Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Domingo, 16 de Dezembro de 2018






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Produção brasileira de aço bruto cresce 1,5% nos cinco primeiros meses do ano

A atividade da indústria do aço recuou de forma sensível em maio devido à greve dos caminhoneiros. A impossibilidade de escoamento da produção e a falta de matéria prima para a produção resultaram no abafamento de 16 altos-fornos, paralisação de 10 aciarias e de 15 laminações.

A produção brasileira de aço bruto recuou 8,5% em maio frente ao mesmo mês de 2017, para 2,7 milhões de toneladas. A queda da produção de aço bruto fez o setor utilizar seus estoques para não afetar em igual escala a produção de laminados, que foi de 2,0 milhões de toneladas. Por ter uma base de comparação baixa em maio de 2017, a produção de laminados também foi impactada positivamente e cresceu 7,6% frente ao mesmo mês do ano anterior. A produção de semiacabados para vendas foi de 794 mil toneladas, um aumento de 7,3% em relação ao mesmo mês de 2017. Pelo mesmo motivo apurado na produção de laminados, a menor base de comparação de maio de 2017 também impactou positivamente a variação da produção de semiacabados de maio de 2018.

As vendas internas de maio de 2018 também foram muito afetadas pela greve e recuaram 17,8% frente a maio de 2017, para 1,2 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 1,4 milhão de toneladas em maio, 15,5% inferior ao apurado no mesmo mês de 2017.

As estatísticas de importações foram menos afetadas pela greve pelo fato do desembaraço aduaneiro ocorrer no próprio porto. Assim, mesmo se as mercadorias não chegarem ao destino serão computadas nas estatísticas de importações, caso tenham sido desembaraçadas. Em maio de 2018 foram importados 242 mil toneladas e US$ 233 milhões, o que representa um crescimento de 3,9% em quantum e uma alta de 6,4% em valor na comparação com maio de 2017.

Já as exportações foram muito afetadas pela greve devido à dificuldade dos produtos chegarem aos portos. Em maio, a quantidade exportada recuou 48,1% (para 753 mil toneladas) e caiu 35,6% em valores (para US$ 484 milhões) na comparação com o mesmo mês de 2017.

Dados do acumulado até maio de 2018

As variações dos indicadores da indústria do aço no acumulado de janeiro a maio também foram afetadas pela greve dos caminhoneiros. A produção brasileira de aço bruto cresceu apenas 1,5%, para 14,3 milhões de toneladas, uma desaceleração dos 4,1% registrados no acumulado até abril.

A produção de laminados foi menos afetada dada a utilização de estoques das empresas e cresceram 7,2% no acumulado até maio, para 9,8 milhões de toneladas. A produção de semiacabados para vendas totalizou 3,9 milhões de toneladas no acumulado até maio de 2018, um aumento de 1,3% frente ao mesmo período de 2017.

A expansão das vendas internas arrefeceu de 14,7% no acumulado até abril para 7,7% no acumulado até maio, para 7,1 milhões de toneladas.

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 8,1 milhões de toneladas de janeiro a maio de 2018, o que representa uma alta de 7,2% frente ao mesmo período do ano anterior. No acumulado até abril, a taxa de crescimento do consumo aparente foi quase o dobro: 13,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

As importações alcançaram 1,0 milhão de toneladas no acumulado de janeiro a maio de 2018, aumentando 1,0% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 1,1 bilhão, uma alta de 23,6% no mesmo período de comparação.

As exportações atingiram 5,4 milhões de toneladas e US$ 3,3 bilhões nos cinco primeiros meses de 2018. Esses valores representam, respectivamente, queda de 11,0% e aumento de 9,3% na comparação com o mesmo período de 2017. Em termos de comparação, no acumulado de janeiro a abril de 2018, as exportações cresceram à taxa de 0,6% em quantum e 23,9% em valor.

Fonte: Investimentos e Notícias / Infomet

Cresce a demanda por bens industriais

Indicador do Ipea aponta evolução de 1,2% em abril frente a março, repetindo desempenho mensal anterior

A demanda por bens industriais cresceu em abril pelo segundo mês seguido. É o que mostra o Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em abril houve avanço de 1,2%, na comparação com março.

De acordo com o Ipea, houve uma repetição do desempenho obtido em março, após a queda de 2,3% em fevereiro, na série com ajuste sazonal.

