Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 16 de Julho de 2018






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Previsão de alta nas vendas no 2º semestre deve provocar falta de máquinas agrícolas no país, diz Abimaq

Para o presidente da Câmara Setorial, esperar pela possível queda de juros do Plano Safra para fazer investimentos não é boa opção. Indústria estima aumento de 5% a 8% nas vendas em 2018

Se optarem por investir em máquinas e implementos agrícolas no segundo semestre, os agricultores brasileiros correm o risco de não ter os equipamentos a pronta entrega. O alerta é de Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas da Associação Brasileira da Indústria do setor (Abimaq), uma das organizadoras da Agrishow, que começa nesta segunda-feira (30) em Ribeirão Preto (SP).

Segundo Bastos, o motivo é o bom momento do agronegócio brasileiro. Além de o país estar colhendo a segunda maior safra de grãos da história, e com bons preços, os fabricantes tiveram aumento de vendas nas feiras anteriores à Agrishow e não conseguiriam se adaptar rapidamente a um grande volume de pedidos, caso eles se concentrem a partir do início de julho, mês em que é divulgado o Plano Safra pelo governo federal.

Bastos afirma que se chegou a especular, entre grupos de agricultores, a possibilidade de aguardar uma redução da taxa de juros, prevista pelo plano em função da queda da taxa Selic. Para ele, não é uma boa opção. “Primeiro, porque não sabemos quanto os juros vão cair, se vai ser 1%, 2%. Segundo, porque, se esperar, realmente pode faltar máquina para a safra de verão”, afirma.

A Câmara Setorial reúne 360 empresas. Em 2017, elas tiveram um aumento de 7% nas vendas em relação a 2016. Para este ano, o crescimento esperado varia entre 5% e 8%, o mesmo percentual da organização da feira. “Na verdade, estamos vendo uma recuperação do mercado, porque as vendas caíram muito em 2015. Mas, estamos bastante otimistas por causa da conjunção favorável de fatores, e a Agrishow reflete o que está acontecendo no mercado”, diz.

Independente da decisão de esperar ou não para comprar, Bastos diz não acreditar que os negócios na feira serão prejudicados. O motivo, na visão dele, é que os bancos oferecem, durante a Agrishow, condições únicas de financiamento, que não se repetem em outros momentos do ano.

A opinião é compartilhada por João Adrien, diretor executivo da Sociedade Rural Brasileira (SRB), outra organizadora da feira. O economista explica que a expectativa de bons negócios na Agrishow é baseada no fato de o produtor brasileiro estar capitalizado. Como o principal mercado no setor de máquinas é soja e o produto vive um dos melhores momentos da história, o otimismo se justifica.

“Podemos observar, ainda, que existe um investimento represado. Nos últimos anos, o agricultor não investiu. Acreditamos, também, que o crédito será facilitado porque há disposição dos bancos em emprestar”, afirma Adrien. “Outro fator é que a Agrishow é um lugar de redução de preços e oportunidades que não são encontradas a toda hora”, completa.

Safra

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deverá fechar a colheita de grãos este ano com 229,5 milhões de toneladas, número que faz da safra a segunda maior da história, mas 3,4% menor que a do ano passado, quando a produção foi de 237,7 milhões.

Não bastasse essa previsão, instabilidades climáticas em outros países da América do Sul comprometeram a produção de soja na Argentina, o que mudou os patamares de preços da oleaginosa no Brasil, cujos valores estão entre os mais altos dos últimos 12 meses.

Atentos aos movimentos do mercado, muitos agricultores atrasaram a safra, visando uma melhora ainda maior das condições de venda. Com isso, se comenta nos bastidores da organização da Agrishow que os negócios podem até superar o aumento inicialmente previsto. As primeiras feiras realizadas no ano, em estados como Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, tiveram média de crescimento de 25%.

