Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018






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Sindicato negocia pagamento da PLR referente a 2017 com a CSN

Empresa chegou a considerar a hipótese de não pagar o benefício; negociação prossegue em reunião na próxima semana

A PLR (ou PPR – Programa de Participação nos Resultados) da CSN corre o risco de não ser paga este ano ou de ser paga em valores bem abaixo do que ocorreu em 2017, quando os trabalhadores receberam o equivalente a 2,4 salários cada . O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, que não tem a prerrogativa de tratar com a empresa da questão do PPR, está negociando para que haja um pagamento, de preferência nos mesmos patamares de 2017.

Informações de uma fonte ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos dão conta de que o presidente da entidade, Silvio Campos, procurou o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, quando soube que a Comissão do PPR ainda não teria sido convocada este ano.

A informação inicial teria sido de que, como a empresa está abaixo de seus objetivos financeiros, embora tenha cumprido suas metas de produção, o pagamento não seria efetuado.
Depois de uma primeira reunião, teria surgido a possibilidade de pagamento de uma PLR “simbólica” equivalente a 0,1 folha salarial: quem tivesse um salário de R$ 2 mil mensais, por exemplo, receberia R$ 200 de participação nos resultados.

Um novo contato entre os presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos e da CSN teria chegado a ocorrer, segundo a fonte, mas ainda sem definição. Steinbruch teria feito uma viagem à Europa e, durante a próxima semana, um novo contato estaria agendado.

De acordo com a fonte, o objetivo do sindicato é convencer Steinbruch de que, além de gerar problemas no ambiente de trabalho da CSN, a falta de pagamento da PLR traria problemas para o comércio da cidade, que venderá menos, e poderá inclusive causar um aumento na inadimplência, já que muitos trabalhadores contam com esse valor para regularizarem suas dívidas.

Com isso, haveria a possibilidade de se obter uma PLR um pouco mais significativa.

Os resultados

A Companhia teve lucro de R$ 378 milhões no quarto trimestre do ano passado, o que reverteu os números negativo dos resultados acumulados dos primeiros nove meses do ano e levou a um ganho acumulado de R$ 111 milhões em 2017. A empresa registrou um prejuízo financeiro de mais de R$ 2,4 bilhões. Esse foi o problema que impediu que a empresa tivesse um resultado geral bilionário no ano passado.

Para chegar a esse número, a empresa registrou receita total superior a R$ 18 bilhões, sendo R$ 12,9 bilhões vindos da siderurgia, R$ 4,6 bilhões da mineração, R$ 1,6 bilhão de logística, R$ 487 milhões de cimento e R$ 408 milhões de energia, com despesas corporativas de R$ 1,6 bilhão.

No que diz respeito à siderurgia, o volume de vendas chegou a 4,92 milhões de toneladas, sendo 2,84 milhões vendidas no mercado interno e 2,08 milhões exportadas, com uma relação aproximada de 42% para o mercado externo e 58% para o interno.

Sobre as vendas externas, 313 mil toneladas foram exportadas de forma direta e 1.768 mil toneladas foram vendidas pelas subsidiárias no exterior, sendo 596 mil toneladas pela LLC, 808 mil toneladas pela SWT, 364 mil toneladas pela Lusosider.

Fonte: Diário do Vale

EUA ‘levam’ brasileiros mais qualificados

Cada vez mais, profissionais com alta qualificação ou com perfil empreendedor estão deixando o Brasil em busca de segurança profissional e pessoal nos Estados Unidos. Levantamento feito pela consultoria especializada em expatriação JBJ Partners revela que nos últimos quatro anos cresceu a migração de pessoas com formação superior para os Estados Unidos. De acordo com a empresa, a parcela de migrantes com formação universitária ou pós-graduação passou de 83% para 93%.

A mudança de perfil ocorre no momento de crescimento intenso da emigração. De acordo com a Receita Federal, 21.236 pessoas preencheram em 2017 a declaração de saída em definitivo do país para diferentes destinos. No período de recessão, a saída de brasileiros cresceu 115,4% – levando-se em conta a saída de 9.858 pessoas em 2013.

