Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 25 de Setembro de 2018






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Janela para concluir acordo com Mercosul está se fechando, diz UE

A janela para concluir o tratado de livre comércio União Europeia-Mercosul está se fechando e pode ser reaberta somente em 2020, segundo negociadores e lideranças políticas em Bruxelas.

Por isso, a aposta na UE é que um acordo possa finalmente ser anunciado no fim de junho, após quase duas décadas de idas e vindas. Se esse calendário não for cumprido, há temores de que as discussões sejam colocadas em ponto morto por mais de um ano.

Do lado europeu, já se admite um acerto para a eliminação mútua de 91% das tarifas industriais, o que é descrito por negociadores como algo “significativamente menos ambicioso” do que tratados recentes da Europa com o Canadá e o Japão. Nesses dois casos, os acordos cobriam praticamente 100% das alíquotas cobradas de bens industriais, com exceção de um ou outro produto sensível.

Conforme apurou o Valor em conversas com representantes do bloco em Bruxelas, sede da Comissão Europeia, as demandas da UE nesta reta final de negociações se concentram em poucos pontos. Um dos objetivos é acelerar o cronograma de liberalização do Mercosul para a indústria automotiva – não apenas carros, mas autopeças. Outro é ampliar a lista de produtos com denominação de origem protegida no Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

O bloco sul-americano já concordou em reconhecer 320 das 357 indicações geográficas pedidas. Ainda há divergências sobre itens como queijo parmesão, presunto parma, vinhos de La Rioja (existem regiões produtoras com o mesmo nome na Espanha e na Argentina) e Budweiser. Para os europeus, a cerveja tem origem na República Tcheca e ninguém mais deve usar esse nome, como é o caso da marca hoje comercializada pela Ambev.

Há reclamações, mas um tom de aceitação, de que o Mercosul não se dispõe a ir muito além do que já ofereceu em duas áreas importantes para a UE: compras governamentais (maior abertura nas licitações públicas) e direitos de propriedade intelectual. Uma queixa ouvida em Bruxelas: países com nível de desenvolvimento semelhante ou até inferior, como México e Equador, foram mais “ousados” nessas áreas em negociações feitas recentemente.

Negociadores europeus adotam uma postura de silêncio absoluto em torno da demanda sul-americana de aumento das cotas com acesso privilegiado para produtos como carne bovina. No caso da carne, o compromisso já assumido pela UE é para 100 mil toneladas/ano. Para etanol, são 600 mil toneladas/ano. Não está claro sequer se o que for exportado intracota ficará livre de tarifas.

Uma nova rodada de discussões deve ocorrer no início de junho, provavelmente em Montevidéu, onde os dois blocos pretendem afunilar suas divergências. Certamente haverá a necessidade de uma reunião adicional, então com a presença de ministros do Mercosul e da comissária europeia Cecilia Malmström (responsável pelo comércio exterior), em que poderiam ser feitas as barganhas mais delicadas – aquelas que os técnicos já não têm autonomia para fazer. Para isso, no entanto, um avanço definitivo em Montevidéu é crucial.

“É preocupante que haja toda essa demora em fecharmos o acordo”, afirma o eurodeputado português Fernando Ruas, presidente da delegação UE-Brasil no Parlamento Europeu e um dos legisladores mais atentos às negociações. Ele lembra que havia a expectativa de anunciar o tratado em Buenos Aires, à margem da conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em dezembro. Não houve anúncio e o assunto até esfriou.

“Estamos muito perto do fim. Entendo que o diabo esteja nos detalhes, como diz o ditado, mas me preocupa sempre haver razões para novos adiamentos”, acrescenta Ruas. Ele faz uma crítica à própria postura europeia: “A UE tem o dever de zelar pelos interesses de seus agricultores, mas não podemos deixar que um único setor impeça o acordo. Dificilmente chegaremos a um consenso em tudo, tudo, tudo”.

