Sindicato Nacional da Indústria de
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Tera-feira, 25 de Setembro de 2018






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Países europeus se unem para criticar taxas dos EUA sobre aço e alumínio

Reunião entre os ministros das Finanças dos países que compõem o G7 terminou sábado (2)

A cúpula dos ministros das Finanças do G7 terminou na noite de sábado (2) com um protesto unânime contra a agressiva política comercial dos Estados Unidos.

Os principais aliados de Washington enviaram uma mensagem unificada de consternação, pedindo ao presidente americano Donald Trump que revogue as tarifas sobre o aço que entraram em vigor na sexta-feira (1).

Ministros de finanças e representantes de bancos centrais se reúnem durante em Whistler, no Canadá – Ben Nelms/Reuters

“Os ministros das Finanças e diretores de bancos centrais pediram ao secretário do Tesouro americano Steven Mnuchin que informe à Casa Branca sobre a preocupação unânime e a decepção”, declarou o ministro das Finanças do Canadá, Bill Morneau, no encerramento dos três dias de reunião em Whistler, uma estação de esqui na região oeste do Canadá.

O ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, também expressou a indignação da França quando as reuniões terminaram.

“Ainda temos alguns dias para tomar os passos necessários para evitar uma guerra comercial entre a União Europeia e os EUA, e para evitar uma guerra comercial entre membros do G7”, disse Le Maire a jornalistas depois da conclusão da reunião.

“Quero deixar claro”, disse Le Maire, “que cabe ao governo dos EUA tomar as decisões certas para aliviar a situação e aliviar as dificuldades”. Evitar a guerra comercial “dependerá da decisão que a administração [dos EUA] está pronta para tomar nos próximos dias e nas próximas horas –não estou falando sobre as próximas semanas”, acrescentou.

Como sinal de desacordo, a reunião do G7 Finanças acabou sem uma declaração comum, e sim com uma sucessão de coletivas de imprensa em separado.

Na falta de um entendimento comum, a disputa deverá continuar na cúpula do G7 nesta semana, em Quebec, também no no Canadá, onde se espera que Trump enfrente outros chefes de Estado, enquanto a economia global beira o conflito comercial.

Em um momento em que a economia mundial cresce a um ritmo saudável (+3,9%) depois da crise financeira de 2008, Alemanha, Canadá, França, Japão, Itália e Estados Unidos deveriam alinhar suas medidas para assegurar que este crescimento seja compartilhado por um número maior.

“Infelizmente, essas discussões se viram ofuscadas pelo fantasma de uma guerra comercial, que o governo Trump intensificou contra seus aliados ao aplicar novas tarifas sobre o aço e o aluminío. Esses impostos espancam o comércio aberto e a confiança na economia mundial”, lamentou  Morneau.

“O G7 foi tenso e difícil”, resumiu Le Maire, comentando ainda que a reunião foi mais um “G6 + 1”, com os Estados Unidos “contra todos, que correm o risco de uma desestabilização econômica do planeta”.

Mnuchin, no entanto, subestimou as divergências e disse que os Estados Unidos estavam comprometidos com o processo do G7.

O ministro das Finanças da Alemanha, Olaf Scholz, disse aos repórteres que as tarifas dos EUA são “um problema muito sério” para as relações transatlânticas.

As tarifas de Trump sobre os maiores fornecedores de aço ocuparam o centro a agenda desse evento de construção de consenso entre os países que respondem por cerca de metade do PIB global.

Ao fim nas conversações de Whistler, Donald Trump enviou novos tuítes criticando o livre comércio.

“Se tributamos um país a taxa 0 para que nos venda seus bens e, em troca, ele tributa em 25, 50 ou 100% para vender os nossos (…) não é um comércio livre e justo, é um negócio estúpido!”, escreveu.

Em uma segunda mensagem, voltou a enfatizar que, com um déficit de bens no valor de US$ 800 bilhões, os Estados Unidos foram “fraudados por outros países durante anos”.

