O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) regional Campinas registrou saldo positivo de empregos no mês de fevereiro de 2018 com 400 contrações. No acumulado do ano já são 1.950 contratações e nos últimos 12 meses, o saldo também é positivo com 2.000 postos de trabalho.

Em fevereiro, houve variação positiva de Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos de 2,73%; Produtos Químicos de 0,64%; Produtos de Minerais Não Metálicos de 0,50% e Produtos de Borracha e de Material Plástico com alta de 0,34%. A Sondagem Industrial relativa a fevereiro elaborada pelo Centro de Pesquisas Econômicas da Facamp (Faculdades de Campinas) junto às empresas associadas ao Ciesp Campinas mostra que além do aumento do emprego também tiveram índices positivos as vendas e a produção.

O diretor do Ciesp Campinas, José Nunes Filho, entende que isso mostra uma consistência e significa que a economia está crescendo, mas bem lentamente. “Para que isso acelere um pouco mais precisa haver mais dinheiro disponível no mercado. Hoje os empresários estão endividados. Eles estão ainda preenchendo a sua capacidade com o que foi perdido, mas não existe dinheiro disponível para investimento.”

Para ele, juros altos, monopólio bancário estão “travando o crescimento”. “Um cartel de cinco bancos com spreads artificiais, com taxas de juros das mais altas do mundo, então isso pode travar o crescimento da economia”, diz. A Ciesp, diante do patamar de juros, lançou na região a campanha “Não Vamos Mais Engolir Sapo”, iniciada na semana passada pela Fiesp. “Nós vamos, e queremos, baixar o spread bancário, baixar o custo do dinheiro aqui”, conta.

De acordo com a sondagem, os dados relativos às vendas em fevereiro de 2018 cresceram para 52,6% dos respondentes em relação a janeiro de 2018. Para 26,3% o valor das vendas foi estável e para 21,1% a variação foi inferior. Com relação à produção para 57,9% dos respondentes houve aumento da produção em fevereiro de 2018 em relação a janeiro. Para 10,5%, a produção permaneceu inalterada e 31,6% que houve queda da produção do mês.

O economista e professor da Facamp, José Augusto Ruas disse que os resultados não indicam uma retomada ou uma expansão. “Eu diria que nós estamos descongelando. O buraco econômico que nós entramos ao longo desses últimos anos é tão profundo que nós precisaremos de anos de crescimento para recuperar o que tínhamos em 2014. O que nós temos agora é um pouquinho de vendas e produção melhorando. Há um sintoma de lucratividade melhorando vagarosamente”, destaca.

Fonte: DCI