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Tera-feira, 21 de Agosto de 2018






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Em 12 meses, setor acumula alta de 3,9%, melhor resultado desde maio de 2011. Biocombustíveis e automóveis foram os destaques do mês.

A indústria brasileira avançou 0,8% em abril frente a março, na série com ajuste sazonal, voltando a retomar trajetória de recuperação, segundo divulgou nesta terça-feira (6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor voltou a crescer após ter registrado queda de 0,1% em março e alta de apenas 0,1% em fevereiro.

Com o avanço de abril, o setor industrial passa a acumular alta de 4,5% no ano. Em 12 meses, o avanço é de 3,9% – a maior alta desde maio de 2011 (4,5%).

Na comparação com abril do ano passado, a alta foi de 8,9%, a 12ª taxa positiva consecutiva e a mais acentuada desde abril de 2013, quando a indústria cresceu 9,8%.

O resultado veio acima do esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 0,5% na variação mensal e de 7,7% na base anual.

Segundo ele, apesar da retomada da trajetória de recuperação, a indústria como um todo ficou 1,3% abaixo do patamar registrado em dezembro de 2017 e ainda está 14,6% abaixo do pico da série, observado em maio de 2011.

“Esse distanciamento já foi maior, como em outubro de 2016, quando essa distância alcançava 20,9%. Mas também já foi menor, como em dezembro do ano passado quando era de 13,4%”, apontou.

No primeiro trimestre do ano, a indústria cresceu 0,1%, colaborando para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil expandir 0,4% sobre os três meses anteriores. Na comparação com 4º trimestre de 2018, entretanto, quando o setor cresceu 0,7%, houve desaceleração.

Mesmo com a inflação e os juros baixos, o ritmo de recuperação da economia continua fraco, em um cenário de desemprego elevado e incertezas políticas. E os prejuízos bilionários provocados pela greve dos caminhoneiros trouxe ainda mais dúvidas sobre o desempenho do PIB no 2º trimestre.

As contas sobre o crescimento da economia deste ano estão sendo reduzidas pelos analistas para em torno de 2%, sobre cerca de 3% esperados até pouco tempo atrás, e parte do mercado já projeta uma alta do PIB abaixo de 2% em 2018.

Para o analista-chefe da Rico Investimentos, Roberto Indech, os dados da produção industrial de abril vieram positivos, “mas não devem influenciar na revisão para baixo do PIB estimado para 2018”.

Impacto da greve dos caminhoneiros

Macedo disse que é esperado prejuízos no desempenho da indústria no mês de maio em função da greve dos caminhoneiros. O pesquisador ressaltou, no entanto, que não é possível prever a magnitude desses prejuízos.

“Tudo aquilo que venha a atrapalhar o processo de produção traz reflexos negativos para a indústria como um todo. Como isso [a greve] vai rebater dentro dos números do mês de maio, a gente ainda não tem como saber”, afirmou.

Biocombustíveis e automóveis são destaques

Segundo o IBGE, 13 dos 26 ramos industriais pesquisados avançaram em abril. “Esse perfil de crescimento é o melhor desde dezembro do ano passado, quando 23 [ramos] tiveram avanço e apenas três recuaram”, destaco o pesquisador.

As principais influências positivas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,2%) e da produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (4,7%).

Segundo Macedo, o avanço em biocombustíveis se deve ao maior processamento da cana de açúcar para a produção de etanol. “A colheita da cana refletiu também no ramo de produtos alimentícios, que teve a terceira maior influência positiva, onde o açúcar aparece puxando a alta de 1,4% deste ramo de atividade”, explicou.

Na outra ponta, as maiores quedas foram registradas na produção de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-7,3%), máquinas e equipamentos (-3,1%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4%) e produtos de borracha e de material plástico (-2%).

Entre as grandes categorias econômicas, a alta mais acentuada foi na produção de bens de consumo duráveis, que cresceu 2,8% na comparação com março. Houve, entretanto, avanço em todos os setores: bens de capital (1,4%), bens intermediários (1,0%) e bens de consumo semi e não-duráveis (0,5%).

Alta de 4,5% no ano

No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, a indústria teve alta de 4,5%, o melhor resultado para os meses de abril desde 2010, quando acumulava crescimento de 17,1% no período. “A gente está melhor do que já esteve, mas ainda muito abaixo do que já foi”, disse o coordenador da pesquisa, André Macedo.

O pesquisador ponderou, no entanto, que “se a gente fechasse o ano com esse resultado positivo de 4,5%, ele seria maior que o do ano passado”, quando a indústria cresceu 2,5%, ainda insuficiente para reverter as perdas de 2013 a 2016.

 

Faturamento da indústria cresce 1,5% e confirma retomada da atividade no setor

 

Indicadores Industriais da CNI mostram que o mercado de trabalho também está se ajustando. Emprego, massa real de salários e rendimento médio do trabalhador fecham o primeiro quadrimestre em alta

Faturamento da indústria cresce 1,5% e confirma retomada da atividade no setor

O faturamento da indústria aumentou 1,5% em abril na comparação com março, na série livre de influências sazonais. Com isso, o indicador registra um crescimento de 6,9% no primeiro quadrimestre do ano frente ao mesmo período de 2017. “O resultado confirma a tendência de alta do faturamento industrial”, afirmam os Indicadores Industriais, divulgados nesta segunda-feira (4) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a pesquisa, os dados de abril confirmam a retomada em ritmo lento da atividade. Depois de duas quedas consecutivas, as horas trabalhadas na produção aumentaram 2,2% em abril frente a março, na série dessazonalizada, e fecharam o primeiro trimestre com expansão de 1,6% em relação ao mesmo período de 2017.

A utilização da capacidade instalada ficou praticamente estável em 78%, com leve recuo de 0,1 ponto percentual em abril na comparação com março, na série com ajuste sazonal. Conforme a CNI, a utilização média da capacidade instalada no primeiro quadrimestre é 1,2 ponto percentual superior à do mesmo período de 2017.

O mercado de trabalho também está se recuperando lentamente. O emprego na indústria cresceu 0,1% em abril na comparação com março, na série dessazonalizada. Foi o oitavo mês consecutivo de crescimento do emprego, que registra uma expansão de 0,7% no primeiro quadrimestre na comparação com o mesmo período de 2017. A massa real de salários caiu 0,4% e o rendimento médio real dos trabalhadores também diminuiu 0,4% em abril frente a março, na série dessazonalizada. Entretanto, na comparação do primeiro quadrimestre com o mesmo período de 2017, a massa real de salários aumentou 1,8% e o rendimento médio real do trabalhador subiu 1,1%.

Fonte: CNI

Redação On junho - 5 - 2018
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