Incluindo os serviços, o déficit dos Estados Unidos em relação ao resto do mundo chegou a US$ 566 bilhões em 2017.

‘A CULPA É DELES’

O principal conselheiro econômico do presidente Donald Trump reconheceu neste domingo que o conflito comercial que opõe Washington e aliados pode ter consequências para a economia americana.

Larry Kudlow disse ser possível que as diversas tensões comerciais afetem a vigorosa economia americana. “Não é culpa de Trump. É responsabilidade de China, Europa e TLCAN. É culpa daqueles que não querem intercâmbios comerciais, tarifas e proteção recíproca. Trump reage a décadas de abuso”, afirmou.

A chanceler do Canadá, Chrystia Freeland, disse na rede CNN que as políticas protecionistas não funcionam: “É a lição dos anos 1920 e 1930 (…) Espero realmente que não retornemos a tudo isso.”

Há ainda outra grande batalha comercial em curso, que foi iniciada por Trump contra a China.

Neste domingo, o governo chinês divulgou nota direcionada aos EUA afirmando que qualquer acordo alcançado sobre comércio e negócios entre os dois países será anulado se Washington implementar tarifas e outras medidas comerciais. Até a noite deste domingo, os EUA não havia comentado a nota.

Os Estados Unidos e a China têm reciprocamente ameaçado tarifar produtos em até US$ 150 bilhões.

O comunicado surge no momento em que os dois países terminaram sua última rodada de negociações em Pequim. O secretário americano do Comércio, Wilbur Ross, está encontra em Pequim para uma negociação de três dias.

Fonte: Folha de São Paulo

Empresas americanas temem que tarifas freiem investimentos e gerem desemprego

As empresas dos Estados Unidos, já abaladas pela alta dos preços do petróleo, temem que as tarifas à importação de aço e alumínio afetem seus investimentos e levem a demissões.

Exceto o setor siderúrgico, a maioria das organizações empresariais americanas consideram “decepcionante” e “antiprodutiva” a imposição de tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio importados da União Europeia, do Canadá e do México, anunciada nesta sexta-feira (1).

Essas tarifas, que se somam às das importações da China e do Japão, entre vários outros países, impulsionarão um aumento de preços em bens como carros, cervejas e conservas, dizem essas organizações que tentaram, em vão, fazer a Casa Branca desistir de seu impulso protecionista.

“É um duro golpe para o setor industrial dos Estados Unidos restringir a cadeia de fornecimento de matérias-primas através da imposição de tarifas alfandegárias sobre as importações de nossos parceiros comerciais mais próximos”, disse Paul Nathanson, porta-voz de uma associação de cerca de 30 mil empresas, cuja produção depende de aço e alumínio.

– Ford afetada –

Para Nathanson, “as empresas serão forçadas a enfrentar opções difíceis em tecnologia, investimentos e emprego”.

A UE, o Canadá e o México enviaram 44% das importações de aço do primeiro trimestre deste ano.

Em 2002, o então presidente George W. Bush impôs taxas sobre o aço, e 200 mil empregos foram perdidos, mesmo com o Canadá e o México isentos. Devido à pressão da UE, essas tarifas foram eliminadas um ano depois.

Agora, pelo menos 70 mil empregos líquidos devem desaparecer no setor industrial nos próximos dois anos, de acordo com a Oxford Economics.

A Ford, cuja última versão da bem-sucedida picape F-150 é composta de alumínio, relatou, no primeiro trimestre deste ano, um custo adicional de 1,5 bilhão de dólares devido ao aumento no preço das matérias-primas. Essa fatura, que não incluiu a alta do alumínio, deve subir ainda mais nos próximos meses, teme a empresa.

A Arcocin, que fornece materiais para a indústria automobilística e aeronáutica, revisou para baixo suas expectativas de lucro para 2018, e a fabricante de ketchup, condimentos e sopas Kraft Heinz teme que o custo das embalagens aumente.

