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Quarta-feira, 25 de Abril de 2018






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Inflação oficial desacelera e fica em 0,09% em março, diz IBGE

Trata-se do menor nível para um mês de março desde 1994. Em 12 meses, a inflação acumulada ficou em 2,68%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,09% em março, bem abaixo dos 0,32% de fevereiro, e foi ao nível mais baixo para o mês em 24 anos, segundo divulgou nesta terça-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

IPCA em março:

  • Taxa no mês: 0,09%
  • Acumulado no ano: 0,70%
  • Acumulado em 12 meses: 2,68%

No 1º trimestre, o IPCA acumulou avanço de 0,7%.

Segundo o IBGE, tanto a variação mensal quanto a taxa no acumulado nos 3 primeiros meses do ano representam o menor nível para um mês de março desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Em 12 meses, a inflação acumulada caiu para 2,68%, bem abaixo do piso da meta do Banco Central, que é de 3%. Trata-se também da menor variação em 12 meses até março. No acumulado em 12 meses até fevereiro, estava em 2,84%.

O IPCA de 0,09% ficou abaixo da previsão dos analistas do mercado. A expectativa de analistas era de alta de 0,12% em março, acumulando em 12 meses alta de 2,71%, segundo pesquisa da Reuters.

“Já estamos desde julho do ano passado com taxas abaixo de 3% para o acumulado nos 12 meses”, apontou o gerente da Coordenação de Índices de Preços ao Consumidor do IBGE, Fernando Gonçalves. Segundo ele, esta é a maior sequência do indicador em nível tão baixo da série histórica do IPCA. Situação semelhante só ocorreu entre agosto de 1998 e fevereiro de 1999.

A inflação perto de zero, com crescimento morno da economia e desemprego ainda muito elevado, mais do que justifica a continuidade da redução da taxa básica de juros, destaca o Blog do João Borges.

Diante da fraqueza da inflação, o BC já cortou a taxa básica de juros Selic para a mínima histórica de 6,5% e o presidente da instituição, Ilan Goldfajn, repetiu que a Selic pode sofrer mais uma corte na reunião de maio do Comitê de Política Monetária (Copom), mas que a queda deve parar em seguida.

Passagem aérea e gasolina em queda

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, transportes (-0,25%) e comunicação (-0,33%) apresentaram deflação em março.

Segundo o IBGE, a desaceleração do índice de março se deve principalmente à redução dos preços das passagens aéreas, em média 15,42% mais baratas. “Nos meses iniciais do ano você tem uma base de comparação maior para as passagens aéreas, já que é período de férias e os preços são mais altos”, explicou o pesquisador. No acumulado em 12 meses até março, entretanto, há alta de 13,33%.

Os combustíveis também apresentaram queda (-0,04%) em março, segundo o IBGE, com o preço médio da gasolina recuando 0,19% ante fevereiro. Segundo Gonçalves, foi verificada queda no preço da gasolina em 7 das 13 regiões pesquisadas pelo IBGE. A mais intensa foi em Recife (-4,19%) e a menos intensa em Curitiba (-0,55%). Em 12 meses, entretanto, o preço da gasolina acumula alta de 15,59%. Pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontou que a gasolina iniciou abril em alta.

Por outro lado, o item ônibus urbano teve alta de 0,74% em março, puxado pelos reajustes ocorridos em Belém, Rio de Janeiro, Fortaleza e Porto Alegre.

Já a deflação no grupo Comunicação foi motivada pela redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas, de fixo para móvel, em vigor desde 25 de fevereiro.

Frutas e saúde lideram altas

No lado das altas, o grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou a maior variação no mês (0,48%), com destaque para o item plano de saúde (1,06%).

Já o maior impacto individual veio das frutas (5,32%) e do grupo alimentação e bebidas que, após cair 0,33% em fevereiro, teve alta de 0,07% em março. O mamão liderou as altas em março, com avanço de 21,54%. Veja os itens que mais subiram e os que mais caíram.

Apesar da aceleração no preço das frutas, o preço dos alimentos para consumo no domicílio registrou deflação em março (-0,18%), mas menos intensa do que a de fevereiro (-0,61%). Os destaques nas quedas foram carnes (-1,18%), tomate (-5,31%) e frango inteiro (-2,85%). Já a alimentação fora de casa acelerou para 0,52% em março, ante 0,18% em fevereiro.

