Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018






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Depois de 30 dias, Temer ainda não telefonou para Trump para falar de taxas

Mais de um mês depois de anunciar que faria uma ligação para o presidente norte-americano, Donald Trump, o presidente Michel Temer ainda não oficializou o pedido de ligação para a Casa Branca.
Segundo fontes do Planalto, o governo brasileiro quer ter a situação em torno da sobretaxação das importações de aço e alumínio nos Estados Unidos totalmente resolvida para poder fazer o contato.

Oficialmente, a área internacional da Secretaria de Comunicação da Presidência da República disse que “não houve pedido formal para que fosse feito telefonema para a Casa Branca”.

No dia 14 de março, durante o Fórum Econômico Mundial, realizado em São Paulo, Temer afirmou que ligaria para Trump para discutir a medida que tem potencial de atingir em cheio a indústria siderúrgica brasileira.

Na semana seguinte, mesmo sem o governo americano emitir comunicado oficial, Temer anunciou, durante a abertura da 47ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que a sobretaxa de 25% no aço e a de 10% no alumínio seriam suspensas enquanto as conversas estivessem em curso.

“Soube agora de uma declaração da Casa Branca de que o Brasil é um dos países que começarão as negociações, que visam a eventuais exceções das tarifas de importação do aço e do alumínio”, disse Temer na ocasião.

O presidente brasileiro acrescentou que, segundo mensagem recebida do governo de Donald Trump, as taxas não seriam aplicadas enquanto as conversações não forem concluídas. “Portanto, uma boa notícia”, comemorou Temer.

Depois do anúncio, cresceu a expectativa de que Michel Temer ligasse para Donald Trump para agradecer a medida. Apesar disso, destacam agora auxiliares do presidente, como a situação ainda não está definida totalmente, “não há o que agradecer a Trump”.

Interlocutores de presidente destacam que a relação entre os dois países é cordial e ressaltam, por exemplo, o anúncio feito pela Casa Branca no último dia 10 de que o vice-presidente dos Estados Unidos, o republicano Mike Pence, vai visitar o Brasil no mês de maio.

Pence, inclusive, representou Trump na Cúpula das Américas, onde teve a oportunidade de estar com Temer. Apesar disso, não houve uma definição bilateral.

Temer deve mesmo se encontrar com Trump na Assembleia Geral da ONU, em setembro, em Nova York.

Fonte: Estadão

 

 

 

 

União Europeia não fará acordos com EUA sem isenção total de de tarifas

A comissária europeia de Comércio afirmou que a União Europeia não fará acordos com os EUA enquarto eles não seguirem as regras da OMC sobre tarifas

A Comissão Europeia (CE) negou nesta quarta-feira ter oferecido qualquer tipo de acordo comercial aos Estados Unidos em troca de a União Europeia (UE) ficar isenta das suas tarifas sobre as importações de aço e alumínio, e afirmou que este tipo de conversa não acontecerá até que seja confirmado que a isenção é permanente.

“Não oferecemos nada aos EUA, não vamos oferecer nada para ficar isentos de tarifas que consideramos que não cumprem as regras da Organização Mundial do Comércio”, disse a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström, em entrevista coletiva em Estrasburgo.

Cecilia respondeu assim à pergunta de um jornalista sobre supostas conversas entre Washington e Bruxelas para chegar a um acordo comercial limitado, que cobrisse unicamente bens industriais e contratação pública, uma possibilidade que a comissária descartou.

“Sempre estamos dispostos a falar sobre barreiras ao comércio, mas em nenhuma circunstância vamos negociar nada sob pressão, sob ameaças”, ressaltou.

Cecilia disse que a prioridade do Executivo comunitário é conseguir a isenção “incondicional e permanente” das tarifas sobre as importações de alumínio e aço impostas pelos EUA, que não afetarão a UE até, pelo menos, 1º de maio.

Este é o prazo limite dado por Washington para decidir se prorroga as isenções anunciadas no último dia 23 de março, e Cecilia está liderando as conversas com funcionários do alto escalão americanos para conseguir esta exceção.