“Os fabricantes que enfrentam o aumento do custo das matérias-primas têm a opção de assumir a redução das margens de lucro ou de transferi-la para os clientes”, observa Patrick O’Hare, analista da empresa Briefing.com. “Se eles optarem pelo segundo, seus clientes transferirão para os seus e assim por diante, até que haja uma inflação generalizada”.

– Ira dos agricultores –

Os efeitos do protecionismo instaurado por Trump têm impacto na agropecuária, o pulmão econômico dos estados que o levaram a vencer as eleições de 2016. México e Canadá já anunciaram represálias alfandegárias contra carne de porco, maçãs, iogurte e papel higiênico.

“Os direitos alfandegários prejudicam os agricultores americanos e deixam algumas áreas à beira do abismo”, disse Brian Kuehl, do Farmers For Free Trade, um lobby agrícola.

A indústria automobilística, que absorveu 27% da demanda de aço em 2017, também tem medo de perder competitividade.

“Uma tarifa aduaneira é um imposto, e essa decisão aumentará os preços e afetará os fabricantes de carros americanos e seus clientes”, disse John Bozzella, presidente do grupo Here for America, que reúne fabricantes e concessionária.

“As represálias de nossos parceiros aumentariam o impacto e colocariam em risco as exportações americanas”, acrescentou.

O aumento levará ao adiamento ou cancelamento de bilhões de dólares em investimentos em fábricas de produtos químicos que foram anunciados nos últimos 10 anos, disse Cal Dooley, membro do American Chemistry Council, o lobby de uma indústria que está em pleno renascimento devido ao auge da extração de gás e petróleo de xisto.

Fonte: Jornal do Brasil

Após EUA confirmarem cota para o aço, governo brasileiro se diz aberto a discutir soluções

O governo brasileiro reforçou nesta sexta-feira considerar injustificável a imposição de restrições às suas exportações de aço e alumínio para os Estados Unidos.

Na quarta-feira, o governo do presidente Donald Trump oficializou a imposição de restrições às importações de aço e alumínio com efeitos sobre vários países, incluindo o Brasil, que entraram em vigor nesta sexta-feira.

As medidas definem que as exportações brasileiras de aço para os EUA ficarão sujeitas a cotas, baseadas na média do período 2015-17. A cota para o aço semi-acabado equivalerá a 100 por cento dessa média, enquanto para aços longos, planos, inoxidáveis, e tubos a quota será de 70 por cento da média.

Já as exportações de alumínio estarão sujeitas a sobretaxa de 10 por cento adicionais às tarifas de importação em vigor.

O governo brasileiro afirmou que as restrições não se justificam “e segue aberto a construir soluções que melhor atendam às expectativas e necessidades de ambos os setores de aço e alumínio no Brasil e nos Estados Unidos, reservando seus direitos nos âmbitos bilateral e multilateral”, afirmaram em nota conjunta os ministérios de Relações Exteriores e o de Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Fonte: Reuters

Imposição de cotas ao aço exportado aos EUA é injustificável, diz governo

Nota conjunta dos ministérios de Relações Exteriores e de Indústria, Comércio Exterior e Serviços ressaltou que o país segue aberto a construir soluções

O governo brasileiro reforçou nesta sexta-feira considerar injustificável a imposição de restrições às suas exportações de aço e alumínio para os Estados Unidos.

Na quarta-feira, o governo do presidente Donald Trump oficializou a imposição de restrições às importações de aço e alumínio com efeitos sobre vários países, incluindo o Brasil, que entraram em vigor nesta sexta-feira.

As medidas definem que as exportações brasileiras de aço para os EUA ficarão sujeitas a cotas, baseadas na média do período 2015-17. A cota para o aço semi-acabado equivalerá a 100 por cento dessa média, enquanto para aços longos, planos, inoxidáveis, e tubos a quota será de 70 por cento da média.

