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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2018






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Inflação na zona do euro tem desaceleração inesperada em abril

A inflação na zona do euro desacelerou inesperadamente em abril uma vez que os preços de serviços subiram a um ritmo mais lento, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira, levantando questões sobre o plano do Banco Central Europeu (BCE) de retirar gradualmente o estímulo monetário.
A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, estimou que a inflação nos 19 países que usam o euro ficou em 1,2 por cento em abril sobre o ano anterior.
Economistas consultados pela Reuters esperavam uma taxa de 1,3 por cento, repetindo a leitura de março.
Mesmo com a inflação abaixo da meta do BCE de perto de 2 por cento, as autoridades do banco central têm debatido se encerram o esquema de compra de ativos de 2,55 trilhões de euros.
Uma decisão sobre ações futuras deve ser comunicada em junho ou julho.
Os preços de alimentos, álcool e tabaco, de energia e bens industriais excluindo energia subiram a um ritmo mais rápido do que em março na base anual.
Entretanto, os preços de serviços avançaram apenas 1 por cento, contra 1,5 por cento em março.
O núcleo da inflação, que o BCE também olha como guia, também ficou abaixo das expectativas. A medida que exclui os preços voláteis de energia e alimentos não processados subiu 1,1 por cento em abril sobre o ano anterior, contra 1,3 por cento em março e expectativa de 1,2 por cento.

Alemanha vê isenção permanente de tarifas de aço para UE

Ministro alemão pediu aos países da União Europeia posição comum para negociação

A Alemanha espera que a União Europeia obtenha isenção permanente das tarifas sobre as importações de aço e alumínio dos Estados Unidos, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, supendeu temporariamente a aplicação das sobretaxas para o bloco europeu, disse um porta-voz do governo alemão, nesta quarta-feira (2).

“Nossa expectativa…é que será uma isenção permanente para a União Europeia”, disse Steffen Seibert, porta-voz da UE.

O ministro alemão da Economia, Peter Altmaier, pediu aos países da União Europeia que cheguem a uma posição comum para negociar com os Estados Unidos sobre comércio, reconhecendo as diferenças com a França, depois que o governo norte-americano prorrogou isenções temporárias para a UE relativas às tarifas de aço e alumínio.

Embora o bloco europeu tenha requerido uma isenção permanente das tarifas, argumentando que a prorrogação de um mês está causando incerteza entre as empresas, há diferenças de ênfase entre os Estados membros.

Altmaier disse à emissora alemã ARD nesta quarta-feira que a UE enfrentou uma situação difícil que exigiu uma “solução justa nas negociações entre europeus e norte-americanos”.

Questionado se seria mais fácil encontrar uma posição comum com a França ou formular uma oferta aos Estados Unidos, ele disse: “Ambos são igualmente difíceis”.

“A UE precisa concordar sobre o que está disposta a falar”, disse Altmaier.

A prioridade para a Alemanha, que é orientada para a exportação, é conseguir um acordo para reduzir as tarifas em um amplo espectro de produtos, especialmente na manufatura.

Em contrapartida, a França disse concordar que há excesso de capacidade nos setores de aço e alumínio e que está pronta para trabalhar com os EUA e outros parceiros para encontrar uma solução para esses problemas.

O governo francês insiste, no entanto, que só pode discutir isso se tiver garantias de que a UE será permanentemente excluída dos aumentos tarifários unilaterais.

Fonte: Folha de São Paulo

Governo avalia medidas a serem tomadas e não vê solução fácil

O governo lamentou a decisão dos Estados Unidos de encerrar as negociações com o país e estabelecer medidas que afetam a importação de aço e alumínio originários do Brasil. A partir de agora, técnicos do Itamaraty e do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) vão “digerir” o anúncio e avaliar eventuais medidas a serem tomadas. Fontes do governo dizem, no entanto, que o imbróglio não terá uma solução fácil.