“Ainda não recebemos nenhuma garantia, mas as conversas continuam”, explicou a comissária.

“Primeiro precisamos de uma isenção permanente e incondicional e, então, quando isto estiver confirmado pelo presidente (dos EUA), podemos continuar falando de qualquer outra coisa da qual queiram falar”, acrescentou.

Sobre estas tarifas, que já entraram em vigor para alguns países, Cecilia disse que “há motivos para a preocupação” e afirmou que já é possível ver “tendências de distorções comerciais” que também afetam a UE.

Fonte: Exame

 

 

 

 

Crescimento forte do PIB da China no 1ºtri foi impulsionado por construção e indústria

A expansão econômica da China melhor que o esperado no primeiro trimestre foi sustentada pela aceleração na indústria e construção, enquanto nos setores de serviços e agricultura o crescimento desacelerou, mostraram dados oficiais nesta quarta-feira.

O setor de construção e manufatura cresceu 6,3 por cento em relação ao ano anterior, acelerando a partir de um ritmo de 5,7 por cento no quarto trimestre, de acordo com dados mais detalhados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas da China um dia após o Produto Interno Bruto (PIB) trimestral.

A economia da China cresceu 6,8 por cento entre janeiro e março, superando as expectativas de um ganho de 6,7 por cento, aproveitando o robusto investimento imobiliário e a demanda resiliente dos consumidores.

A indústria também se recuperou no começo deste ano, depois que as autoridades levantaram as restrições à poluição no inverno e as siderúrgicas aumentaram a produção à medida que a construção voltava a subir.

Mas os economistas ainda esperam que a China perca ímpeto nos próximos trimestres, conforme Pequim obriga os governos locais a reduzirem projetos de infraestrutura para conter suas dívidas, e as vendas de imóveis esfriam devido ao rígido controle governamental sobre as compras para combater a especulação.

“Acreditamos que a recuperação da indústria e da construção terá vida curta, com o aumento temporário da atividade fabril a partir do relaxamento dos controles de poluição e restrições mais rígidas aos gastos fora do orçamento pelos governos locais”, disse Julian Evans-Pritchard, economista sênior da Capital Economics.

A construção e a manufatura da China responderam por 39 por cento do PIB no primeiro trimestre, em linha com sua participação de 41 por cento no trimestre anterior, de acordo com cálculos da Reuters baseados em dados da agência de estatísticas.

O setor de serviços continuou a ser o que mais contribuiu para o PIB, respondendo por 57 por cento da produção econômica da China nos três primeiros meses de 2018.

Os serviços cresceram 7,5 por cento em relação ao ano anterior, desacelerando de 8,3 por cento no quarto trimestre, enquanto a agricultura expandiu 3,2 por cento entre janeiro e março, ante 4,4 nos três meses anteriores.

O setor de varejo e atacado desacelerou ligeiramente para um crescimento de 6,8 por cento, ante 6,9 por cento no trimestre anterior.

O setor enfrenta obstáculos, com as vendas de imóveis e as vendas no varejo vulneráveis a um enfraquecimento do mercado de trabalho, crescimento mais lento do crédito e os controles governamentais sobre negociações imobiliárias, disse Evans-Pritchard.

