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Tera-feira, 18 de Dezembro de 2018






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Departamento de Comércio dos EUA investiga especulação em aço após tarifas, diz Ross

Os Estados Unidos estão lançando investigação sobre os recentes aumentos no preço do aço para determinar se há “especulação ilegítima” com as novas tarifas nos EUA, disse o secretário de Comércio Wilbur Ross nesta quarta-feira.

Ross disse em audiência do Comitê de Finanças do Senado que o preço do aço no mercado norte-americano aumentou muito mais do que o justificado pela tarifa de 25 por cento, possivelmente por causa de “atividade especulativa” com alguns intermediários do mercado segurando estoques.

O índice de referência de aço laminados a quente para junho indicava cotação de 902 dólares por tonelada na Bolsa Mercantil de Nova York nesta quarta-feira, um aumento de 53 por cento em relação aos 589 dólares do ano anterior.

“Não há nenhuma razão para que as tarifas aumentem o preço do aço muito mais do que a porcentagem da tarifa. No entanto, é isso que vem acontecendo”, disse Ross. “Isso claramente não é um resultado da tarifa, é claramente um resultado do comportamento antissocial de participantes do setor”.

Ross não citou nenhum dos responsáveis ​​pelos aumentos dos preços. Mas disse que o retorno da atividade de algumas usinas domésticas ociosas ajudaria a aliviar quaisquer restrições de oferta até o final deste ano, citando a retomada da operações de alto-forno da US Steel, que deve adicionar 2,5 milhões de toneladas de produção de aço bruto por ano.

Fonte: Reuters

Vamos acelerar processo de pedidos de isenção de tarifas nos EUA, diz Ross

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, afirmou nesta quarta-feira que o governo do presidente Donald Trump tem realizado uma revisão de milhares de pedidos de exclusão das tarifas à importação e aço e alumínio, impostas anteriormente. Segundo Ross, já foram concedidas exclusões para 42 tipos de importações, com outros 56 pedidos já negados. Ele não detalhou, porém, quais teriam sido vetados e quais aceitos.

Durante audiência no Comitê de Finanças do Senado, Ross informou que o governo dos EUA recebeu mais de 20 mil pedidos de exclusão, dizendo que todos serão avaliados. De acordo com o secretário, a intenção é acelerar esse processo. Ele também lembrou que o Brasil e a Argentina concordaram com cotas nas vendas de aço e alumínio e disse que sua equipe estuda se as exclusões podem ser concedidas também aos países que concordaram com cotas, entre eles também a Coreia do Sul.

Ross afirmou que devem ser divulgados praticamente diariamente quais exclusões de tarifas serão aceitas ou não. No caso positivo, a exclusão terá efeito retroativo, de modo a não prejudicar as empresas, argumentou. Porém vários senadores, inclusive da base republicana, questionaram o processo, demonstrando o temor de que empresas americanas sejam prejudicadas, especialmente as menores, com prejuízos a seus negócios e consequente corte de empregos.

Segundo vários senadores, a postura americana elevará os custos para o aço e o alumínio, prejudicando muitos setores. Além disso, os congressistas questionaram sobre o possível impacto para o setor agropecuário, sujeito agora a retaliações de países atingidos pelas tarifas. “Nós não temos controle sobre o que outro país faz em relação a retaliações”, recordou Ross. Segundo ele, contudo, o presidente tem atuado de modo firme, impondo mais tarifas nesse caso, o que fez o senador democrata Michael Bennet dizer que para ele isso parece na verdade “o início de uma guerra comercial”. Bennet ainda questionou qual a suposta ameaça à segurança para impor tarifas contra um país aliado, como o Canadá, com quem os EUA possuem superávit comercial em aço e alumínio.

Ross, por sua vez, argumentou que aliados como o Canadá e o Japão têm adotado ações para responder às mudanças no mercado americano. Para ele, a estratégia adotada foi o único meio de resolver o excesso de capacidade no setor de aço e alumínio, protegendo a segurança nacional.