Segurança e a possibilidade de se desenvolver profissionalmente foi o que levou o nutricionista paulistano Marcelo Ferro, de 52 anos, a se mudar para o sul da Flórida no fim do ano passado. Com 12 anos de experiência – antes, exercia outra atividades, incluindo uma passagem pela empresa da família -, pós-graduação em farmacologia clínica e mestrado em ciências do envelhecimento, Ferro deixou para trás o consultório com 6 mil clientes cadastrados e um longo currículo de participação em congressos para se aperfeiçoar e buscar um lugar ao sol no concorrido mercado americano.

Feliz com a possibilidade de sair às ruas “a qualquer hora do dia ou da noite” sem risco e poder passear com o cachorro à vontade, Ferro já decidiu que não vai voltar. Ainda mais porque, assim que se mudaram há sete meses, ele a mulher descobriram que esperavam um filho, que acaba de nascer, nos EUA.

Agora, entre estudos e atendimentos domiciliares, o nutricionista se empenha em conseguir o “green card” para receber o visto de residente e realizar o sonho de não mais ter de viver no Brasil.

Ferro ilustra bem o perfil dos “novos” expatriados que trocam o Brasil pelos EUA: 95% dos pesquisados dizem não ter planos de voltar ao Brasil nos próximos três anos. As razões mais apontadas para a saída são violência, instabilidade econômica e corrupção.

De acordo com a JBJ, tem crescido o número de famílias inteiras que deixam o país. Há quatro anos, 41% dos expatriados pesquisados eram casados e, destes, 63% tinham pelo menos um filho, segundo a pesquisa. Hoje, o porcentual de expatriados casados subiu para 68% e, dentre eles, 83% são pais.

Além da escolaridade, a faixa etária dos expatriados também aumentou. Até 2013, a pesquisa mostrava que 61% dos que haviam se mudado para os Estados Unidos tinham até 29 anos. Hoje, a faixa de 30 a 49 anos – considerada a faixa mais apta a ter carreira consolidada e maior poder aquisitivo – já representa 57% do total.

Os dados levantados pela consultoria e o aumento das declarações de saída de definitiva do país junto à Receita configuram uma verdadeira “fuga de cérebros”, afirma Jorge Botrel, sócio da JBJ. “A fuga de cérebros se caracteriza pelo crescimento do número de pessoas com PhD, doutorado e MBA que saem em direção aos Estados Unidos.” Desde 2015 Botrel mora em Miami, onde presta assessoria a profissionais e empreendedores que mudam para os EUA. “Antes de 2013, 18% dos que migravam não tinham curso superior. Hoje, só 6%. O número dos que têm pós cresceu de 18% para 23%.”

Para ele, “chama a atenção” a preocupação quase unânime com segurança. Também é muito grande os que afirmam querer um futuro melhor para os filhos – o que explica o crescimento dos casais com filhos até 13 anos entre os novos imigrantes brasileiros. “São pessoas que não enxergam perspectiva de melhora para o país nos próximos 20 anos”, afirma.

Não querer ver os filhos pequenos crescerem “atrás das grades de um condomínio” foi o que levou o engenheiro elétrico Ary Selener a deixar a sociedade de uma empresa de construção no Brasil com 500 funcionários – na qual enfrentava um crescente passivo trabalhista – para abrir uma empresa em solo americano. Agora, Selener é dono da Brandsel, empresa que terceiriza a operação de vendas da Amazon nos EUA para fabricantes de diferentes produtos de várias partes do mundo.

Há três anos nos Estados Unidos, o empresário nasceu em Buenos Aires. Viveu dos 12 aos 39 anos no Brasil, onde não tem mais nenhum parente. Suas duas irmãs também deixaram o país – uma rumo aos EUA, outra à Austrália. Os pais seguiram para Israel.

O engenheiro argentino também faz parte de um perfil cada vez mais presente entre os que migram para os Estados Unidos: o dos empreendedores. Dentre os mais de 80 tipos de visto possíveis para se entrar nos EUA, esse é um dos mais fáceis de obter, explica Botrel. Quem tem empresa no Brasil e quer abrir uma subsidiária por lá ou até mesmo outra empresa – não necessariamente do mesmo ramo -, encontra facilidades.

