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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2018






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EUA anunciam medidas antidumping contra produtos de aço de vários países

O Departamento do Comércio dos Estados Unidos confirmou na terça-feira a adoção de medidas antidumping contra a importação de fio de aço da Espanha, Itália, Coreia do Sul, Turquia e Reino Unido, mas a decisão precisa ser referendada por uma comissão independente.

Washington considera que produtores destes países “venderam fio de aço ou aço carbono aos Estados Unidos a um preço inferior a seu justo valor”, afirmou o Departamento em um comunicado.

As margens do dumping vão, de acordo dom as autoridades comerciais dos Estados Unidos, de 3,81% no caso da Turquia a 147,63% para o Reino Unido.

A decisão ainda precisa ser referendada pela Comissão Americana de Comércio Internacional (USITC), um organismo federal independente.

As importações destes produtos alcançaram em 2016 o valor de 160,4 milhões de dólares.

O governo americano afirma que atua de acordo com as reclamações apresentadas pelas siderúrgicas locais Gerdau Ameristeel US, Nucor Corporation, Keystone Consolidated Industries e Charter Steel.

O presidente Donald Trump anunciou recentemente tarifas de importação de 25% para as importações de aço e de 10% para o alumínio.

Fonte: AFP

Brasil articula isenção com parceiras nos EUA

País pede a compradores de aço que solicitem ao governo americano exclusão de itens brasileiros de cobrança

O Brasil está reforçando sua articulação com as empresas privadas norte-americanas consumidoras de aço para que elas ingressem com pedidos de exclusão dos produtos brasileiros da sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos (EUA) em suas importações.

“A articulação junto aos privados é fundamental para o êxito”, disse o secretário de Comércio Exterior, Abrão Árabe Neto, ao jornal O Estado de São Paulo.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos publicou, na última segunda-feira (19), um detalhamento das regras pelas quais será possível pedir a exclusão de produtos de aço da sobretaxa. As normas se aplicam também às compras de alumínio, sobre as quais incidirá uma taxa adicional de 10%.

Pela regulamentação, somente pessoas e empresas americanas usuárias dos produtos poderão ingressar com pedidos de exclusão. Após apresentado o pedido, ele será tornado público e será possível contestar a necessidade de isentar aquele bem da sobretaxa em até 30 dias.

O governo americano espera dar respostas em 90 dias. As exclusões serão decididas por produto e por empresa. Mas a administração pode, se achar necessário, fazer liberações mais amplas. A exceção vale pelo prazo de um ano.

A expectativa é de que os compradores de aço brasileiro nos EUA ingressem com os pedidos o quanto antes. Para conseguir a exclusão, é preciso demonstrar que a produção local é insuficiente ou que o produto disponível não atende a requisitos de qualidade necessários. Existe também a hipótese de obter a exclusão sob o argumento da segurança nacional.

Acordo entre governos – O regulamento explica que existirá outro trâmite à parte, no qual a sobretaxa poderá ser negociada de governo a governo. O Brasil já enviou duas cartas para Washington: uma para o secretário de Comércio, Wilbur Ross, e outra para o representante de Comércio, Robert Lighthizer. Mas, até o momento, não houve sinal para abertura de uma negociação bilateral.

O governo brasileiro acredita ter fortes argumentos para liberar suas exportações da sobretaxa. O principal deles é que 80% das vendas para os EUA são de aço semiacabado, que é matéria-prima para as siderúrgicas locais. Ou seja, as indústrias são complementares. Ainda mais porque o Brasil importa perto de US$ 1 bilhão em carvão siderúrgico americano.
No ano passado, as vendas de aço para os EUA totalizaram US$ 2,6 bilh&otiotilde;es. Em volume, o País é o segundo maior fornecedor do produto para aquele mercado.

Ação conjunta – Na última segunda-feira, o presidente Michel Temer recebeu o primeiro-ministro da Coreia, Nak-Yon Lee, e ambos falaram sobre uma possível ação conjunta contra a sobretaxa. Segundo se comenta nos bastidores, os dois países podem integrar uma coalizão de países que questionará a medida na Organização Mundial do Comércio (OMC).

