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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018






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EUA X China ajuda Brasil?

Para presidente da AEB, Brasil já está perdendo no minério de ferro e ganho na soja demora

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro (foto), vê com muita preocupação o embate comercial entre os Estados Unidos e a China. Para ele, nessa guerra comercial e geopolítica entre Trump e os chineses, “o Brasil fica como o marisco na luta entre o mar e o rochedo e corre o risco de sair perdendo”. Ele lembrou que desde a taxação de 25% sobre o aço chinês, as exportações de minério de ferro para a China caíram.

Há duas maneiras de medir o impacto. A primeira, assinala o presidente da AEB, é a queda das cotações do minério de ferro. De um lado, as medidas protecionistas de Donald Trump levaram ao fortalecimento do dólar. Como as cotações das commodities minerais e agrícolas são expressas em dólar, houve imediata queda dos preços dos produtos nas bolsas de mercadorias. O que se agravou, no caso do minério de ferro, com a cautela da China em confirmar importações. Os contratos são feitos com antecedência. Mas a combinação das duas tendências já se refletiu na queda das exportações de minério no primeiro trimestre.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, de janeiro a março deste ano as vendas de minério arrecadaram US$ 2,5 bilhões, contra US$ 2,9 bilhões no mesmo período de 2017. Ou seja, uma queda de US$ 500 milhões, ou 2,1%. Os minérios são o terceiro produto mais importante na pauta de exportações para a China, com 21% do total. Perdem apenas para os 34% do farelo de soja (US$ 4 bilhões) e para os 23% da posição do petróleo em bruto exportado (US$ 2,79 bilhões).

De janeiro a março, o Brasil exportou US$ 11,897 bilhões para a China e importou US$ 7,7774 bilhões, gerando saldo de US$ 4,727 bilhões para o Brasil. Foi o maior saldo no ranking de comércio dos parceiros brasileiros. Mas enquanto as exportações para a China cresceram apenas 0,96%, as vendas da China ao Brasil já cresceram 24,28% nos primeiros três meses do ano. Para o presidente da AEB, o quadro projeta uma tendência preocupante para “as nações emergentes que dependem da exportação de produtos primários, como o Brasil”. A pauta de produtos vendidos pela China ao Brasil é dominada por bens de alta tecnologia: produtos manufatura dos como aço, eletroeletrônicos, chips, circuitos para aparelhos celulares e para automóveis.

Em função do cenário preocupante, a AEB mantém a sua projeção, feita em dezembro do ano passado, para um superávit comercial de US$ 50 bilhões este ano. O Banco Central estimou em março um superávit de US$ 56 bilhões. Otimista, o Bradesco estima saldo positivo de US$ 67 bilhões. José Augusto de Castro considera as projeções otimistas e já adiantou que a AEB só fará a sua revisão habitual em junho.

Questão estrutural 

Para o presidente da AEB, o Brasil padece de um problema estrutural nas suas relações com a China: “mais de três quartos da pauta de exportações brasileiras é composta de produtos primários, que são os de preços e demandas mais vulneráveis nesse embate”. Além da soja, petróleo e do minério, que já somam 78% do valor exportado no primeiro trimestre, completam o cardápio produtos semi-manufaturados como celulose (7,3% ou US$ 867 milhões), carne bovina (US$ 314 milhões), de frango (US$ 204 milhões) e carne suína (US$ 84 milhões).

Para o empresário, as margens de manobra para que o Brasil tire partido nas retaliações americanas e assim conquiste maiores fatias no amplo e crescente mercado chinês, não “são tão fantásticas como parece ao leigo”. No caso da soja, o Brasil tem espaço para ampliar exportações “em até 10%”, mas isso “não deve ocorrer nesta safra, que já está em plena colheita”. Haveria que ser feito um planejamento no segundo semestre, para a safra 2018/19, mas é preciso ver que cultura será sacrificada para dar espaço à soja”.

