Sindicato Nacional da Indústria de
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018






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Ministro alemão defende novo acordo comercial entre União Europeia e EUA

Em 1º de junho, Trump irá impor tarifas de açõ e alumínio à UE a menos que esta faça concessões

O ministro alemão da Economia, Peter Altmaier, defendeu um novo acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos, que se concentre no setor industrial e resulte em uma redução geral das tarifas.

Altmaier disse ao jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung que um acordo comercial abrangente entre os EUA e a Europa, conhecido como Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), “provou ser irrealizável”, mas acrescentou: “Devemos falar sobre fazer algo novo, como um entendimento sobre produtos industriais selecionados”.

Segundo Altmaier, ‘’isso deve resultar em uma solução na qual as tarifas em geral diminuam, não aumentam”.

No período que antecede o dia 1º de junho, data em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá impor tarifas de aço e alumínio à UE a menos que esta faça concessões, Berlim pede que seus parceiros europeus mostrem alguma flexibilidade e busquem um acordo comercial amplo que beneficie ambos os lados.

Mas alguns países estão resistindo. A França, a outra metade do motor da integração europeia, se ressente do grande superávit comercial da Alemanha e quer uma postura mais dura da UE contra as tarifas norte-americanas.

“Alerto fortemente para um deslizamento imprudente em uma espiral de isolamento”, disse Altmaier. “Defendo duramente um acordo com os Estados Unidos.”

Fonte: O Globo

China propõe elevar importações dos EUA e cortar tarifas de alguns produtos

Medida faz parte parte das negociações para resolver uma disputa comercial crescente com os Estados Unidos

A China propôs comprar mais produtos norte-americanos e reduzir as tarifas sobre alguns produtos, incluindo carros, como parte das negociações para resolver uma disputa comercial crescente com os Estados Unidos, segundo fontes e um documento obtido pela agência de notícas Reuters.

Pequim também pediu que Washington trate os investimentos chineses de forma igualitária em suas revisões de segurança nacional e pare de impor novas restrições aos investimentos chineses, disseram as fontes após dois dias de negociações na capital chinesa.

O governo chinês também exigiu que os EUA encerrem sua investigação sobre propriedade intelectual e não implementem as tarifas de 25% sobre o aço propostas como parte dessa investigação, afirmaram. As fontes se recusaram a ser identificadas porque as informações não são públicas.

A China também propôs que os EUA deveriam ouvir o recurso da ZTE Corp contra as sanções impostas à empresa em abril, e reduzir a proibição para venda de componentes e softwares de empresas norte-americanas à chinesa, disseram as fontes.

Os chineses também disseram aos norte-americanos que considerariam ativamente as informações fornecidas por empresas dos EUA sobre a investigação antidumping de Pequim sobre o sorgo importado dos Estados Unidos, disseram as fontes.

Fonte: Estadão

Política econômica dos EUA: o sucesso de Trump depende do fracasso de Trump

A política econômica dos Estados Unidos costuma ser seguida de perto por diversos analistas ao redor do mundo. Embora outras economias tenham ganhado destaque nos últimos anos (a China, por exemplo), no que tange as relações econômico-financeiras entre países, ainda temos o maior protagonismo na terra do Tio Sam.

O mercado financeiro – como “máquina” de processar informações que é – aprendeu a filtrar o que tem de importante entre um tweet e outro. Mas quando o desenho da política econômica traz de volta a ameaça de rodadas sucessivas de proteção comercial, os ânimos costumam se exaltar. Quais os efeitos do aumento nas tarifas de importação do aço?

Ao mesmo tempo, a expansão fiscal feita através de corte nos impostos de empresas gera discussões animadas sobre a sua eficácia. Os EUA irão crescer mais depois da medida? E a que custo? Curiosamente, as duas políticas possuem uma relação inusitada. Para uma dar certo, a outra precisa falhar.

Comecemos com a lógica por traz do corte nos impostos. Ao reduzir a tributação, a produtividade marginal do capital (líquida de tributos, obviamente) aumenta, tornando mais interessante o acúmulo do mesmo nos EUA. Isso atrai para o sofisticado sistema financeiro norte-americano a poupança acumulada em outras economias, aumentando a produção doméstica. Como os EUA não podem ser considerados uma economia sem influência nos preços internacionais, isso pode causar uma realocação de ativos globais. Domesticamente, o PIB sobe, mas o PNB provavelmente, não. Trump corta impostos, os estrangeiros agradecem.

