Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 16 de Julho de 2018






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Fundições querem repassar aumento do preço da sucata

 

A Abifa – Associação Brasileira de Fundição divulgou nota à imprensa para informar que os preços das sucatas de ferro e aço seguem onerando as fundições, que “pressionadas a não repassarem os aumentos praticados, diminuem a sua margem de lucro justamente no momento em que o mercado está se recuperando e, portanto, ainda muito sensibilizado com os legados da última crise”.

“Chegou a hora do repasse, pois chegamos ao limite”, disse Afonso Gonzaga, presidente da entidade. “Insumos como o ferro-gusa, sucata e energia sufocam o nosso setor. Precisamos de entendimentos com os nossos clientes, para a sobrevivência do mercado. Sendo o setor automotivo o comprador de 58% da nossa produção, entendemos a necessidade de buscarmos um acordo nesse sentido, para que continuemos a honrar os nossos contratos como fornecedores desta indústria”.

Tomando por base o índice Base 100 disponibilizado pela Abifa, entre o segundo semestre de 2017 e o primeiro quadrimestre de 2018 a variação dos preços das sucatas de ferro e aço já alcançou média de 37,9%.

No entanto, na prática há fundições que já sofreram com aumentos da ordem de 60% nos preços da sucata e de 50% do ferro-gusa.

Quando questionado a respeito, o Inesfa – Instituto Nacional das Empresas de Preparação de Sucata Não Ferrosa e de Ferro e Aço, alegou que “com a retomada do desenvolvimento da economia e o aumento da produção, vem momentaneamente ocorrendo um ajuste entre a geração e o consumo de sucatas ferrosas”. E que “estes preços tendem a se estabilizar, tão logo seja alcançado o equilíbrio entre a geração e o consumo de sucata, fato este que acreditamos estar próximo e refletirá na oferta e demanda”.

De acordo com a Abifa, outra questão apontada pelo Inesfa é que “o mercado interno é há décadas plenamente abastecido pelas empresas brasileiras do setor de comércio atacadista de sucatas ferrosas e não ferrosas”. Ou seja, não há desabastecimento, muito embora a demanda externa de sucata acabe refletindo nos preços ofertados por aqui, fazendo com que as próprias fundições importem sucata, por questões de custo.

Do lado das fundições, outro ponto colocado é que esses aumentos de preço tanto do ferro-gusa quanto da sucata são impostos com aplicação imediata. Um dos entrevistados ouvidos, que preferiu não se identificar, explica: “Nós temos que pagar imediatamente, ou seja, se não pagarmos, não recebemos o material, diferentemente das negociações que envolvem os produtos fundidos. Neste caso, é necessário abrir uma negociação, com comprovações que podem levar meses. Enquanto isso, as fundições arcam com o prejuízo”.

“Para amenizar estas variações, a sugestão desta fundição é que seja implantada no Brasil a cultura de surcharge, como acontece principalmente no Hemisfério Norte, em que as variações de preço das commodities são aplicadas automaticamente semestral ou trimestralmente, amenizando as variações mencionadas”, informa o comunicado da Abifa, acrescentando que “afinal, fundido não se vende por quilo. Trata-se de um produto com alto valor agregado, que deve ser negociado como tal”.

Fonte: Usinagem-Brasil

 

 

 

 

Agrishow 2018 bate recorde, movimenta R$ 2,7 milhões e vê maior edição da história