O presidente da AEB acredita que o milho e o algodão, que costumam ser cultivados em rodízio nas áreas plantadas na primavera-verão com soja, tendem a sair perdendo. O milho e a soja, quando aproveitados no mercado interno, barateiam os preços dos alimentos de animais (rações) e tornam a carne de frango e de suínos com custos mais competitivos. No caso do milho, como seu preço é bem menor que o do soja, os caminhoneiros e produtores não se incomodam em trocá-lo pela soja, cuja tonelada vale quase o dobro da tonelada de soja, com peso menor do frete na margem de comercialização.

Outra questão é que a tendência natural da região Centro-Oeste, de aumentar a produção de aves e suínos para a exportação, aproveitando a proximidade da oferta de soja e milho e transformá-los em produtos de maior valor agregado (gerando mais empregos e riquezas na cadeia produtiva), pode ser prejudicada. José Augusto de Castro não tem dúvidas de que a China será um parceiro duradouro e seguro para o Brasil, mas “não será imediata a abertura de espaços no fornecimento de carne suína ou de frango. Nem os valores são tão largos”, diz.

Fonte: Jornal do Brasil / Infomet

Disputa comercial entre China e EUA pode ajudar o Brasil

O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão (foto), disse ontem (9) que a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China poderá beneficiar o Brasil, e por extensão, o Mercado Comum do Sul (Mercosul).

Em entrevista a jornalistas durante o seminário Mercosul e os Fluxos de Comércio, na Fundação Getulio Vargas (FGV), Estevão disse que a disputa comercial entre duas das maiores economias do mundo, pelo menos até o momento está sendo positiva para o Brasil. “É claro que uma guerra comercial entre duas economias do tamanho da americana e da chinesa não é bom para ninguém e todos têm a perder. Mas, pontualmente, o que eu tenho visto, é que ela está nos ajudando. Na questão da soja, por exemplo, a decisão da China de impor tarifa sobre a exportação do produto dos Estados Unidos ajuda os produtores de soja do Brasil”, disse.

Para o secretário, o clima ruim em um ambiente de relações comerciais internacionais não pode ser bom para ninguém. “Você está em uma situação como a daquele cidadão que está passando na rua e leva uma bala perdida. Era o caso do aço, por exemplo, onde quase acabamos por levar uma bala perdida. É verdade que no caso do aço conseguimos uma exceção, mas e se não conseguíssemos?”. Na avaliação do secretário, “se realmente a China fizer um boicote ou aumentar a tarifa para bens de commodities que os Estados Unidos exportam muito, o Brasil se beneficiará porque é um país exportador de commoditie”. Alertou, no entanto, que “amanhã o tema também pode ser outro”.

Para Estevão a disputa comercial entre a China e os Estados Unidos ajuda o Brasil porque os países que querem fazer acordos e ampliar as relações comerciais vão fazê-lo com o Brasil e com o Mercosul. “E este é o momento adequado para fazê-lo, porque outros blocos comerciais vão querer se aproximar de quem está a favor de uma aproximação”.

Meirelles

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles disse ontem (9), no encerramento do seminário Mercosul e os Fluxos de Comércio, na Fundação Getulio Vargas (FGV), que o país poderá gerar este ano cerca de 2,5 milhões de empregos e consolidar a recuperação de sua economia. Para isso, no entanto, Meirelles disse que o Brasil precisa manter o rumo e promover as reformas necessárias.

“Eu acredito que o próximo presidente possa consolidar uma trajetória de crescimento do Brasil a taxas superiores a 3,5% ou até a 4% nos próximos anos; com criação de emprego, aumento de renda e com condições de investir em educação, segurança e saúde e todas as necessidades fundamentais ao Estado brasileiro”.

Fonte: Revista News

Trump reage e amplia retaliações contra China em mais US$ 100 bilhões

 

O presidente Donald Trump dobrou a aposta em seu confronto com a China e ordenou que sua administração avalie a imposição de tarifas sobre US$ 100 bilhões de produtos importados do país asiático, que se somariam aos US$ 50 bilhões anunciados no início da semana como resultado de investigação sobre o roubo de propriedade intelectual. A medida é uma resposta à decisão de Pequim de retaliar os EUA pela decisão de impor barreiras no mesmo montante sobre produtos americanos.

