pode gerar cobrança dos caminhoneiros à União para que sejam restituídos valores de multas já pagos.

O projeto amplia a pontuação máxima na carteira de motorista dos caminhoneiros de 20 para 40 pontos – exceto quando houver infrações graves ou gravíssimas. As condições do contrato de transporte de carga também poderão ser ajustadas “mediante acordos individuais ou coletivos”, o que fragilizaria qualquer tentativa de fixar uma tabela de frete.

Fonte: O Estado SP

Selic fica em 6,5% apesar do câmbio

Apesar da disparada do dólar nas últimas semanas, o Banco Central decidiu manter a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, no menor patamar da história. Na decisão anunciada na noite de ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC não deu sinais de que vai manter a Selic neste nível nos próximos meses, ao contrário do que fez na reunião anterior, de maio.

A decisão de ontem do Copom – formado pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, e pelos oito diretores da instituição – já era esperada pelos economistas do mercado financeiro. De um total de 49 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, todas esperavam a manutenção da Selic em 6,50% ao ano.

A cada 45 dias, o Copom calibra o patamar da Selic buscando o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Como a Selic é a taxa básica de juros da economia, ela serve como referência para todas as demais taxas cobradas das famílias e empresas.

Com a manutenção da Selic no atual patamar, o Brasil passa a figurar na sétima posição do ranking de 40 países por taxas reais de juros (descontada a inflação). A lista, elaborada pelo portal MoneYou e pela Infinity Asset Management, indica que o juro real no Brasil está em 2,91%. A taxa é inferior a de países como Argentina (23,89%), Turquia (9,40%) e Rússia (4,73%), mas superior a de África do Sul (1,67%), Colômbia (1,16%) e Malásia (1,10%).

Mesmo os economistas que esperavam pela manutenção da Selic admitiam que o cenário para a taxa básica havia se tornado incerto, em função do ambiente internacional, da disparada do dólar ante o real nos últimos meses, da greve dos caminhoneiros iniciada no fim de maio e do cenário eleitoral ainda nebuloso no Brasil. Do encontro de maio do Copom para o de ontem, o dólar à vista subiu 2,68%, aos R$ 3,77. No ano, a moeda americana acumula ganho de 13,83% ante o real.

No comunicado de ontem, o Copom reafirmou que apenas os “efeitos secundários” da alta do dólar sobre a inflação serão combatidos. Na prática, os dirigentes do BC não consideraram em sua decisão o avanço em si da moeda americana, mas o quanto ele pode influenciar na remarcação de preços. Como a recuperação econômica é lenta, a alta de preços ao consumidor em função do dólar também tende a ser menor, na avaliação do BC.

Além disso, a instituição afirmou que a greve dos caminhoneiros dificulta a leitura sobre a evolução recente da atividade econômica. O BC espera que os indicadores de atividade de maio e junho reflitam os efeitos da greve. Ao mesmo tempo, o impacto sobre a inflação das altas de preços ocorridas durante a greve deve ser temporário.

Com esses argumentos, o Copom manteve a Selic em 6,50% ao ano ontem, mas não garantiu que será assim na decisão que tomará no início de agosto. Chamou a atenção o fato de o colegiado ter retirado do comunicado de ontem uma frase presente no documento da decisão anterior, de maio: a de que, “para as próximas reuniões, o comitê vê como adequada a manutenção da taxa de juros no patamar corrente”. O colegiado procurou ressaltar ontem que as próximas decisões sobre juros dependerão da evolução da atividade, dos riscos para a inflação e das projeções dos para os índices de preços.

No próprio comunicado de ontem, o BC projetou índices de inflação mais elevados em 2018. No cenário de mercado, a projeção para a inflação este ano passou de 3,6% para 4,2%.

Em ambos os casos, a inflação ficaria dentro da meta perseguida pelo BC, de 4,5%, com margem de 1,5 ponto porcentual (taxa de 3,0% a 6,0%). No entanto, as projeções indicam que o período de inflação baixíssima no Brasil vai ficando para trás. Em 2017, a inflação havia ficado abaixo de 3%.