Apesar do otimismo quanto ao desfecho, começam a surgir alertas de que o acordo entrará em banho-maria caso não seja possível fechá-lo nas próximas semanas. A Comissão Europeia, braço executivo da UE, fica praticamente deserta em julho e agosto, meses de férias de verão no Hemisfério Norte. Em seguida, a campanha presidencial atinge o auge no Brasil. Nos bastidores, é quase um consenso em Bruxelas a preocupação com uma eventual vitória do deputado Jair Bolsonaro (PSL), por seus discursos relativizando direitos humanos.

Em menor grau, teme-se ainda a eleição de um presidente com viés mais protecionista. Embora os candidatos normalmente se declarem favoráveis ao acordo UE-Mercosul, há receio de como um novo governo se comportaria para valer no momento mais sensível das negociações, quando os blocos se veem diante da necessidade de fazer concessões que desagradam a setores produtivos.

Do outro lado, a janela política também pode ficar complicada. A partir de outubro, o Parlamento Europeu deixa de receber novos acordos para análise. Os tratados de livre comércio firmados pela UE só entram em vigência depois de ratificação. Depois, em maio de 2019, haverá eleições para renovar todo o Parlamento.

Quatro meses depois, trocam-se comissários e até escalões mais técnicos podem ser afetados. Por isso, sem entendimento agora, adverte-se em Bruxelas que uma sucessão de circunstâncias poderia levar a conclusão do acordo com o Mercosul só para 2020.

Fonte: Valor

AL: Consumo e produção de aço laminado crescem 3% e 7% respectivamente no 1T18, aponta Alacero

De janeiro a março 2018, a produção de aço bruto somam 16,4 milhões de toneladas, produção de aço laminado 13,8 milhões de toneladas, consumo aparente de aço 16,8 milhões de toneladas, importações caem 6% e as exportações crescem 9%.

A indústria siderúrgica latino-americana mantém um positivo desempenho durante o período janeiro a março 2018 onde o consumo de aço laminado cresceu 3%, a produção de aço bruto 5% e a de aço laminado 7%, re?etindo as melhores condições econômicas mundiais e regionais. Se bem a região tem diminuído em 6% as suas importações, o consumo regional é abastecido em 31% por ditas importações. As exportações superam em 9% as de janeiro – março de 2017. Por sua parte, a balança comercial manteve-se negativa, embora o déficit e diminuiu 18%., dados divulgados pela Asociacion Latinoamericaa Del Acero (Alacero).

Produção — Aço bruto. América Latina teve uma Produção de 16,4 milhões de toneladas (Mt) de aço bruto em janeiro a março 2018, 5% superior ao registrado no mesmo período de 2017 (15,6 Mt). Brasil é o principal produtor com 53% do total regional (8,6 Mt), aumentando 5% versus janeiro – março 2017. Aço laminado. A região produziu 13,8 Mt de aço laminado, 7% a mais que em janeiro — março de 2017. Os principais produtores são Brasil 5,8 Mt (42% do total latino-americano) e México com 4,9 Mt, com 35%.

Consumo de aço laminado — Nos três primeiros meses do ano, a região registrou um consumo de aço laminado de 16,8 Mt, 3% maior que no mesmo período 2017 (16,4 Mt). Os principais países que aumentaram seu consumo, tanto em termos absolutos como percentuais foram Brasil (439 mil toneladas adicionais e crescendo 10%), Argentina (351 mil toneladas adicionais e 33%) e Panamá (34 mil toneladas e 42%). Contrariamente, no mesmo período uruguai, Venezuela e Guatemala registraram quedas de 34%, 17%, e 13% respectivamente. Do total latino-americano, 57% corresponde a produtos planos (9,5 Mt), 42% a produtos longos(7,1 Mt) e 1% a tubos sem costura (224 mil toneladas).