A escalada aumenta o risco de uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, que já provocou uma série de tombos no mercado acionário global nos últimos dois meses. “Em vez de remediar sua má conduta, a China escolheu prejudicar nossos fazendeiros e industriais. Diante da retaliação injusta da China, eu instruí o USTR (Representante Comercial dos EUA) a avaliar se US$ 100 bilhões de tarifas adicionais seriam apropriados”, disse o presidente em nota distribuída pela Casa Branca.

Investidores temem que retaliações mútuas levem a uma espiral que afete de maneira grave os fluxos de comércio global. O presidente do Council on Foreign Relations, Richard Haass, disse no Twitter, que a decisão deverá derrubar os mercados mais uma vez. “Uma guerra comercial parece mais provável”, observou. Além disso, ele ressaltou que a decisão demonstra que Trump é um presidente que gosta de “confrontação e turbulência, traços que deixam nervosos mercados que preferem compromisso e estabilidade”.

Desde o início do ano, Trump passou a cumprir sua promessa de campanha de punir a China pelo que considera práticas desleais de comércio, roubo de propriedade intelectual e restrições à atuação de empresas americanas no país.

A primeira medida, em janeiro, foi a imposição de tarifas sobre painéis solares e máquinas de lavar roupa. Semanas mais tarde, os EUA adotaram barreiras sobre a importação de aço de alumínio de todo o mundo. Países aliados como Canadá, México e Brasil foram isentos temporariamente. Apesar de ser o principal alvo de Trump, a China não sofrerá com a decisão, já que suas exportações dos produtos aos EUA já enfrentam uma série de barreiras e não são significativas.

A decisão mais recente foi a adoção de tarifas de 25% sobre produtos no valor de US$ 50 bilhões, em razão da apropriação indevida de propriedade intelectual. A China reagiu com os mesmos valores e focou a retaliação em importações agrícolas e de aviões. O país é o segundo maior mercado para a Boeing depois dos EUA. Ao mirar na agricultura, a China tenta atingir a base eleitoral de Trump, concentrada nas regiões rurais dos EUA.

No anúncio de ontem, o presidente indiciou que o endurecimento pode ser uma tática de negociação com os chineses. “Apesar dessas ações, os EUA estão preparados para ter discussões que apoiem nosso compromisso para atingir um comércio livre, justo e recíproco e para proteger a propriedade tecnológica e intelectual de companhias e do povo americano.”

No governo brasileiro, a notícia de uma nova rodada de retaliações comerciais foi recebida com preocupação. Uma fonte diplomática comentou que isso não vai acabar bem. A expectativa era que, tendo EUA e China anunciado medidas de restrição ao comércio mais ou menos equivalentes nos últimos dias, eles partiriam para a negociação.

Fonte: Estadão / Infomet

Presidente chinês promete ‘nova fase de abertura’ diante do risco de guerra comercial

Em conferência, Xi Jinping garantiu que irá reduzir as tarifas de importação de automóveis

Em um imponente salão repleto de empresários e autoridades do mundo financeiro, o presidente Xi Jinping prometeu o que chamou de “uma nova fase de abertura econômica” para a China. O discurso de tom conciliatório, carregado de recados direcionados aos Estados Unidos, anunciou medidas que, se implementadas, atendem demandas importantes dos americanos na queda de braço comercial com Pequim — até agora retórica. Isso explica por que a mensagem foi bem recebida pelos mercados na Ásia e no Ocidente; e é a confirmação de que o governo do Partido Comunista não pretende fechar as portas para uma saída negociada para o impasse comercial entre os dois países.