Número representa quase 23% de aumento em comparação com 2017. Para o ano que vem, organização fará mudanças para integrar área de vendas com as demonstrações de campo.
O movimento em negócios da Agrishow 2018 atingiu a marca de R$ 2,7 bilhões, aumento de 22,7% em relação à edição do ano passado, que faturou R$ 2,2 bilhões. Os números foram divulgados pela organização, em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (4), em Ribeirão Preto (SP). A expectativa inicial era de um aumento de 8%.
As máquinas para grãos, frutas e café tiveram crescimento de 25%; equipamentos de armazenagem, 15%; irrigação, 14%; e máquinas para pecuária, 8%. O público total não foi divulgado, mas, de acordo com José Danghesi, diretor da feira, deverá ser similar ao do ano passado – 150 mil pessoas. Visitantes de 70 países passaram pelo parque.
As rodadas internacionais de negócios também foram maiores. Mais de 6,8 milhões de dólares foram fechados durante 527 reuniões, que contaram com a participação de 16 compradores de oito países. Outros 17 milhões de dólares deverão ser concretizados até o final do ano, o que totaliza US$ 23,8 milhões. No ano passado, a soma chegou a US$ 17 milhões, com 12 compradores.
O número de empresas brasileiras participantes das rodadas também aumentou: de 38 em 2017 para 60 este ano.
A organização atribuiu o recorde à confiança do agricultor, à colheita da segunda maior safra de grãos da história do país, à disposição dos bancos em liberar financiamento e à demanda por investimentos, que estava represada.
“A Agrishow mostra a força do agronegócio brasileiro, capaz de superar adversidades”, afirmou o presidente da feira, Francisco Matturro. “Ela mostra que a agricultura tem puxado outros setores da economia brasileira, como a indústria de máquinas”, completou João Marchesan, presidente da Associação Brasileira de Máquinas (ABIMAQ), uma das organizadoras.
Para 2019, estão previstas algumas mudanças na infraestrutura. A principal será uma maior integração com a área de demonstrações de máquinas. “Não vamos mais utilizar, para a passagem de carros e ônibus, a avenida que passa por trás dos test drives de veículos. Com isso, haverá melhor acesso às demonstrações de campo por todos os corredores da feira e maior proximidade entre a área industrial e agrícola”, explica Danghesi.
Com isso, a área de exposições, que atualmente é de 440 mil metros quadrados, passaria para 580 mil. “Queremos transformar a Agrishow na maior feira agrícola do mundo”, diz.
Entre as empresas participantes da feira, o clima é de comemoração. Uma delas, a Toledo do Brasil, que fabrica balanças para vários setores, inclusive o agro, está na Agrishow há 15 anos e garante ter vendido 35% mais que em 2017. O estande recebeu 25% mais visitantes. No caso da empresa, o desempenho perde apenas para a edição de 2013, mas mostra, segundo seu presidente, Paulo Haegler, que o agronegócio tem sido uma aposta segura.
“Percebemos uma contínua necessidade do produtor de buscar redução de custos. E, para isso, ele está atento às tecnologias que permitem isso a ele”. Pelo menos metade dos negócios da Toledo, que existe desde 1956, está ligada ao setor de alimentos.
Segundo Luiz Carlos Borges, representante comercial de 33 grandes empresas de máquinas e implementos que expõem na Agrishow, os agricultores que visitaram a feira neste ano estavam dispostos a comprar.
“Em outros anos, víamos um número grande de turistas, gente que vinha apenas para olhar. Esse ano, tivemos menos turistas e mais gente à procura de tecnologia. Foi uma feira boa muito boa para os negócios”.
A Valtra, uma das maiores fabricantes de máquinas presentes na feira, destaca um movimento anormal de público para justificar os bons resultados. A empresa não divulgou números, que, segundo o diretor de vendas, Rodrigo Junqueira, ainda estão sendo levantados, mas ele acredita que o movimento do primeiro dia foi um dos responsáveis pelo desempenho.
“Tivemos uma segunda-feira excepcional, como nunca se viu nos últimos anos da Agrishow. Além disso, os bancos foram mais ágeis”. Ele diz que, em anos anteriores, as máquinas eram comercializadas, mas era preciso esperar alguns dias após o evento para assinar o contrato com o agricultor. “Esse ano, devido ao trabalho que os bancos fizeram, alguns contratos foram assinados na própria feira”.

Fonte: G1

 

 

 

Agronegócio é esperança para retomada do setor de máquinas de construção, dizem fabricantes