Fonte: Reuters

EUA e Japão começarão a negociar acordos comerciais, diz Abe

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou nesta quarta-feira (18) que seu país e os Estados Unidos vão lançar discussões sobre “acordos comerciais” após a ofensiva sobre o tema iniciada pelo presidente Donald Trump, que o recebeu na Flórida.
“Concordamos em começar as negociações em favor de acordos comerciais livres, equitativos e recíprocos”, declarou o chefe do governo japonês durante uma coletiva de imprensa em que compareceu com Trump. Os dois dirigentes mantiveram divergências sobre o tema.
No entanto, ambos os dirigentes não ocultaram que estão longe de um consenso. Enquanto o Japão quer que os americanos voltem ao Acordo Transpacífico de Livre Comércio (TPP), os Estados Unidos privilegiam um acordo bilateral.
“Eles estão interessados em um acordo bilateral (…). A postura de nosso país é de que o TPP é a melhor opção para ambos os países e sobre esta base que vamos discutir”, disse o primeiro-ministro japonês.
“Não quero voltar ao TPP, mas farei isso se me oferecerem um acordo que eu não possa rejeitar em nome dos Estados Unidos”, disse Donald Trump.
“Prefiro o bilateral. Acho que é o melhor para o nosso país. Acho que é melhor para nossos trabalhadores”, acrescentou.
Trump afirmou que redução do déficit comercial americano é uma de suas prioridades e lançou várias ofensivas no comércio internacional.
Horas antes, em sua residência de Mar-a-Lago, Trump destacou que os japoneses “estão bem situados diante dos Estados Unidos, que têm um enorme déficit” comercial com o Japão, e propôs a Abe a venda de aviões comerciais e militares para equilibrar a balança.
“Foi um encontro verdadeiramente excitante para mim. Me encanta o mundo das finanças e o mundo da economia, e é provavelmente onde posso render mais”, concluiu.

Fonte: Exame

Economia mundial dá sinais favoráveis de crescimento, diz FMI

Apesar de a economia mundial apresentar sinais favoráveis de crescimento, a estabilidade financeira global enfrentará obstáculos e permanecerá vulnerável no curto, médio e longo prazos devido à volatilidade do mercado de ações (curto prazo). A médio prazo, há risco para a estabilidade do sistema financeiro, e no longo, riscos elevados de desaceleração.  As informações são parte do Relatório Global de Estabilidade Financeira (GFSR, sigla em inglês), divulgado hoje (18) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
O relatório mostrou três áreas de vulnerabilidade. “enfraquecimento da qualidade de crédito; instabilidades relacionadas à dívida externa em mercados emergentes e países de baixa renda; e descasamentos de liquidez em dólar entre bancos fora dos Estados Unidos. Vamos considerar cada um por sua vez”, diz o texto.
Para países emergentes, o prognóstico do estudo é “um panorama de condições financeiras positivas externas”, que deverá ser aproveitado oportunamente para “aprimorar suas políticas de regulação financeira para estabilidade monetária”.
Preocupação
O cenário geopolítico instável do ponto de vista político e comercial também é um fator preocupante para investidores. O FMI recomenda que atores políticos aproveitem o momento favorável para tomar medidas que reduzam os riscos, sobretudo no caso de emergentes (categoria em que o Brasil se encaixa). Para estes países a recomendação do fundo é “fortalecer os fundamentos econômicos e amortecer os choques externos”.
No caso de economias avançadas, países desenvolvidos a recomendação é “desenvolver suas ferramentas de política regulatória e financeira; e seguir os planos para fortalecer as instituições financeiras”.
Segundo o estudo, as baixas taxas de juros, adotadas para promover o crescimento econômico em vários países, acabaram alimentando como efeito secundário, um ambiente no vulnerável e volátil do ponto de vista financeiro. Por isso o desafio é trabalhar “estas vulnerabilidades” para que os países estejam preparados para crises econômicas.
Equilíbrio
De acordo o FMI é preciso ajustar aspectos econômicos e financeiros, para evitar contratempos e problemas futuros. O texto cita como exemplo, que o aumento mais rápido do que o previsto na inflação dos Estados Unidos, pode fazer com que os Esse crescimento inflacional poderia fazer como que bancos centrais retirem a acomodação monetária (oferta de moeda), para equilibrar preços de produtos e serviços.
Para controlar o risco de alta inflação, puxada por preços de produtos e serviços, reguladores financeiros podem controlar a oferta monetária, e consequentemente a inflação. Contudo, este tipo de ação acaba abalando o próprio mercado financeiro e gerando instabilidade no sistema global.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento do Brasil para 2,3% em 2018 e 2,5% em 2019. As projeções fazem parte do relatório Panorama da Economia Mundial, publicado hoje (17), e representam 0,4 ponto percentual a mais do que as do último relatório, que havia sido divulgado em janeiro. Os números foram impulsionados pelo aumento do investimento e do consumo privado no país. Para 2017, no entanto, o fundo revisou para baixo o crescimento do país para 1%. O último relatório mostrava crescimento de 1,1%.
Ontem (17) o FMI elevou a projeção de crescimento do Brasil para 2,3% em 2018 e 2,5% em 2019, em estimativa divulgada pelo relatório Panorama da Economia Mundial.