Ainda assim, no trimestre encerrado em abril, o Indicador Ipea ficou negativo em 1,4%. Segundo o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e autor do estudo, Leonardo Mello de Carvalho, a base de comparação era elevada, em relação ao trimestre terminado em janeiro. Isso porque nesse cálculo foi considerado o “ótimo resultado de dezembro de 2017”, com crescimento de 2%. “Desse modo, as altas nos meses de março e abril não foram suficientes para salvar a média do trimestre”, explicou.

Os dois componentes do consumo aparente apresentaram resultado positivo em abril: a produção doméstica líquida de exportações, com 1,3%, e as importações de bens industriais, com 2,6%. Na análise das grandes categorias econômicas, os destaques foram os segmentos bens de capital e bens intermediários, com altas de 2,9% e 0,5%, respectivamente. Os demais segmentos tiveram recuos no mês – bens de consumo (1,6%), bens duráveis (0,2%); e semi e não duráveis (1,7%). Em relação a abril de 2017, todos os segmentos avançaram.

Ao se avaliar as classes da indústria, embora a extrativa mineral tenha sofrido recuo de 5% em abril, a demanda por bens da indústria de transformação avançou 1,4%.

Segundo o Ipea, houve crescimento em 12 segmentos da indústria de transformação, de um total de 22. Os que mais contribuíram para o resultado foram “outros equipamentos de transporte”, com alta de 12,2%, e “alimentos”, com expansão de 11,1%. O principal destaque negativo em abril foi o segmento “metalurgia”, que registrou queda de 4,1%.

Fonte: Diário do Comércio

Indústria automotiva à beira de um ataque de tecnologias

A busca pelo projeto do carro perfeito está sendo substituída pela busca de uma mistura perfeita de tecnologias para construir os carros.

Mudanças no setor automotivo

Ao longo de sua existência, de pouco mais de um século, a indústria automotiva nunca se deparara com transformações como as que têm ocorrido recentemente.

As montadoras, até então acostumadas a deter o poder de decisão sobre as estratégias de desenvolvimento, fabricação e venda de novos modelos de veículos, têm visto sua liderança tecnológica no setor ser ameaçada por empresas antes tidas como fabricantes de autopeças, como Bosch, Denso, Siemens e outras. Segundo especialistas, essas empresas têm desenvolvido tecnologias que as montadoras não possuem e precisam adquirir.

“As montadoras ainda são os principais atores e que detêm mais poder na cadeia de produção da indústria automobilística. Mas, há alguns anos, começou-se a pensar que esses fornecedores de primeiro nível, que têm-se tornado empresas muito poderosas e detido tecnologias que as montadoras não conseguem dominar, podem sobrepujá-las,” avalia o professor Roberto Marx, da Escola Politécnica da USP.

A afirmação foi feita durante o encontro da rede internacional de estudos sobre a indústria automotiva, que reuniu em São Paulo pesquisadores de diversos países com o objetivo de discutir as mudanças pelas quais tem passado o setor automotivo global.

Salto evolucionário

Com o aumento das ondas de eletrificação e de desenvolvimento de carros autônomos, as montadoras também passaram a ter sua hegemonia de poder ameaçada por empresas de tecnologia, como Tesla, Uber, Google, Amazon e Microsoft, entre outras, além de fabricantes de baterias e de outros equipamentos elétricos.

Essas empresas têm entrado e podem se tornar os principais atores e mudar a estrutura do setor e a própria natureza do negócio.

Na avaliação de John Paul MacDuffie, professor da Wharton School, nos Estados Unidos, a indústria automotiva passa atualmente por um momento de mudança disruptiva – um tipo de mudança radical que provoca uma ruptura com os padrões, modelos e tecnologias já estabelecidos no mercado.

“A grande questão, para a qual ainda não há resposta, é quem vai prevalecer nesse novo cenário de competitividade tecnológica no setor automotivo. Se serão os ‘dinossauros’, que nesse caso são as montadoras de veículos, as iniciantes, que são as empresas de tecnologia, ou ambos,” disse ele.

Os carros elétricos terão motor nas rodas ou um motor só sob o tradicional capô?