“Os investimentos de longo prazo podem até esperar um pouco, mas os de curto prazo, não, por causa das culturas de inverno. Uma situação que tem se tornado muito comum também é fazer a encomenda durante a Agrishow, com o crédito aprovado, e aguardar as novas taxas de juros do Plano de Safra para poder comprar. Isso tem acontecido muito”, conclui Adrien.

Fonte: G1

Custo da construção civil brasileira sobe 0,28% em abril, diz FGV

Índice Nacional do Custo da Construção acelera no quarto mês de 2018, puxado pelos preços de projetos e insumos para concreto armado. Acumulado em 12 meses chega a 3,84%

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), aumentou 0,28% em abril, taxa acima do resultado de março, 0,23%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice cresceu 3,84%.

O indicador referente a materiais, equipamentos e serviços teve variação de preços de 0,40% em abril. O subgrupo de materiais e equipamentos registrou inflação de 0,35% no mês, enquanto os serviços variaram 0,61%. Os itens que mais influenciaram na inflação foram os projetos (1,48%), vergalhões e arames de aço (1,26%) e cimento Portland comum (1,12%).

Já a taxa referente à mão de obra, a inflação foi de 0,18% em abril. Individualmente, o ajudante especializado foi o item que mais influenciou a inflação, cujo custo de contratação cresceu 0,16%.

Fonte: AECWeb

Ferro e Aço M2 e Ferraço anunciam fusão e novidades para o mercado itabirano

Em outubro de 2017, duas empresas que vinham se destacando no mercado de ferro e aço de Itabira decidiram por unificar suas forças de trabalho. Depois de algumas tratativas, a Ferro e Aço M2 anunciou a incorporação da Ferraço, o que permitiu oferecer novos serviços e produtos de qualidade com melhores preços e condições.

O processo de fusão teve início quando Luiz Sávio Mendonça, então proprietário da Ferraço, procurou seus antigos gestores Arthur Martins Maciel e Ramon Milagres Dias, que se tornaram sócios da M2. As conversas culminaram na junção das duas empresas, que agora passa a se chamar M2 Ferraço.

“Conversamos e percebemos que essa fusão era importante tanto para a M2, que estava começando, quanto pela Ferraço, que é uma empresa já consolidada. Com isso, Itabira ganha novos produtos e serviços, como a produção de telha galvalume, que não era fabricada aqui na cidade”, ressalta Ramon Milagres.

Com a fusão, Itabira passa a contar com uma empresa reconhecida pelo consumidor – que apontou a Ferraço como a marca mais lembrada em seu segmento, conforme a Pesquisa Panorama Econômico, realizada pelo Instituto DataMG – e com uma nova visão de empreendedorismo, que permite uma gestão moderna e atenta à satisfação do itabirano.

“O atendimento é um diferencial. Tentamos melhorar a cada dia e, por isso, focamos no atendimento e no acolhimento com o cliente. Então acho que essa menção como marca mais lembrada está muito ligada a esse trabalho que temos aqui”, avalia Arthur Maciel.

Diferenciais de mercado

Além do fornecimento de telhas galvalumes (fabricadas com maquinário próprio), a M2 Ferraço também trará novidades para Itabira. O objetivo é oferecer materiais para serralheria – como metalon e perfil – que antes eram encontrados apenas em cidades vizinhas. “Com isso, serralheiros e os nossos clientes não precisam buscar esses produtos em outros locais, pois vamos conseguir fornecer esses materiais com bons preços e condições”, destaca Ramon Milagres.

A empresa também oferece aos seus consumidores a opção de comprar o aço em metros. “Queremos reduzir a comercialização do aço em barras de 12 metros, ofertando o serviço de corte e dobra, gerando comodidade e praticidade”, explica Arthur Maciel.

Fonte: Defato

Empresas de máquinas projetam um ano positivo

 Interesse de produtores reflete aposta de retorno da capacidade de novos investimentos

Bons resultados da agricultura no ano anterior e indicadores positivos de safra para este ano contribuíram para o retorno do otimismo no setor, especialmente no segmento de máquinas agrícolas, um dos mais impactados quando o cenário para o campo não vai bem. O crescimento de vendas deste ano deve ser 10% superior ao registrado no ano passado, o que significará a consolidação da retomada iniciada ainda em 2017, segundo a avaliação de expositores de máquinas da 25ª Agrishow, que acontece em Ribeirão Preto, São Paulo, até o dia 4 deste mês.

