Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

EUA reiteram ameaça de impor tarifas à China

Os EUA disseram que ainda poderão impor tarifas sobre US$ 50 bilhões em produtos importados da China e poderão concretizar essa ameaça se Pequim não resolver a questão do roubo de propriedade intelectual americana. O anúncio reforçou o risco de guerra comercial e contribuiu para a forte queda dos mercados americanos.

Washington também prosseguirá com as restrições aos investimentos de empresas chinesas nos EUA, além de impor controles à venda de produtos americanos de alta tecnologia para a China, segundo afirmou comunicado emitido pela Casa Branca. Os detalhes do controle de investimentos e exportações serão anunciados em 30 de junho, e a lista final das tarifas será publicada em 15 de junho.

O anúncio de ontem reiterou comentários de autoridades americanas de que as ameaças de tarifas e restrições permanecem em vigor mesmo depois de Washington e Pequim terem delineado um acordo neste mês para reduzir o superávit comercial de US$ 375 bilhões da China com os EUA.

Uma lista dos potenciais alvos das tarifas já foi divulgada pelo Representante Comercial dos EUA e inclui, em sua maioria, bens intermediários usados por empresas na fabricação de outros produtos, além de alguns bens de consumo, como televisores.

Embora Washington não tivesse retirado a ameaça de sobretaxar as importações da China, Pequim reagiu duramente ao anúncio de ontem, dizendo ter sido surpreendida pelo comunicado e que vai defender seus interesses.

As ameaças de uma guerra comercial entre os EUA e a China vêm afetando bastante os mercados financeiros, embora agora a maioria dos economistas acredite que os dois países conseguirão evitar um grande conflito econômico. A China vem afirmando repetidamente que prosseguirá desenvolvendo setores de alta tecnologia e não recuará diante do que classifica como ameaças de Washington.

Os dois países concordaram neste mês em analisar medidas para baixar o superávit comercial chinês com os EUA, numa iniciativa que pareceu reduzir o risco de guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. O acordo está separado da investigação americana sobre o suposto roubo de propriedade intelectual.

O secretário do Comércio americano, Wilbur Ross, visita Pequim nesta semana e tentará fazer a China aceitar uma meta para exportações adicionais dos EUA ao país. Os EUA querem reduzir o superávit comercial chinês em US$ 200 bilhões em dois anos, número visto como irreal pela maioria dos economistas e analistas de comércio.

Há espaço para aumentar as exportações americanas para a China com a vende de mais commodities agrícolas, de energia e aviões comerciais, e a China concordou em princípio em importar mais. O governo chinês também anunciou que a redução das tarifas de importação para alguns produtos americanos, como carros.

Mas os dois lados não têm um compromisso firme. Economistas estimam que as exportações dos EUA poderão crescer para até US$ 90 bilhões em cinco anos.

China e Brasil querem mais países no banco dos Brics

A Índia tornou-se o principal freio ao plano de expansão a novos sócios no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco dos Brics, conforme o Valor apurou. Na outra direção, a China e Brasil querem atrair mais países para começar a tornar a instituição um real “player” global.

Essa era a principal decisão esperada para a reunião anual do board de governadores do NDB, formado por ministros de finanças e presidentes de bancos centrais, encerrada ontem em Xangai. Daria, na prática, o sinal verde para iniciar contatos formais com potenciais novos sócios.

No entanto, a Índia ampliou o impasse ao não querer nem entrar em discussões sobre critérios para admitir novos membros. A posição da Rússia é conhecida, rejeitando a entrada de países que lhe impuseram sanções econômicas. Mas Moscou sinaliza certa flexibilidade nos últimos tempos, que daria acesso a países ricos sem medidas de punição à economia russa.

Os indianos não explicitam as razões de sua posição. Uma avaliação é que um motivo seja o receio de enfrentar maior concorrência na captação de empréstimos do banco. A Índia é o país que mais recebeu crédito do NDB até agora, com 34% do total, comparado a 12% para o Brasil, 7% para a África do Sul e 23% para a China.

A Índia é apontada como o emergente que hoje mais absorve créditos de bancos multilaterais. “Isso também ajuda a explicar seu crescimento econômico de 9%”, diz um observador. Na segunda, o banco do Brics aprovou financiamento de US$ 350 milhões para um projeto de construção e renovação de 4 mil quilômetros de estadas no estado de Bihar.

O freio de Nova Delhi poderia se explicar também por problemas persistentes na relação Índia-China. Os indianos contestam o plano da China de expansão do Grupo do Brics a outros emergentes.

Ocorre que o Brasil também é contra ampliação do Brics. Mas a favor de novos sócios no banco, para reduzir o custo do capital e haver mais crédito para projetos de desenvolvimento sustentável.

De toda maneira, o plano em discussão deixa os cinco sócios – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – com o controle do banco com 55% do capital. Os outros 45% poderiam ser divididos entre países que podem obter empréstimos e os que não podem. Nesse segundo caso, são cogitados países como Noruega, Coreia do Sul, Cingapura e Luxemburgo.