Mais fácil ainda é a vida de quem tem dupla cidadania, válida para algumas nacionalidades europeias, para japoneses e argentinos – caso de Selener -, entre outros. São países que têm acordos com os Estados Unidos que facilitam a obtenção da cidadania americana, além da original. “Alguns vão em busca de trabalho, outros são transferidos, mas a maior parte, cerca de 80%, vai para investir como forma de viver nos Estados Unidos, diz Jorge Botrel.

Na média, um empreendedor brasileiro investe entre US$ 200 mil e US$ 500 mil para abrir empresa nos Estados Unidos. Alguns negócios menores custam em torno de US$ 100 mil, mas o investimento em restaurante de grande porte pode ir de US$ 800 mil a US$ 1 milhão, explica o consultor.

Quem tem dupla cidadania investe em média entre US$ 300 mil e US$ 400 mil para abrir um negócio. “A dupla cidadania é o melhor custo-benefício, o processo é rápido”, diz Botrel. “Entre apresentar o plano de negócios no brasil, em um consulado americano, e a liberação do visto, demora em torno de um mês.”

Existem ainda os profissionais cujo currículo os qualificam como “habilidades extraordinárias”, cuja presença interessa às autoridades americanas. Mas são poucos os que se enquadram nesses critérios. Precisam ser altamente qualificados em algumas profissões-chave e ainda gozar de prestigio e projeção internacional em seu meio.

Falar em se mudar para os EUA após a ebulição xenófoba promovida pelo governo de Donald Trump pode parecer um contrassenso. Afinal, o atual presidente endureceu o cumprimento das leis de imigração a ponto de, em seu primeiro ano de mandato, as prisões de imigrantes ilegais terem crescido 40%. Mas os Estados Unidos são um país de imigrantes. O que Trump acirrou foi basicamente o sentimento em relação ao imigrante ilegal. Quem vai para trabalhar em funções qualificadas ou para abrir um negócio é sempre muito bem visto.

Na avaliação do sócio da JBJ, a diferença desse “novo” migrante para o tradicional é a qualificação e o poder socioeconômico. “A pessoa faz um planejamento, contrata uma consultoria, advogados para cuidar da parte legal da migração etc. Depois investem em negócios. Mas, segundo ele, é preciso ter cuidados durante o processo de mudança, principalmente com a documentação.

O consultor recomenda aos interessados pesquisar as leis de imigração, acompanhar o envio de documentos, consultar mais de um advogado e ter cópia da petição entregue às autoridades americanas para evitar ser surpreendido por uma investigação. Há empresas que entregam documentação irregular para apressar a aprovação, mas, caso as autoridades descubram irregularidades, o processo judicial recai não só sobre a empresa, mas também sobre a pessoa a quem ela representa.

A JBJ oferece uma primeira conversa, de orientação, gratuita para os brasileiros interessados no processo de migração. Caso a consultoria seja contratada, o interessado passa a pagar US$ 300 por uma sessão de até três horas, com finalidade de orientação. Definido o planejamento, o custo para estruturar a migração, incluindo a parte legal, é de US$ 2.500. Fora isso, o interessado em empreender tem gastos com a burocracia americana, que vão de US$ 8 mil a 12 mil, conforme a natureza do negócio.

Fonte: Valor / Abinee

Em reunião com Casa Civil, Toyota anuncia geração de 1.570 empregos

Com apoio da Investe SP, iniciativa integra plano de crescimento sustentável da empresa e de suporte à produção do Yaris, ainda este ano

Na tarde desta quarta-feira (02), o secretário-chefe da Casa Civil do Estado, Claudio Valverde, recebeu a diretoria da Toyota em uma audiência no Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, a montadora anunciou o início do terceiro turno nas plantas de Porto Feliz e Sorocaba. A operação tem apoio da Investe SP – Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade.

O processo de contratação de pessoas para as duas unidades iniciado pela Toyota irá gerar, ao todo, 870 novos empregos, para aumentar o volume de produção das atuais 108 mil unidades por ano para 160 mil unidades/ano. O turno adicional nas duas plantas começará em novembro.