Para abrir seu mercado de quase 1,4 bilhão de consumidores para o resto do mundo, segundo Xi, a China deve aumentar as importações de produtos considerados competitivos que venham de fora, reduzir de maneira “significativa”, ainda a partir deste ano, a tarifa de importação sobre automóveis e outros produtos estrangeiros, além de proteger os direitos de propriedade intelectual. Também deve reduzir as amarras para que investidores possam atuar no país. Hoje, estrangeiros são o obrigados a entrar em projetos de joint-venture com várias restrições, se quiserem atuar em solo chinês. Tudo isso está no topo da lista de reclamações de Washington, mas também faz parte do rol das queixas de outras nações, que pedem mais acesso ao mercado da China.

— Vamos dar a mesma ênfase a estratégia de “atrair para dentro” e “sair mundo afora”, além de dar início a uma nova fase de abertura da China a partir de conexões com o Ocidente e o Oriente, pelo continente e pelo mar — disse Xi, durante o Fórum Econômico de Boao para a Ásia (na província de Hainan), uma espécie de Fórum de Davos criado pelos chineses.

Analistas mais otimistas torcem para que este tenha sido o sinal de uma trégua para a temida guerra entre duas maiores economias do mundo, antes mesmo que ela passe do plano das palavras para a ação. Mas há uma corrente que vê nas iniciativas destacadas por Xi a repetição de promessas que já haviam sido feita antes e não se concretizaram. Em 2013, por exemplo, o governo chinês já havia dito que reduziria as restrições para as joint-ventures no setor automotivo.

— Praticamente tudo o que o presidente Xi disse em seu discurso, já havíamos escutado antes. O que se quer ouvir são ações tangíveis e não mais promessas. Mesmo assim, foi um bom discurso, se nos concentrarmos mais no tom do que no seu conteúdo. É a confirmação de que reconhecem as demandas e estão prontos para negociar — disse ao GLOBO o professor de economia da Escola de Negócios de Shenzhen, da Universidade de Pequim, Christopher Balding.

A preocupação agora é saber como os chineses pretendem conduzir a abertura a que se refere Xi, que aproveitou para ressaltar que “a mentalidade da Guerra Fria” e o o “isolacionismo” iriam atingir um “muro de pedras”. O presidente chinês aproveitou para cobrar dos países desenvolvidos o fim das restrições que impõem sobre o que chamou de comércio normal e razoável de produtos de alta tecnologia. Xi quer que essas economias flexibilizem os controles de exportações deste tipo de mercados para a China. Muitos países deixam de exportar para o mercado chinês mercadorias desta natureza pelo medo de que terminem copiadas.

O líder chinês disse ainda que o país vai adotar políticas para promover a facilitação de comércio e investimentos, além de estimular a abertura de “portos de livre comércio com características chinesas”. Não está claro que como isso seria feito.

— O país vai trabalhar muito para importar mais produtos que sejam competitivos e necessários ao povo chinês. A China também vai buscar um acelerar o processo de integração ao Acordo de Compras Governamentais da Organização Mundial de Comércio — disse o presidente.

Xi destacou que a segunda maior economia do mundo não pretende exportar mais do que importar, ou seja, obter a todo custo superávits comerciais. E destacou que a China iria recriado o Escritório de Propriedade Intelectual do Estado este ano para reforçar a lei, e aumentar de maneira significativa o custo para aqueles que desrespeitarem as regras.

Até agora, Washington e Pequim limitaram-se a mostrar as armas de que dispõem para uma guerra comercial. Aumentos de tarifas e retaliações alardeados entre os dois lados não saíram do papel. A troca de acusações entre americanos e chineses começou ainda durante a campanha do presidente Donald Trump para a Casa Branca, quando o republicano chegou a dizer elevaria para 45% os impostos sobre importados chineses e acusou a China de tirar empregos nos Estados Unidos. NA semana passada, Trump disse or twitter que os chineses cobravam uma tarifa de 25% sobre os carros importados, embora pagassem 2,5%, o que chamou de “comércio estúpido”.

Existe ainda um temor de que uma guerra comercial acabe levando a China a considerar desvalorizar o yuan em relação ao dólar. Durante a sua campanha, Trump acusava o país de manter uma moeda artificialmente fraca. Desde que assumiu o comando da Casa Branca, contudo, o yuan se valorizou em cerca de 9% em comparação com a moeda americana, mantendo-se estável nas últimas semanas, apesar da escalada de tensões comerciais entre os dis países. Em março, a moeda chinesa bateu o nível mais forte desde agosto de 2015.

