Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Domingo, 16 de Dezembro de 2018






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BC confirma retomada lenta

Com solavancos, a atividade econômica se distancia do atoleiro de 2015 e 2016

Produção e consumo perderam impulso no primeiro bimestre e a criação de empregos emperrou, mas a economia continuou operando em patamar mais elevado que o do ano anterior, segundo os principais indicadores divulgados até agora. Se os estragos causados pelo jogo político forem moderados, 2018 será mais um ano de retomada, com Produto Interno Bruto (PIB) entre 2,5% e 3% maior que o de 2017. O menor vigor da recuperação, já denunciado por outros sinalizadores, foi apontado também pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na segunda-feira passada. De janeiro para fevereiro, o avanço foi de apenas 0,09%, mas o resultado ainda foi 0,66% melhor que o registrado um ano antes.

Com solavancos e velocidade variável, a atividade se distancia do atoleiro de 2015 e 2016, ou mesmo de uma crise iniciada há mais tempo, no caso da indústria. No primeiro bimestre deste ano, o IBC-Br ficou 1,80% acima do nível de janeiro-fevereiro de 2017. Em 12 meses, o crescimento chegou a 1,32%. O ritmo de recuperação é ainda moderado, mas a tendência de afastamento da crise parece bem definida.

As estimativas do BC são consideradas uma antecipação, embora apenas aproximada, dos números do Produto Interno Bruto (PIB), publicados a cada três meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dados da indústria e do comércio já haviam mostrado menor dinamismo. Em fevereiro, as vendas no varejo restrito foram 0,2% inferiores às de janeiro. As do varejo ampliado – com inclusão dos segmentos de materiais de construção, veículos e componentes – tiveram alta mensal de 0,1%. As duas medidas, no entanto, apontaram volume vendido maior que o de fevereiro do ano passado: 1,2% no primeiro caso, 5,2% no segundo.

A produção industrial de fevereiro superou por apenas 0,2% a de janeiro, mas ficou 2,8% acima da estimada um ano antes. O volume produzido em janeiro e fevereiro foi 4,3% maior que o do bimestre inicial de 2017. Além disso, houve um avanço de 3% no acumulado em 12 meses.

Já o total dos serviços prestados em vários segmentos – transportes, comunicações, atendimento a famílias, turismo, etc. – aumentou 0,2% de janeiro para fevereiro, mas permaneceu 2,2% abaixo do estimado um ano antes. Em 12 meses, houve redução de 2,4%. Os avanços da agropecuária e da indústria têm estimulado as atividades de logística, mas a demanda de outros serviços continua baixa.

As famílias têm-se mostrado mais inclinadas a retomar o consumo de bens, nesta fase inicial da reativação econômica, do que a reconstituir o consumo de serviços. A recuperação da renda real apenas começou, favorecida em grande parte pelo recuo da inflação, e as condições de emprego ainda impõem moderação e cautela.

Depois de ter caído até 11,8% no trimestre final de 2017, o desemprego subiu para 12,6% nos três meses terminados em fevereiro, segundo o IBGE. Embora o nível tenha sido inferior ao de um ano antes (13,2%), a desocupação ainda é alta e boa parte das contratações tem ocorrido de forma precária, sem carteira assinada.

A melhor notícia dessa área tem sido a ampliação, embora lenta, do emprego em vários segmentos industriais. A isso se acrescenta o esgotamento da capacidade ociosa, em cerca de metade da indústria. Isso abre espaço para maiores investimentos em capacidade produtiva, isto é, em ampliação e modernização de máquinas, equipamentos e, mais tarde, de instalações industriais.

Economistas do setor financeiro e das principais consultorias continuam projetando para este ano um crescimento econômico maior que o do ano passado, quando o PIB se expandiu 1%. As estimativas, no entanto, têm ficado menos otimistas. Para 2018, a mediana das projeções coletadas pelo BC, na pesquisa Focus, em quatro semanas diminuiu de 2,83% para 2,76%. Para 2018 foi mantida a aposta numa expansão de 3%. Com inflação contida, pelo menos mais um corte dos juros pelo BC é tão exequível quanto desejável.