“Para a Investe São Paulo e para o Governo do Estado esse anúncio é muito importante porque é a confiança de uma empresa que aposta em São Paulo e que, a despeito de qualquer situação econômica, vê os sinais de crescimento que demandaram a criação deste terceiro turno”, comentou Sérgio Costa, Diretor de Desenvolvimento de Negócios e Relações Institucionais da Investe SP, presente na reunião. “Toda uma cadeia de empresas se beneficiam deste terceiro turno, não só a Toyota, mas também os fornecedores e as cidades em que as fábricas estão inseridas”, destacou.

O início do terceiro turno nas duas plantas deve gerar 700 novos postos de trabalho nos fornecedores de Sorocaba. A decisão de operar por 24 horas naquelas instalações foi baseada em seu plano de crescimento sustentável, segundo a montadora japonesa. O novo compacto premium da Toyota, o Yaris, programado para ser vendido no segundo semestre deste ano, dá início ao aumento da oferta de produtos da empresa para os mercados brasileiro e latino-americano.

Além do secretário da Casa Civil e o diretor da Investe SP, por parte da Toyota estiveram presentes Steve Saint Angelo, CEO para América Latina e Caribe; Luiz Carlos Andrade Júnior, RCO (Regional Coordination Officer), e Thiago Sugahara, chefe de departamento de assuntos governamentais.

“Hoje, meu sonho se tornou realidade. Com os nossos colaboradores, sindicatos, parceiros, concessionários e governos, trabalhando como uma família, fomos capazes de anunciar o terceiro turno nas plantas da Toyota em Sorocaba e Porto Feliz. Este anúncio vai gerar 1.570 empregos tão necessários para o Brasil e ajudarão na oferta do compacto premium Yaris aos nossos consumidores. Parabéns ao Brasil”, declara Steve St.Angelo, CEO da Toyota para América Latina e Caribe e Chairman da Toyota do Brasil, Argentina e Venezuela.

Fonte: CIMM / Infomet

Com incentivos do Estado, empresas investem no Maranhão e geram milhares de postos de trabalho

Mais de R$ 2,5 bilhões em investimentos e milhares de empregos gerados no Maranhão, resultado este advindo dos recursos de multinacionais que apostam no desenvolvimento e potencial do Estado. Este cenário favorece a implantação de bases, bem como a promoção de negócios das grandes empresas, devido as ações do Governo do Estado com medidas de incentivo ao empreendedorismo como a desoneração tributária, que tem garantido a estabilidade econômica, frente à crise nacional.

O objetivo da gestão é justamente criar condições e estrutura para que os empreendimentos se estabeleçam, invistam e permaneçam em nosso Estado, pontua o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Energia (Seinc), Expedito Rodrigues Júnior. “São programas e iniciativas realizadas desde o início da gestão do governador Flávio Dino, aos quais estamos dando continuidade. É marca da gestão o ambiente favorável aos negócios, por meio do diálogo franco e transparente, somado a ações de incentivo que atraíram grandes investimentos”, reforçou o gestor.

Grandes conglomerados, a exemplo da Vale, Suzano Papel e Celulose, Ômega Energiae Algar Agro, executam diversos serviços e negócios, gerando trabalho, renda e promovendo a capacitação e o desenvolvimento social com os aportes destinados ao Maranhão. “Os negócios instalados aqui estão ampliando seus empreendimentos e tudo isso é reflexo das políticas adotadas pelo Governo do Maranhão para subsidiar as melhores condições para o desenvolvimento”, reforça Expedito Rodrigues.

Com a reabertura da usina de pelotização, na área Itaqui-Bacanga, a Vale investe mais de R$ 100 milhões no Maranhão. Com a operação serão gerados cerca de 370 oportunidades de emprego. Pelotas são bolas de minério de ferro, utilizadas na fabricação de aço e têm alto valor agregado por garantir mais produtividade às usinas siderúrgicas. Entre os produtos que usam o material, estão pontes, carros e aviões.