Ao mesmo tempo, abdicar de arrecadação significa – a depender das elasticidades, mas provavelmente – uma deterioração das contas públicas. Vale à pena crescer mais se isso significa uma dívida maior (o que acarretará em uma parcela maior do orçamento público com pagamento de juros, ao invés de, por exemplo, alocar recursos em infraestrutura)? A resposta, curiosamente, coloca economistas que outrora discordariam, em campos semelhantes. A conta parece que não fecha muito bem.

Mas e o aço?

Revisitemos o trabalho publicado em 1957 por Roberto Mundell, International Trade and Factor Mobility. Espectador privilegiado das relações entre EUA e Canadá, ele se perguntou qual o impacto na mobilidade de outros fatores de produção do aumento da tarifa no…aço! O resultado não é intuitivo.

A primeira conclusão é que isso estimularia o fluxo de capital, boa notícia, considerando a primeira política discutida. A segunda, no entanto, é de que a tarifa não teria efeito justamente em função do influxo de capital.

Ao desestimular o comércio internacional, a equalização de preços (de bens e serviços e dos fatores de produção) é, inicialmente, impedida. Os produtos mais baratos não poderão encontrar seu destino nas economias aonde o preço em autarquia é mais alto. Isso significa também, que se, por exemplo, esses setores foram intensivos em capital, o retorno do mesmo é maior. Nesse caso, o capital externo é atraído, diminuindo o custo de bens de capital e aumentando a produtividade do trabalho. Essa combinação faz com que os bens intensivos em capital fiquem mais baratos e os bens intensivos em trabalho, mais caros. Exatamente o que aconteceria sob o comércio internacional! Mundell nos brinda, com mais de 50 anos de antecipação, com uma análise que ajuda a entender a ineficácia do que foi proposto.

Obviamente, o arcabouço teórico no qual Mundell trabalha é simplificado e as imperfeições da realidade impõem outras dificuldades. Mas, se nem no mundo dos mercados mais simplificados essa política (proteção comercial) teria o efeito desejado (quanto mais positivo), imagine na vida real, onde as retaliações trazem o resultado para o campo negativo, conta paga sempre pelas famílias.

A política econômica de Trump só dará certo se a política econômica de Trump der errado. Um paradoxo que talvez não caiba em 280 caracteres.

* João Ricardo Costa Filho é professor do Ibmec-SP, do Mestrado Profissional da EESP-FGV e da FAAP.

Fonte: Money Times

Crise cambial reduz projeção de crescimento da Argentina

A crise cambial dos últimos dias na Argentina, que levou o Banco Central local a elevar a taxa de juros três vezes em uma semana e o governo a reduzir a meta de déficit primário, está também provocando um corte das projeções de crescimento para o país neste ano.

Na sexta-feira, o BC argentino elevou a sua taxa básica de juros para 40%. Ainda na tentativa de acalmar o mercado, o ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne, anunciou a redução da meta de déficit primário, de 3,2% para 2,7%, com cortes de gasto público. Isso fez com que o dólar caísse quase 4% na em um dia. Ainda assim, a moeda americana acumula alta de 18,8% neste ano frente ao peso.

Com a crise cambial e as medidas anunciadas na sexta-feira, economistas dizem que o PIB da Argentina dificilmente crescerá 3,5% como previa o governo para 2018.

“Já havíamos revisado a projeção de crescimento de 3,2%, em janeiro, para 2,7% em março, por conta da seca. Ainda estamos analisando o impacto das últimas semanas, mas nossa estimativa deve ser de 2,3% de crescimento”, diz Dante Sica, diretor da consultoria Abeceb, de Buenos Aires. “Ainda precisamos ver como se estabiliza o dólar e a inflação. Se em maio a inflação ficar abaixo de 2%, a tendência é o banco central reduzir a taxa de juros, o que ajudará o crescimento.”

Marcelo Carvalho, economista do BNP Paribas, em São Paulo, lembra que a intenção do governo é bancar um terço da redução do déficit com uma arrecadação maior e dois terços com cortes de gastos públicos. “Em particular, foi anunciado um corte de 30 bilhões de pesos nos gastos de infraestrutura planejados para esse ano”, acrescenta, ao prever desaceleração do crescimento econômico nos próximos meses.