Fonte: Estadão

FMI eleva projeção de crescimento do Brasil para 2,3% em 2018

As projeções fazem parte do relatório Panorama da Economia Mundial.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento do Brasil para 2,3% em 2018 e 2,5% em 2019. As projeções fazem parte do relatório Panorama da Economia Mundial, publicado no dia 17 de abril(terça-feira) e representam 0,4 ponto percentual a mais do que as do último relatório, que havia sido publicado em janeiro. Os números foram impulsionados pelo aumento do investimento e do consumo privado no país. Para 2017, no entanto, o fundo revisou para baixo o crescimento do país para 1%. O último relatório mostrava crescimento de 1,1%.

Ao comentar a recuperação dos gastos e do investimento no Brasil, o conselheiro econômico e diretor do Departamento de Pesquisas do FMI, Maurice Obstfeld, destacou que a recuperação econômica do Brasil superou as expectativas. ” A dinâmica de crescimento aumentou para patamares maiores do que esperávamos. Isso também foi ajudado pelo fato de que a inflação muito baixa no ano passado abriu espaço para que o Banco Central baixasse as taxas de juros e apoiasse a economia”, disse.

Inflação —O relatório também destaca os patamares historicamente baixos da inflação brasileira e o afrouxamento da política monetária no país, que favoreceu a retomada da atividade econômica. Segundo o FMI, a inflação deve ficar na faixa de 3% a 4% em 2018, mas pode subir no médio prazo à medida que os preços das commodities (produtos primários) voltarem a subir. Ainda assim, deve ficar a taxas muito abaixo da média da década passada.

O fundo aponta que melhoras na política monetária parecem ter diminuído as expectativas inflacionárias no Brasil e na Índia. Por outro lado, destaca que em países como Argentina e Turquia, a inflação continua acima das metas dos respectivos bancos centrais.

Comércio —Segundo o FMI, o comércio global teve grande recuperação em 2017, depois de dois anos de desempenho fraco, crescendo 4,9% em termos reais. A retomada foi mais pronunciada em mercados emergentes e em economias em desenvolvimento, resultado de mais investimento nas economias exportadoras de commodities e da recuperação do investimento em economias avançadas e da demanda doméstica em geral.

No Brasil, isso se refletiu na retomada das importações, depois de o país ter vivido em 2015 e em 2016 a queda do preço de commodities. Segundo o FMI, as recessões profundas nesses anos na Rússia e no Brasil tiveram origem nessa queda e também em outros “problemas idiossincráticos”.

Gastos públicos —O Fundo afirma que reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias ao comércio vai ajudar a melhorar a eficiência e aumentar o crescimento da produtividade no Brasil. Além disso, o documento avalia que aumentar a atratividade do programa de concessões de infraestrutura do governo também pode ajudar a ampliar investimentos privados e preencher lacunas de infraestrutura no país. O relatório também destaca o papel de programas de transferência de renda no Brasil e no México para a diminuição da desigualdade.

No documento, o FMI diz que reformas como a da Previdência no Brasil são prioridade para garantir que as despesas públicas estejam de acordo com a lei que limita os gastos do governo e para a sustentabilidade fiscal de longo prazo, mas afirma que incertezas políticas decorrentes de eleições podem dificultar a implementação desse tipo de reforma. Além disso, o relatório afirma que governança fraca e corrupção em larga escala também podem comprometer a confiança e o apoio popular para reformas, o que prejudica a atividade econômica.

Crescimento global —Segundo o FMI, o crescimento mundial subiu para 3,8% em 2017, sobretudo por causa da retomada do comércio global. Essa retomada é consequência da recuperação do investimento nas economias avançadas, do crescimento forte e contínuo nos países emergentes da Ásia, da notável alta nos emergentes europeus e de sinais de recuperação em muitas economias exportadores de commodities.

O crescimento global deve chegar a 3,9% neste ano e no próximo, acima das projeções do relatório de outubro do ano passado. Os países que mais contribuíram para a aceleração foram os da zona do euro, o Japão, a China e os Estados Unidos – todas economias que cresceram acima das suas expectativas no último ano –, bem como os países exportadores de commodities. | ABr.