Carros elétricos e carros sem motorista

Os veículos elétricos, por exemplo, representam a primeira mudança fundamental no design dominante no setor automotivo desde 1920. E o automóvel – que já é um produto multitecnológico, composto por entre 5 mil e 10 mil componentes fabricados por uma cadeia de suprimentos global complexa de vários níveis – tem-se tornado ainda mais complexo.

“Os automóveis, que são objetos pesados e de movimento rápido que operam no espaço público, têm enfrentado demandas regulatórias ambientais, de transporte e de consumo cada vez maiores. As novas tecnologias estão aumentando ainda mais essa complexidade,” disse MacDuffie.

Estima-se que, até 2030, aproximadamente 70% dos carros fabricados e comercializados no mundo estejam totalmente conectados à internet e que até um quinto da frota de automóveis em circulação no mundo seja composta por carros elétricos.

Os veículos autônomos também podem se tornar realidade em um futuro breve e reduzir o número de mortes no trânsito, mudar os serviços de transporte e o planejamento urbano, eliminar empregos e fornecer maior mobilidade aos deficientes e idosos.

“Se cada mudança perturbadora como essas que a indústria automobilística tem passado chegasse separadamente, as montadoras de veículos poderiam lidar melhor com esses problemas, como fizeram no passado,” avaliou MacDuffie.
Há também tentativas de fazer carros sem motorista controlados por um software livre.

Previsões e realidade

Por outro lado, os carros elétricos, autônomos ou totalmente conectados à internet ainda estão longe de se tornar realidade e têm enfrentado uma série de barreiras tecnológicas, ponderaram os especialistas participantes do evento.

Dos 94,5 milhões de veículos vendidos no mundo em 2017, apenas 1 milhão (1,04%) eram elétricos e ainda não há um modelo de veículo totalmente conectado à internet ou completamente autônomo.

Alguns dos fatores que têm contribuído para limitar o avanço dos carros elétricos, por exemplo, são a baixa densidade energética (a quantidade de energia disponível) das baterias de lítio e a necessidade de um longo tempo de recarga.

Já no caso dos carros totalmente conectados à internet o desafio é prover conexão em alta velocidade e segura, de modo a impedir a ação de hackers. Por sua vez, os veículos autônomos, que ainda estão em escala experimental, precisam superar uma série de desafios relacionados à segurança e questões normativas.

“Todos esses desafios tecnológicos possibilitam a entrada de novos participantes, que têm competido com as montadoras na corrida pelo domínio tecnológico. Mas esses obstáculos tecnológicos também apresentam oportunidades de colaboração em pesquisa e desenvolvimento entre elas,” afirmou MacDuffie.
Uma nova geração de motores para carros elétricos pode se contrapor às vantagens tecnológicas dos motores nas rodas.

 

Barreira e reações dos dinossauros

A indústria automobilística também tem seus trunfos: Em razão de investimentos em pesquisa e desenvolvimento anteriores aos feitos pelas empresas de tecnologia, as montadoras detêm hoje a maioria das patentes relacionadas a veículos elétricos e autônomos, e ainda dominam o mercado automotivo devido à função que exercem de integradoras do sistema. Mas as novas empresas ingressantes e de tecnologia podem ter a vantagem de dar grandes saltos para novos conceitos e modelos de negócios.

“Essa mudança pela qual passa a indústria automotiva no mundo não significa que as montadoras de automóveis se tornarão subcontratadas das empresas líderes em tecnologia, como Google, Apple e Facebook,” avaliou Takahiro Fujimoto, professor da Universidade de Tóquio. “Elas poderão fazer cooperações inteligentes com essas empresas.”

Há quase uma década, Fujimoto escreveu um artigo com MacDuffie, intitulado “Por que os dinossauros continuarão mandando na indústria automotiva”. A conclusão dos autores na época era que, a despeito de muitos especialistas acharem que as novas empresas ingressantes no setor automotivo estão prontas para reinventar a indústria e que as montadoras caminham para a extinção como os dinossauros, estas últimas têm chances de vencer esses novos desafiantes pelo menos nas próximas décadas.

“Ainda continuamos apostando nisso. Mas, para isso, as montadoras precisarão se movimentar rapidamente e dar passos estratégicos,” disse MacDuffie, citando que as fabricantes de veículos poderão contratar pesquisadores para ganhar experiência em novas tecnologias, como de baterias, desenvolvimento de software e sensores, entre outros, formar alianças umas com as outras para dividir os enormes custos de desenvolvimento de novas tecnologias ou aproveitar o conhecimento dos próprios fornecedores.