O gerente de vendas da Mahindra, Jalison Cruz, aposta que o segmento deve comercializar o total de 44 mil tratores em todo o País em 2018 – número que levaria ao aporte de 10% previsto. A marca, que conta com fábrica em Dois Irmãos (RS), pretende aproveitar a conjuntura favorável para efetivar algumas metas. “Nosso share de mercado ainda é pequeno, mas queremos ampliá-lo de 2% para 5%”, relata Cruz. A própria Agrishow passou a ser termômetro para essa recuperação. “Nas primeiras 48 horas de feira, tivemos incremento de, justamente, 5% nas vendas”, comenta o executivo da Mahindra, ao destacar que 45% dos negócios iniciados na feira são concretizados no local, enquanto parte do restante costuma ter desfecho no prazo de um mês.

A Mahindra está presente no Brasil desde 2013, e desde 2016 conta com a unidade fabril no Estado, que hoje opera a 70% de sua capacidade, de mil tratores ao ano. A intenção da empresa é alimentar os demais países da América Latina com produtos da marca fabricados no Brasil a partir do segundo semestre. Para suprir a demanda extra de vizinhos como Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai, um plano de ampliação da fábrica de Dois Irmãos e a construção de outra unidade estão em elaboração. No momento, a viabilidade de local está em discussão, podendo ser criada outra planta no Rio Grande do Sul ou em São Paulo.

A expectativa positiva é acompanhada pelo presidente da AGCO, Luís Fernando Sartini Felli, que confia nas projeções de colheita como impulsionadoras de renovação de frota. “No Rio Grande do Sul, a soja está com média de 60 ou 70 sacas por hectare. Os preços praticados também estão ajudando, isso gera uma atmosfera boa em investimentos”, argumenta. Assim, a marca preparou-se para atender à demanda ocasionada pela boa conjuntura. A unidade fabril de Ibirubá, por exemplo, já está preparada para produzir o novo ciclo de plantadeiras de 30 ou 40 linhas, que tem comercialização prevista para o ano que vem.

Pela avaliação do presidente do conselho da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), João Carlos Marchesan, o aumento da procura por máquinas e equipamentos agrícolas sinaliza um passo importante de uma recuperação sustentável da economia no geral. A manutenção da curva de crescimento, por outro lado, estaria condicionada a reformas estruturais, como a previdenciária.

O presidente da Agrishow e vice-presidente da Associação Brasileira de Agronegócios (Abag), Francisco Maturro, comemora o momento vivido, ao lembrar que a entidade foi criada há 25 anos, para atender a demandas do segmento em uma conjuntura econômica atípica. Com o mesmo intuito, lembra, a associação atuou nos últimos anos de recessão econômica, e seguirá com os trabalhos neste momento de recuperação.

Redução dos impactos ambientais passa a ser foco dos fabricantes

Uma utilização eficiente de insumos na agricultura não só gera redução de custo de produção, como também baixo impacto ambiental. Atentos a isso, a PLA do Brasil está na Agrishow divulgando seu novo modelo de distribuidor de sólidos, o Pegasus 4.6 air.

Projetado para diminuir os problemas de falta de homogeneidade com barras de 30 metros com defletores, a máquina tem vantagens em seu rendimento final. “Com esse modelo, temos variação de aplicação de apenas 2% ao longo da barra, enquanto a disco este número é de cerca de 20%, a depender das condições climáticas, que têm interferência direta, como o vento”, conta o diretor de vendas e marketing da empresa, Maximiliano Cassalha.