Fonte: Portal Fator

Monitor do PIB aponta crescimento de 0,6% no trimestre

O Monitor do PIB-FGV, mais uma vez, aponta crescimento da economia: todos os indicadores (mensal, trimestral, acumulado de doze meses) são positivos, em fevereiro, quando a comparação é feita em relação ao ano passado, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Também na série ajustada sazonalmente, no trimestre móvel findo em fevereiro, a variação foi positiva em 0,6%, em comparação ao trimestre móvel findo em novembro de 2017. Entretanto, na comparação mensal, realizada na série com ajuste sazonal, o Monitor do PIB-FGV sinaliza que o PIB retraiu 0,3% em fevereiro, quando comparado ao mês de janeiro.

“A economia continua apresentando crescimento em fevereiro: Mais uma vez todos os indicadores apresentaram taxas superiores àquelas observadas em 2017. Mesmo na série dessazonalizada, a economia apresenta crescimento, quando a comparação é trimestral. Quando a comparação é feita na série mensal dessazonalizada, a economia apresenta retração de 0,3%, na comparação de fevereiro com janeiro, apesar disso, as taxas de crescimento de fevereiro são menores do que as divulgadas em janeiro, o que pode significar perda de fôlego da recuperação cíclica”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Na comparação interanual, o PIB do trimestre móvel findo em fevereiro foi positivo em 1,7%, embora tenha desacelerado com relação a taxa trimestral móvel finda em janeiro. Os destaques positivos são o crescimento das atividades de transformação (5,4%) e comércio (4,7%). Em contrapartida, a atividade agropecuária retraiu 1,7% após treze meses consecutivos de crescimento, nesta comparação. À exceção da transformação, todos as demais atividades industriais apresentaram retração. Já no setor de serviços, apenas a administração pública teve queda (-0,1%).

O consumo das famílias apresentou crescimento de 2,5% no trimestre móvel findo em fevereiro, na comparação interanual. Apesar de todos os componentes do consumo das famílias terem apresentado taxas positivas, houve desaceleração do crescimento em comparação com a taxa trimestral móvel finda em janeiro.

A exceção foi o consumo de produtos duráveis que cresceu 12,6% no trimestre findo em fevereiro, e havia crescido 8,9% no trimestre findo em janeiro.

A formação bruta de capital fixo (FBCF) continua em trajetória ascendente com crescimento de 4,4% no trimestre móvel findo em fevereiro, na comparação interanual. Mais uma vez, o ótimo desempenho da FBCF se deve, principalmente, a máquinas e equipamentos que cresceram 17,2% nesse trimestre. A construção continua em retração (-1,8%) e o grupo de outros da FBCF está estável (-0,1%).

A taxa de investimento (FBCF/PIB), a preços constantes, foi de 17,8% em fevereiro de 2018.
A exportação apresentou crescimento de 5,5% no trimestre móvel findo em fevereiro, na comparação interanual. A exportação de produtos agropecuários continua sendo destaque com crescimento de 39,1% seguido de bens de capital (37,8%). Em contrapartida, a exportação de produtos da extrativa mineral segue em retração alcançando -21,6%, menor taxa registrada desde o trimestre móvel findo em junho de 2013 (-25,6%), explicada, principalmente pela queda da exportação de minério de ferro.

Por outro lado, a importação cresceu 2,8% no trimestre móvel findo em fevereiro. Chama atenção o desempenho da importação de produtos agropecuários que recuou 16,4%. De destaque positivo, a importação de serviços cresceu 8,1%, nesta comparação.

Em termos monetários, o PIB em valores correntes alcançou a cifra de aproximadamente 1 trilhão, 88 bilhões, 593 milhões de Reais no acumulado do ano até fevereiro de 2018.

Fonte: Investimentos e Notícias

Preços no atacado perdem força e IGP-M desacelera a 0,40% na 2ª prévia de abril

IPA, que responde por 60% do índice geral, ficou em 0,46%, depois de 0,83%, atenuado por recuo do minério de ferro

Os preços do minério de ferro caíram com força no atacado e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 0,40 por cento na segunda prévia de abril, sobre 0,59 por cento no mesmo período do mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60 por cento do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, avançou no período 0,46 por cento, de 0,83 por cento na segunda leitura de março.

