Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 21 de Julho de 2018






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É preciso persistir na agenda de reformas para o Brasil ter ciclo duradouro de crescimento, afirma presidente da CNI

No lançamento da Agenda Legislativa 2018, Robson Braga de Andrade reforçou importância do Congresso Nacional em promover o debate e avançar nos temas que compõem a agenda de competitividade do Brasil

O Congresso Nacional precisa persistir na agenda de reformas e de medidas que aperfeiçoem o ambiente de negócios para que o Brasil possa sustentar um novo e duradouro ciclo de crescimento. Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, ainda que as eleições ocupem espaços no debate político nacional em 2018, é importante avançar em propostas que contribuam para reduzir ou eliminar a insegurança jurídica e para diminuir a burocracia que prejudicam quem produz e empreende no país.

“Mais do que nunca, é importante que empresários, governantes, parlamentares e a sociedade se mobilizem em torno de um projeto para o país, fazendo mais e melhor para nossas futuras gerações”, disse, durante a cerimônia de lançamento da Agenda Legislativa da Indústria 2018, documento que apresenta as propostas que estão em discussão no Congresso Nacional e são consideradas prioritárias pela indústria brasileira. Em sua 23a edição, a Agenda lista 129 proposições estratégicas, das quais 14 figuram na Pauta Mínima, o conjunto de matérias de maior impacto sobre a economia e a melhora do ambiente de negócios nacional.

Andrade destacou o papel da indústria como motor da economia e como o setor em que ocorrem os grandes avanços tecnológicos que impulsionam o desenvolvimento de um país. Para que as empresas industriais e o país prosperem, no entanto, ele reforçou a importância de se aprender com as lições deixadas pela mais grave crise econômica que o Brasil atravessou em sua história recente. “Mas é preciso destacar o muito que tem sido feito para consertar equívocos antigos para guiarmos o Brasil no caminho do desenvolvimento”, ressaltou.

REFORMAS – Nesse processo de recuperação, o presidente da CNI chamou atenção para o importante papel que o Congresso Nacional tem tido ao debater e aprovar reformas estruturais – como a das leis do trabalho – e outros projetos que contribuíram para dar novo ânimo à economia. Por exemplo, o projeto que acabou com a obrigatoriedade de a Petrobras ser operadora única na exploração de blocos da camada pré-sal e a regulamentação da terceirização, tema que tramitou por 20 anos até ser aprovado em março de 2017.

“A CNI e a indústria brasileira apoiaram aberta e ostensivamente a aprovação dessas propostas, sempre com argumentos e posições fundamentados para qualificar debates muitas vezes tomados por paixões e posturas exacerbadas”, lembrou Andrade. A reforma da Previdência é um das reformas apoiadas pela indústria e que a base de federações estaduais e associações setoriais decidiram manter na Pauta Mínima, embora a proposta não possa aprovada enquanto vigorar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

Andrade relembrou que o sistema previdenciário federal é a principal causa do desequilíbrio das contas públicas e explicou por que o tema não sairá da agenda da indústria. “Vamos continuar a estimular o debate e a sensibilização da opinião pública sobre a necessidade da reforma. Essa é uma pauta de Estado, que, se não for efetivada neste ano, terá de ser enfrentada, necessariamente, pelo próximo governo, independentemente do partido que vencer as eleições”, afirmou.

Andrade relembrou que o sistema previdenciário federal é a principal causa do desequilíbrio das contas públicas e explicou por que o tema não sairá da agenda da indústria

MAPA ESTRATÉGICO – O papel da Agenda Legislativa em indicar caminhos que contribuam para uma economia mais dinâmica e competitiva é reforçado pelas diretrizes trazidas pelo Mapa Estratégico da Indústria (2018-2022), documento lançado pela CNI no início de março e que apresenta os principais desafios a serem superados pelo Brasil nos próximos cinco anos.

Um dos fatores-chave para a construção de uma economia inovadora e moderna é a significativa redução de focos de insegurança jurídica, entrave que afasta investimentos e encarece o custo de produção brasileiro em comparação a seus concorrentes. Andrade destacou alguns projetos da Pauta Mínima com significativo impacto para dar previsibilidade e segurança ao setor produtivo, como a nova Lei Nacional do Licenciamento Ambiental, o Marco Legal das Agências Reguladoras e a Nova Lei de Licitações.