Alguns dos exemplos recentes incluem a BMW, que se associou à Microsoft e à Intel para desenvolver novos padrões de veículos autônomos. A Intel acabou adquirindo o controle da startup Mobileye, que, no fim de maio, anunciou ter assinado um contrato com uma montadora europeia para fornecer uma solução de direção autônoma. E a Ford se uniu ao Google, ao Uber, à Lyft (concorrente do Uber) e à Volvo para auxiliar no desenvolvimento da regulamentação de veículos autônomos.

“Embora as parcerias entre fabricantes de veículos sejam comuns, as novas colaborações ultrapassam os limites da indústria,” avaliou MacDuffie.

Bibliografia:

Why dinosaurs will keep ruling the auto industry
John Paul MacDuffie, Takahiro Fujimoto
Harvard Business Review
Vol.: June 2010

Fonte: Inovação Tecnológica

Manufatura 4.0: Ford na vanguarda das coisas conectadas

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que a 4ª revolução industrial já chegou a um grupo seleto de empresas e que, em breve, não será tão seleto assim. Realizado em 2017, com 753 líderes industriais do País de diversos setores, a pesquisa avaliou sobre a adoção das tecnologias hoje e os investimentos previstos para os próximos dez anos.

O resultado aponta que a transformação tecnológica está distribuída em quatro momentos: a produção em máquinas, desconectadas da internet; uso de softwares desconectados entre si e sem integração com o chão de fábrica; integração dos sistemas de criação com os de execução na manufatura; adoção de modelos virtuais, inteligência virtual e máquinas inteligentes.

Diante disso, a 4ª revolução industrial utiliza uma série de inovações para aumentar a produtividade e melhorar o modelo de negócio, com processos onde o cliente está no centro da decisão: inteligência virtual, realidade aumentada, cybersegurança, manufatura aditiva, integração de sistemas, simulação, robôs autônomos, big data e analytics, nuvem. Baseada nesse arcabouço tecnológico, a indústria automobilística, por exemplo, viabiliza cada vez mais a concepção de automóveis personalizados e autônomos.

A Ford, por exemplo, está aplicando esses conceitos das plantas fabris do Brasil, localizadas em São Bernardo do Campo e Taubaté, em São Paulo; e Camaçari (Bahia) com o objetivo de fazer a transição da terceira para a quarta revolução em busca de eficiência, qualidade e sustentabilidade. A exemplo disso, a companhia tem aplicado a integração da virtualização e simulação, permitindo alta capacidade computacional de renderização e aceleração na prototipação virtual. Assim, é possível reduzir custos, tempo e investimento e alcançamos maior qualidade dos produtos e assertividade do resultado final.

Um bom exemplo é o Five, equipe que fica em Camaçari e tem o objetivo de transformar os dados de CAD (modelos geométricos) em protótipos virtuais altamente realísticos por meio de aplicações técnicas de renderização, iluminação, materiais e cores. “Em cinco dias é possível materializar aquela ideia. Além disso, permite a comparação de múltiplas alternativas de design, materiais e cores de forma rápida, interativa, intuitiva e altamente produtiva para que as tomadas de decisões sejam rápidas e assertivas”, comenta Julio Oliveira, gerente de Sistemas da Ford América do Sul, que participou nessa terça-feira, 19, do IoT Business Forum.

Na manufatura aditiva foram implementadas Impressão 3D de gabaritos de fixação e moldes para fundição e modelos 3D para simulação de montagem de difícil acesso. “Podemos citar como exemplo a impressora 3D que foi implementada em 2017 na área da montagem final, onde é realizado o acabamento do veículo. Com esse equipamento, conseguimos baixar o custo do desenvolvimento das peças e alta durabilidade para serem utilizadas nos processos produtivos, como localizadores para auxiliar na montagem e peças a serem usadas na manutenção de equipamentos. Com a impressora 3D é possível fazer testes físicos de uma nova peça”, explica Oliveira.

Antes, as peças tinham que ser usinadas pelo fornecedor. Agora, o fornecedor pode nos mandar o desenho e a simulação virtual e incluímos um teste físico com a peça feita na impressora. Assim, antecipamos possíveis problemas que não puderam ser vistos nos testes virtuais, reduzindo custos e tempo.