Já as exportações de alumínio estarão sujeitas a sobretaxa de 10 por cento adicionais às tarifas de importação em vigor.

O governo brasileiro afirmou que as restrições não se justificam “e segue aberto a construir soluções que melhor atendam às expectativas e necessidades de ambos os setores de aço e alumínio no Brasil e nos Estados Unidos, reservando seus direitos nos âmbitos bilateral e multilateral”, afirmaram em nota conjunta os ministérios de Relações Exteriores e o de Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Fonte: Exame

G7 pede que Mnuchin transmita “preocupação e decepção” por tarifas dos EUA

Líderes de finanças dos principais aliados dos Estados Unidos expressaram irritação diante das tarifas de importação de metais do governo Trump, mas encerraram um encontro de três dias no Canadá neste sábado sem soluções, estabelecendo as condições para uma cúpula do G7 na próxima semana em Quebec.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, fracassou em aliviar as frustrações do grupo por causa das tarifas de 25 por cento sobre o aço e 10 por cento sobre o alumínio que Washington impôs nesta semana.

“Ministros de Finanças e líderes dos Bancos Centrais pediram que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos comunique suas preocupações unânimes e descontentamento”, disse o grupo em um comunicado redigido pelo Canadá.

“Ministros e dirigentes concordaram que a discussão deve continuar na Cúpula dos Líderes em Charlevoix (Quebec), onde ações decisivas serão necessárias”, informa a nota.

Todos os seis outros países do G7 agora pagam tarifas, que são visam conter a produção excessiva na China. O assunto dominou as rodas de discussão no encontro de finanças no retiro de montanha canadense de Whistler, na Colúmbia Britânica.

O ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, disse que os Estados Unidos têm apenas alguns dias para evitar o início de uma guerra comercial com seus aliados, e que é responsabilidade dos EUA tomar medidas para aliviar as tensões sobre as tarifas.

Ao falar após a reunião, Le Maire disse que a UE estava preparada para tomar medidas retaliativas contra as novas tarifas dos EUA.

A reunião dos principais formuladores de políticas econômicas do mundo foi vista como um prelúdio para as disputas comerciais que irão dominar a conferência do G7, que começa na próxima sexta-feira em Quebec.

Mnuchin é visto como uma das vozes mais moderadas em relação ao comércio no governo Trump.

As tarifas de aço e alumínio dos EUA foram impostas no início da sexta-feira depois que Canadá, México e União Europeia se recusaram a aceitar cotas em negociações com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross. Produtores de metais japoneses já pagam as tarifas desde 23 de março.

Autoridades na reunião do G7 disseram que as tarifas dificultam o trabalho em conjunto do grupo para confrontar as práticas comerciais da China.

Fonte: Terra

Tarifas sobre aço e alumínio podem prejudicar economia dos EUA, diz Moody’s

A imposição norte-americana de tarifas sobre aço e alumínio sobre a União Europeia, Canadá e México pode impulsionar alguns produtos internos de metal, mas isto provavelmente irá prejudicar a economia norte-americana, informou nesta quinta-feira o Serviço aos Investidores da Moody’s.

“Vão aumentar custos de entrada para uma série de manufaturas, possivelmente alimentar níveis gerais de preços e podem atrair medidas retaliatórias que prejudicam certos exportadores dos EUA”, disse o diretor administrativo da Moody’s, Atsi Sheth, em comunicado.

Fonte: Reuters / Infomet

Canadá denuncia na OMC tarifas dos EUA sobre aço e alumínio

O Canadá apresentou uma denúncia na Organização Mundial do Comércio (OMC) em resposta às tarifas “ilegais” dos Estados Unidos sobre as importações de aço e alumínio, anunciou sua ministra de Relações Exteriores Chrystia Freeland.

“Essas tarifas unilaterais, impostas sob um falso pretexto de salvaguardar a segurança nacional americana, são inconsistentes com as obrigações comerciais dos Estados Unidos e as regras da OMC”, disse Freeland em nota.