O presidente da CNI reafirmou o compromisso da indústria em apoiar a agenda de competitividade em discussão no Congresso Nacional e urgência de superar os gargalos históricos ao crescimento. “O Brasil tem feito menos do que pode e do que precisa. Daqui a quatro ano, quandos comemorarmos 200 anos de nossa Independência, queremos ter uma indústria mais inovadora, uma economia mais global e um país mais sustentável. Essa é uma agenda de todos nós”, concluiu.

Fonte: CNI

Governo mantém cenário com expansão de 3%

Apesar de os últimos números da economia terem levantado dúvidas sobre o ritmo da retomada do crescimento, a área econômica ainda sustenta seu cenário de uma expansão em torno de 3% neste ano. Parte do governo reconhece que nos primeiros meses do ano o ritmo está um pouco abaixo do que se previa, mas reafirma a visão de que a tendência de aceleração da atividade é clara, por conta não só de impulsos fiscais e monetários em curso, mas também por fatores como a alta na confiança de consumidores e empresários, indicando continuidade na elevação dos investimentos.

Desde que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre ficou abaixo do previsto pelo mercado, preocupações sobre o real estado da economia começaram a ser levantadas. Os dados negativos da indústria e dos serviços em janeiro, o IBC-Br (que procura antecipar o PIB) do mesmo mês e a inflação persistentemente abaixo do piso da meta reforçaram tais questionamentos.

Uma fonte oficial, contudo, pondera que os números específicos de janeiro, além da volatilidade natural dos dados mensais, refletem na verdade a devolução de um resultado mais forte do que o esperado em dezembro. Embora para o PIB do quarto trimestre o forte desempenho do último mês do ano estatisticamente tenha tido pouco impacto, o resultado legou um carregamento estatístico para este início de 2018 que, mesmo com algumas decepções em janeiro, permite projetar uma alta de 0,6% para o PIB do primeiro trimestre.

Ou seja, se os cálculos dos técnicos do governo estiverem corretos, os primeiros três meses do ano devem apontar um ritmo de crescimento próximo de 2,5% para o PIB.

A mesma fonte acrescenta que o resultado da atividade econômica no quarto trimestre de 2017 de fato foi inferior ao que o próprio governo esperava. O motivo para isso, avalia, seria o fato de que as políticas monetária e fiscal ainda tiveram efeito de contração na atividade. Vale lembrar que a meta de resultado primário mostrou déficit bem menor do que se esperava no ano e que a política monetária tem efeitos defasados e refletia os cortes de juros do início de 2017.

O economista afirma, ainda, que esse quadro de políticas fiscal e monetária está sendo revertido para 2018, favorecendo aceleração mais intensa da atividade econômica ao longo dos próximos trimestres e sustentando a manutenção dos 3% previstos para o ano.

Outra fonte oficial ressalta que, no quarto trimestre, apesar do número agregado não ser empolgante, os números da demanda interna – o mais importante termômetro para a sensação de bem-estar da população – apontaram um ritmo de 0,43%, o que tende a se acelerar em 2018, oscilando entre 0,7% e 0,8% por trimestre.

Essa mesma fonte salienta os aspectos de sazonalidade e estatística para justificar os resultados fracos da indústria e dos serviços em janeiro. E sugere que se observem dados como as médias móveis trimestrais. No caso do setor industrial, por exemplo, a leitura é que, por essa métrica, há na verdade aceleração ante dezembro.

Entre os indicadores econômicos coincidentes, dados como nível de estoques, uso de capacidade instalada, venda de papelão ondulado, entre outros, referendam o cenário de que não há um soluço ou perda de vigor na economia. “Não há nenhum dado que justifique a reversão do cenário do governo”, disse.

Sobre a inflação abaixo da meta, que alguns analistas interpretam como sintoma de letargia econômica, as fontes oficiais apontam diferentes motivos e nenhum deles seria o nível de atividade. Cita-se a queda no ritmo dos preços administrados em comparação com 2017 e os ainda comportados preços de alimentos como determinantes. Aponta-se, também, a ainda
elevada ociosidade da economia, em torno de 4% do PIB, que não justificaria a expectativa de aceleração inflacionária neste momento.

Um técnico oficial fez, inclusive, uma provocação destacando que, com a proximidade do Copom, parte do mercado que está pré-fixado, e torce pela queda de juro, estaria fazendo jogo para apontar a perda de vigor da economia e aumentar a probabilidade de continuidade dos cortes da Selic.