Veja a variação completa dos grupos em março:

  • Alimentos e bebidas: 0,07%
  • Habitação: 0,19%
  • Artigos de residência: 0,08%
  • Vestuário: 0,33%
  • Transportes: -0,25%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,48%
  • Despesas pessoais: 0,05%
  • Educação: 0,28%
  • Comunicação: -0,33%
 O presidente Michel Temer comemorou o resultado do IPCA e disse que “quanto menor a inflação, mais as empresas podem investir e gerar empregos”.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para reajustes salariais, apresentou variação de 0,07%, abaixo da taxa de 0,18% de fevereiro. No ano, o acumulado foi de 0,48%. Tanto a variação mensal quanto a acumulada no ano também foram as mais baixas para um mês de março desde a implantação do Plano Real.

No acumulado em 12 meses, o IPCA atingiu 1,56%, abaixo dos 1,81% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2017, o INPC havia sido 0,32%.

Como o IPCA é calculado

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 2 de março a 29 de março de 2018 com os preços vigentes no período de 30 de janeiro a 1 de março de 2018.

Meta de inflação

A previsão do mercado para a inflação em 2018, que na semana retrasada era de 3,54%, na semana passada ficou ficou em 3,53%, segundo a última pesquisa Focus divulgada na véspera. Foi a décima queda seguida no indicador.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta central que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 6,5% ao ano.

Para 2019, porém, o mercado financeiro subiu sua expectativa de inflação de 4,08% para 4,09%. Mesmo assim, a estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%).

Caixa vai baixar juros imobiliários, diz presidente

O novo presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, afirmou ontem que o banco vai reduzir os juros do crédito imobiliário ainda neste mês. Ele falou durante o Summit Imobiliário 2018. Souza, porém, não promete a taxa mais baixa do mercado, como no passado. “Não podemos botar banca se não tivermos condição”, disse.

A Caixa Econômica Federal vai reduzir ainda neste mês os juros do crédito imobiliário que utiliza recursos da caderneta de poupança. O corte, no entanto, não levará o banco a oferecer, novamente, as taxas mais baixas do mercado. “Não podemos botar banca se não tivermos condição”, disse Nelson Antônio de Souza, novo presidente da instituição financeira, em sua primeira entrevista desde que assumiu o comando do banco há uma semana no lugar de Gilberto Occhi, que foi deslocado para o Ministério da Saúde.

O movimento da Caixa de cortar os juros para o financiamento da casa própria vem com atraso em relação aos concorrentes privados que começaram a reduzir as taxas à medida em que o Banco Central cortou a Selic, taxa básica de juros da economia. Entre os maiores bancos do País, a Caixa é o único que ainda cobra juros de dois dígitos no crédito imobiliário.

A redução já estava em estudo na gestão de Occhi, mas foi impulsionada com a recente decisão do BC de diminuir os depósitos compulsórios – dinheiro que os bancos são obrigados a deixar parado no Banco Central, sem poder usar para novos empréstimos, por exemplo. Leia a seguir trechos

da entrevista concedida ao Estadão / Broadcast durante o Summit Imobiliário Brasil 2018, evento promovido pelo Grupo Estado.

• O senhor tem menos de um ano de gestão no comando da Caixa, considerando que o Governo mude nas próximas eleições. O que dá tempo de fazer? Primeiro, é dar continuidade ao trabalho que o (Gilberto) Occhi vinha fazendo e que permitiu um lucro considerável ao banco no ano passado, de R$ 12,5 bilhões (no critério ajustado). Mas eu diria que trabalhar em áreas que tenham um balanço social forte, que é o caso da habitação. Vejo também que as PPPs (parcerias público privadas) são outra saída que podemos chegar, mas não sei se teríamos um resultado já em 2018. E sempre colocando esses produtos para setores que gerem emprego e renda. Esse é o foco. Em harmonia com o Conselho de Administração sob o ponto de vista de utilizar uma política de governo sem, contudo, abrir mão da governança e da consistência de resultados econômicos e financeiros da Caixa.

• E a redução de juros nas linhas de crédito imobiliário que usam recursos da caderneta de poupança vem quando?

Vamos anunciar o mais breve possível. Nesta semana já não dá mais, mas ainda em abril nós queremos divulgar a nova taxa de juros da Caixa no crédito imobiliário.

• A Caixa vai voltar a ter a taxa mais atrativa do mercado?