Fonte: AFP / Infomet

Reino Unido se diz ‘desapontado’ com decisão de Trump sobre tarifa do aço

O governo do Reino Unido disse estar “profundamente desapontado” com a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio do México, do Canadá e da União Europeia.

“O Reino Unido e os outros países da União Europeia são aliados dos Estados Unidos e deveriam ser permanentemente isentos de qualquer tarifa siderúrgica”, disse, em comunicado, o governo britânico.

O gabinete da primeira-ministra Theresa May disse ainda que “é claro para os Estados Unidos a alta importância do aço e do alumínio do Reino Unido em projetos de defesa e de empresas do país”.

A nota diz ainda que o governo britânico vai seguir trabalhando com a União Europeia e os EUA por uma saída que signifique a isenção permanente de tarifas de importação.

Fonte: Associated Press / Infomet

Aliados dos EUA adotam medidas retaliatórias contra Washigton por tarifas sobre aço e alumínio

Canadá e México responderam com a imposição de tarifas sobre bilhões de dólares de produtos dos Estados Unidos, desde suco de laranja a carne de porco, e a União Europeia vai taxar uísque bourbon e as motocicletas Harley Davidson, depois que Washington arriscou desencadear uma guerra comercial global impondo tarifas sobre aço e alumínio.

A comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmstrom, anunciou uma coletiva de imprensa às 15h (horário de Brasília) para apresentar a resposta do maior bloco comercial do mundo às tarifas dos EUA. O ministro da Economia da Alemanha disse que a UE pode procurar coordenar sua resposta com o Canadá e o México.

As tarifas norte-americanas sobre seus aliados mais próximos, anunciadas pela primeira vez pelo presidente Donald Trump em março, foram condenadas por congressistas republicanos e pelo principal grupo de lobby dos EUA e provocaram uma queda nos mercados financeiros.

As tarifas de 25 por cento sobre as importações de aço e 10 por cento sobre alumínio da UE, Canadá e México estavam previstas para entrar em vigor a partir das 7h (horário de Brasília) desta sexta-feira, disse o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, a repórteres.

“Estamos ansiosos para continuar as negociações, tanto com o Canadá e o México, por um lado, e com a Comissão Europeia, por outro lado, porque há outras questões que também precisamos resolver”, disse ele.

Canadá e México, envolvidos em conversas com os Estados Unidos para modernizar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), responderam rapidamente. O Canadá, maior fornecedor de aço para os Estados Unidos, vai impor tarifas cobrindo 12,8 bilhões dólares de importações dos EUA, incluindo uísque, suco de laranja, aço, alumínio e outros produtos, disse a chanceler Chrystia Freeland.

“A administração norte-americana tomou hoje uma decisão que nós deploramos, e obviamente vai levar a medidas de retaliação, como deve”, disse o primeiro-ministro Justin Trudeau.

O México anunciou o que descreveu como medidas “equivalentes” em uma ampla gama de produtos agrícolas e industriais dos EUA, incluindo pernil de porco, maçãs, uvas e queijo, bem como aço e outros produtos. As tarifas serão mantidas até que o governo dos EUA elimine suas tarifas, disse o Ministério da Economia do México.

A UE já ameaçou impor tarifas sobre as motocicletas Harley Davidson e bourbon, medidas que atingiriam as bases políticas dos congressistas republicanos dos EUA.

“Queremos mercados abertos, mercados livres, mas temos que convencer o governo dos EUA”, disse o ministro da Economia, Peter Altmaier. “Nós tentamos fazer isso através de negociação e agora vamos fazê-lo unindo-nos e formulando uma resposta europeia comum, possivelmente trabalhando mais de perto com o México e o Canadá.”

Os membros da UE deram amplo apoio ao plano da Comissão Europeia de estabelecer tarifas sobre 2,8 bilhões de euros (3,4 bilhões de dólares) de exportações norte-americanas, caso Washington ponha fim às isenções tarifárias.

