Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 17 de Julho de 2018






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Setor siderúrgico do País deve reagir

O setor siderúrgico do Brasil deve continuar a passar por uma reação em 2018, em meio a um aumento na demanda, mas o crescente protecionismo pode ser uma preocupação mais adiante, aponta a Moody’s.

A agência diz em nota que a produção de aço bruto no Brasil está atualmente em níveis acima de 2012 e 2013. O ambiente macroeconômico “benigno” permitirá que as maiores siderúrgicas do País, Gerdau, Usiminas e CSN, melhorem seu mix de produtos e direcionem volumes maiores para o mercado doméstico, afirma a Moody’s.

Mais adiante, contudo, práticas comerciais protecionistas ameaçam as exportações de aço brasileiras para os EUA em 2018 e para além disso, enquanto o aumento da competição doméstica no Brasil também pode levar exportações para outros países com mercados mais abertos, aponta a Moody’s.

Ela espera que as tarifas americanas tenham “implicações mistas” para as maiores siderúrgicas nacionais, com maior competição doméstica de importações para a Usiminas e a CSN e aumento nos custos para as operações da CSN nos Estados Unidos. Elas devem, porem, beneficiar a Gerdau, que já consegue receita significativa nos EUA.

‘Conversa boa’

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, para discutir a sobretaxação do aço e alumínio foi “boa e produtiva” e o norte-americano “manifestou bom entendimento da situação”, além de “simpatia” pelo interesse do Brasil de ficar de fora das novas alíquotas impostas.

O ministro ressaltou que não fez um pedido formal ao secretário para a isenção do Brasil das taxas adicionais, porque, segundo Meirelles, Mnuchin não é a pessoa específica para isso.

Articulação

O Brasil está reforçando sua articulação com as empresas privadas norte-americanas consumidoras de aço para que elas ingressem com pedidos de exclusão dos produtos brasileiros da sobretaxa de 25%.

Fonte: Diário do Nordeste

Para distribuidores, medida protecionista dos EUA não afetou mercado doméstico

Carlos Loureiro, presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), também afirmou que importação de aço ao Brasil deve crescer em março

 

Até o momento a medida dos Estados Unidos que taxou o aço importado pelo País não afetou o mercado doméstico, disse o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro. O executivo afirmou que, no caso das siderúrgicas brasileiras, o volume hoje exportado ao país pode ser facilmente realocado ao mercado doméstico. Além disso, ele disse que encomendas de placas realizadas por siderúrgicas americanas foram mantidas mesmo após a medida assinada pelo presidente americano Donald Trump.

Loureiro afirmou que hoje não há disponibilidade de placa nos Estados Unidos e por isso as laminadoras norte-americanas ficam sem alternativa. O executivo mostra, ainda que apenas no último mês o preço da bobina a quente no país subiu US$ 100, para US$ 894, muito acima do mercado brasileiro, por exemplo.

Importação

O nível de importação de aço plano em março deverá crescer depois de registrar em fevereiro um volume baixo, de cerca de 60 mil toneladas, disse o executivo. Ele explicou que saiu da China com destino ao Brasil um volume de 92 mil toneladas de aço, programado para chegar neste mês ao território brasileiro.

Segundo Loureiro,  grande parte deste volume é de material galvanizado. A tendência, diz, é que a importação desse produto diminua, visto que, com o aumento da tarifa de importação pelos Estados Unidos, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) deverá destinar sua produção ao mercado interno, balanceando a oferta e a demanda.

Fonte: Estadão

CSN mantém operação de mina em MG

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) mantém em operação o complexo de mineração de Fernandinho, em Minas Gerais, enquanto promove obras em barragens de rejeitos da unidade que é alvo de cobranças do Ministério Público Federal estadual para medidas de garantia de estabilidade das estruturas.

Segundo a companhia, a mina de Fernandinho foi reaberta em outubro passado e atualmente produz a um ritmo de 18 mil toneladas de minério de ferro de alta concentração por mês. Na sexta-feira (16), a Justiça concedeu liminar que obriga a Minérios Nacional, parte do grupo CSN e que opera Fernandinho, a “adotar medidas emergenciais para garantir a estabilidade estrutural das barragens de rejeitos B2 e B2-auxiliar”. A companhia afirmou que as instalações não possuem risco iminente de rompimento.