Os preços das Matérias-Primas Brutas passaram a recuar 0,18 por cento na segunda leitura de abril, ante alta de 1,69 por cento no mesmo período de março, pressionados entre outros pela deflação de 11,25 por cento no minério de ferro, que havia subido 1,64 por cento no mês anterior.

Por outro lado o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, acelerou a alta a 0,27 por cento na segunda prévia de abril, contra 0,12 por cento no mesmo período do mês anterior.

A FGV destacou a contribuição do grupo Alimentação, que avançou 0,13 por cento depois de recuo de 0,16 por cento em março, com destaque para o comportamento dos preços das frutas.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,37 por cento no período, contra 0,20 por cento na segunda prévia de março.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

A segunda prévia do IGP-M calculou as variações de preços no período entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Fonte: DCI

Associação volta a pedir correção da tabela do IR

A tabela de incidência das alíquotas do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) acumula uma defasagem de 22,16% desde 2011, de acordo com cálculos da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip). Além do reajuste da tabela, a entidade propõe a criação de duas novas alíquotas para a tributação dos contribuintes mais ricos.

Em documento apresentado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, a Anfip alegou que, considerando o período desde 2003, a defasagem da tabela do imposto em relação à inflação é de 35,10%. Em relação a 1996, essa distância chega a 88,50%.

A última vez que o governo corrigiu a tabela do Imposto de Renda foi em 2015, quando houve um reajuste diferenciado por faixas de rendimento, que resultou em uma correção média de 5,60%.

Atualmente são cinco faixas de renda sobre as quais as alíquotas variam de zero a 27,5% – esta última aplicada a todos os contribuintes com rendimentos mensais superiores a R$ 4.664,69. Com uma correção de 35,10%, por exemplo, a alíquota mais alta seria aplicada apenas a quem tem renda mensal superior a R$ 6.302,15.

“Além disso, há espaço para que seja definido um número maior de faixas para as rendas mais altas, o que, inclusive, compensaria a perda na arrecadação do imposto causada pela correção da tabela do IRPF”, argumenta a nota técnica.

A proposta da Anfip é a criação de duas novas faixas, além da ampliação dos intervalos entre as faixas de renda vigentes atualmente. Considerando a tabela atual do IRPF, a entidade sugere a aplicação da alíquota de 27,5% aos contribuintes com rendimento mensal a partir de R$ 5.354,95, introduzindo uma alíquota de 30% para rendas mensais a partir de R$ 6.693,69 e uma última faixa de 35% para os rendimentos superiores a R$ 8.367,10 por mês.

A correção beneficiaria principalmente trabalhadores que ganham acima de R$ 1.903,98 por mês, atual faixa de isenção. Os trabalhadores informais que recebem menos de um salário mínimo e empregados formalizados que têm seu salário atrelado ao mínimo não seriam beneficiados.

A ausência de correção ocorre em cenário de crise econômica, que vem se refletindo em rombos bilionários nas contas públicas nos últimos anos. O governo segura o reajuste da tabela do IR para não ver a arrecadação diminuir, uma vez que a medida reduziria a mordida do leão no salário do trabalhador.

Fonte: O Estado SP

Refinanciamento de dívidas pode beneficiar 600 mil empresários

O empresário Jonas Abraão Ferreira abriu seu negócio de peças automotivas, a Jaf Comercial e Distribuidora, em 2003, em Barueri (SP). Mas como muitos outros microempreendedores que sentiram os efeitos da crise econômica, deixou de pagar taxas e tributos, ficando em dívida com a União. Agora, Ferreira terá a oportunidade de renegociar esse débito fiscal.

A razão é que micro e pequenos empresários registrados no Simples Nacional (empresas com faturamento anual limite de R$ 4,8 milhões e microempreendedor individual com ganho de até R$ 81 mil) estão autorizados a pedir o refinanciamento das dívidas tributárias por intermédio do Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pert-SN).