De acordo com técnicos do governo, as negociações com os Estados Unidos acerca do aço e do alumínio estavam caminhando bem até que, em 26 de abril, o governo de Donald Trump surpreendeu ao dar uma espécie de “ultimato” para que o país escolhesse entre a sobretaxa ou o uso de cotas.

O governo brasileiro, então, consultou o setor produtivo. Enquanto os representantes do setor de alumínio indicaram que a alternativa menos prejudicial seria suportar as sobretaxas de 10% propostas pelos Estados Unidos, os representantes do setor do aço indicaram que preferiam a imposição de cotas à tarifa de 25%.

A preferência foi comunicada por telefone aos Estados Unidos, que divulgaram na segunda-feira o decreto (“proclamation”) prevendo “medidas alternativas” com países como o Brasil. Apesar de a informação acerca da sobretaxa de 10% ao alumínio e de cotas para o aço não ser explícita no texto da Casa Branca, o Itamaraty considera que essas medidas que valerão.

O tempo para a entrada em vigor das medidas chegou a causar dúvidas no próprio governo brasileiro. Inicialmente, Brasília recebeu – de acordo com técnicos do Itamaraty – a informação de que as medidas entrariam em vigor de forma imediata, em 1º de maio. Com base nessa informação, Brasil e outros países informaram suas preferências na negociação. A informação sobre o início “imediato” chegou a ser transmitida à imprensa ontem, em nota oficial do Mdic e do Itamaraty – mas sem o esclarecimento de que, na verdade, os trâmites burocráticos nos EUA demandariam mais tempo. O Mdic divulgou um esclarecimento. De qualquer forma, para o Itamaraty as negociações estão encerradas e as medidas começam a valer no mês que vem.

Agora, o governo avalia tomar medidas bilaterais e multilaterais, mas técnicos do governo não veem uma solução fácil. Enquanto reclamar à Organização Mundial do Comércio (OMC) poderia fazer a indústria do aço perder o direito às cotas, aceitar as medidas seria “jogar o jogo” de Trump.

Fonte: Valor

Aprovado pagamento de calote da Venezuela e de Moçambique

O Congresso Nacional aprovou ontem à noite a abertura de crédito de R$ 1,164 bilhão para cobrir o calote dos governos da Venezuela e de Moçambique com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Credit Suisse. O pagamento, que vence no dia 8, poderá ser feito graças a um cancelamento, no mesmo valor, na previsão de gastos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) com o seguro-desemprego. O projeto agora vai à sanção presidencial.

A abertura do crédito suplementar é necessária porque o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), vinculado ao Ministério da Fazenda, é o avalista das operações. Embora o FGE tenha o dinheiro para cobrir a inadimplência dos dois países, a despesa não está prevista no Orçamento, o que impede o desembolso. Além disso, há a trava do teto de gastos, que exige o cancelamento de outras despesas para que a cobertura do calote entre no lugar. O projeto serve para incluir essa previsão legal e adequar o gasto ao teto.

Mais de duas horas foram necessárias para que os governistas reunissem os 41 senadores exigidos como mínimo para iniciar a votação. O presidente do Casa, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), ameaçou encerrar a sessão por volta das 20h30 se não houvesse quórum.

A base agiu para evitar que a oposição pedisse votação nominal no Senado – o que abriria novo painel e imporia o desafio de reunir novamente 41 senadores –, e se antecipou pedindo a verificação na Câmara, que tinha quórum mais folgado e aprovou por 216 votos a 41, com seis abstenções. Dessa forma, a votação no Senado foi simbólica.

O não pagamento da dívida com BNDES e Credit Suisse poderia arranhar a imagem do Brasil no cenário internacional. Havia risco de o Brasil entrar em “default técnico”. Nessa situação, credores externos podem pedir quitação antecipada de dívidas do País. Poderia haver ainda rebaixamento da nota do Brasil pelas agências de classificação de risco e piora do risco país, medido pelas operações de Credit Default Swap (CDS).

