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Tera-feira, 21 de Agosto de 2018






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Indicador de Nível de Atividade da indústria apresenta alta moderada de 0,4% em abril, aponta Fiesp

Indicador Sensor segue acima dos 50 pontos pelo 16º mês consecutivo

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista subiu 0,4% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Essa leve alta indica desaceleração do ritmo de crescimento da atividade manufatureira. Na série sem ajuste, o indicador mostrou alta de 5,8% na variação acumulada no ano e de 9,1% em relação a abril de 2017.

A variável de vendas reais recuou -2,5%, mas as horas trabalhadas na produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) subiram 0,9% e 0,3 p.p., respectivamente com tratamento sazonal. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 04/06, pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Diante de um resultado de melhora ainda que pequeno do indicador, o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, argumenta que a recuperação veio a um ritmo mais lento do que o previsto. “Com essa greve de caminhoneiros das últimas semanas e com a copa do mundo em junho e julho, fica difícil avaliar o cenário para frente. É possível que tenhamos um segundo trimestre de crescimento menor do que o previsto. Vamos ter de fazer, com cautela, uma reavaliação geral do cenário para o fechamento do ano”, avalia Roriz.

Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de produtos químicos, cuja atividade subiu 1,4% em abril, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram -0,3% e o total de vendas reais e o NUCI avançaram 4,1% e 0,3p.p., respectivamente.

O INA do setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos avançou 2,6% no mês. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e o NUCI subiram 2,7%, 3,0% e 0,4 p.p, respectivamente.

Sensor

A pesquisa Sensor de maio, também produzida pelas entidades, cedeu 1,3 ponto, para 51,8 pontos (53,1 pontos em abril), porém ainda mantém o Sensor acima dos 50 pontos pelo 16º mês consecutivo. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial paulista para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas teve forte queda de 7,3 pontos, para 54,5 pontos em maio. O indicador de estoques subiu 3,7 pontos ante abril (43,4 pontos), marcando 47,1 pontos no mês de maio, de tal forma, indica que os estoques estão acima do nível desejado.

Houve leva queda de 0,8 ponto no indicador de emprego, que marcou 52,5 pontos no mês, sendo que resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês.

Para a variável que capta as condições de mercado, o recuo foi de 1,1 ponto, passando de 55 pontos em abril para os 53,9 pontos no mês de maio. Acima dos 50,0 pontos indica melhora das condições de mercado.

Fonte: Fiesp

 

 

 

 

Produção de carros deve cair 20% e atrasar recuperação

A greve dos caminhoneiros, que levou a indústria automobilística a suspender atividades em quase todas as fábricas do País por falta de peças, vai interromper uma sequência de 18 meses de crescimento da produção. A previsão é de uma queda na casa dos 20% em relação a maio do ano passado, a primeira desde outubro de 2016.
Projeções com base na média diária da produção de abril, de 12,6 mil unidades, indicam que cerca de 75 mil veículos deixaram de ser produzidos nos seis dias em que a maioria das fábricas fechou as portas. Grandes marcas como Volkswagen, Ford e GM pararam por mais tempo.

Em maio de 2017 foram produzidos 250,7 mil veículos. No mês passado, com a greve, o volume deve ter ficado abaixo de 200 mil. As fábricas da Fiat em Betim (MG) e da Jeep em Goiana (PE) retomaram atividades na quinta-feira. A Ford voltou a produzir ontem apenas na filial da Bahia. As demais voltarão ao trabalho a partir de segunda-feira, “de maneira gradual”, disse a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Em abril, a produção foi de 266,1 mil veículos, portanto, a queda de um mês para outro deve superar os 20%. A Anfavea só vai divulgar dados na quarta-feira e se preparava para rever, para cima, as projeções para o ano.

Segundo projeções de executivos do setor, serão necessários pelo menos dois meses para recuperar a produção perdida. Já para as vendas, que caíram 7% ante abril, pode levar três meses ou mais.

“Pela dificuldade de retomada em razão do impacto fatal na confiança que a greve gerou, é possível que leve algum tempo para as vendas voltarem ao normal”, disse o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sérgio Vale. Ele não descarta projeções menores de vendas e produção para o ano, “como, aliás, veremos em toda a economia”.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

 

 

Produção de petróleo e gás natural sobe 1,5% em abril ante março, diz ANP

A produção de petróleo no Brasil subiu 1,5% em abril, comparada ao mês anterior, e 2,3% em relação há um ano, atingindo 2,59 milhões de barris diários, informou o boletim mensal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A produção do pré-sal já representa 54,4% da produção total e em abril teve alta de 2,3% em relação ao mês anterior, atingindo 1,42 milhão de barris diários.
A produção de gás natural subiu 1,7% se comparado a março e 6% na comparação com abril de 2017, informou a ANP, totalizando 109 milhões de metros cúbicos diários. O aproveitamento do gás natural foi da ordem de 96,9%, aumento de 2,5% em relação ao mês anterior e redução de 11,2% comparado há um ano.
O campo de Lula, na bacia de Santos, continua como recordista de produção de petróleo, com média de 898 mil barris diários, e de gás natural, de 38 milhões de metros cúbicos.Alvo de um programa do governo que visa estimular a produção por outras empresas, as bacias maduras terrestres contribuíram com 92,4 mil barris diários de petróleo e 3,8 milhões de gás natural, ou 116,6 mil boe/d. Desse total, 111,8 milhões de barris foram produzidos por dia pela Petrobras e o restante em concessões não operadas pela Petrobras em Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Sergipe.O Rio de Janeiro continua como o principal produtor de petróleo e gás natural do País, com 2,199 milhões de barris de óleo equivalente (boe/ dia), sendo 1,837 milhão de barris de petróleo, seguido do Espírito Santo (421,3 mil boe/d) e São Paulo (384,4 mil boe/d).
Já tendo como foco as bacias, Santos lidera com 1,621 milhão de boe/d, e Campos com 1,343 milhão de boe/d.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

 

 

Reestruturada, Indaço centra o foco em especiais

Passado o período mais crítico da crise, a fabricante de ferramentas Indaço quer voltar a crescer. Especializada em ferramentas rotativas e geradoras de engrenagens, a empresa passou por uma reestruturação e está adotando como estratégia principal o foco no segmento de ferramentas especiais.

