Sindicato Nacional da Indústria de
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Tera-feira, 22 de Maio de 2018






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A recuperação das vendas de veículos, iniciada no segundo semestre de 2017, e o forte crescimento das exportações trouxeram um novo ânimo à indústria automobilística. O bom momento já começa a repercutir no aumento de produção, deixando para trás a ociosidade que marcou os quatro anos de crise no setor, e na ampliação de capacidade, com abertura de novos turnos de trabalho e consequente alta no nível de emprego do setor.

A notícia mais recente desse movimento vem da japonesa Toyota, que anunciou a abertura do terceiro turno nas suas fábricas de Sorocaba e Porto Feliz, ambas no interior de São Paulo, gerando 1.570 postos de trabalho, mais da metade deles nas empresas da cadeia produtiva nas duas cidades.

O ritmo mais intenso nas duas fábricas tem como meta o aumento da produção em cerca de 50%. O turno adicional nas duas plantas está previsto para começar em novembro deste ano. Dos mais de 1,5 mil empregos que serão criados, cerca de 700 serão gerados na cadeia de suprimentos de Sorocaba, segundo a montadora.

Steve St.Angelo, CEO da Toyota para América Latina e Caribe e chairman no Brasil, Argentina e Venezuela, disse que a decisão da empresa de produzir 24 horas por dia nas duas instalações foi baseada no início da produção do Yaris, o novo carro compacto da marca, que começará a ser vendido no segundo semestre deste ano. “A Toyota aumentará a oferta de produtos para os mercados brasileiro e latino-americano. O Yaris estará posicionado entre o sedã médio Corolla e o Etios, que tem obtido, desde 2012, expressivo crescimento de vendas na região”, disse o executivo.

Dados da Anfavea, a associação que reúne as montadoras no país, estimam que os planos de investimentos das montadoras para o período de 2014 a 2022 superam os US$ 30 milhões (cerca de R$ 105 bilhões), e estão espalhados por várias cidades e regiões do país. A maior parte, no entanto, está concentrada entre 2017 e 2020. Além dos novos empregos que estão sendo criados com a retomada do terceiro turno, as empresas querem também zerar o número de operários que foram afastados em programas de lay off (suspensão temporária do contrato de trabalho) ou férias coletivas. É o caso da General Motors (GM), que em fevereiro deu início às obras de expansão do seu complexo industrial de São Caetano do Sul, no ABC paulista, e que vai custar R$ 1,2 bilhão.

Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, disse que a “nova” fábrica terá sua capacidade anual ampliada de 250 mil unidades para 330 mil. Em fevereiro, a GM já havia inaugurado as novas instalações da unidade de Joinville para quadruplicar a produção. Além da ampla modernização, foram instaladas duas usinagens de peças e uma linha de sub-montagem de cabeçotes e outra de montagem de motores. No total, foram investidos outros R$ 1,9 bilhão, de uma total R$ 13 bilhões previstos até 2022.

A Volkswagem é outra que vem se preparando para atender a demanda crescente por veículos no país e no exterior. Pablo Di Si, presidente da empresa na América do Sul e no Brasil, anunciou recentemente R$ 2 bilhões para serem aplicados na produção do primeiro SUV da empresa alemã fabricado no país, o T-Cross, na unidade de São José dos Pinhais, no Paraná. Até o primeiro semestre de 2019, o modelo deve estar no mercado (a empresa importa outros dois modelos de SUVs).

Os recursos destinados à fábrica paranaense fazem parte dos R$ 7 bilhões que serão aplicados até 2020 no Brasil. Até lá, segundo o executivo, a Volks quer lançar 20 novos modelos, 13 deles das fábricas brasileiras, dois da Argentina e cinco que serão trazidos de fora. Para a unidade de motores em São Carlos, interior de São Paulo, a montadora quer dobrar a produção para atender o aumento das exportações de seus veículos produzidos no Brasil.

O executivo se disse “otimista” com o resultado das vendas de automóveis e comerciais leves da marca nos primeiros quatro meses do ano, em torno de 36%, bem acima da média de 20% do mercado. Di Si afirmou ainda que a montadora já havia reativado o terceiro turno na unidade da Anchieta, no ABC paulista, no ano passado, o que acabou zerando o efetivo de funcionários afastados por conta de férias coletivas, lay-off ou do Programa de Proteção ao Emprego (PPE).

A Fiat também passou, desde o final de março, a produzir em três turnos no Polo Automotivo Jeep, em Pernambuco, responsável pela fabricação do Renegade e Compass e da picape Toro. A operação em 24 horas exigiu cerca de 1,5 mil novos trabalhadores, considerando a planta automotiva e as 16 empresas do parque de fornecedores instalado no mesmo perímetro industrial. As contratações devem seguir até o fim do ano. No ano passado, 179 mil veículos Jeep foram produzidos e, com o terceiro turno em operação, a produção deve atingir a plena capacidade, de 250 mil veículos por ano.

» Importados em alta 

As vendas de veículos importados também estão refletindo o bom momento do mercado de automóveis no país. Segundo dados da Abeifa, a associação dos importadores, foram licenciadas 11.696 unidades entre janeiro e abril deste ano, ou 43,9% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Fonte: Correio Braziliense

 

 

 

 

Produção de veículos no Brasil sobe 40% em abril, diz Anfavea

Comparação é com o mesmo mês do ano passado. Em 4 meses, quase 1 milhão de unidades saíram das fábricas instaladas no país.

A produção de veículos no Brasil subiu 40% em abril, na comparação com o mesmo período do ano passado, afirmou nesta segunda-feira (7) a associação das montadoras (Anfavea).

Foram 266.111 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus feitos em abril, enquanto no mesmo mês de 2017 foram 189.487 unidades.

No acumulado de janeiro a abril, a indústria automotiva acelerou 20,7%, já chegando perto do primeiro milhão de unidades em quatro meses.

Saíram das fábricas 965.865 unidades, contra 800 mil no mesmo período de 2017. O total ainda é levemente inferior à média dos últimos 10 anos para os quatro primeiros meses: 975 mil.

Exportações em alta

Um em cada quatro veículos feitos por aqui não ficou no país. Segundo a Anfavea, 253 mil unidades foram exportadas de janeiro a abril, o que representa alta de 7,5% sobre o resultado recorde do ano passado.

As vendas internas somaram 763 mil – um avanço de 21% em relação ao mesmo período de 2017. Mesmo com o salto, o volume de emplacamentos no país ainda está abaixo da média dos últimos 10 anos, de 951 mil unidades.

Com a recuperação ajudada pelas exportações, o nível de emprego no setor automotivo voltou a crescer. Em 1 ano, o número de empregados diretamente cresceu 4,1%, de 126,5 mil para 131,7 mil.

Expectativas mantidas

As montadoras esperam fechar 2018 com alta de 13,2% na produção, com pouco mais de 3 milhões de veículos. As vendas no Brasil devem crescer 11,7%, para 2,5 milhões, e as exportações baterão um novo recorde, com 800 mil unidades no total, de acordo com as projeções da Anfavea.

Fonte: G1

Redação On maio - 7 - 2018
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