Fonte: Valor

BNDES promove uma “dança das cadeiras” em diretorias

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está promovendo uma “danças da cadeiras” na diretoria da instituição. As mudanças fazem parte do planejamento estratégico do banco, que projeta cenários para a economia brasileira até 2035. O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, confirmou ontem que haverá troca de cargos entre os diretores da instituição e que foi criada uma nova diretoria para a área digital, para a qual foi indicado José Beviláquia, que atualmente está no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ricardo Ramos, ex-diretor da área de operações indiretas, assume a diretoria de investimentos, que inclui a BNDESPar, o braço de participações do banco. De acordo com Rabello, a BNDESPar passa agora a responder também por desestatização, que era ligada diretamente à presidência do banco, além de continuar a tratar da área de mercados de capitais.

Eliane Lustosa, ex-diretora da BNDESPar, vai para a diretoria de estratégia, que inclui a área de planejamento até então ocupada por Carlos da Costa. Da Costa, por sua vez, assume a diretoria de estrutura produtiva, incluindo a parte de indústria e serviços e o apoio do banco à exportação. Cláudia Prates, que cuidava da área de indústria, vai para a área de originação, recursos humanos e crédito. Essa área é a responsável pela velocidade de execução dos processos dentro do banco e vai cuidar da originação de operações de crédito junto a “unidades regionais”.

Segundo Rabello, em alguns meses o banco deverá ter representantes em todos os Estados. Ele afirmou que existem interessados no corpo técnico do banco para preencher vagas nas representações em 16 Estados. “O banco será mais capilarizado com representação nos Estados”, disse. Afirmou que o banco deve firmar convênio com a Caixa pelo qual a instituição deve ceder espaço ao BNDES em seus prédios nas capitais.

Ao divulgar as mudanças, Rabello disse que a nova estrutura já está em vigor. Segundo ele, o objetivo das mudanças é fazer com que o banco possa responder com mais agilidade e eficiência à demanda por investimentos. Outras três diretorias permanecem inalteradas: finanças, a cargo de Carlos Thadeu de Freitas; diretoria jurídica, cujo responsável continua a ser Marcelo Siqueira Freitas, e diretoria de governo e estrutura, sob comando de Marilene Ramos.

Fonte: Valor

Indústria pede a Temer que fale com Trump

Produtores de aço, representados pelo Instituto Aço Brasil, formalizaram um pedido ao presidente Michel Temer, em reunião no Planalto, para que ele telefone para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e reivindique a exclusão dos produtos brasileiros da sobretaxa americana.

“A solução agora é a ligação para o presidente Trump”, disse o presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil e CEO da Vallourec, Alexandre Lyra. Ele acrescentou que o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Sérgio Amaral, preparou documento com todas as informações sobre as relações comerciais do aço brasileiro com a indústria americana para subsidiar a conversa.

Temer disse aos empresários que discutiu com líderes da Coreia do Sul a ideia de reunir países afetados pela sobretaxa para, juntos, formalizarem reclamação à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os empresários também reforçaram o pedido ao governo brasileiro para a elevação da alíquota de devolução dos impostos, no âmbito do Reintegra, para 5%.

Fonte: Valor

Redução da Selic para 6,5% é praticamente um consenso

Uma redução de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros, a Selic, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), ao final da tarde de hoje (21) é praticamente um consenso no mercado brasileiro.

Ontem (20), o Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) informou, por meio de nota à imprensa, que projeta retração de 6,75% para 6,5% ao ano da Selic, e espera que a taxa de juros permaneça nesse patamar até o fim de 2018.

“O ritmo de recuperação da economia brasileira continua gradual. Os resultados positivos da inflação neste primeiro trimestre, que ficaram abaixo do esperado, e a sinalização do Banco Central de que as perspectivas sigam otimistas, contribuíram para a nossa projeção deste novo corte dos juros”, afirma Fernando Honorato, vice-presidente do comitê da Anbima, na nota.

A previsão da Anbima é compartilhada pelo diretor de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira. Segundo ele, com a Selic a 6,5%, porém, haverá pouco efeito nas taxas de juros nas operações de crédito. Na média para pessoas físicas, esse custo passará 133,70% ao ano para 133,18%.

Ontem, ao esperar que o Copom realmente reduza a Selic, o Santander informou que reduziu as taxas de juros das suas principais linhas de crédito do varejo. A partir da próxima segunda-feira (26), a taxa mínima dos juros para financiamento de veículos passará de 0,97% para 0,95% ao mês. Já para o crédito pessoal vai de 1,57% para 1,55%. No cheque especial, a taxa mínima passa de 2,23% ao mês para 2,21%.

Ainda conforme o relatório da Anbima, a expectativa do grupo para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2018 passou de 3,9% para 3,6%, abaixo das expectativas de 4,2% do BC.

Fonte: DCI

Redação On março - 21 - 2018
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