Balança comercial — Importações. No primeiro trimestre de 2018, América Latina recebeu 5,2 Mt de aço laminado, 6% menos que o importado no mesmo período de 2017 (5,6 Mt). Desse total, 67% correspondem a produtos planos (3,5 Mt), 30% a produtos longos (1,6 Mt) e 3% a tubos sem costura (135 mil toneladas). Atualmente, as importações de laminados representam 31% do consumo na região, o que traz desestímulos para indústria local, fricções comerciais e põe em risco as fontes de emprego. Exportações. As exportações latino-americanas de aço laminado foram 2,5 Mt, 9% a mais que o registrado em janeiro – março 2017 (2,3 Mt). Desse total, 46% correspondem a produtos planos (1,2 Mt), 42% a produtos longos (1,1 Mt) e 12% a tubos sem costura (311 mil toneladas).

Balança defcitária. Em janeiro – março 2018, a região registrou um défce comercial em volume de 2,7 Mt de aço laminado. Este desequilíbrio é 18% menor ao observado em janeiro – março 2017 (-3,3 Mt). Brasil é o único país que manteve um superávit comercial de aço laminado (825 mil toneladas). Contrariamente, o maior déficit foi registrado em México (-991 mil toneladas). A continuação foram Colômbia (-561 mil toneladas), Peru (-469 mil toneladas), Chile (-391 mil toneladas) e Equador (-277 mil toneladas).

Produção abril 2018 — para abril a previsão é que a produção de aço bruto atingiu 5,6 Mt no mês, 4% menor que março 2018 e 5% a mais que em abril 2017. Cumulativamente, nos quatro primeiros meses de 2018, a Produção atingiu 22,0 Mt, 5% a mais que em janeiro – abril 2017 (20,9 Mt). A Produção de laminados fechou em 4,6 Mt, 6% menor que em março 2018 e 5% mais que em abril 2017. Cumulativamente, entre janeiro – abril 2018, a Produção de laminado atingiu 18,4 Mt, 7% a mais que em janeiro -abril 2017 (17,3 Mt).

Fonte: Portal Fator

Futuros do aço avançam na China com diminuição dos estoques

Os futuros de aço na China subiram nesta sexta-feira, com as preocupações com a demanda diminuindo, em meio à queda dos estoques no maior produtor mundial do material.

As reservas de vergalhão para construção caíram 410 mil toneladas, para 5,66 milhões de toneladas na sexta-feira, nível visto pela última vez no início de fevereiro, segundo dados da consultoria Mysteel.

O estoque total de produtos siderúrgicos, incluindo vergalhões, bobina laminada a quente, bobinas laminadas a frio e chapas de aço, caiu 6,4 por cento, para 11,33 milhões de toneladas.

O contrato futuro de vergalhão mais ativo na Bolsa de Xangai subiu 0,5 por cento, para 3.565 iuanes (558,14 dólares) por tonelada.

O minério de ferro para setembro na Bolsa de Dalian cedeu 0,7 por cento, para 454,5 iuanes por tonelada, registrando a pior performance semanal em nove semanas.

O minério de ferro para entrega no porto de Qingdao perdeu 3,68 por cento, para 63,94 dólares por tonelada.

Fonte: Reuters

Trump aumenta tensão comercial antes de decisão sobre tarifas a metais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou nesta semana a tensão comercial internacional ao ameaçar impor tarifas à importação de automóveis, a poucos dias de tomar uma decisão sobre a isenção aos encargos sobre o aço e o alumínio no próximo dia 1º de junho.

Trump pediu ao secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, que averigue se é possível impor fortes encargos, possivelmente de até 25%, sobre as importações de automóveis por razões de segurança nacional.

A mera sugestão destas sanções protecionistas provocou uma reação imediata dentro do país e ao redor do globo, incluindo a de parceiros estratégicos de Washington como Canadá, México e União Europeia (UE), regiões que, por outro lado, estão negociando a isenção das polêmicas tarifas sobre o aço e o alumínio.