O Parque Eólico de Paulino Neves, da Ômega Energia, está com obras em andamento, referente ao projeto Delta 5 e 6. Os investimentos são de R$ 1,5 bilhão. Com apoio do Governo do Estado, a empresa é responsável pela instalação do primeiro parque eólico no Maranhão. No ramo de tancagem, a empresa Raízen opera recursos de R$ 200 milhões na construção de um terminal para armazenamento de combustíveis. O empreendimento fica próximo ao Porto do Itaqui, área industrial de São Luís.

Com os investimentos de R$ 500 milhões da Suzano Papel e Celulose foram gerados aproximados 1,3 mil novos empregos diretos e indiretos no Maranhão, durante a construção até o funcionamento da nova fábrica de papel, que está localizada em Imperatriz, Região Tocantina. A empresa atua no comércio de papel sanitário e abastece, principalmente, o Nordeste do Brasil.

Fonte: Folha Nobre

Número de novas ações cai com vigência da reforma trabalhista

A entrada em vigor da reforma trabalhista (Lei nº 13.467, de 2017) fez o número de novos processos despencar. Nos três primeiros meses do ano, de acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), foram ajuizados 355.178 casos. No mesmo período de 2017, foram 643.404.

As quantidades verificadas no primeiro trimestre dos anos de 2015 e 2016 também eram semelhantes: 612.418 e 657.548 processos, respectivamente. Em evento realizado na última semana, o ministro Ives Gandra Filho, que era presidente do TST na época da aprovação da reforma, destacou a redução e a rapidez na tramitação de processos.

“No TST, estamos sentindo a rapidez na tramitação dos processos novos. Recentemente, consegui despachar alguns em menos de um ano”, disse o ministro no painel “150 dias de Reforma Trabalhista”, promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em São Paulo.

Ives Gandra observou que, ao mesmo tempo em que ganharam velocidade e se reduziram, os pedidos na Justiça têm sido mais ponderados. “Antes, pedia-se valores muito elevados, com uma grande dificuldade de mensurar danos morais. Agora, quando você pede algo que realmente não recebeu, o patrão acaba fazendo acordo, e o empregado recebe mais rapidamente. Aquilo que chamávamos de aventura judicial está com dias contados.”

A reforma trabalhista entrou em vigor em novembro de 2017, com previsões que podem desestimular “ações aventureiras” – como pagamento de custas e honorários. As mudanças já impactaram o volume de processos. Em novembro e dezembro, entraram 373.933 ações. No mesmo intervalo de 2016, 406.253 – próximo dos 404.584 de 2015.

Hoje, em caso de derrota, o trabalhador é condenado a pagar honorários. Para Ives Gandra Filho, as duas partes saíram ganhando com a previsão. As vantagens principais, segundo ele, são acordo e execução mais rápidos.

“Exatamente porque não havia possibilidade de honorários advocatícios ou custas para o empregado. Havia realmente um abuso. Eu falava com o presidente da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] que era preciso coibir captação de clientela. Advogados é que procuravam trabalhadores demitidos para propor entrar com ação em nome deles. Isso acabou”, destacou o ministro. Hoje, acrescentou, os pedidos são mais efetivos e referem-se ao que o trabalhador de fato não recebeu.

Fonte: Abinee / Valor

Aplicação de novo filtro processual acelera andamento de casos no TST

Em três dias, um recurso do Banco Santander foi analisado e recusado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Um outro processo, envolvendo a Azul Linhas Aéreas, demorou um pouco mais: 12 dias. A rapidez se deve à aplicação de um filtro processual, previsto pela reforma trabalhista. Sem ele, esses casos poderiam tramitar por mais de um ano na Corte.

O filtro é chamado de “princípio da transcendência” e começou a ser utilizado em março. Ele traz quatro critérios para a seleção dos recursos que serão julgados pelos ministros. Agora, o caso precisa ter relevância econômica (valor da causa elevado), política (violação de jurisprudência ou súmulas do TST ou do Supremo Tribunal Federal), social (tratar de direitos constitucionalmente assegurados) ou jurídica (questão nova sobre interpretação da legislação trabalhista).

Cabe ao relator de cada processo avaliar se estão presentes os critérios da transcendência. Se a avaliação se der em julgamento de agravo (identificado pela sigla AIRR), a decisão é irrecorrível, como nos casos envolvendo o Santander e a Azul. Caso seja em recurso de revista (RR), cabe recurso à turma.