Das empresas expositoras da Agrishow, uma estreou na feira e outra voltou após 20 anos de ausência. Elas enxergam na agricultura um caminho para reverter cenário ruim dos últimos 5 anos.
Apostar no agronegócio como um caminho para a retomada é uma das tendências do setor de máquinas para construção, conhecidas como linha amarela. Após esse mercado amargar dificuldades e quedas de vendas nos últimos cinco anos, as empresas enxergam nos produtores rurais uma esperança de reversão do quadro.
Apesar de serem conhecidas dessa forma, esse tipo de equipamento não é direcionado apenas à construção civil. Carregadeiras, retroescavadeiras, tratores de esteira, entre outros, são utilizados para várias funções no campo, como transporte de ração, manutenção de estradas rurais, abertura de curvas de nível e limpezas de terrenos.
Segundo a Associação Brasileira de Máquinas (ABIMAQ), este segmento terminou 2017 com 74,6% do potencial do parque fabril em operação, contra 67,1% do ano anterior. Mas as empresas ainda sentem os reflexos da recessão, apesar dos indícios de melhora.
Por isso, algumas delas aproveitaram a Agrishow, que terminou nesta sexta-feira (4) em Ribeirão Preto (SP), para estreitar o contato com possíveis clientes e planejar um novo ciclo de crescimento.
Nesse cenário, o agronegócio ganha terreno. A japonesa Komatsu, acreditando na força da agropecuária, que responde por 15% das vendas da empresa, esteve presente pela primeira vez na feira. Com foco em terraplenagem, apresentou quatro tipos de equipamentos. E saiu satisfeita.
“Apesar do mercado da construção ainda não ter tido uma retomada, está começando a se recuperar. E entendemos que o agronegócio é muito importante nisso. Decidimos participar da Agrishow para entendermos as necessidades dos clientes do setor”, afirma Chrystian Garcia, gerente de desenvolvimento de distribuidores.
Fundada em 1921 e desde 1975 no Brasil, com a fábrica em Suzano (SP), a companhia apostou alto na feira. Montou um estande de 600 metros quadrados e levou as operações de um banco próprio, criado em 2015 para oferecer financiamento direcionado à linha amarela. Os negócios fechados na Agrishow, segundo Garcia, haviam passado de R$ 3 milhões até o final da manhã desta sexta.
Outra empresa otimista com a influência do campo para as vendas é a Caterpillar, que voltou em 2017 para a Agrishow depois de 20 anos de ausência. De acordo com Andrea Park, diretora de assuntos governamentais e corporativos, o agro também responde por 15% dos negócios da empresa. E a tendência é que continue como uma aposta forte para os próximos anos.
A previsão da ABIMAQ é que a comercialização de equipamentos de construção tenha um incremento de 10% a 15% este ano. Mas, de acordo com Andrea, o movimento de alta ainda está tímido. A participação na Agrishow pode ajudar, na visão dela, a atingir esses índices.
“Hoje, os produtores rurais não conseguem fazer os trabalhos na fazenda sem os produtos da linha amarela. Por isso, já uma sinergia grande com fabricante de implementos agrícolas. Cada vez mais, estamos próximos do agricultor. É um mercado em potencial que a gente não enxergava no passado”. Com o tempo, a empresa espera que a fatia de negócios correspondente ao agro dobre de tamanho, para 30%.
Precursora na fabricação de máquinas da linha amarela voltadas ao agronegócio e com uma divisão especializada para atender o segmento, a JCB não fez ainda um balanço dos contratos fechados na Agrishow, mas acredita que houve um crescimento de 5% a 10% em relação à edição de 2017.
O gerente nacional de vendas agrícolas, Michael Steenmeijer, afirma que o desenvolvimento de novas tecnologias na empresa acompanha o crescimento do setor agrícola. “Nos últimos anos, observamos nesse mercado o fortalecimento de tendências, como os processos de mecanização e profissionalização, que estão em total sintonia com a estratégia de investimentos da marca no Brasil”.
O agronegócio já responde por 29% do total de vendas da JCB. Em 2017, a companhia afirma ter crescido 13% em participação no mercado de máquinas agrícolas. Para este ano, a expectativa é ampliar o índice para 16%.

Fonte: G1

‘O Brasil está atrasado para entrar na quarta onda industrial’

Há uma demanda mundial crescente por equipamentos industriais para renovação de máquinas e adequação à chamada indústria 4.0, diz o diretor-presidente da Trumpf do Brasil, João Carlos Visetti. O Brasil, contudo, está atrasado em sua participação na quarta revolução industrial. O grupo alemão é líder global em soluções de produção nas áreas de máquinas-ferramenta, tecnologia a laser e eletrônica. Sua subsidiária, instalada no País há 37 anos, é a maior importadora desses produtos e não abriu fábrica local porque a demanda ainda é baixa.

Como o sr. vê a evolução da chamada indústria 4.0?

A demanda por equipamentos está crescendo globalmente porque há uma preocupação geral das empresas com o aumento da produtividade. A tecnologia evoluiu muito e há máquinas de quatro anos atrás que produzem metade do que as atuais. Por isso, existe a corrida pela renovação.

Como está o Brasil nessa corrida?