Em pronunciamentos em sessão aberta da reunião anual, a Rússia e a Índia não mencionaram o plano de expansão do banco. Já o ministro de Finanças da China, Liu Kun, deixou claro que Pequim quer fortalecer o NDB, incluindo outros países de todas as regiões.

O Brasil, por meio do secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcelo Estevão, também destacou que “será importante expandir o (número de) membros do banco, baseado no critério focando num mix equilibrado e diverso de diferentes níveis de desenvolvimento e tamanho e de diferentes regiões”. Para o Brasil, “abrir o capital do banco a novos países membros é uma prioridade para assegurar maior internacionalização e maior integração do banco na economia global”.

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), é da maior importância a entrada de países da América do Sul no NDB, para projetos binacionais e reforço da integração regional.

A África do Sul, mesmo aparentemente preocupada com o pouco volume de financiamentos para sua economia, espera que a expansão do banco a novos sócios seja destravada na cúpula do Brics em julho, em Joanesburgo, o que lhe daria um sucesso diplomático.

Pode ocorrer de a lista de potenciais novos sócios ser aprovada na cúpula do Brics no Brasil no ano que vem. O desafio, portanto, é grande para o banco implementar sua estratégia definida em 2017, para em 2021 ter novos membros na instituição.

Nessa estratégia de cinco anos restam dúvidas também sobre como o NDB irá definir, medir, monitorar e incentivar os investimentos em infraestrutura sustentável; e como irá engajar com os diversos atores envolvidos e diretamente afetados pelo processo de desenvolvimento, avalia a professora Karin Costa Vazquez da O.P. Jindal Global University, da Índia.

Para ela, operacionalmente, responder essas questões também será importante para reduzir os custos de transação dos projetos, aumentar a transparência do banco e obter boa classificação de crédito. Um estudo conduzido por pesquisadores dos Brics, liderado por Karen, afirma que uma definição para “infraestrutura sustentável” e um framework para avaliar a sustentabilidade dos projetos do NDB dariam ao Banco as ferramentas necessárias para articular plenamente seu mandato.

“O NDB deve expandir a abordagem ‘do no harm’ (fazer nenhum mal), tradicionalmente adotada pelos bancos multilaterais de desenvolvimento, para incorporar uma abordagem ‘transformadora’ em relação ao desenvolvimento”, diz ela.

Fonte: Valor

Exportações terão impacto da greve

A paralisação dos caminhoneiros deve causar uma queda nas exportações brasileiras de veículos da ordem de 10 mil a 20 mil unidades em maio e comprometer a meta de embarque de 800 mil veículos neste ano.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, os números de produção e vendas de modelos novos serão “inevitavelmente impactados pela greve dos caminhoneiros” em maio.

A entidade anunciou na semana passada que as montadoras pararam suas fábricas na sexta-feira (25) em meio a dificuldades no recebimento de peças e no envio dos veículos prontos.

Fonte: DCI

Comissário da UE agrava polêmica do euro com Itália

Enquanto o impasse político na Itália provocava turbulência nos mercados financeiros globais e levava o euro a seu menor valor em dez meses, uma declaração do comissário europeu de Orçamento, o alemão Guenther Oettinger, jogou lenha na fogueira política provocada pela decisão do presidente italiano, Sergio Mattarella, de — em nome da preservação do euro — recusar o nome proposto para a pasta da Economia pelos partidos populistas vencedores da última eleição. A rejeição ao eurocético Paolo Savona levou o premier designado, Giuseppe Conte, a desistir de sua própria nomeação, jogando o país na trilha de uma nova eleição.

— Minha expectativa é que as próximas semanas mostrem que os mercados, os títulos do governo e a economia da Itália serão tão gravemente afetados que poderão enviar um sinal aos eleitores para que não votem em populistas nem da esquerda nem da direita — disse Oettinger ao canal de televisão Deutsche Welle, numa advertência que soou como um veto ao direito dos italianos de elegerem livremente seus representantes.

Comissário pediu desculpas

As declarações do comissário da Alemanha repercutiram rapidamente entre todos os setores políticos italianos. Matteo Salvini, o chefe da xenófoba Liga, que propôs Savona junto com seu parceiro na tentativa de coalizão, o populista Movimento Cinco Estrelas (M5S), foi taxativo:

— Qualquer um que insulte o meu povo, dizendo que os mercados vão ensinar uma lição aos italianos, precisa deixar o cargo imediatamente.

Por sua vez, Maurizio Martina, secretário-geral interino do Partido Democrático, de centro-esquerda e favorável ao euro, declarou no Twitter: “Ninguém pode dizer aos italianos como devem votar, e os mercados muito menos. A Itália deve ser respeitada”. Em outra publicação na rede social, o presidente do mesmo partido chamou a declaração de “ofensiva, inadmissível e estúpida”, enquanto o ministro do Desenvolvimento Econômico da Itália, de saída do cargo, pediu que Oettinger se desculpasse ou renunciasse.

Mais tarde, Oettinger pediu desculpas, dizendo que “respeita completamente a vontade dos eleitores de esquerda, direito ou centro em qualquer país” e que “não tinha a intenção de ser desrespeitoso”.