Eu diria que a Caixa vai ter taxas compatíveis ao mercado. Não gosto muito de dizer que é a menor. Nós só podemos botar banca se tivermos condições.

• A mudança nos depósitos compulsórios ajuda o movimento de redução dos juros no crédito imobiliário?

Vai nos dar um fôlego. A mudança no compulsório melhorou a nossa tomada de divisão, mas já vínhamos estudando.

Fonte: O Estado SP

Focus reduz projeções para alta do PIB em 2018

As estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) sofreram redução na mediana para 2018, de 2,84% para 2,80%, segundo economistas do mercado consultados pela pesquisa semanal Focus, divulgada ontem pelo Banco Central. Para 2019, a projeção foi mantida em 3%.

Em relação à inflação oficial, o Focus elevou as projeções para os próximos 12 meses, de 3,95% na semana anterior para 4% no levantamento concluído sexta-feira, segundo a mediana das expectativas. Para 2018, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) sofreu mais um ajuste para baixo, o décimo seguido, de 3,54% para 3,53%. Para 2019, o ajuste foi para cima, 4,09%, dos 4,08% da semana anterior.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, não houve alterações: mantiveram a mediana das projeções para a inflação em 3,41% em 2018 e 3,70% em 2019.

Fonte: Valor

Dyogo quer BNDES mais ágil no crédito

O ex-ministro do Planejamento Dyogo Oliveira tomou posse ontem na presidência do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com a promessa de agilizar os empréstimos da instituição. “Trabalharemos em um processo de digitalização para permitir mais celeridade na aprovação e liberação dos recursos. O banco vai dinamizar sua atuação, mas com muito controle e transparência”, afirmou Oliveira. A cerimônia, na sede da instituição, no Rio de Janeiro, contou com a presença do presidente Michel Temer.

No discurso, o ex-ministro destacou que o BNDES deverá atuar em conjunto com outros bancos para promover, desenvolver e estruturar grandes projetos produtivos e de infraestrutura. “Não vamos ficar apenas esperando que nos batam à porta. Vamos buscar oportunidades de investimento, desenvolver projetos, buscar parceiros corretos, com transparência”, afirmou. Ele ainda destacou que dará “atenção especial” às micro, pequenas e médias empresas do setor industrial, além de continuar apoiando o comércio exterior e a internacionalização das companhias brasileiras.

Oliveira ressaltou que o banco estará focado na identificação de médias empresas com potencial de expansão e evitará a estratégia dos governos petistas de apoiar “grandes campeões nacionais”. “Em vez de focar apenas em grandes empresas e escolher os vencedores, vamos abrir oportunidade para todos que tenham potencial e permitir que se desenvolvam”, completou.

O novo presidente elogiou Temer, que concordou em nomear ministro do Planjejamento Eteves Colnago, secretário executivo e seu braço direito na pasta. “A história lhe fará justiça, presidente. Seu governo será lembrado como o que realizou mais reformas num período tão curto”, disse o ex-ministro, citando os números da recuperação econômica, após uma situação que classificou como “o fundo do poço mais fundo onde nunca o Brasil havia estado”.

Transparência

Oliveira é o terceiro presidente do BNDES do governo Temer. Após um ano no cargo, a administradora Maria Sílvia Bastos Marques deixou o comando do banco em maio de 2017, alegando motivos pessoais. A decisão foi anunciada poucos dias após a divulgação da primeira acusação de corrupção contra o chefe do Executivo, feita pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS . A principal crítica à executiva na época era a de que o banco, embora tivesse bastante liquidez, não conseguia liberar rapidamente os empréstimos às empresas.

O economista Paulo Rabello de Castro, até então presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assumiu o comando do BNDES em maio de 2017, cargo que deixou para concorrer à Presidência da República pelo PSC.

Apesar da troca sucessiva de presidentes, especialistas reconhecem que, desde o início do governo Temer, o banco passou a atuar no mercado de forma mais transparente. A instituição, inclusive, voltou a repassar dividendos para a União. “Minha impressão é que não deve mudar muita coisa com a nova gestão. Trata-se de mais uma questão da contingência que estamos vivendo. Não vejo como pode piorar. A situação, em geral, é mais difícil”, avaliou o economista e especialista em contas públicas Raul Velloso. “Não consigo ver nada contra a indicação de Dyogo, porque ele mostrou eficiência no comando do Planejamento”, destacou.