O Brasil perdeu a terceira onda industrial, marcada pela robotização, e está atrasado para entrar na quarta. Seu parque industrial tem idade média de 15 a 18 anos. Só agora vemos algumas empresas começarem a se preocupar com automação, digitalização e inteligência artificial. Temos clientes que estão adquirindo equipamentos, principalmente nessa fase de recuperação econômica. Chegamos a vender mais de 150 máquinas em 2013/2014, mas com a crise esse número foi ao fundo do poço – apenas 16 máquinas em 2015/2016. No período seguinte subiu para 26 e, neste ano, deve chegar a 35.

O que é preciso para as empresas brasileiras se modernizarem?

Muitos países estão colocando a migração para a indústria 4.0 como prioridade e oferecendo subsídios. A Itália, por exemplo, lançou no ano passado um programa de depreciação acelerada para quem investir em soluções 4.0.

Além da Alemanha, a Trumpf tem fábricas em mais sete países. Há planos de produção no Brasil?

Chegamos a estudar isso, mas o tamanho do mercado brasileiro ainda não comporta uma fábrica. Mesmo respondendo por 40% do mercado local, com clientes na indústria de autopeças e montadoras, por exemplo, ainda é mais barato importar. São máquinas que custam a partir de ¤ 340 mil (cerca de R$ 1,5 milhão, para uma de pequeno porte, para produzir bijuterias, por exemplo) e precisaríamos vender pelo menos 50 unidades de um único modelo para justificar uma fábrica.

Fonte: O Estado SP

Programa Rota 2030 está “99% pronto”

O Rota 2030, novo programa de estímulo ao setor automobilístico, está “99% pronto”, informaram ontem à noite fontes do governo. A expectativa é que o texto final com a nova regulamentação seja fechado hoje e o programa possa ser oficialmente anunciado na próxima semana.

Na semana passada, as arestas que ainda restavam entre os Ministérios da Fazenda e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) foram aparadas numa reunião com o presidente Michel Temer. Ele entrou nas discussões no mês passado, depois que as divergências entre as duas pastas chegaram ao ponto de travar a elaboração do Rota 2030. O principal ponto de disputa era o incentivo fiscal a ser oferecido às montadoras que fizerem investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Uma primeira minuta da regulamentação do novo programa foi apresentada ontem a Temer. Segundo fontes, ainda há pontos em aberto. Por exemplo, os compromissos que as montadoras precisam honrar para ter acesso ao incentivo fiscal. O MDIC vinha defendendo que a exigência de gasto mínimo de 1,2% da receita operacional bruta em P&D fosse reduzido. Esse investimento em pesquisa define o tamanho do incentivo. Ontem, discutiu-se a produção de modelos híbridos como uma possível contrapartida ao benefício.

Fontes que estão participando das discussões nas últimas semanas disseram que haverá incentivo anual de cerca de R$ 1,5 bilhão, mas neste ano o valor deverá ser menor.

Tributos

Outro ponto que ainda dividia as duas pastas era a forma como o incentivo será usado. A ideia é converter os gastos em P&D, “turbinados” por um multiplicador, num crédito tributário, que poderia ser utilizado para pagar Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

O problema é que esses tributos só são pagos quando a empresa tem lucro e as montadoras alegam que sua lucratividade caiu. A solução seria permitir o aproveitamento dos créditos por alguns anos à frente. Havia divergência quanto a esse prazo.

Mas, após a reunião com Michel Temer, fontes informaram que o texto está praticamente concluído. A reunião de hoje, que será coordenada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, tratará apenas de detalhes da nova regulamentação. A linha geral já está definida, segundo fontes.

Fonte: O Estado de São Paulo

‘Ferrovia ainda na UTI’

Governo federal elegeu investimentos ferroviários como prioridade para este ano. Espera-se que esta não seja mais uma das promessas não cumpridas.

Atravessando o território de Mato Grosso do Sul de leste a oeste, a Ferrovia Noroeste do Brasil foi essencial para o desenvolvimento do Estado no início do século passado. Inaugurados em 1917, os trilhos do trem trouxeram comerciantes, imigrantes e produtores, todos em busca de um futuro melhor.

Foi no entorno das estações ferroviárias que surgiram muitas cidades, ainda em território mato-grossense, e também foram por esses trilhos que passaram gado, minério de ferro e tantos produtos para exportação. O que, no passado, foi o principal meio de escoamento da produção do Estado, hoje, a ferrovia – desgastada pela falta de manutenção – luta para sair da UTI.