As tarifas da UE devem entrar em vigor em 20 de junho, desde que os 28 Estados-membros as aprovem. As exportações da UE sujeitas a impostos norte-americanos valem 6,4 bilhões de euros (7,5 bilhões de dólares).

Fonte: Reuters

Mais fatos e menos ameaças na guerra de tarifas

Opinião

Tarifas aduaneiras prejudicam todo mundo, mas EUA têm razão quando dizem que taxam menos que a UE. Os dois lados deveriam olhar mais para os números e trocar as ameaças pelo diálogo, afirma o jornalista Timothy Rooks.

Agora é oficial. As tarifas de 25% para o aço e de 10% para o alumínio importados da União Europeia (UE), impostas pelos Estados Unidos, estão em vigor. Como esperado, o presidente Donald Trump não cedeu às pressões da UE, do Departamento de Defesa dos EUA e das montadoras de automóveis.

Além de garantir manchetes enormes sobre – supostos – salvamentos de empregos dentro de casa, a administração de Trump muito provavelmente vê táticas como essa como um porrete que ela pode usar contra qualquer um que veja como fraco. O próprio Trump há muito é conhecido por suas ameaças, mas agora essas abordagens rudimentares estão desfazendo décadas de uma cooperação cada vez mais estreita e se tornando o comportamento padrão dos americanos.

Os europeus estão furiosos, e muitos defenderam medidas retaliatórias, taxando uísque e motocicletas Harley-Davidson. Mas o que se perde no meio de todos os tuítes, gritos e reclamações é o fato de que os Estados Unidos têm o direito de buscar um realinhamento do comércio global para e a partir das suas fronteiras, mesmo se falsamente embalarem sua decisão como sendo de “segurança nacional”.

Ao mesmo tempo é importante relembrar que desregulamentação é um ponto-chave da agenda de Trump. Exemplos dessa política são reformas fiscais e a reversão de várias regras financeiras internas. Mas, quando se trata de comércio internacional, a administração está examinando minuciosamente cada detalhe.

Porém, só quando se coloca os interesses nacionais de lado é que os verdadeiros vencedores – ou vítimas – de uma regulação aduaneira podem ser ouvidos: atividades econômicas. Nas vésperas da decisão desta quinta-feira, as empresas estavam reclamando desse pôquer de alto risco. Muitos torcem para que essas novas tarifas sejam apenas um meio de pressão e não o início de um círculo vicioso numa guerra do tipo “olho por olho, dente por dente”, que poderia afetar de forma arbitrária qualquer setor em qualquer momento.

Se existe uma coisa que atividades econômicas odeiam mais do que tarifas e impostos é incerteza. E é verdade que a imprevisibilidade é um veneno para os negócios. Mudanças súbitas num mundo com uma cadeia de produção globalmente conectada são um choque e forçam empresas a buscar soluções improvisadas e caras. Some-se a isso custos mais elevados de capital, e o resultado são balanços contábeis apertados. No fim das contas, a alta dos custos será repassada a consumidores de todo o mundo.

Ainda que tarifas não sejam nada de novo e sejam aplicadas em todo o mundo, o que torna essa contenda especialmente lamentável é que um dos lados a percebe como baseada numa compreensão econômica reduzida e em debates muito pouco construtivos, enquanto o outro lado pensa que está apenas cumprindo promessas de campanha ao enviar uma mensagem simplista de “Os Estados Unidos em primeiro lugar” para operários do Centro-Oeste dos Estados Unidos.

Mas um novo estudo do instituto econômico alemão Ifo mostra que há, de fato, um desequilíbrio nas tarifas aduaneiras entre os Estados Unidos e a União Europeia e que, na média, as tarifas americanas de importação são de fato inferiores às impostas pela UE.