Na região europeia, a Alemanha, onde os automóveis representam 28,4% das exportações aos EUA, seria de longe o parceiro mais golpeado, mas outros fabricantes de carros também se veriam afetados, como Suécia (16%), Itália (12,8%) e Reino Unido (12%), segundo dados do Instituto de Viena para Estudos de Economia Internacional Comparada.

Por este motivo, a Comissão Europeia advertiu que a imposição de tarifas à importação de automóveis e suas peças violaria as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Canadá e México, por sua parte, que se encontram na parte final da renegociação do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta) com os EUA, também consideraram “absurdo” este movimento de Trump.

Assim, com o anúncio da abertura de uma investigação do Departamento de Comércio sobre esta questão, Trump voltou a fazer cambalear o panorama comercial internacional, tal como fez quando comunicou em março sua intenção de impor uma tarifa extraordinária de 10% às importações de alumínio e de 25% para as de aço.

Até ao momento, Brasil, Argentina, Austrália e Coreia do Sul conseguiram isenções permanentes a estes encargos, embora suas exportações desses materiais aos EUA tenham cotas fixadas.

No entanto, o governo americano já advertiu que imporá os encargos a esses metais sobre a UE caso não se chegue a um acordo “razoável” antes de 1º de junho.

Por outro lado, Ross e Trump decidirão se prolongam a isenção ao México e ao Canadá “em função de” como vão as negociações do Nafta.

Neste contexto, os analistas enxergaram a ação de Trump como um movimento para aumentar a pressão sobre estas três regiões a poucos dias de decidir se lhes exime permanentemente das tarifas ao aço e ao alumínio e em plena reta final na renegociação do Nafta.

“Estas tarifas (às importações de veículos) foram avaliadas durante bastante tempo, o que me faz suspeitar que este vazamento à imprensa é para colocar pressão para fechar o Nafta e sobre outras regiões que querem isenções aos encargos ao aço e ao alumínio”, opinou Dan Ujzco, da firma de advogados Dickinson Wright, em declarações ao jornal “The Washington Post”.

Opinião parecido com a Ed Mills, da consultora financeira Raymond James, que disse em um comunicado que “grande parte” da investigação do Departamento de Comércio “está focada em poder fechar um pacto final sobre o Nafta”.

Esta agressiva estratégia negociadora típica de Trump, que faz o mesmo em outros terrenos como na diplomacia com a Coreia do Norte ou nas negociações bilaterais com a China, foi amplamente criticada em mais de uma ocasião pelos setores liberais dos EUA.

No entanto, Trump considera que sua maneira de negociar com outros países, longe dos cânones da política ocidental do século XXI, é a melhor para conseguir que os objetivos de seu lema, “EUA em primeiro”, sejam cumpridos o mais rápido possível.

Fonte: EFE

Restrições dos EUA à importação de automóveis podem impactar demanda do setor de aço no Japão

A administração Trump lançou uma investigação de segurança nacional sobre as importações de carros e caminhões que pode levar a novas tarifas nos EUA

As siderúrgicas japonesas estão preocupadas com a possibilidade de que eventuais restrições às importações de automóveis dos Estados Unidos possam ter um grande impacto na demanda por seus produtos, afirmou nesta sexta-feira o novo chefe de um grupo industrial.

A administração Trump lançou uma investigação de segurança nacional sobre as importações de carros e caminhões que pode levar a novas tarifas nos EUA, semelhantes às impostas ao aço e ao alumínio em março.

“Fiquei realmente chocado com a decisão dos EUA”, disse Koji Kakigi, presidente da Federação de Ferro e Aço do Japão, em uma entrevista coletiva.

“Se as exportações de automóveis japoneses de cerca de 1,7 milhão de unidades são excluídas pelo mercado norte-americano, isso terá um impacto significativo na demanda de aço japonês”, disse Kakigi, que também é presidente da JFE Steel, que está sob controle da JFE.

Fonte: DCI

Redação On maio - 28 - 2018
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