Fonte: O Estado SP

BNDES libera R$ 508 milhões para Confins

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um empréstimo de R$ 508 milhões à BH Airport, concessionária do Aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, depois de quatro anos de análise e idas e vindas nas condições do contrato de concessão.

A BH Airport, controlado pelo consórcio formado pela CCR e pela operadora Zürich Airport International, administra o terminal desde 2014. Confins entrou na primeira fase do Programa de Investimentos em Logística (PIL), no primeiro governo Dilma Rousseff. O leilão ocorreu em novembro de 2013.

Houve atrasos em obras de responsabilidade da Infraero. Em dezembro, os sócios fizeram um aumento de capital de R$ 566 milhões, para fazer frente às obrigações geradas pelos “descumprimentos” do governo relacionados ao contrato com a concessionária, afirmou na época um executivo da CCR.

A reabertura para grandes voos comerciais no Aeroporto de Pampulha, na região central da capital mineira, também alteraria as condições da concessão de Confins, que fica a 40 quilômetros do centro da cidade.

Segundo Adriano Pinho, presidente da BH Airport, o financiamento do BNDES, de 208 meses, incorporou o “risco Pampulha”, com mudanças “inesperadas” em relação às garantias. Depois de ter reavaliado o projeto e considerado os efeitos da potencial operação de voos comerciais regulares em Pampulha, o banco passou a exigir que as garantias fossem dos acionistas.

Parte do financiamento será destinada a quitar o empréstimo-ponte de R$ 406 milhões concedido pelo banco em 2015.

Fonte: O Estado SP

Tombo da confiança industrial é mais um obstáculo ao investimento

A confiança da indústria despencou em junho, evidenciando o impacto fortemente negativo da greve dos caminhoneiros sobre o ânimo dos empresários do setor. Divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) o Índice de Confiança do Empresário industrial (Icei) ficou em 49,6 pontos neste mês. Foi uma queda de 5,9 pontos em relação a maio, puxada pela piora expressiva da avaliação das condições atuais, embora as expectativas para os próximos seis meses também tenham se deteriorado. Foi o maior tombo da série mensal do Icei, iniciada em 2010, levando o indicador abaixo de 50 pontos, o que significa falta de confiança.

Os indicadores econômicos de maio já haviam mostrado o grande estrago feito pela paralisação dos caminhoneiros sobre a atividade, havendo estimativas de queda superior a dois dígitos da produção industrial no mês passado. A venda de aço, por exemplo, caiu 16,4% em relação a abril, segundo o ajuste sazonal do Bradesco nos números do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda).

Com o índice da CNI, fica claro que a greve atingiu em cheio a confiança da indústria. Isso afeta as perspectivas para o investimento das companhias do setor, que já eram pouco animadoras.

Segundo a nota, “a confiança dos empresários foi fortemente abalada pela interrupção dos serviços de transportes rodoviários de cargas, no fim de maio, e pelas consequências das medidas tomadas para solucionar a crise”. E a queda foi generalizada, alcançando “todos os portes de empresa, regiões geográficas e segmentos industriais (indústria da construção, extrativa e de transformação)”.

Em junho, houve piora tanto no índice que avalia o sentimento dos empresários em relação à situação atual quanto no de expectativas. “O indicador de condições atuais caiu de 50,1 pontos para 42,4 pontos entre maio e junho de 2018, uma queda de 7,7 pontos”, aponta o relatório, que acrescenta: “Ao situar-se bem abaixo de 50 pontos, o indicador reflete forte percepção de piora das condições econômicas atuais com relação aos últimos seis meses.”

O tombo foi especialmente forte no subíndice de condições atuais para a economia brasileira, que caiu de 48,3 em maio para 37,1 pontos em junho. O recuo do indicador de expectativas para os próximos seis meses também foi significativo, de 58,2 para 53,2 pontos, mas ainda ficou acima de 50 pontos.

Uma queda tão forte da confiança da indústria é um sinal muito negativo para a atividade nos próximos meses, confirmando a avaliação de grande parte dos economistas de que a greve dos caminhoneiros teria efeitos que não se restringiriam às perdas da atividade em maio. Nesse quadro, as estimativas de uma expansão do PIB na casa de 1,5% em 2018 tendem a ganhar força.

Fonte: Valor

Redação On junho - 21 - 2018
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.