Na verdade, o caso que Trump vive repetindo é modelar. Os americanos pagam 10% para enviar seus carros para a Europa, enquanto os europeus pagam apenas 2,5% para enviar os seus carros aos Estados Unidos. São poucos os casos em que o contrário é verdadeiro. Apesar de todos esses fatos e números, ambos os lados parecem presos numa discussão e nenhum consegue enxergar um caminho claro para livrar a cara, salvar empregos e manter o comércio funcionando.

Os europeus querem até mesmo ampliar as barreiras comerciais e levar o caso para a Organização Mundial do Comércio (OMC). Os Estados Unidos se tornam mais cabeçudos a cada dia. No fim das contas, pouco importa se essas ações são legais ou contra as regras da OMC – a China pode facilmente preencher o vazio, como está fazendo no Irã.

O mais importante é a ressaca e os efeitos de longo prazo de uma diplomacia desgovernada. Ambos os lados terão de trazer expectativas realistas e nervos de aço para a mesa de negociações, pois um mundo sem parceiros comerciais ou aliados em quem se possa confiar é, de fato, um lugar solitário.

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.

Fonte: Deutsche Welle / Infomet

Produtores brasileiros de alumínio optam por sobretaxa dos EUA para não reduzir volume exportado

 O governo Trump anunciou na semana passada (31) a imposição de tarifas de importação ao aço e alumínio de diversos países. O decreto americano mantém a isenção de tarifa ao aço brasileiro, que, em compensação, terá uma cota máxima de exportação para os EUA. O mesmo, no entanto, não acontece para o alumínio daqui. O setor preferiu optar pela sobretaxa a ter de limitar seu número de exportações. Aplicada, a tarifa de importação americana poderá chegar a 16%, segundo a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).

Em março 2018, o governo americano deu duas alternativas para os países aos quais pretendia impor sanções. Ou escolhiam por uma sobretaxa de importação de 10% ou por uma cota máxima entradas para os produtos. “Se tivéssemos escolhido a cota de exportações, até estaríamos mais competitivos do ponto de vista do preço, mas o volume exportado seria muito pouco e iríamos praticamente abandonar o mercado americano”, conta o presidente-executivo da ABAL, Milton Rego.

Conforme explica, o cálculo imposto pelo governo americano para se estipular o máximo de exportações é a média das saídas dos produtos para o país de 2013 a 2017. De acordo com Rego, essa média seria muito baixa, já que no início desse período o Brasil exportava pouco alumínio para os EUA. Com esse número os empresários não conseguiriam cumprir contratos e perderiam muita entrada de alumínio brasileiro no mercado americano. Dessa forma, o setor decidiu escolher pela sobretaxa e manter os acordos comerciais com seus clientes.

À sobretaxa de 10%, contudo, se acrescentará um valor de 3% a 6%, referente a isenção que o alumínio do Brasil tinha pelo Sistema Geral de Preferências (SGP), que será eliminada. O presidente-executivo da ABAL afirma que essa diferença nos custos, gerada pela taxa, provavelmente refletirá nos preços lá fora, já que dificilmente o empresário brasileiro conseguirá bancar o reajuste.

“Com isso nossos preços no mercado americano aumentarão mais ainda e poderemos ser mais impactados em comparação a outros países”, diz Milton Rego. O SGP gerava uma redução das tarifas de exportação para alguns produtos, normalmente para países em desenvolvimento.

Consequências. “Nossa maior preocupação é com a sobreoferta que será gerada. O mercado brasileiro também corre o risco de ser inundado por alumínio de outros países e isso só vai acirrar ainda mais a competição internacional.”, ressalta Rego. O setor exporta cerca de 40 mil toneladas de alumínio para os EUA.

O presidente-executivo, entretanto, acredita que mesmo com as altas de preços, o mercado americano continuará a comprar do Brasil e de outros países, já que internamente o que é produzido pelos EUA não seria suficiente. “Montar um parque industrial de alumínio leva tempo”, acrescenta Rego sobre a capacidade de produção de alumínio americana.

Fonte: Estadão

Redação On junho - 4 - 2018
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