O sistema de informação da fábrica também está passando por uma grande transformação com a coleta automática de informação diretamente do equipamento industrial e a manutenção preditiva pela análise e compilação das informações. As fábricas brasileiras possuem 100% dos equipamentos conectados via wi-fi para monitoramento on-line da produção, da qualidade e da manutenção de máquinas e equipamentos.

Além disso, o sistema de gerenciamento de operação é feito em tempo real e registra tudo que acontece durante o ciclo, incluindo qual modelo de peça está sendo produzido, quantidade de golpes por minuto e até mesmo tempo de ciclo e paradas de manutenção ou intervenção do operador. Os dados são compilados e analisados de forma a aumentar a eficiência da operação, minimizando quebras e paradas e aumentando a utilização das máquinas.

Na planta de Camaçari, sede do Centro de Desenvolvimento do Produto da Ford na América do Sul, um dos oito da companhia no mundo, são utilizadas tecnologias de última geração, como a robotização no processo de montage da estamparia e a inspeção de dimensionamento e qualidade robotizada. “Isso torna a unidade a primeira no País a lançar dois produtos globais de sucesso: o Novo EcoSport e o Novo Ka, o que reforça a condição estratégica da unidade baiana para a Ford mundial”. O sistema a laser “Net Forming & Piercing” é usado na montagem dianteira do EcoSport, o mesmo software utilizado pela fábrica do Mustang, nos Estados Unidos.

Também em Camaçari e em São Bernardo do Campo são usados sequência de montagem guiada por controlador lógico programável (PLC) de última geração e interface automática para os sistemas de “Error-Proofing” na automação da montagem. O Error Proofing serve para processos críticos de qualidade e são monitorados por câmeras e dispositivos para a certificação em tempo real, com o objetivo de garantir zero defeito.

“O gerenciamento da qualidade também ficou mais sofisticado, com um sistema à prova de erro que reconhece o veículo sendo montado na linha e, por meio de luzes, direciona o operador para as peças corretas a serem utilizadas. Ele faz ao mesmo tempo o controle de estoque e avisa se uma peça errada for retirada, permitindo a rastreabilidade de 100% das estações”.

Fonte: TI Inside

Cresce a demanda por bens industriais

Indicador do Ipea aponta evolução de 1,2% em abril frente a março, repetindo desempenho mensal anterior

A demanda por bens industriais cresceu em abril pelo segundo mês seguido. É o que mostra o Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em abril houve avanço de 1,2%, na comparação com março.

De acordo com o Ipea, houve uma repetição do desempenho obtido em março, após a queda de 2,3% em fevereiro, na série com ajuste sazonal.

Ainda assim, no trimestre encerrado em abril, o Indicador Ipea ficou negativo em 1,4%. Segundo o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e autor do estudo, Leonardo Mello de Carvalho, a base de comparação era elevada, em relação ao trimestre terminado em janeiro. Isso porque nesse cálculo foi considerado o “ótimo resultado de dezembro de 2017”, com crescimento de 2%. “Desse modo, as altas nos meses de março e abril não foram suficientes para salvar a média do trimestre”, explicou.

Os dois componentes do consumo aparente apresentaram resultado positivo em abril: a produção doméstica líquida de exportações, com 1,3%, e as importações de bens industriais, com 2,6%. Na análise das grandes categorias econômicas, os destaques foram os segmentos bens de capital e bens intermediários, com altas de 2,9% e 0,5%, respectivamente. Os demais segmentos tiveram recuos no mês – bens de consumo (1,6%), bens duráveis (0,2%); e semi e não duráveis (1,7%). Em relação a abril de 2017, todos os segmentos avançaram.

Ao se avaliar as classes da indústria, embora a extrativa mineral tenha sofrido recuo de 5% em abril, a demanda por bens da indústria de transformação avançou 1,4%.

Segundo o Ipea, houve crescimento em 12 segmentos da indústria de transformação, de um total de 22. Os que mais contribuíram para o resultado foram “outros equipamentos de transporte”, com alta de 12,2%, e “alimentos”, com expansão de 11,1%. O principal destaque negativo em abril foi o segmento “metalurgia”, que registrou queda de 4,1%.

Fonte: Diário do Comércio

Redação On junho - 21 - 2018
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.