Fonte: Estado de Minas

Montadoras alemãs propõem tarifa zero com os EUA

As principais montadoras alemãs apoiaram a isenção de todas as tarifas sobre importação de automóveis entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos, em um esforço para encontrar uma solução pacífica para a guerra comercial em curso.

O embaixador dos EUA na Alemanha, Richard Grenell, apresentou ontem a proposta de um pacto comercial para o setor ao governo Trump, segundo pessoas a par do tema.

Isso significaria abandonar a tarifa de 10% da UE sobre automóveis importados dos EUA e de outros países e a taxa de 2,5% cobrada nos EUA sobre carros importados. Como pré-requisito, os europeus querem que a ameaça do presidente americano, Donald Trump, de cobrar imposto de 25% sobre os automóveis importados da Europa deixe de ser alvo de discussão.

Nas últimas semanas, Grenell manteve reuniões a portas fechadas com os dirigentes de todas as grandes empresas automobilísticas alemãs, inclusive reuniões bilaterais com os CEOs da Daimler, BMW e Volkswagen, que operam unidades de montagem nos EUA. Ao todo, as montadoras e fornecedoras alemãs de autopeças empregam 116.500 pessoas nos EUA, segundo a Associação das Fabricantes Automotivas Alemãs.

Durante as conversações, iniciadas pelo embaixador, os executivos disseram que apoiariam o fim de todas as tarifas de importação do comércio transatlântico de produtos automotivos, como base de um acordo mais amplo sobre produtos industrializados. O governo alemão aderiu, e Grenell prometeu apoiar a ideia, segundo autoridades americanas e alemãs.

Os esforços das montadoras alemãs se defrontam com obstáculos significativos. Berlim não tem poder para aprovar acordos comerciais – uma prerrogativa da Comissão Europeia, o órgão executivo da UE -, e teria de convencer os demais países-membros do bloco, a começar pela França, a respaldar o enfoque de livre comércio pelo qual poucos têm interesse.

A abordagem das montadoras é incomum, mas autoridades alemãs disseram que qualquer abordagem pode valer a pena na tentativa de influenciar um presidente cujos atos deixaram seus aliados perplexos, para dizer o mínimo.

“A Alemanha tem a postura certa para resolver esse desentendimento entre amigos”, disse o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross. “Se a UE reduzisse sua tarifa de 10% sobre automóveis e caminhões americanos, seria um primeiro passo positivo para um comércio mais justo e recíproco.”

Um problema é que os europeus também querem que um imposto de 25% cobrado pelos EUA a picapes, veículos esportivos e vans de grande porte seja suspenso. A abolição dessa relíquia do governo Johnson pode indispor o governo americano com os trabalhadores da indústria automobilística dos EUA, que representam eleitorado decisivo para Trump nas eleições legislativas em novembro.

Ross não comentou se os EUA estariam dispostos a cortar as tarifas sobre os veículos comerciais.

Autoridades em Berlim encaram com cautela a iniciativa das montadoras. Embora endossem a ideia, dizem que o governo já contatou Washington com propostas semelhantes, semanas atrás, sem despertar muito interesse. Dizem ainda que não há atualmente quaisquer conversações em curso sobre comércio entre Europa e os EUA, no momento em que a UE prepara sua reação às tarifas sobre aço alumínio impostas por Trump.

Grenell, um dos poucos embaixadores com canal de comunicação direta com Trump, disse que não é do interesse dos EUA prejudicar as montadoras alemãs. “É importante manter o foco nos empregos americanos, e a indústria automobilística alemã emprega dezenas de milhares de trabalhadores americanos”, disse Grenell.

A Daimler confirmou a reunião com Grenell, mas preferiu não comentar. A Volkswagen também optou por não se manifestar sobre o encontro com o diplomata.

Um porta-voz da BMW disse que a companhia está “convencida de que o livre comércio, com barreiras mínimas ou sem barreiras, beneficia todos os envolvidos e de que é um elemento importante na promoção da prosperidade e do bem-estar nacional e internacional. É claro que isso vale [também] para o comércio transatlântico”.