Fonte: Agência Brasil

Acordo entre Mercosul e UE deve finalmente sair do papel em 2018

Apesar do setor automotivo ainda ser um dos entraves para a assinatura do acerto comercial, entidades acreditam que o panorama político internacional favorece a conclusão do tratado

Após quase vinte anos de negociações, o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul deve finalmente ser concretizado em 2018. Porém, regras referentes ao setor automotivo têm sido um dos principais entraves para a conclusão do tratado.

“Vivemos uma oportunidade única de fechar o acordo. Haverá uma rodada de negociações em Bruxelas na próxima semana e há um otimismo razoável de anunciar pelo menos um acordo político”, disse o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Thomaz Zanotto.

O acordo de livre comércio entre os dois blocos econômicos é discutido desde 1999. Recentemente, as negociações ganharam fôlego, beneficiadas pelo atual panorama político internacional.

“Surgiu uma janela de oportunidade excelente: Brasil e Argentina alinhados em políticas pró-mercado, a saída da Venezuela do Mercosul e os Estados Unidos promovendo uma linha equivocada de protecionismo. Parece que os astros se alinharam”, diz o professor de economia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais de São Paulo (Ibmec/SP), Roberto Dumas.

A assinatura do acordo tem sido impedida por detalhes técnicos sobre barreiras tarifárias, especialmente nos setores agropecuário e automotivo.

“O Mercosul se preocupa com a cota de exportação de carne, e este é um ponto que precisa ser esclarecido. Do lado dos europeus, há o desejo de maior abertura para exportar veículos. A próxima rodada será focada nesses temas”, prevê o gerente de negociações internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fabrízio Panzini.

Zanotto acredita na resolução dessas pendências e que não há mais razões para se adiar o anúncio político. “Já era para [o acordo] ter sido feito em dezembro, mas acabou sendo adiado duas vezes. É um momento único, com Brasil e Argentina passando por reformas estruturais importantes, buscando maior inserção na economia mundial. Seria o primeiro grande acordo assinado pelo Mercosul.”

Para os analistas ouvidos pela reportagem do DCI, o acordo beneficia a indústria brasileira como um todo, com alguns setores sendo mais diretamente favorecidos.

“Indústrias que enfrentam barreiras tarifárias são os ganhadores óbvios, como a química, têxtil e autopeças. Essas tarifas fazem a diferença em um mercado competitivo. Retirando, há vantagens em relação a concorrentes que não têm acordo, como os EUA e a China”, afirma Panzini.

Zanotto acredita que o acordo também trará benefícios colaterais ao Brasil. “Traz ganhos em competitividade, produtividade e em tecnologia. Existe a discussão de cláusulas de compras governamentais, que permitiriam empresas europeias vendendo para o governo brasileiro e investindo em projetos de infraestrutura no Mercosul”, esclarece.

Menos protecionismo
Dumas avalia que as indústrias brasileiras terão que militar por reformas que permitam melhores condições de competitividade ao parque fabril nacional. “A abertura comercial aumenta a competição. As empresas reclamam de custo tributário, mão de obra e logística, o que é justo. Mas é justamente por isso que devem fazer lobby para promover reformas, com a mesma força com que pediam redução de IPI [Imposto sobre Produto Industrializado]”, afirma. “O que traria crescimento é mais educação, menor custo Brasil e aumentar a inovação. As empresas não lutam tanto por isso quanto por benefícios fiscais.” Para o professor de economia do Ibmec/SP, o protecionismo não traz benefício algum à sociedade. “Com o acordo, o Brasil irá fazer parte de uma cadeia de suprimento mundial. Querer fazer tudo aqui para se desenvolver é uma mentalidade ultrapassada. O governo não pode mais proteger uma indústria que não é competitiva”, pondera Dumas.