Fonte: Reuters

Cadeia de óleo e gás vê regras de conteúdo local mais factíveis

A cadeia de bens e serviços voltada para óleo e gás demonstra otimismo com os leilões no Brasil. Empresas do setor avaliam que a flexibilização das exigências de conteúdo local torna mais factível o cumprimento das regras.

“A mudança trouxe as normas para dentro da realidade e isso veio através de uma maturação de conhecimento técnico. Não adianta exigir níveis altos de conteúdo local quando a indústria não produz determinados componentes”, diz o professor da pós-graduação em óleo e gás da FGV e gerente técnico da BRA Certificadora, Elmar Mourão.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) definiu no ano passado um novo modelo de conteúdo local para as próximas rodadas de licitações, reduzindo o percentual mínimo. Nas áreas terrestres, a cota obrigatória será de 50% de componentes nacionais; 18% nas áreas de exploração no mar; 25% para construção de poços; 40% para sistemas de coleta e escoamento e 25% para unidades estacionárias de produção.

As empresas fornecedoras globais não demonstram preocupação com a mudança, garantindo que a produção nacional é competitiva. “Estamos otimistas para 2018. A base de manufatura brasileira está em um ótimo nível”, afirma o diretor-presidente da Romi, Luiz Cassiano. Para o executivo da empresa, fornecedora de equipamentos para usinagem de peças e componentes do setor de óleo e gás, a prioridade deve ser a criação de condições adequadas de infraestrutura e logística no País. “O problema não é dentro da fábrica, é do portão para fora. A base nós já temos.”

O diretor de petróleo & marítimo da Sotreq, Filipe Lopes, acredita que mesmo com a queda na exigência, será mais vantajoso para as companhias de petróleo investirem em conteúdo local.

“Para os operadores, transparece que o conteúdo externo sairá mais caro. A operação local tem mais facilidade.”

Outra mudança que ocorre no setor é referente às empresas certificadoras. Responsáveis por medir e informar à ANP o conteúdo local de bens e serviços, estas companhias devem apresentar a partir de 8 de junho o Certificado de Acreditação de Organismo de Certificação de Produto (OCP) junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para continuar atuando. Para Mourão, essa adequação técnica trará mais credibilidade ao processo. “Empresas que não tinham conhecimento técnico atuavam na área e emitiam certificações falhas. A ANP identificou esse problema. A acreditação é uma certeza que o resultado será acompanhado por perto por especialistas.”

Abertura de mercado

O fim da exclusividade da Petrobrás como operadora única no pré-sal é vista de forma positiva pelos fornecedores. Grandes operadoras estrangeiras vêm participando dos leilões e devem causar impacto positivo na cadeia de produção do País.

“Em 2017, houve melhora em termos de organização das rodadas de leilões, que foram positivas, e o preço do barril aumentou. Houve movimento na indústria. A Copa do Mundo e as eleições dificultam um pouco, mas as sementes de otimismo foram lançadas para 2018’, pondera Lopes.

O representante industrial de óleo & gás da Caterpillar, Victor Santiago, destaca que os leilões vêm atraindo uma maior diversidade de interessados. “Não são mais os mesmos nomes de sempre. Novas empresas vêm surgindo nas rodadas”, aponta.

A 15ª rodada de licitações da ANP irá ocorrer no dia 29 de março e irá ofertar 49 blocos nas bacias sedimentares marítimas e 21 terrestres. Além da Petrobras, 19 companhias irão participar, entre elas gigantes do setor como a Exxomobil, Statoil, BP e Chevron.

“O pré-sal dá oportunidades a grandes compradores. Estamos vendo a revitalização de toda a Bacia de Campos [RJ]”, declarou o diretor-geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Marcos Assayag, em apresentação da segunda etapa do programa Circuito Virtuoso da Indústria de Óleo e Gás, em São Paulo.

O programa tem o objetivo de apresentar a indústria nacional para as operadoras que estão entrando no Brasil. Elmar Mourão acredita que os investimentos dessas grandes petroleiras vão impactar não só o setor, mas toda a economia do País.

“A companhia que vencer o leilão vai ter que se instalar aqui, contratar brasileiros, comprar de fornecedoras locais, alugar imóveis, enfim, investir em diversos segmentos. Só vai trazer a expertise que não existe aqui. O petróleo mexe com tudo”, conclui Mourão.

Fonte: DCI

Redação On março - 21 - 2018
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