A estrutura ainda permite a aplicação de produtos sólidos sobre áreas já plantadas. Cassalha comenta que, de modo geral, esse artifício gera ganho de aproximadamente 15 dias no ciclo da cultura de cobertura, e permite diminuir o excesso de aplicação de herbicidas no manejo de ervas daninhas – especialmente no que diz respeito a mistos de produção ligados à soja. Assim, a menor utilização de defensivos acarreta em redução do impacto ambiental.

Também ligados à questão ambiental, a FPT Industrial, pertencente ao grupo CNH, aposta em testes de calibração de motores a combustíveis fósseis. O grupo também é responsável pelo desenvolvimento de motor que utiliza exclusivamente biometano, usado em protótipos de tratores T6 da New Holland, que devem chegar ao mercado nos próximos três anos.

Além disso, durante a feira, a FPT expõe no estande da marca protótipo de gerador de energia de 150 kVA equipado com motor NEF6, também movido pelo biogás. O presidente da FPT Latino América, Marco Rangel, conta que a marca confia no biometano como fonte energética, por ele não competir, por exemplo, com a alimentação. “Etanol de milho ou cana-de-açúcar competem, mas o biogás vem de rejeitos da própria fazenda”, argumenta, ao sugerir a possibilidade de granjas autônomas.

Fonte: Jornal do Comércio

WEG cresce e expande ao exterior

A fabricante catarinense de equipamentos elétricos WEG tem visto crescerem rapidamente seus negócios em energia solar, como a produção de inversores e serviços de instalação de usinas e sistemas de geração de menor porte, o que já leva a empresa a buscar expandir a operação para outros países onde atua, como a Argentina, disse à Reuters um executivo da companhia.

A empresa tem conseguido aproveitar um momento de elevados investimentos em geração solar no Brasil, que ultrapassou recentemente a marca de 1 gigawatt em capacidade da fonte em operação, um patamar alcançado apenas por um grupo de cerca de 30 países no mundo.

Com um dos melhores potenciais globais para a tecnologia, o Brasil realizou seu primeiro leilão exclusivo para contratar usinas solares só em 2014, mas desde então a fonte tem ganho espaço tanto em licitações públicas para novos projetos de energia quanto em aplicações menores, como sistemas de painéis fotovoltaicos em telhados de comércios e residências.

“A gente está se destacando no crescimento, mas alinhado com o mercado, porque a energia solar está tendo um ‘boom’ hoje no Brasil. Por termos entrado cedo no negócio, quando o mercado ainda estava germinando, estamos com um crescimento bem expressivo”, falou à Reuters o gerente de Vendas da WEG, Harry Schmelzer Neto.

A empresa colocou o desempenho do negócio de geração solar em destaque no balanço do primeiro trimestre – as atividades de geração, transmissão e distribuição de energia (GTD), na qual está inserida a solar, respondem por  31,5% da receita líquida.

Só o faturamento com essas instalações de pequeno porte, conhecidas como geração distribuída, aumentou três vezes desde 2016. Neste ano, a previsão é de alta de 50% no faturamento do segmento frente ao ano anterior, segundo Neto. “Já estamos com uma parcela nos negócios da WEG que está chamando atenção no grupo. Mas cada vez vamos ganhar mais presença dentro do grupo”, afirmou, sem citar números. Ele apontou que a decisão de entrar no segmento veio ainda em 2012, quando a empresa começou a produzir inversores para sistemas de geração solar.

A companhia ganhou força também como montadora de empreendimentos solares em contratos EPC, com o projeto é entregue pronto.
Desde então, a WEG já forneceu serviços e equipamentos tanto para grandes usinas, viabilizadas nos leilões do governo, quanto para projetos menores e até experimentais, como aplicações flutuantes, no lago de hidrelétricas.