Fonte: DCI

Comércio do Mercosul cresce 10,3% no primeiro trimestre

O crescimento econômico dos países do Mercosul e as medidas de liberalização de comércio implementadas pelo bloco continuarão impulsionando as trocas entre as nações do grupo, avaliam especialistas ouvidos.

Depois de ter avançado 15% em 2017, para US$ 34,505 bilhões, o volume de comércio entre o Brasil e os demais membros do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai) também apresentou alta no primeiro trimestre de 2018, ao crescer 10,3%, para R$ 8,712 bilhões, na comparação com o mesmo período do ano passado.

A expansão foi puxada, principalmente, por um aumento de 13,8% das nossas exportações para o bloco, que chegaram a US$ 5,813 bilhões no período. De outro lado, as importações também cresceram, em 4,2%, somando US$ 2,899 bilhões nos primeiros três meses do ano. Com isso, o saldo do Brasil com o Mercosul ficou positivo em US$ 2,914 bilhões, mostram informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Denilde Holzhacker, coordenadora do laboratório ESPM Risk Analysis and International Affairs (ESPM-RAIA), avalia que o resultado dos primeiros três meses já indica uma tendência de continuidade de expansão das trocas entre o Mercosul. Ela comenta que um dos fatores que irá permitir a dinamização desse comércio é a expectativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) dos quatro países cresça em torno de 2,8%. “As economias da região estão entrando em uma fase nova de crescimento”, afirma Holzhacker, lembrando que a recuperação da Argentina foi muito importante para o avanço das trocas entre o bloco no ano passado.

Além das questões conjunturais, a especialista ressalta que logo que o presidente argentino Mauricio Macri assumiu o poder, em 2016 – sucedendo, na ocasião, a ex-presidente Cristina Kirchner – ele começou a implementar uma série de medidas liberalizantes que fizeram com que com que 2017 se tornasse um “bom ano” para o Mercosul. Exemplo disso foi a retirada de sobretaxas para a importação de calçados e açúcar. “Essas negociações (de açúcar e calçado, por exemplo) estavam muito travadas”, ressalta a especialista da ESPM.

Automóveis

Por sua vez, o professor de economia da Universidade de Brasília (UNB) José Luis Oreiro ressalta que a suspensão, por parte da Argentina, de barreiras não-tarifárias para o comércio de automóveis foi importante para impulsionar as exportações brasileiras.

Os veículos automotores foram, inclusive, a nossa maior venda, em valor, para o bloco até março de 2018, e gerou US$ 2,257 bilhões para as empresas nacionais do segmento, expansão de 12,7% contra igual período de 2017. Do lado das importações, nossa principal compra também foi de automóveis – majoritariamente da Argentina – e chegou a US$ 984 milhões, aumento de 43%.

Holzhacker lembra que a renovação do acordo automotivo entre Brasil e Argentina em 2016 tornou mais livres as condições de comercialização, o que acabou dinamizando os negócios entre as empresas dos dois países.

Por fim, a coordenadora do ESPM-RAIA menciona que a suspensão da Venezuela do Mercosul está facilitando, não só as negociações internas do bloco, como as externas. Exemplo disso, são as conversas para a construção do acordo com a União Europeia que, na avaliação de Holzhacker, deve ser, finalmente, firmado depois de 20 anos de rodadas.

Outras decisões importantes tomadas no âmbito do Mercosul em 2017 foram a aprovação do Protocolo de Cooperação e Facilitação de Investimentos, que ampliou a segurança jurídica para atração de novos investimentos na região e a conclusão do acordo do Protocolo de Contratações Públicas do Mercosul, que pretende criar oportunidades de negócios entre as empresas e os governos dos quatro países. Este último, porém, só permite a participação do governo federal de cada nação e envolve tanto a exportação e importação, como a participação em licitações.