Esse processo de precarização deu-se após a entrega da malha ferroviária à iniciativa privada. Trata-se de um dos meios de escoamento de produção mais competitivos do mercado, desperdiçado por aqui.

A briga para manter ativa a malha ferroviária é antiga e foi intensificada quando a concessionária Rumo, hoje responsável pelo serviço, praticamente suspendeu o transporte ferroviário no Estado.

Entre os produtos exportados pelos trilhos do trem, o destaque está na celulose, produzida em Três Lagoas, saída para o Estado de São Paulo. Poderia ser muito mais, não fosse o processo de sucateamento pelo qual foi submetida toda essa estrutura e que custou não apenas trilhos e dormentes, mas terminais, locomotivas e até mesmo empregos – nos últimos anos, foram mais de 300 demissões no Estado.

Por isso, a inclusão dos investimentos ferroviários como prioridade na agenda deste ano reacende a expectativa de que Mato Grosso do Sul volte a ter uma rede ferroviária competitiva. Nesta semana, como mostra reportagem do Correio do Estado, o Ministério dos Transportes anunciou a prorrogação de cinco contratos de concessões de ferrovia, incluindo a malha de Corumbá a Santos (SP).

Essa contrapartida vem ao encontro das ações para a reativação desse transporte, hoje praticamente inexistente. Para investir na malha, a empresa Rumo pediu – ainda em 2015, quando deu-se início a uma série de discussões entre governos do Estado e Federal e a companhia, para que a ferrovia continuasse a operar no Estado – prorrogação do prazo para que o investimento necessário fosse viável.

São necessários nada menos que R$ 2 bilhões para recuperar a ferrovia em Mato Grosso do Sul, e a esperança é de que, com a prorrogação, a concessionária possa antecipar esses investimentos. Um passo foi dado: a Rumo pretende investir na recuperação e na modernização da malha paulista, que deve beneficiar a região leste do Estado. Que este seja o primeiro passo, não o único.

Elegendo como agenda prioritária de 2018 investimentos no Centro-Oeste (Ferrogrão) e Ferrovia da Integração, o governo federal pode transformar MS em entreposto do maior corredor de escoamento de grãos do Brasil.

A esperança é de que esses projetos, incluindo o da Ferrovia TransAmericana – que pretende ligar o porto da cidade de Ilo, no Peru, ao porto de Santos (SP), passando por MS –, saiam do papel. Porque já foram muitos os projetos de recuperação dessa ferrovia ao longo dos anos.

Fonte: Correio do Estado

IPI do carro elétrico baixará de 25% para uma faixa de 7% a 18%

O tão esperado programa Rota 2030, que deve sair nos próximos dias, prevê a redução do IPI do carro elétrico dos atuais 25% para uma faixa de 7% a 18%, dependendo da motorização. Por enquanto não haverá alteração na alíquota do veículo híbrido, que continuará pagando os 25%.

A informação é do presidente da Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, José Luiz Gandini, que participou da reunião com o presidente Michel Temer e outros representantes do setor no dia 24 de abril em Brasília.

Na quinta-feira, 3, Gandini divulgou o balanço das vendas de importados em abril e no quadrimestre e aproveitou para falar da importância do Rota 2030, que trará previsibilidade ao setor.

Ainda sobre os elétricos e híbridos, lembrou que no primeiro caso há isenção do Imposto de Importação. Já os híbridos pagam entre 2% e 7% dessa alíquota, que é de 35% para todos os demais veículos. O presidente da Abeifa disse não ter detalhes de como será o escalonamento do IPI entre 2% e 8% apara os elétricos previsto na nova política setorial automotiva.

A intenção da presidência da República, segundo Gandini, era divulgar o Rota 2030 na sexta-feira, 4. Mas na quinta-feira ainda havia pendências que seriam tema de reunião entre os ministérios da Casa Civil e da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC) na parte da tarde, ou seja, faltavam definições importantes para que o programa finalmente saísse do papel. “Está tudo do mesmo jeito”, comentou Gandini após contato telefônico com representantes do MDIC que tratam do Rota 2030.

O maior impasse para a conclusão do programa refere-se aos incentivos para Pesquisa e Desenvolvimento. O Ministério da Fazenda é contra qualquer perda de arrecadação de impostos e já descartou, segundo Gandini, a proposta de se alterar a Lei do Bem, que prevê crédito no Imposto de Renda, para beneficiar o setor.