Segundo os aliados, o não pagamento prejudicaria as exportações de empresas brasileiras, já que o FGE ficaria impedido de garantir novas operações com bancos até a regularização. Também poderia inviabilizar a participação de companhias nacionais em licitações no exterior.

Aliados fizeram ressalvas sobre as operações com Venezuela e Moçambique, firmadas durante o governo petista. O líder do PSDB na Câmara, Nilson Leitão (MT), cobrou que o Congresso quebre o sigilo dos financiamentos para que se saiba detalhes das operações. O deputado Bohn Gass (PT-RS) defendeu os financiamentos e disse que a base governista “fala grosso com países pobres e fino com os Estados Unidos”.

Integrantes da oposição reclamaram do cancelamento de despesas com seguro-desemprego. De acordo com o Ministério do Planejamento, a mudança não trará prejuízos na execução desses gastos, uma vez que o remanejamento foi decidido com base em projeções de gastos menores com o benefício.

Fonte: O Estado SP

BC americano mantém juros

Em votação unânime, o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve, liderado por Jerome Powell, manteve os juros de curto prazo estável, entre 1,5% e 1,75%, e indicou que segue em vias de elevá-la gradualmente nos próximos meses. Em nota, os integrantes do BC americano reconheceram a recente alta da inflação, mas não deram sinais de um plano para acelerar a alta dos juros.

Fonte: Valor

Economistas criticam protecionismo de Trump

Para algumas das vozes mais importantes em economia dos EUA, o país pode estar revivendo a década de 30. Mais de 1.100 economistas, incluindo prêmios Nobel e ex-assessores presidenciais, assinaram uma carta de alerta ao presidente Donald Trump sobre sua abordagem para o comércio. Muitas partes citam diretamente outra carta, de 1930, que também alertava contra medidas protecionistas impostas pelos EUA no início do que viria a ser a Grande Depressão.

“O Congresso não ouviu o conselho dos economistas em 1930 e os americanos pagaram o preço”, dizem os economistas na carta, a ser divulgada hoje. “Muito mudou desde 1930 – por exemplo, o comércio exterior hoje é muito mais importante para nossa economia – mas os princípios econômicos fundamentais como foram explicados na época, não [mudaram].”

A carta, organizada pela União Nacional de Contribuintes (NTU, na sigla em inglês), coincide com o início de reuniões de membros do governo Trump com suas contrapartes chinesas em Pequim, com objetivo de evitar uma guerra comercial. Também com o momento que Washington estuda isentar países aliados de tarifas sobre a importação de alumínio e aço. Essas disputas vêm prejudicando as perspectivas da economia dos EUA, que está em seu segundo período de expansão mais longo.

“Os economistas estão bastante unidos em sua oposição à política comercial protecionista”, disse Bryan Riley, diretor da NTU, instituição que defende o livre comércio. “É o equivalente econômico de uma política de comércio exterior defendendo que a Terra é plana.”

A carta original foi enviada para convencer o Congresso dos EUA a rejeitar a Lei de Tarifas Smoot-Hawley, mas não teve sucesso. A lei foi aprovada em 1930 e aprofundou a depressão econômica mundial. Entre os autores da carta atual estão Richard Thaler, vencedor do Nobel de Economia em 2017, e Gregory Mankiw, ex-assessor do ex-presidente George W. Bush.

“Estamos convencidos de que o aumento nas tarifas de proteção seria um erro. Elas iriam, no geral, elevar os preços que os consumidores domésticos teriam de pagar” e prejudicaria “a grande maioria de nossos cidadãos”, escreveram. “Os países não podem comprar permanentemente de nós, a menos que se lhes permita vender para nós”, segundo os economistas. “Instamos nosso governo a considerar a aspereza que uma política de tarifas mais altas vai inevitavelmente injetar em nossas relações internacionais. Uma guerra de tarifas não propicia um bom solo para o crescimento da paz mundial.”

Fonte: Valor

 

Redação On maio - 3 - 2018
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