O filtro ainda divide os advogados, que destacam a importância da celeridade, mas ponderam sobre a restrição de acesso à Justiça. No TST, o mecanismo costuma ser celebrado. “Estamos valorizando decisões de segundo grau que estão de acordo com a jurisprudência do TST e diminuindo o número de recursos, que é o que a sociedade almeja, uma Justiça mais célere e com menos recursos protelatórios”, diz o relator das duas ações, ministro Breno Medeiros.

De acordo com o ministro, antes da transcendência, após uma primeira decisão do TST e recurso da parte, eram necessários 15 dias só para o processo ser pautado. E a parte ainda poderia continuar recorrendo. “Causas que não têm transcendência nem deveriam ser julgadas no TST. O tribunal está dando uma resposta rápida para as partes”, afirma o ministro.

Com a negativa da transcendência, o processo volta ao segundo grau, para serem realizados cálculos de verbas a serem liquidadas, quando necessário. Depois é iniciada a execução ou é finalizado o processo. “Vamos conseguir nos debruçar sobre questões mais importantes e fixar jurisprudência e não ficar revendo questões que já foram julgadas”, diz Medeiros.

No recurso ao TST (AIRR 2048-76.2016.5.13.0003), o Santander tentava alterar decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Paraíba. O regional reconheceu a natureza salarial de benefício de alimentação – e seus reflexos sobre verbas trabalhistas – concedido a um funcionária do Banco Real – que foi incorporado pelo Santander em 2006.

O processo foi autuado no TST em 16 de abril, negado dia 18 e remetido ao TRT no dia seguinte. Na decisão, o relator afirma que a matéria não é nova no TST. A Súmula 241 afirma que o vale para refeição, fornecido por força do contrato de trabalho, tem caráter salarial, integrando a remuneração do empregado, para todos os efeitos legais.

No caso envolvendo a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, o recurso, apresentado por um trabalhador, foi autuado no dia 7 de abril. A decisão foi proferida no dia 18 e os autos foram remetidos no dia seguinte ao Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (Amazonas e Roraima).

Na decisão (AIRR 1293-43. 2015.5.11.0003), o ministro Breno Medeiros destaca a falta de impugnação de alguns dispositivos no recurso, que já é objeto de súmula no tribunal – o que evidencia a ausência de transcendência.

O filtro ainda não foi aplicado em muitos processos. Só há mais dois casos, que também tiveram rápidas passagens pelo TST. Um deles, 14 dias. O outro, 34. Com poucos casos, a Azul entende ainda ser prematuro tecer comentários sobre o seu processo e a aplicação do princípio da transcendência. O Santander também preferiu não comentar a decisão.

Hoje, no TST, o tempo médio de tramitação dos processos é de 613 dias. Agravos tramitam um pouco mais rápido, em 441 dias. Recursos de revista, em 788 dias. O tempo médio de andamento dos agravos era menor em 2017: 399 dias. E dos recursos maior, 846 dias. A tramitação média era de 601 dias, próxima da atual. Entre a entrada do recurso no TST e o início da tramitação há um intervalo de cerca de 15 dias, que não é incluído nesses prazos.

Apesar de a reforma trabalhista estar em vigor, o TST ainda não definiu critérios para sua aplicação em contratos e processos anteriores à lei. O tema está em discussão em comissão interna que deverá apresentar parecer até o dia 18. Mas isso não impede o uso do filtro processual.

De acordo com a advogada Gisela Freire, sócia do escritório Cescon Barrieu, a transcendência tornou o andamento no tribunal muito mais rápido. Hoje, acrescenta, o relator pode decidir sozinho. “Alguma coisa tinha que ser feita para racionalizar um pouco os recursos que são interpostos ao TST”, afirma.

Contudo, ainda há dúvidas sobre quais são os critérios para a transcendência econômica, segundo a advogada. Não há definição sobre o que seria considerado elevado valor para uma causa. “Acredito que, com o tempo, o TST vai definir o que caracteriza a transcendência.”

Fonte: Valor / ABinee

Redação On maio - 7 - 2018
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