Após receber mais de R$ 400 bilhões do Tesouro Nacional no governo Dilma Rousseff, o BNDES vem reduzindo o volume de empréstimos. Entre 2016 e 2017, os desembolsos da instituição recuaram 22,4%, somando R$ 72,1 bilhões, o menor volume registrado na série histórica levantada pela Tendências Consultoria, com início em 2003. O volume de operações da instituição atingiu o pico em 2010, somando R$ 266,9 bilhões, e vem caindo desde então. Para este ano, a previsão era de R$ 90 bilhões, mas foi reduzida por Castro para R$ 80 bilhões. Desse montante, R$ 13 bilhões serão para o setor de energia elétrica.

A economista Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências, lembrou que a queda dos desembolsos está mais relacionada à redução da demanda que à oferta de crédito. “Passamos por uma crise muito dura e as empresas não estavam com condições de tomar empréstimos. Agora, com a economia se recuperando, é possível que a demanda, aos poucos, volte”, apostou.

Na avaliação de Dyogo Oliveira, a diminuição do volume de crédito não é um desafio, mas “uma grande oportunidade”. “O Brasil mudou de patamar. Não vai ter mais os juros básicos do passado e o papel do banco não será mais o de oferecer juros subsidiados, porque a TLP (nova taxa de juros dos empréstimos do banco estatal) estará muito próxima às taxas do mercado”, afirmou.

Mais otimismo com o Brasil

A agência de classificação de risco Moody’s melhorou a perspectiva de nota de crédito do Brasil de negativa para estável. Apontou que há expectativa de que as “reformas fiscais” serão aprovadas no próximo governo e vê o crescimento econômico do país mais forte do que o esperado a curto e médio prazos. O movimento é contrário ao de outras agências, que acham incerta a votação dessas medidas. “A Moody’s acredita, em resumo, que os riscos negativos para o crescimento e as incertezas relacionadas ao ímpeto para reformas, que levaram à atribuição da perspectiva negativa para o rating Ba2 em maio do ano passado, diminuíram”, informou em nota. O Ministério da Fazenda atribuiu a melhora às ações realizadas pela equipe econômica desde maio de 2016.

Fonte: Correio Braziliense

Economia terá crescimento menor e mais lento neste ano, revela pesquisa

Os economistas e analistas consultados pela Pesquisa Focus do Banco Central (BC) revisaram suas expectativas e apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 2,8% em 2018. Há apenas dois meses, essa estimativa era de 3%.

Em outras palavras, o mercado está mais realista sobre o crescimento da economia neste ano. “Não se sente que a atividade está pujante. As empresas estão comprando menos, o varejo está morno e o setor imobiliário também. Parece que há um compasso de espera [por causa das eleições] e as decisões de investimentos não estão sendo tomadas”, avalia o professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), Alberto Ajzental.

Na visão do economista-chefe da Guide Investimentos, Ignacio Crespo, a revisão das expectativas está mais ligada com números recentes da atividade econômica que ficaram abaixo do esperado. “O mercado ficou um pouco mais cauteloso. Mas entendemos que a tendência é a economia continuar se recuperando. O Banco Central está favorecendo o crédito com a redução dos compulsórios e reduzindo os juros [Selic]”, afirmou.

Para o economista-chefe da Mapfre Investimentos, Luis Afonso Lima, o mercado pode continuar se frustrando com números da produção, do comércio e de serviços.

“A demanda interna não está ajudando. O crédito ainda não avançou e o spread bancário [prêmios sobre os empréstimos] está subindo. E do lado do mercado de trabalho, o desemprego continua elevado, com algum crescimento de emprego informal e por conta própria. As empresas estão cautelosas para contratar”, argumenta Afonso Lima.

Na opinião de Ajzental, da FGV, a fragmentação política [eleitoral] ocorre num momento que o governo precisa tomar decisões importantes. “O empresário não consegue enxergar além de dezembro de 2018”, diz. Devido a isso, o professor aponta que a tendência de crescimento da economia “está mais para 2,5%, 2,4%, do que para 3%”, observa.

Ajzental ponderou que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China até poderia favorecer a economia brasileira num primeiro momento. “Mas a soja já está toda plantada e vendida. Talvez, a produção de milho possa ajudar”, apontou o professor sobre uma possível contribuição adicional do agronegócio para o aumento do PIB brasileiro.