O Brasil, porém, aposta suas fichas na ação das empresas privadas e na negociação governo a governo. A OMC só será procurada se ambas as linhas falharem.

Fonte: Diário do Comércio

Colômbia e Brasil querem acordo comercial entre blocos

O presidente Michel Temer afirmou ontem que Brasil e Colômbia patrocinarão juntos um acordo comercial entre o Mercosul e os países da Aliança do Pacífico. Temer e o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em visita oficial ao Brasil, também discutiram ações conjuntas na área de segurança pública e a crise provocada pelo êxodo dos venezuelanos.

Temer e Santos passaram cerca de seis horas juntos em diferentes agendas: após a bilateral no Planalto e a assinatura de acordos, almoçaram no Palácio do Itamaraty e seguiram, na sequência, para um evento internacional sobre ações para a primeira infância com a primeira-dama, Marcela Temer.

Temer destacou o aumento de 25% no comércio com a Colômbia e a vigência desde o ano passado do novo acordo Mercosul-Colômbia, que ampliou a liberalização do comércio para quase toda a pauta tarifária.

Temer elogiou o presidente Santos pela condução do processo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que após muitos anos participam neste ano de eleições.

Outro assunto foi o êxodo de venezuelanos para o Brasil e também para Colômbia. “O que queremos, e isto foi tratado durante a reunião, é a pacificação política na Venezuela, democracia plena nas eleições e a não agressão aos que se opõem ao regime que ora lá está constituído”, disse Temer.

Fonte: Valor

Exportação de bens industrializados tem ‘década perdida’

O desempenho das exportações brasileiras de produtos industrializados tem desapontado desde a crise financeira global, que começou em 2007 e se agravou em 2008, com a quebra do Lehman Brothers. No ano passado, o volume exportado desses bens ainda estava 0,7% abaixo do de 2008, destaca o economista Fernando Ribeiro, pesquisador do Instituto de Pesquisa de Economia Aplicada (Ipea).

“Sem qualquer exagero, é possível descrever o período recente como a ‘década perdida’ das exportações de bens industrializados”, diz Ribeiro. No mesmo período, as quantidades destinadas ao exterior de produtos básicos aumentaram pouco mais de 60%. “A participação dos bens industrializados na pauta total do país, que se manteve ao redor de 70% entre meados da década de 80 e meados da década passada, recuou para cerca de 50% nos anos recentes”, observa o economista.

A fatia nas vendas totais é calculada levando em conta o valor exportado. Em 2000, a participação dos industrializados era de 74,5%, percentual que caiu para 60,5% em 2008 e 51,3% em 2017; a de básicos pulou de 22,8% em 2000, para 36,9% em 2008 e para 46,4% em 2017. A soma de industrializados e básicos não atinge 100% por causa da parcela de operações especiais.

O comportamento sofrível das vendas de industrializados fez o Brasil perder espaço no mercado internacional, um movimento decorrente da perda de competitividade, de acordo com estudo do economista, a ser publicado em breve como texto para discussão pelo Ipea. Ribeiro chama a atenção para a redução da fatia de mercado das exportações brasileiras de industrializados nas importações mundiais. Na média de 2015 e 2016, a parcela ficou em 0,75%, 0,18 ponto percentual menor do que no biênio 2005- 2006. Ribeiro usa a média de dois anos para suavizar a volatilidade do dado anual.

“O nível atual está entre os mais baixos das últimas décadas, equivalendo apenas aos alcançados no biênio 1999-2000”, observa Ribeiro. Segundo ele, a queda é ainda mais intensa quando se desconta o efeito dos preços relativos, ou seja, da relação entre os preços das exportações brasileiras e as cotações das exportações mundiais.

“Dado que os preços relativos tiveram aumento expressivo no período, ao excluir esse efeito a perda de market share [fatia de mercado] mais do que dobra”, passando de 0,18 ponto percentual para 0,39 ponto, diz Ribeiro. “Isso significa que a queda de market share foi bem maior quando se considera a participação das exportações brasileiras no volume físico de importações mundiais.”