Fonte: Reuters

Incentivo à indústria 4.0 e internet das coisas precisa avançar no Brasil, diz especialistas

“Vocês já devem ter ouvido que estamos vivendo uma revolução”, foi assim que Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP, iniciou sua palestra na Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos (Feimec), que ocorre em São Paulo até 28 de abril, reunindo mais de 900 marcas expositoras.
Pacheco se refere à transformação promovida pela chamada indústria 4.0, que impactará não apenas os meios de produção industrial, mas a competitividade das empresas, a interação humano-máquina e questões econômicas e sociais. A indústria 4.0 foi o tema central da feira organizada pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), entre outras 30 entidades setoriais.
A transformação é tamanha e atinge tantos setores que está sendo chamada de quarta revolução industrial. Segundo especialistas presentes em debate sobre o tema na Feimec, para que não se perca em competitividade, há uma necessidade urgente em avançar nos processos de digitalização na indústria e de toda a sua cadeia de valor.
“O conceito de indústria 4.0 surgiu na Alemanha há quatro anos para manter o país entre os líderes mundiais. Não há ruptura, o que há é continuidade. Tudo o que se fez na indústria, vai continuar sendo feito, só que com mais eficiência”, disse Marcelo Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), que falou na Feimec sobre desafios e oportunidades para o Brasil com a indústria 4.0 e a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês).
O Brasil tem apresentado alguns planos para inserir a indústria 4.0 no centro de suas estratégias de política industrial e aumentar a competitividade.
“Cada país tem desenhado sua estratégia conforme suas necessidades. No Brasil, temos que olhar para a heterogeneidade da indústria. Temos fábricas ainda na primeira fase industrial e uma nata de empresas que estão na fronteira do processo de automação e de produção”, disse Pacheco.
Nesse contexto, há um conjunto de indústrias no Brasil que precisa ter acesso às principais tecnologias facilitadoras da indústria 4.0, como internet das coisas, big data, robótica avançada, realidade virtual e inteligência artificial. “No entanto, apesar de haver um esforço de difusão da tecnologia, é preciso também estar atento à capacitação tecnológica para essas novas fronteiras”, disse Pacheco.
O diretor-presidente da FAPESP ressaltou que, com a necessidade de transição para a indústria 4.0, um programa de manufatura avançada deve trabalhar a produtividade da indústria como um todo.
“Na FAPESP, financiamos pesquisas científicas. Como podemos contribuir para esse processo de transformação? Vimos que nosso programa de financiamento de startups e empresas inovativas gera um benefício extraordinário e as prepara para a manufatura avançada. Sem dúvida, uma forma de melhorar a indústria brasileira está em financiar essas pequenas empresas”, disse.
O Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), criado em 1997, tem quatro chamadas ao ano e em 2017 aprovou 237 novas propostas submetidas por startups, pequenas e médias empresas, em um valor total contratado de R$ 79,8 milhões.
Salto quântico
As oportunidades e os ganhos em competitividade são grandes. Tanto que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de lançar um novo programa de R$ 5 bilhões para incentivar a indústria 4.0, junto ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
A Agenda Brasileira para a Indústria 4.0, do MDIC, prevê ainda destinar recursos para o treinamento em indústria 4.0 de 1,5 mil professores de educação profissional e tecnológica e 10 mil alunos da rede federal. Os recursos serão aplicados, ainda, na criação de até 100 laboratórios voltados à Quarta Revolução Industrial.
A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), também participou da Feimec, apresentando seu modelo de financiamento para projetos de pesquisa e desenvolvimento.
Há ainda o Plano Nacional de Internet das Coisas do MCTIC, ainda não lançado. De acordo com o plano de ação, internet das coisas é uma oportunidade única para o crescimento econômico.
“Até 2025, a internet das coisas terá um impacto econômico maior do que robótica avançada, tecnologias cloud e até mesmo do que a internet móvel. O impacto esperado no Brasil é de US$ 50 a 200 bilhões por ano, o que representa cerca de 10% do PIB do nosso país”, destaca o relatório do plano de ação.
Zuffo defende que com esse avanço, se tudo for implementado, a economia “dará um salto quântico”. “Desde 2012, há no mundo um computador por ser humano, como o celular, por exemplo, que tem uma ótima interação humano-máquina. Porém, já saímos dessa proporção e o nosso desafio é saber que teremos milhares de computadores por pessoa na próxima década. Eles estarão cada vez menores, mais baratos e integrados a todas as coisas. A estimativa é que uma pessoa tenha em média 10 mil coisas. Umas mais, outras menos. Será uma avalanche”, disse.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Agrishow aposta em compradores internacionais para aumentar faturamento