Por outro lado, o professor acredita que o protecionismo entre as potências pode prejudicar a economia para todo o mundo. “Vamos ver quanto tempo a encenação de Donald Trump [presidente americano] vai durar. Ele é um político que cria dificuldades antes para negociar depois. Não vejo os EUA protecionistas de verdade”, opina Alberto Ajzental.

Contraponto moderador
Já o professor de economia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-SP), Walter Franco Lopes, observou que as projeções dos analistas e economistas no início do ano estavam mais otimistas. “As expectativas foram infladas em janeiro e fevereiro e voltamos para a realidade”, ressaltou.

Franco Lopes explicou que o endividamento das famílias e o desemprego está segurando o consumo das famílias. “Não há retomada da renda, da massa salarial. E o crédito não está chegando com taxas mais baixas na ponta, para o consumidor”, identifica o professor.

Ele diz que a redução do compulsório dos bancos anunciada na semana passada foi uma medida importante, mas não é suficiente para reduzir os juros às pessoas físicas. “Com a inadimplência presente, o sistema financeiro não vai emprestar a taxas mais baixas. Isso só ocorrerá com o crescimento do emprego e da renda das famílias”, conclui.

Entre os destaques positivos da Pesquisa Focus, divulgada ontem, o BC captou a percepção de uma inflação menor para o consumidor em 2018. A projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que era de 3,95% no início do ano recuou para 3,53% no levantamento atual, enquanto a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) caiu de 4,28% para 3,19%, na mesma comparação.

Fonte: DCI

Meirelles: País não vive uma “bolha de consumo” como no passado

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirmou que o crescimento econômico do Brasil vai surpreender e que o País não vive uma “bolha de consumo” como no passado. Ele discursou nesta segunda-feira, 9, na posse do novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira.

Meirelles citou algumas mudanças realizadas como ministro da Fazenda e destacou, entre outros pontos, o crescimento da venda de máquinas e equipamentos, além de bens duráveis, “o que sinaliza confiança dos consumidores”.

Segundo ele, ao contrário da “bolha de consumo” que havia no passado, foi criado um ambiente para o consumo sustentável. Ele afirmou que o governo do presidente Michel Temer, presente no evento, conseguiu tirar o País da crise e colocá-lo em um crescimento sustentável, que pode “surpreender e atingir 3,5% a 4% nos próximos anos”.

“As mudanças são imensas e o impacto ainda não foi sentido e vai surpreender. Eu não ficaria surpreso se o País crescer a 3,5% a 4% nos próximos anos”, afirmou Meirelles.

O ex-ministro também disse que os avanços conseguidos no governo Temer ainda não foram totalmente sentidos, mas que os reflexos em pouco tempo serão observados. “Quando o presidente Temer assumiu, em maio de 2016, vivíamos na pior recessão, questionava-se as reformas e a possibilidade do País de sair da recessão”, iniciou em breve discurso.

Fonte: Exame

Política passa por momento difícil, diz Temer

Sem citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato, o presidente Michel Temer defendeu ontem o respeito à Constituição em meio ao “momento difícil” que o País vive politicamente. “Continuamos num momento difícil sob o foco político, mas precisamos seguir adiante. Cumprir a Constituição, o sistema normativo nacional, é o que dá estabilidade ao País. Só temos organização quando temos cumprimento estrito à norma jurídica. Quando você não cumpre, desorganiza a sociedade”, afirmou o presidente.

Temer esteve no Rio para participar da transmissão de cargo de presidente do BNDES para Dyogo Oliveira. Na cerimônia, o presidente foi ladeado por dois ex-colaboradores e agora também pré-candidatos à Presidência nas eleições de outubro: o antecessor de Oliveira no banco, Paulo Rabello de Castro (PSC), e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB).

Em discurso, os três procuraram citaram os sinais de recuperação da economia e falaram sobre o impacto de medidas recentes. “A equipe econômica produziu os melhores resultados para o País. Historicamente, será reconhecido, tudo bem, mas as bases para o crescimento do Brasil foram plantadas nesses quase dois anos de governo”, disse Temer, referindo-se à fala de Dyogo Oliveira, seu ex-ministro do Planejamento, que antes dissera que “a história fará justiça” à gestão Temer.

Fonte: O Estado SP

Redação On abril - 10 - 2018
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