Apesar das inúmeras postergações da divulgação do Rota 2030 – que a princípio era previsto para agosto do ano passado – e de ainda haver indefinições com relação ao programa, o presidente da Abeifa está confiante quanto à sua aprovação até no máximo a semana que vem.

O empresário, inclusive, defende uma penalidade para quem não aderir ao Rota 2030, por considerar essencial a previsibilidade de normas para o setor:

“Com o Inovar-Auto houve avanços importantes em termos de eficiência energética e segurança veicular. Se não tivermos normas, o mercado fica aberto para carros com parâmetros inferiores aos comercializados hoje no País, que podem inclusive chegar com preços mais baixos, gerando concorrência desleal”.

Fonte: AutoIndústria

Motivos para usar tubos de aço carbono na sua obra

Na hora de cotar os materiais que serão utilizados em sua obra, quanta atenção você dispensa para os tubos de aço carbono? Invisíveis aos olhos, estes elementos têm importante papel estrutural na construção civil e precisam ser tratados com o devido cuidado pelos responsáveis pela construção.

Aço carbono é o nome dado à composição de liga que confere ao aço o seu nível de resistência mecânica. Entre outros materiais acrescentados ao ferro gusa padrão, é o carbono em sua quantidade que irá definir a resistência final do material. O baixo carbono contém 0,30% no máximo do elemento enquanto o médio carbono fica entre 0,30 e 0,60% e o alto carbono chega a até 1,0%.

Essa característica torna esses materiais extremamente resistentes e por isso aplicáveis nas mais diversas estruturas onde a resistência e durabilidade sejam fatores chave.

Características e aplicações

Para a construção civil, ou seja, a sua obra, a especificação mais indicada é a do baixo carbono, já que o médio e o alto carbono são mais adequados para aplicações onde o metal seja o produto final como chapas automobilísticas, rodas ou ferramentas usinadas.

Os tubos de aço carbono pode ser utilizados desde as construções mais simples como casas térreas, passando por complexidades médias como sobrados, prédios comerciais de pequenos porte e chegando à obras onde há uma exigência estrutural maior e onde eles poderão realmente provar o seu valor que é na construção de prédios de grande porte como os utilizados por empresas, escolas, hospitais e até aeroportos ou estádio de futebol aonde o grande porte estrutural pode representar verdadeiros desafios de engenharia e arquitetura.

Outra vantagem em relação ao ferro é o peso menor, o que o torna importante na hora de construir grandes estruturas onde qualquer alívio na dimensões e peso final são importantes. Eles também podem ser utilizados como condutores de líquidos em locais onde o PVC não suporta devido à pressão estrutural.

Nas estruturas

Devido a sua grande capacidade estrutural, da sua resistência à deformação e a ações externas como a movimentação do solo e a ação de fatores como a umidade ou a falta dela, os tubos de aço carbono podem ser utilizados para suportar grandes estruturas, inclusive as metálicas sem o perigo de quebra ou deformação, desde que respeitados os devidos cálculos para diâmetro das peças.

Popularmente conhecidos como Metalon, os tubos de aço carbono são utilizados em fundações de casas e edifícios já que conferem a resistência necessária para vigas e chumbadores.

Eles também possuem o diferencial em relação aos tubos de aço comum em relação à precisão, pois são construídos de forma a obter um resultado final liso e sem reentrâncias, o que por si só já contribui para impedir a contaminação por outros tipos de materiais que poderiam comprometer a sua resistência.

Eles também são uma alternativa altamente eficaz para arremates em estruturas de grande porte. Dessa forma ainda são muito indicados para servirem como guias ou molduras em projetos de grande porte garantindo uma alta especificação de qualidade.

Obra limpa e dentro das especificações

No mundo atual também é preciso lembrar que a sua obra precisa obedecer às normas, por isso os tubos de aço carbono são produzidos de acordo com as mais rígidas normas de fabricação. Além do mais o formato quadrado dos Metalons permite um empilhamento apropriado para grandes quantidades, permitindo um canteiro de obras mais organizado e com menor risco de acidentes para os operários que irão trabalhar nele.

Outra preocupação moderna é com a integração com o meio ambiente e nisso os tubos de aço carbono também cumprem um bom papel já que o material é totalmente reciclável e sua fabricação não contribui com a produção de gases nocivos para o meio ambiente tornando o produto ecologicamente correto.

Fonte: JE Online

Redação On maio - 7 - 2018
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