Os comentários de Xi provocaram uma reação rápida e amplamente positiva nos mercados financeiros, que foram abalados na semana passada por temores de que as tarifas entre os EUA e a China explodirão em uma guerra comercial em grande escala, em um golpe para o crescimento global.

Fonte: O Globo

China considera impossível negociações comerciais com EUA nas condições atuais

 

A China intensificou seus ataques contra o governo dos Estados Unidos nesta segunda-feira (9) devido a bilhões de dólares em ameaças de tarifas, dizendo que Washington seria o culpado pelos atritos e repetindo que é impossível negociar sob as “circunstâncias atuais”.

“Até agora, as autoridades americanas e chinesas não se comprometeram em nenhuma negociação sobre os diferenças comerciais. Nas condições atuais é impossível para ambas as partes manter conversações sobre o tema”, disse Geng Shuang, porta-voz da diplomacia chinesa em uma entrevista coletiva.

As declarações foram dadas depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, previu no domingo que a China vai retirar suas barreiras comerciais, e expressou otimismo de que ambos os lados podem resolver a questão através de negociações.

Pesquisadores estatais chineses e a mídia minimizaram o possível impacto das medidas comerciais dos EUA sobre a segunda maior economia do mundo e descreveram a postura do governo norte-americano sobre o comércio como o produto de um “distúrbio de ansiedade”.

Segundo o porta-voz, os atritos comerciais devem-se “inteiramente à provocação dos EUA”. “Os EUA com uma só mão exercem a ameaça de sanções, e ao mesmo tempo eles querem negociar”, acrescentou.

Pequim não queria disputar uma guerra comercial, mas não tem medo de uma, afirmou o vice-ministro de Comércio, Qian Keming, no Fórum Boao para Ásia.

O principal índice acionário da China mostrou fraqueza nesta segunda-feira. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, perdeu 0,03%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,26%.

O foco nesta semana estará sobre o fórum, com o presidente chinês, Xi Jinping, e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, dando discursos na terça-feira.

Tensão entre EUA e China

As ameaças recíprocas entre Pequim e Washington foram quase diárias na última semana.

Na quinta-feira (5), Donald Trump disse que autoridades comerciais do país avaliariam US$ 100 bilhões em tarifas adicionais sobre a China, além dos US$ 50 bilhões já anunciados a produtos chineses, “diante da retaliação injusta” do país contra sobretaxas impostas anteriormente pelos EUA.

Na quarta-feira (4), a China anunciou que vai taxar em 25% as importações dos EUA sobre produtos como soja, aviões, carros, carne, uísque e produtos químicos. A medida foi uma retaliação aos planos do governo Trump de sobretaxar cerca de 1.300 produtos chineses.

Em seguida, a China protestou formalmente contra os Estados Unidos, na quinta-feira, ante a Organização Mundial de Comércio (OMC) pelas “medidas tarifárias sobre produtos chineses” que Washington considera aplicar.

O gigante asiático, que é o segundo maior parceiro comercial dos EUA, já tinha anunciado a imposição de taxas para um conjunto de 128 produtos americanos, em resposta às tarifas que Washington anunciou no mês passado sobre as importações de aço e alumínios chineses.

Trump quer combater o déficit comercial dos Estados Unidos, considerado um resultado da fraqueza de seus antecessores.

A China é um dos principais alvos neste assunto. O déficit comercial americano ante Pequim (US$ 375,2 bilhões de dólares) levou Trump a pedir para autoridades chinesas “reduzirem imediatamente” este déficit em US$ 100 bilhões.

Washington critica em particular o sistema de coempresa imposto por Pequim às companhias americanas. Com o sistema, as empresas que desejam ter acesso ao mercado chinês precisam, obrigatoriamente, associar-se a um grupo local e compartilhar com este sua tecnologia

Fonte: G1

Redação On abril - 10 - 2018
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