‘Respeito aos eleitores’

Mas o impacto da sua declaração — que fez lembrar as posições intransigentes do ex-ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble, em relação à crise na Grécia no início da década — levou outras autoridades da União Europeia (UE) a intervirem para acalmar os ânimos, incluindo o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker: “O destino da Itália não está nas mãos dos mercados financeiros. Seja qual for o partido político no poder, a Itália é um membro fundador da União Europeia que contribuiu imensamente à integração europeia”, disse em nota. “A Comissão está pronta para trabalhar com a Itália com responsabilidade e respeito mútuo. A Itália merece respeito.”

Por sua vez, o comissário europeu para Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, reproduziu o tom adotado por Juncker, afirmando: “Devemos respeitar as regras e os ritmos da democracia”, disse. “O destino da Itália deve ser decidido na Itália, e não em Bruxelas, mesmo que tenhamos uma herança comum: a Europa. Devemos encontrar as soluções corretas juntos, através do diálogo. Eu não tenho dúvida de que a Itália continuará no coração da Europa e da zona do euro.”

Já o presidente da Conselho Europeu, Donald Tusk, enviou um recado: “Meu apelo a todas as instituições da UE: por favor, respeitem os eleitores. Estamos aqui para servi-los e não para dar lições.”

A turbulência nos mercados é uma reação à possibilidade de que sejam convocadas novas eleições na Itália, nas quais as legendas vitoriosas em março — o antissistema Movimento Cinco Estrelas (M5S) e a xenófoba Liga — saiam ainda mais fortalecidas. Os dois partidos tiveram seus planos de governar juntos enterrados pela decisão do presidente Mattarella de recusar Savona na Economia. Em vez disso, Mattarella chamou o economista Carlo Cottarelli, ex-funcionário do Fundo Monetário Internacional (FMI) e defensor do euro e da austeridade, para formar um Gabinete interino.

A Itália está à espera da proposta de governo de Cottarelli, que, no entanto, tem poucas possibilidades de obter o voto de confiança do Parlamento, dominado por M5S e Liga, os dois partidos eurocéticos. De fato, o impasse político italiano aprofundou a tensão nos mercados financeiros ontem. O título de risco da Itália, indicador de confiança econômica, superou 300 pontos, ao mesmo tempo em que as Bolsas europeias, incluindo a de Milão, operavam em queda de quase 3%.

Novo pleito pode ser em julho

A reação dos mercados foi considerada “grave, mas injustificada” pelo governador do Banco da Itália, Ignazio Visco, que ontem prestou contas anuais ao Parlamento. Em meio à crise, disse querer acalmar os ânimos, mas alertou que o país está a prestes a “perder a confiança”.

As principais forças políticas italianas — incluindo M5S, Liga e o derrotado Partido Democrático — já falam em convocar um novo pleito antecipado em 29 de julho, todas elas na expectativa de obter resultados mais favoráveis das urnas.

Fonte: O Globo

Crescimento da zona do euro no 1º tri é reduzido para 0,2%

A economia francesa cresceu 0,2 por cento no primeiro trimestre, projetou a agência nacional de estatísticas INSEE nesta quarta-feira, reduzindo sua estimativa inicial de 0,3 por cento no período.A INSEE indicou gastos mais fracos da família como motivo para os sinais de menor expansão, com a previsão para o PIB no primeiro trimestre também representando desaceleração ante o ritmo de 0,7 por cento do quarto trimestre.
Embora a economia francesa tenha se fortalecido após a eleição do presidente Emmanuel Macron no ano passado, dados recentes mostraram que ela começou a perder força, embora preocupações com a Itália possam prejudicar ainda mais a confiança na zona do euro.

Fonte: Reuters

EUA continuarão com ações comerciais contra a China, diz Casa Branca

Os Estados Unidos disseram nesta terça-feira que seguirão buscando medidas comerciais contra a China, dias depois de os governos dos dois países anunciarem uma tentativa de solução para sua disputa e sugerirem que as tensões haviam arrefecido. Até 15 de junho, o governo norte-americano divulgará uma lista de cerca de 50 bilhões de dólares em mercadorias chinesas que estarão sujeitas a uma tarifa de 25 por cento, informou a Casa Branca em comunicado.
Os Estados Unidos também continuarão a buscar processos contra a China na Organização Mundial do Comércio (OMC).Além disso, até o final de junho, os Estados Unidos anunciarão restrições de investimento e “controles de exportação aprimorados” para indivíduos e entidades chineses “relacionados à aquisição de tecnologia com significância industrial”, afirmou.
Em meados de maio, a China concordou em aumentar as compras de produtos agrícolas e energéticos dos EUA, e na semana passada, o Departamento de Comércio norte-americano disse aos legisladores que tinha chegado a um acordo para manter a empresa de telecomunicações chinesa operando.
Embora os anúncios tenham aliviado as preocupações sobre a possibilidade de uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, o presidente dos EUA, Donald Trump, também disse na semana passada que qualquer acordo entre Washington e Pequim precisaria de “uma estrutura diferente”, alimentando a incerteza sobre as negociações.

Fonte: Reuters

Redação On maio - 30 - 2018
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.