Fonte: DCI

Antes de provável embargo da UE, governo libera exportações da companhia

Diante da provável decisão da União Europeia de proibir a entrada da carne de frango brasileiro em seu mercado, o Ministério da Agricultura reagiu e suspendeu ontem um autoembargo que havia sido imposto a nove frigoríficos da BRF como sinal de boa vontade. Segundo o secretário de Defesa Agropecuária, Luís Rangel, como os europeus já sinalizaram que não haverá acordo para a retomada do comércio bilateral, não se justifica mais a proibição imposta há um mês pelo governo brasileiro.

— Com o sinal da UE para delistamento (exclusão da lista de unidades autorizadas) desses abatedouros, e não tendo motivos técnicos para manter a suspensão, levantamos a medida — explicou Rangel.

Fontes do governo e do setor privado avaliaram que a decisão da pasta foi simbólica. Isso porque não há tempo hábil para que os exportadores brasileiros consigam vender para o mercado europeu. Um carregamento de carne demora, no mínimo, uma semana para chegar ao destino e, até lá, o embargo da UE já estaria em vigor. A expectativa é que a Comissão Europeia conclua a votação sobre a desabilitação das unidades da BRF e de outros frigoríficos ainda hoje.

A UE rejeita a carne de frango do Brasil desde que a Polícia Federal revelou um esquema em que laboratórios privados concediam certificados falsos, atestando a ausência da bactéria salmonela no produto. O Ministério da Agricultura, por conta própria, suspendeu as exportações da BRF, pois três frigoríficos do grupo estão sob investigação. Técnicos da pasta fizeram exames nos produtos, mas nada foi encontrado. Porém, os europeus não se convenceram de que a carne brasileira não oferece risco à saúde humana.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, já anunciou que a questão será levada à Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele enfatizou que se trata de uma questão comercial e não sanitária, pois o Brasil atende a todas as exigências dos europeus nos aspectos sanitários.

Fonte: O Globo

Fed vê forte alta do preço do aço após taxas; Impacto na economia é pequeno

Os preços do aço subiram fortemente após a decisão dos EUA de taxar a importação, o que ajudou a manter a inflação do país estável, mostrou uma pesquisa do Federal Reserve.

O Livro Bege do Fed, baseado em informações recolhidas pelas 12 unidades do banco até 9 de abril, mostrou que inflação se expandiu em um ritmo moderado em meio a um aumento nos preços do aço e crescimento salarial modesto apesar do mercado de trabalho ‘apertado’.

“Houve relatos generalizados de que os preços do aço subiram, às vezes dramaticamente, devido à nova tarifa”, segundo o relatório divulgado na quarta-feira. “As pressões salariais de alta persistiram, mas em geral os salários não aumentaram; a maioria dos distritos relatou crescimento salarial apenas como modesto”.

O fracasso do baixo índice de desemprego em estimular o crescimento dos salários e, assim, elevar a inflação, segue intrigando o Federal Reserve.

“O Fed parece pelo menos um pouco surpreso com o fracasso do mercado de trabalho em elevar os salários”, disse a BMO Capital Markets.

Ainda no Livro Bege, o banco sugeriu que há um ritmo mais acelerado de inflação ao consumidor, citando “relatórios dispersos de empresas que repassaram com sucesso aumentos de preços para clientes da indústria, tecnologia da informação, transporte e construção”.

A atividade econômica, por sua vez, teria se expandido em um “ritmo modesto a moderado” nas 12 unidades do Fed em março e início de abril, mas o banco sinalizou preocupações sobre as tarifas recém-impostas ou propostas.

A perspectiva positiva da economia vem à medida que os gastos dos consumidores aumentam na maioria das regiões.

“Os gastos dos consumidores aumentaram na maioria das regiões, com ganhos notáveis ​​para as vendas de varejo não-automotivo e turismo, mas resultados mistos para as vendas de veículos”, mostrou o relatório.

Fonte: Investing

Redação On abril - 19 - 2018
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