Os cortes, observa Joaquin Olivera, do banco Balanz Capital, de Buenos Aires, são importantes para o governo do presidente Mauricio Macri recuperar a confiança do mercado e mostrar que está disposto a fazer sacrifícios, mas devem reduzir o crescimento. O banco de investimento cortou sua projeção de 2,5% para 2% neste ano.

Já a alta da taxa básica de juros, que passou de 30,25% para 40% em uma semana, deve reduzir em particular o investimento no setor produtivo, afirma o economista Matías Carugati, da consultoria Management & Fit, de Buenos Aires. “Uma taxa a níveis tão altos afetará o crédito, sobretudo das empresas.” Ele diz que a consultoria revisará a projeção de crescimento do PIB de 2,8% para 2,5%.

Fausto Spotorno, da Orlando J. Ferreres & Asociados, de Buenos Aires, diz que a consultoria não mexerá por ora em sua estimativa de crescimento de 2,5% para este ano. “Não é que não possamos mudar no futuro, mas por ora cremos que a taxa de juros a um nível tão alto é algo temporário.”

Apesar de a Argentina hoje já ter garantidas 85% das suas necessidades de financiamento para 2018, Spotorno observa que, se o câmbio não se estabilizar, o país verá o custo de sua dívida externa aumentar. “Dada a opção gradual do ajuste fiscal do governo Macri, a Argentina é muito dependente da emissão de dívida. Então, o quanto antes se apressar para cumprir as metas fiscais, menos vulnerável ficará às turbulências externas.”

Fonte: Valor / ABinee

Indústria integrada e investimentos podem ser afetados

Além de prejudicar o comércio entre os dois países, a turbulência vivida pela Argentina pode afetar a economia brasileira por outros dois canais: o parque industrial integrado e os investimentos financeiros que englobam ambos os países. É o que diz Livio Ribeiro, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

Dependendo dos desdobramentos, esses canais podem até ser benéficos para o Brasil, mas, de forma geral, o quadro gera mais preocupações, devido às incertezas que traz para a região, segundo Livio. “O comportamento da economia argentina nos últimos dias tem sido um pouco assustador”, diz. “O barco começou a balançar.”

O primeiro dos canais é o parque produtivo integrado, formado principalmente pela indústria automobilística. São fábricas que produzem, por exemplo, autopeças em território argentino e terminam o veículo no Brasil, e vice-versa. “Em alguns casos, é como se fosse uma estrutura produtiva só.”

Isso abre espaço para uma migração das fábricas no caso de uma crise prolongada em um dos lados. “Num cenário de muita desorganização [continuada] da Argentina, com déficits gêmeos [fiscal e externo], subida dos juros, inflação alta, pode haver uma migração de unidades fabris para o Brasil”, afirma.

O outro lado desse canal, que teria efeito oposto, é aquele em que uma desvalorização grande do peso argentino mais que compensaria a desorganização macroeconômica do país, atraindo parte da produção brasileira para lá. “Mas minha impressão é que o primeiro cenário é mais provável”, diz Livio.

O segundo canal são “os fundos que alocam seus recursos por classes de países”, como a América Latina. Com a piora dos fundamentos econômicos na Argentina, investidores poderiam distribuir os recursos entre os demais países da região – o que poderia beneficiar o Brasil – ou simplesmente tirar parte desses recursos da região – o que prejudicaria a todos. “A pergunta é se isso levaria a uma rearrumação da classe ou uma diminuição de exposição à classe”, diz.

“O problema é que nós também temos uma conjuntura desafiadora, com eleição neste ano. Estamos obviamente melhores que a Argentina, mas, no caso de uma crise suficientemente longa lá, não é óbvio que os recursos viriam para cá.”

As medidas que vêm sendo adotadas pela equipe econômica do governo argentino, como a elevação dos juros e a redução da meta de déficit primário, representam “o que dá para fazer agora”, segundo economista. “Eles estão tentando estancar a sangria”, diz.

Para agravar a situação, a tendência é que a desvalorização do peso pressione rapidamente a inflação. “Em um país em que as pessoas têm pouca confiança na moeda, elas tendem a repassar a desvalorização para os preços da maneira mais rápida possível”, afirma.

Fonte: Valor / Abinee

Redação On maio - 7 - 2018
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