Um porta-voz da Comissão Europeia não quis fazer comentários sobre a oferta das montadoras alemãs, mas enfatizou a importância de manter uma postura coesa em relação às tarifas sobre o alumínio e o aço.

“Defendemos o diálogo com os EUA para resolver quaisquer queixas comerciais bilaterais”, disse a comissão. “Deixamos claro também que isso só poderá acontecer se for concedida à UE uma isenção permanente de tarifas sobre produtos de aço e de alumínio.”

Conseguir a adesão da França para a proposta das montadoras alemãs pode ser tão difícil quanto convencer Trump a colaborar.

Ao contrário da Alemanha, as montadoras francesas Renault e Peugeot não exportam automóveis para os EUA. Assim, qualquer acordo de livre comércio terá pouco valor para elas. Na verdade, um acordo poderá abrir o mercado francês a uma concorrência indesejável.

Fonte: Valor

Novas tarifas dos EUA podem ter impacto forte na economia chinesa

A ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas sobre outros US$ 200 bilhões em importações chinesas, poderá reduzir o crescimento econômico do país em até meio ponto porcentual, segundo economistas. Para tentar atenuar esse impacto, o Banco do Povo da China (PBoC, o banco central chinês) já sinalizou que poderá reduzir a taxa do compulsório bancário para aumentar a liquidez no mercado e estimular a concessão de crédito.

Ontem foi um dia de estabilização das bolsas chinesas, que reagiram aos sinais de apoio do PBoC, que injetou mais 200 bilhões de yuans (US$ 31 bilhões) por meio de empréstimos a instituições financeiras. A autoridade monetária também elevou a cotação do yuan frente ao dólar. Com isso, o índice Xangai Composto, que na terça-feira chegou a cair 5%, fechou ontem com uma alta de 0,3%.

Mas o risco de uma prolongada guerra comercial com os EUA atinge a China em um momento que a segunda maior economia do mundo já apresenta sinais de desaceleração. Os dados de maio referentes à produção industrial, às vendas no varejo e ao investimento ficaram abaixo das previsões. A economia da China cresceu 6,9% em 2017 e o governo estabeleceu a meta de 6,5% para este ano.

Trump prometeu impor tarifas de 25% sobre US$ 50 bilhões em importações, a começar de 6 de julho com uma lista de produtos avaliados em US$ 34 bilhões.

O UBS estima que a rodada inicial de tarifas sobre US$ 50 bilhões em importações poderá reduzir o crescimento da China em 0,1 ponto porcentual no primeiro ano. Se Trump sobretaxar outros US$ 100 bilhões, a perda poderá ser de 0,3 a 0,5 ponto porcentual.

O Deutsche Bank estima que tarifas sobre US$ 250 bilhões de bens chineses eliminaria de 0,2 a 0,3 ponto porcentual do crescimento nos primeiros doze meses após a aplicação. A Oxford Economics estima que tarifas de 25% sobre US$ 50 bilhões, mais 10% sobre US$ 200 bilhões reduziriam o crescimento chinês em cerca de 0,3 ponto porcentual em 20192020.

Tom Orlik e Fielding Chen da Bloomberg Economics calculam que o impacto da queda das exportações e dos menores investimentos industriais poderia contribuir para um golpe de 0,5% no PIB.

As análises de como o impacto das tarifas variam e muito vai depender dos detalhes finais das tarifas que forem implementadas.

“As autoridades monetárias políticas estão focadas no impacto potencial das tensões comerciais e na reação do mercado, e querem evitar um impacto significativo na confiança das empresas”, disse Robin Xing, economista-chefe do Morgan Stanley, em Hong Kong. No pior dos casos, como o de tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em exportações para os EUA, “as autoridades poderão aumentar o apoio fiscal, provavelmente ampliando o déficit fiscal”, disse ele.

Fonte: Valor

Redação On junho - 21 - 2018
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