No estudo de Ribeiro, os produtos industrializados englobam os produtos manufaturados e semimanufaturados. É “um conceito próximo ao da indústria de transformação”, de acordo com ele.

O economista procura avaliar os motivos que levaram ao mau desempenho das vendas externas de industrializados no mercado global. Ele analisa se a perda de espaço ocorreu por causa de perda de competitividade em relação aos concorrentes, porque os principais produtos da pauta perderam participação na demanda mundial de importações, ou porque os principais países de destino estariam perdendo importância relativa nas importações mundiais.

Segundo o estudo, a decomposição da redução da fatia de mercado na comparação do biênio de 2005-2006 com o de 2015-2016 foi determinada quase totalmente pela perda de competitividade. “Sozinho, esse efeito respondeu por redução de 0,30 ponto percentual do market share”, observa ele. “O efeito de destinos compensou em parte a perda de competitividade, representando ganho de 0,14 ponto. Isso significa que países cujo peso na pauta exportadora brasileira é maior do que na importação mundial tiveram um crescimento de suas importações superior à média mundial no período, de 24,6%”, escreve Ribeiro.

Já o efeito de produtos foi pouco significativo, contribuindo com redução de apenas 0,01 ponto percentual. “Isso que significa que as eventuais alterações da participação no comércio mundial dos principais produtos industriais exportados pelo país tiveram efeito praticamente neutro sobre o desempenho exportador do país.”

Para Ribeiro, é fundamental enfrentar a falta de competitividade, para evitar que o país transite para uma “pauta exportadora muito concentrada”, cada vez mais dependente de produtos básicos para garantir o equilíbrio da balança comercial.

Os problemas, segundo ele, passam por questões como o alto custo Brasil (caso da carga tributária elevada e complexa e infraestrutura deficiente), o custo do trabalho e uma proteção tarifária muito acima da vigente em países semelhantes, que torna difícil inovar e absorver novas tecnologias, afetando a produtividade. Para ele, é importante ter uma política comercial que envolva redução de tarifas de importação, por exemplo.

A política industrial, por sua vez, deve dar prioridade a questões como inovação, a economia verde e setores com maior capacidade de crescimento no futuro. “Não é simplesmente dar crédito barato e tarifas altas de importação”, afirma Ribeiro.

É uma agenda que vai muito além do câmbio. Para ele, é importante que a moeda seja pouco volátil e não esteja muito valorizada, mas não precisa estar excessivamente depreciada. O nível de hoje, por exemplo, lhe parece razoável, não sendo barato demais nem caro demais.

Fonte: Valor

Crescimento mundial continua a melhorar, mas riscos persistem

O cenário para economia mundial continua a melhorar e o ritmo de expansão sincronizada dos países é o mais alto desde 2010, ressalta o comunicado final da reunião ministerial do G-20, grupo formado pelos países mais desenvolvidos do mundo. O documento, divulgado na tarde de ontem, alerta que os recentes episódios de volatilidade no mercado financeiro mundial são uma sinalização de que riscos e vulnerabilidades persistem.

Uma das preocupações dos ministros e banqueiros centrais é que o “aperto das condições financeiras”, ou seja, a alta de juros nos países desenvolvidos, mais rápido que o esperado, além da ampliação de “tensões geopolíticas e econômicas”, podem revelar vulnerabilidades nos países. Por isso, os ministros presentes em Buenos Aires recomendam que este é o momento para resolver questões que impedem um maior crescimento estrutural dos países e construir amortecedores que protejam as economias, preparando-as para cenários adversos. Os ministros observam que o investimento e o comércio tiveram uma aceleração nos últimos meses. O texto não faz menção explícita ao protecionismo, mas ressalta a importância do comércio para a economia mundial. “O investimento e o comércio são motores para crescimento, produtividade, criação de emprego, inovação e desenvolvimento.”

Fonte: DCI

Redação On março - 21 - 2018
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