O prazo de 90 dias para solicitar o parcelamento está em andamento desde o último dia 9, data em que foi publicada a Lei Complementar 162/2018, após o Congresso Nacional derrubar o veto do presidente Michel Temer, que impedia essas empresas de pedirem o benefício.

“Em janeiro, eu havia feito o parcelamento da dívida, porque corria o risco de sair do Simples. Mas agora fiquei sabendo dessa nova possibilidade de parcelamento”, conta Ferreira. Ele estuda entrar nesse novo programa, que poderá beneficiar até 600 mil empreendedores, conforme estimativa feita pelo Sebrae.

O consultor jurídico da instituição, Emerson Neves, diz ser possível aderir ao programa, mesmo com algum tipo de parcelamento em andamento. “Isto implica na desistência compulsória e definitiva do antigo acordo.”

Se realmente optar pelo programa, Ferreira deverá fazer o pedido por meio de uma plataforma, ainda em elaboração, que estará disponível nos portais do Simples Nacional e eCAC da Receita Federal até o fim deste mês, segundo informa o Ministério da Fazenda. Poderão ser parceladas apenas dívidas ativas ou em execução até novembro de 2017.

Parcelamento. Para aderir ao Pert-SN, é imprescindível quitar 5% da dívida total, que poderá ser dividida em até cinco parcelas consecutivas. Após esse pagamento, o programa oferece três formas de liquidar o restante do débito. Em uma única parcela, com desconto de 90% dos juros de mora (taxa porcentual sobre o atraso do pagamento) e 70% das multas de mora (de ofício ou isoladas).

A segunda opção é o parcelamento em até 145 vezes, com redução de 80% dos juros de mora e 70% das multas. Como terceira alternativa, é possível parcelar a dívida em até 175 vezes, com redução de 50% de juros de mora e 25% das multas de mora. Em todas as opções são abatidos 100% dos encargos legais, incluindo honorários advocatícios.

O valor mínimo de cada prestação para os pequenos empresários é de R$ 300. Para o MEI, o valor mínimo da parcela ainda não foi definido pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). A taxa Selic será acrescida nas prestações mensais. “Achei bem vantajoso, principalmente por conta dos juros”, afirma Ferreira. “É muito injusto com o pequeno pagar juros.”

Como soube do Pert-SN recentemente, ele ainda não sabe qual opção de parcelamento irá escolher. Neves, do Sebrae, alerta que o empreendedor deve procurar suporte antes de optar por uma das três opções de parcelamento.

“É importante procurar um contador para auxiliar na análise da saúde financeira da empresa. É preciso analisar questões importantes, como o faturamento, para decidir a melhor forma de parcelamento. Ou ainda entender se é mais interessante para a empresa adquirir outra forma de pagamento desta dívida, principalmente quando falamos do parcelamento em 175 parcelas consecutivas.”

Fonte: O Estado SP

Projeto que cria cadastro positivo trava na Câmara

O governo não conseguiu colocar o cadastro positivo em votação ontem na Câmara dos Deputados. Após perceber que havia risco de derrota, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão. A votação deve ficar para a próxima semana.

O projeto cria condições para que consumidores e empresas que pagam as contas em dia acessem linhas de crédito com taxas de juros mais baixas. Esse é o principal objetivo do cadastro, que traz regras novas para adesão. Pela lei atual, de 2011, o cadastro é formado apenas por consumidores que solicitam a inclusão no banco de dados – o que, na prática, torna o cadastro irrelevante para análise de crédito.

Se o projeto for aprovado, a inclusão no cadastro será automática, sendo que o consumidor que quiser sair terá de solicitar a exclusão.

Cada pessoa terá uma pontuação referente ao seu histórico de crédito. A pontuação levará em conta o histórico de bom pagador em operações de crédito e também no pagamento de contas de água, esgoto, luz, gás e telefone, entre outras. Isso é uma novidade trazida pelo projeto, já que antes não eram consideradas as informações quanto ao pagamento desses serviços. Pessoas com renda mais baixa, por exemplo, que muitas vezes não possuem histórico de operações de crédito, entrarão no cadastro por pagarem contas de luz e telefone.