Objetivo dos organizadores é superar a marca do ano passado, de US$ 17 milhões em vendas de máquinas agrícolas ao mercado externo durante o evento.
Considerada uma das mais importantes vitrines tecnológicas do país, a Agrishow, feira realizada em Ribeirão Preto (SP), aposta em compradores internacionais para elevar o faturamento. A rodada de negócios promovida pela organização do evento aproxima empresas brasileiras e clientes de diversas partes do mundo. Com isso, a expectativa da feira é a de superar a marca de US$ 17 milhões em vendas de máquinas agrícolas ao mercado externo, atingida em 2017.
Nesta edição da Agrishow, foi realizada a 19ª rodada internacional de negócios. Mais de 300 encontros entre brasileiros e estrangeiros foram agendados. A gerente de mercado externo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Patricia Gomes, conta que a prospecção de clientes começa cinco meses antes do início da feira. Segundo ela, são analisados dados econômicos e quantitativos para identificar possibilidades de negócios e bons pagadores, elegendo, assim, países prioritários para a busca de compradores.
Para superar o nível de negócios internacionais do ano passado, a rodada vai reunir mais de 60 empresas brasileiras e 16 compradores do exterior. “As empresas que têm interesse em participar e fomentar as exportações se inscrevem em um portal feito em parceria entre a Abimaq e Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos].
Depois a gente insere as informações dos compradores que foram selecionados e esse sistema vai gerar um encontro de interesses”, diz Patricia Gomes.
A fabricante brasileira de máquinas e implementos agrícolas Jan quer atuar no Leste Europeu. Após o cadastro no sistema foram agendadas treze reuniões com clientes da região.
Para o representante de vendas da empresa Heitor Kunzler, a rodada de negócios da Agrishow é uma oportunidade para atrair um novo comprador. “Aqui ele pode ver os equipamentos in loco e não apenas o material de divulgação, e isso dá uma dinâmica mais interessante, tendo esses visitantes aqui, conhecendo eles e tratando de negócios dentro da nossa casa”, afirma Kunzler.
Já o peruano Giorgio Huget, por outro lado, compareceu à Agrishow em busca de máquinas para plantio e colheita de arroz. “O maquinário brasileiro tem um boa relação entre qualidade e preço e é muito adequado para o mercado peruano”, diz.

Fonte: Canal Rural

 