“O mercado de especiais, que hoje representa cerca de 30% do nosso faturamento, é onde identificamos nosso maior potencial de crescimento”, afirma Maurício Paulino, diretor Industrial da Indaço, explicando que a marca foi criada na década de 1960 pela Belzers, posteriormente adquirida pela Coopertools e desde 1997 pertence a sua família. “Com essa reestruturação, pretendemos também ampliar o share em ferramentas rotativas, crescer no segmento de distribuição e buscar novos mercados”.

A principal novidade é a entrada no mercado de ferramentas especiais em metal duro. Até recentemente a Indaço apenas produzia ferramentas de metal duro standard, como fresas de 2 e 4 cortes e de topo esférico de 2 cortes. “Agora, estamos entrando no segmento de especiais e também na prestação de serviços de reafiação de ferramentas de metal duro”.

Outro foco está na linha de cortadores de engrenagens, segmento em que já atuava, mas no qual tem investido para aproveitar oportunidades surgidas no mercado brasileiro. Além dos serviços de reafiação para esta linha, a Indaço produz ferramentas sob desenho e mantém cortadores até módulo 4 em estoque.

A empresa de Carapicuíba (SP) aposta também na linha de ferramentas em HSS sinterizado, segmento que conta com menor número de concorrentes. “Trata-se de uma linha muito adequada ao parque de máquinas do Brasil, que se caracteriza pela idade média elevada, pois proporciona parâmetros de corte de corte bem próximos aos do metal duro, porém com a tenacidade do HSS”, explica.

“Estamos também animados com a profissionalização da empresa, que está deixando de ser uma empresa familiar e que cada vez mais está se profissionalizando”, diz referindo-se à contratação de Rodrigo Caniver Pinto (ex-YG-1 e ex-TaeguTec) para o cargo de diretor de Vendas, em substituição a Rita Paulino, que comandou o Departamento de Vendas desde a aquisição da empresa.

Com esse conjunto de mudanças, a Indaço espera crescer de 5 a 10% em 2018. “Estamos trabalhando com números realísticos. O mercado de ferramentas especiais demanda um tempo de maturação, mas nossa expectativa para o médio prazo é boa”, informa Paulino. “Para 2019, esperamos voltar a operar em dois turnos, o que não ocorre desde 2014”.

Fonte: Usinagem-Brasil / Infomet

Foco da indústria está na produtividade, diz Walter

A Walter Tools do Brasil, fabricante de ferramentas para usinagem de origem alemã, fechou os quatro primeiros meses de 2018 bem acima do realizado nesses mesmos meses do ano passado. “Esse início de ano foi bem positivo e maio vinha sendo um mês excelente até a paralisação dos caminhoneiros, com a melhor de pedidos dos últimos anos”, informa Salvador Fogliano, diretor-presidente da filial brasileira.

Na avaliação do executivo, os resultados melhoraram em parte porque nessa retomada o foco das indústrias voltou-se para a produtividade, com as empresas buscando a redução de custos e a maximização dos recursos com novas ferramentas e processos. “Durante o período de recessão muitas indústrias usaram ferramentas mais baratas porque não importava se a peça ia ser usinada em 10 ou 20 minutos, pois na sequência a máquina ia ficar parada. Agora, o foco voltou para a produtividade e as empresas estão preocupadas em eliminar gargalos de produção”, avalia.

De acordo com Fogliano, em meio à recuperação da indústria, a Walter também se beneficiou com o lançamento da linha Tiger.Tec Gold. “Uma nova geração de insertos para torneamento e fresamento, que possibilita ganhos de performance de 40, 45% em relação a nossa linha anterior, e que se encaixou perfeitamente nesse ambiente de busca de produtividade e competitividade pelas indústrias”.

Esse processo de retomada, porém, pode ter sido afetado pela paralisação ocorrida no final de maio. Em parte, porque hoje a maioria das indústrias trabalham em sistema Just in Time, o que envolve um sistema de logística que foi prejudicado. “As indústrias ficaram sem insumos. Assim, além dos dias perdidos em maio, os reflexos devem ser sentidos também no movimento de junho. E depois tem a Copa do Mundo e as eleições…”, diz. “Eu continuo otimista, mas essa paralisação lançou novas incertezas no cenário político e econômico”.

“Até então o cenário era bom, inclusive com a moeda muito favorável ao setor exportador, ainda que encareça as ferramentas de corte, mas é sabido que as ferramentas respondem por apenas 3 a 4% dos custos de produção”, observa Fogliano. E conclui: “a economia vinha bem até maio, demonstrando uma recuperação mais forte. Se continuar como estava até 10 dias atrás, e não tivermos outros desdobramentos da greve, 2018 vai ser um bom ano para a indústria”.

Fonte: Usinagem-Brasil / Infomet

 

Redação On junho - 5 - 2018
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