O texto prevê que a inclusão no cadastro é automática, mas o consumidor será comunicado sobre isso, por escrito, em até 30 dias. Além disso, as informações somente poderão ser compartilhadas 60 dias após a abertura do cadastro.

Para o Banco Central, com o cadastro, o risco das operações de crédito vai diminuir, o que permitirá a queda do spread – a diferença entre o custo de captação dos bancos e o que é efetivamente cobrado do consumidor final. Na prática, a intenção é que, com o tempo, os bancos ofereçam crédito mais barato para as pessoas com pontuação maior em função do histórico de pagamentos.

Sob a relatoria do deputado federal Walter Ihoshi (PSD-SP), o texto do novo cadastro positivo passa por intensa negociação entre representantes do Banco Central e deputados.

Parlamentares também estão sendo pressionados por entidades de defesa do consumidor e mesmo instituições financeiras contrárias à proposta. Alguns deles defendem que o projeto abrirá espaço para utilização de dados sigilosos. “Estamos deixando brasileiros vulneráveis na mão de birôs, que serão mais poderosos que o governo”, disse o líder do PRB na Casa, Celso Russomano (SP), que é da base aliada e milita na área do direito do consumidor.

Russomano, que chegou a anunciar na semana passada acordo para votar a favor do texto, recuou e disse que só votaria pela aprovação se houvesse compromisso do governo em manter o texto aprovado pela Câmara. Um dos principais defensores do cadastro positivo, o presidente da Câmara, então, ligou para Temer na tarde de ontem para pedir esse compromisso. Segundo Maia, Temer se comprometeu a vetar mudanças feitas pelos senadores.

“Se o texto da Câmara não chegar à Presidência, o presidente vai vetar”, anunciou ele no plenário. Mesmo com o acordo, deputados da base aliada ainda resistiam à proposta. O projeto já foi aprovado no Senado, mas, como foi modificado na Câmara, precisa de novo aval dos senadores.

Fonte: O Estado SP

MPEs paulistas completam 12 meses de alta no faturamento

As micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas completaram, em fevereiro, 12 meses de elevações consecutivas no faturamento real. No mês, o aumento foi de 10,5% ante fevereiro de 2017, segundo a pesquisa Indicadores, do Sebrae-SP. A receita total das MPEs do Estado no período foi de R$ 58,1 bilhões.

“Já temos um ano de aumento na receita dos pequenos negócios, o que, claramente, indica que há uma retomada em curso. Para o futuro próximo, a expectativa é de continuidade da recuperação. Tem contribuído para esse cenário a queda da inflação, que aumenta o poder de compra da população, beneficiando as vendas dessas empresas”, afirma o presidente do Sebrae-SP, Paulo Skaf. Ele completa: “os resultados são positivos, mas ainda temos que continuar alertas e trabalhar para que nada atrapalhe a retomada dos trilhos da economia.”

O comércio foi o setor com o melhor desempenho, ao apresentar crescimento de 25,9% no faturamento na mesma comparação. O setor se beneficiou mais rapidamente com a melhora do poder aquisitivo da população, pois vende diretamente para o consumidor no mercado interno. O índice expressivo do comércio também foi favorecido pelo fato de, em fevereiro de 2017, o setor ter registrado o menor índice de faturamento para um mês de fevereiro desde 2009.

Já a indústria e os serviços foram na contramão, com queda de 0,9% e 1,6% no faturamento, respectivamente.

Recorte regional
Na análise por regiões, apenas o faturamento das MPEs do interior do Estado destoou, com redução de 1,7% em fevereiro ante o mesmo mês de 2017. Porém, esse fato teve a contribuição da base de comparação mais forte, já que os resultados do ano passado na região foram acima da média estadual.

Por sua vez, a região metropolitana de São Paulo (+22,3%), a capital (+20,6%) e o Grande ABC (+18%) no confronto com igual mês do ano passado.

A pesquisa do Sebrae-SP mostrou que, em fevereiro, o rendimento dos empregados dos pequenos negócios aumentou 2,2% ante um ano antes. Houve também crescimento de 6% no pessoal ocupado nas MPEs e de 10,5% na folha de salários no mesmo período de comparação.

Fonte: DCI

Redação On abril - 19 - 2018
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