Feimec 2018 encerra com balanço positivo

Consolidada como uma das principais feiras do setor de máquinas e equipamentos da América Latina, a segunda edição da FEIMEC foi encerrada neste sábado, 28 de abril, no São Paulo Expo. Foram cinco dias de corredores e estandes cheios, muitos negócios realizados e oferta de conteúdo de alta qualidade em mais de 60 horas de seminários, workshops e palestras.
Para João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, o crescimento de quase 70% na área da FEIMEC de uma edição para outra e a grande quantidade de expositores – 460 empresas que representam quase 1.000 marcas nacionais e internacionais – foram um sinal inequívoco da pujança, confiança e perseverança dos empresários do setor.
“A indústria de máquinas e equipamentos está fazendo sua parte, investindo em tecnologia e capacitação. Agora, precisamos que o Governo também faça a parte dele e melhore o ambiente de negócios com as reformas e a redução do custo do investimento. O próximo presidente, quem quer que seja, precisa assumir uma política de Estado voltada para o futuro do Brasil”.
José Velloso, presidente-executivo da ABIMAQ, ressalta a importância da FEIMEC como propagadora do alto nível da indústria brasileira de máquinas e equipamentos. “Vencemos a última fronteira da tecnologia. O Demonstrador de Manufatura Avançada que trouxemos para a feira é uma prova disso: foi desenvolvido em apenas três meses, com equipamentos e sistemas disponíveis no Brasil e acessíveis aos industriais de todos os segmentos. Esta terceira edição do Demonstrador foi mais compacta, mas muito mais avançada que as anteriores”, destaca Velloso.
Mais que isso, o dirigente ressalta que por toda a feira os visitantes puderam encontrar máquinas, equipamentos e soluções que atendem os conceitos da Indústria 4.0 e que vão ajudar a indústria brasileira a modernizar suas plantas para ganharem produtividade e se tornarem mais competitivas nos mercados interno e externo.
Na avaliação de Marco Basso, presidente da Informa Exhibitions, a segunda edição da FEIMEC representou a retomada da atividade industrial no Brasil ao superar todas as expectativas de visitação, negócios e oferta de conteúdo técnico. “O retorno que tivemos dos expositores foi extremamente positivo, e muitos se mostraram surpresos com a qualificação dos visitantes, a presença de compradores de todas as regiões e a quantidade de marcas nacionais e internacionais representadas na feira”.
Para colaborar com as exportações da indústria brasileira de bens de capital mecânicos, a FEIMEC abrigou mais uma vez a Rodada Internacional de Negócios, ação de promoção comercial organizada pela ABIMAQ e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Durante dois dias (25 e 26) foram realizadas 170 reuniões entre as 39 empresas brasileiras inscritas e 10 importadores convidados de 5 mercados estratégicos para a indústria brasileira de máquinas e equipamentos: África do Sul, Argentina, Chile, Peru e Rússia. As reuniões geraram negócios da ordem de US$ 9 milhões entre vendas imediatas e prospectadas para os próximos 12 meses.
De acordo com os organizadores, a expectativa de 40 mil visitantes foi amplamente superada. A feira recebeu estudantes, profissionais e compradores dos mais diferentes segmentos da indústria, como automóveis e autopeças, petroquímica, alimentos e bebidas, metalurgia, embalagem e rotulagem, construção e infraestrutura, e muitos outros.
Inovação
O Demonstrador de Manufatura Avançada citado por José Velloso, da ABIMAQ, foi um dos grandes destaques da FEIMEC 2018. Já no terceiro dia da feira, a visitação ao projeto havia superado a da segunda edição, na EXPOMAFE 2017, e a aprovação foi unânime. Isto porque o Demonstrador funcionou como um “laboratório aberto”, onde foram mostradas, na prática, 20 tecnologias integradoras de mais de 20 parceiros industriais.
Composto pela linha de produção propriamente dita, um cockpit com os sistemas de controle e gestão do processo produtivo e os clusters para apresentação das tecnologias empregadas, o Demonstrador de Manufatura Avançada da FEIMEC 2018 produziu centenas de porta-gadgets que podiam ser customizados pelos convidados.
Liderado pela ABIMAQ, o Demonstrador de Manufatura Avançada foi desenvolvido junto com empresas e realização técnica do SENAI. O projeto contou com o patrocínio do BNDES e das empresas Balluff, Beckhoff, Bosch Rexroth, Dassault Systemes, Furukawa, Informa Exhibitions, KUKA, Metal Work, PPI-Multitask, Prensas Schuler, Romi, Schneider, Sick, SKA e TOTVS.
Outro destaque da feira foi o Parque de Ideias, iniciativa pioneira que reuniu algumas das mais importantes instituições de ensino do País: FAAP, FEI, ITA, Instituto Mauá de Tecnologia, UFSC e USP. Todos os dias, o espaço esteve tomado por fabricantes, profissionais da indústria e estudantes, que acompanharam a ampla grade de palestras sobre inovação e puderam conhecer em primeira mão, nos estandes, os projetos dessas universidades para colaborar com o desenvolvimento da indústria.
A terceira edição da FEIMEC, em 2020, já está confirmada para os dias 5 a 9 de maio, no São Paulo Expo.

Fonte: Portal Radar

Redação On maio - 3 - 2018
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