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Tera-feira, 21 de Agosto de 2018






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Meirelles aposta em nova queda dos juros

A inflação baixa em fevereiro consolidou a aposta de que o Banco Central deve cortar o juro mais uma vez. Economistas preveem que a taxa Selic será reduzida de 6,75% para 6,50% na próxima semana no que deve ser o último movimento de queda do ciclo iniciado em outubro de 2016. Até o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, entrou no debate ao citar que o juro pode cair mais uma vez.

Pesquisa divulgada pelo BC mostra que, pela primeira vez, a maioria dos analistas passou a prever que o ciclo de queda dos juros não acabou e a taxa deve ter a 12ª queda em 21 de março. A expectativa foi consolidada após a divulgação do IPCA de fevereiro, que ficou em 0,32%. Com esse resultado, o primeiro bimestre de 2018 registrou a menor inflação – de 0,61% – desde a adoção do Plano Real.

Para analistas, os números permitem ao Comitê de Política Monetária (Copom) incentivar a atividade econômica com nova redução dos juros sem ameaçar a trajetória da inflação. Depois desse corte, a expectativa é que a Selic fique estacionada até o fim do ano.

O debate sobre os rumos do juro atraiu até o ministro da Fazenda e possível candidato à Presidência, Henrique Meirelles. “A taxa Selic já está no nível mais baixo da história e pode cair mais uma vez. Vamos aguardar a decisão do Banco Central”, disse Meirelles em evento na capital mato-grossense. Normalmente avesso aos comentários sobre a trajetória dos juros, por ser este um assunto do BC, Meirelles, que foi presidente do Banco Central no governo Lula, tem de decidir até abril se será candidato ao Planalto.

A confiança de que o BC deve reduzir o juro novamente está na trajetória da inflação que indica números abaixo do centro da meta, de 4,5%. O grupo ouvido pelo BC reduziu pela sexta semana consecutiva a previsão de inflação para 2018 e espera 3,67%. Antes dessa sequência de quedas, previa IPCA de 3,95%. A onda desinflacionária também começa a afetar 2019, e a expectativa para o próximo ano caiu e está em 4,20%.

Economistas do Itaú BBA explicam que a inflação segue bem comportada porque ainda há sinais da inércia inflacionária de 2017, o câmbio continua relativamente estável, há influência positiva da safra agrícola, bons níveis nos estoques, previsões de inflação ancoradas e hiato negativo do produto.

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, tentou conter previsões otimistas. “Parece que inflação se estabilizou no nível de 3% e deve voltar à meta”, disse em evento em São Paulo. Apesar da percepção de estabilidade, o próprio presidente do BC reconheceu que “a inflação começou (o ano) abaixo do esperado”.

“Parece que inflação se estabilizou no nível de 3% e deve voltar à meta. Mas, de fato, a inflação começou (o ano) abaixo do esperado” Ilan Goldfajn

Fonte: O Estado SP

Top 5 prevê alta da taxa Selic para 9% em 2019

Antes mesmo do encerramento do ciclo de alívio monetário, a sustentabilidade dos juros em níveis historicamente baixos já é motivo para discussão. Sinal das incertezas que permeiam o cenário, os economistas que mais acertam as projeções – os chamados Top 5 – no médio prazo projetam uma elevação de juros mais dura que os demais analistas.

A mediana das estimativas aponta para uma Selic em 9% já no fim do ano que vem. O nível esperado pelo grupo representa 1 ponto percentual acima das expectativas gerais coletadas pelo Boletim Focus, de 8%. Tudo vai depender do resultado da eleição e da evolução da agenda de reformas, além do esperado processo de normalização da inflação na direção da meta.

As taxas projetadas pelos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) se aproximam da hipótese de Selic mais alta. O mercado coloca nos preços o juro básico perto de 9,35% no fim do ano que vem. No entanto, esse nível tem sido reduzido, aos poucos, conforme os investidores acompanham os sinais de inflação controlada e recuperação ainda gradual da atividade. Ontem, a taxa do DI para janeiro de 2020 terminou o dia em 7,280%, em leve queda ante o ajuste anterior.

O equilíbrio de juros baixos e inflação contida tende a ser pressionado ao longo do ano que vem quando já se espera o início de uma normalização das condições monetárias. E, no meio do caminho, vem a corrida presidencial de 2018, fator que gera cenários distintos mesmo entre os especialistas que esperam a continuidade da atual direção da política econômica.

O economista Juan Jensen, sócio da 4E, é um dos especialistas que aposta numa posição mais dura do Banco Central no ano que vem. Integrante do Top 5, a leitura na consultoria é que a taxa Selic tende a subir para 9%, num movimento que começará no primeiro trimestre de 2019. “A nossa visão é que o Banco Central vai ter de apertar mais forte a política monetária porque o mercado de crédito vai ser destravado com a redução da incerteza eleitoral”, diz Jensen.

Atualmente, o canal de transmissão da política monetária estaria “um pouco entupido”. Ou seja, o efeito da queda do juros acaba sendo limitado pelo fato de que o “spread” das taxas cobradas no mercado ainda está muito elevado. Passada a eleição, com a chegada de um governo reformista, o canal de transmissão dos juros tende a ficar mais livre. “Com isso, o Banco Central terá de atuar no lado oposto”, afirma Jensen.

Analistas avaliam também que o resultado eleitoral pode ter outros efeitos importantes para a política monetária: a apreciação cambial e a expectativa de queda do juro neutro – aquele que garante maior expansão da economia sem inflação – por causa de um possível ajuste fiscal. Esses são os principais argumentos de quem espera maior estabilidade da Selic ao longo do 2019.

Também integrante do Top 5 para Selic, o banco Fibra está entre as instituições que não trabalham com uma alta muito intensa da taxa no próximo ano. Para o economista-chefe da instituição, Cristiano Oliveira, está “muito longe” de acontecer um processo de alta de juros no Brasil. O economista aponta que boa parte da trajetória da Selic – que iniciou o atual ciclo em 14,25% – é estrutural. “A maior parte (do movimento) veio para ficar”, diz o especialista. E por causa das reformas microeconômicas já aplicadas, a leitura é de que “a taxa de juros neutra está mais baixa, mas tem chance de ser ainda menor”, acrescenta Oliveira.

Para Sergio Goldenstein, sócio da Flag Asset, o cenário de juros para 2019 dependerá muito do resultado eleitoral. E dentre os riscos que rondam o ano que vem, estaria ainda uma recuperação mais forte da atividade econômica que levasse a um fechamento mais rápido do hiato do produto.

Até por isso, o ex-chefe do Departamento de Operações de Mercado Aberto do BC acredita que não há mais benefício em quedas adicionais da taxa Selic para além de 6,5%. Para Goldenstein, terminar o ciclo atual com corte de 0,25 ponto em março contribuiria para postergar ou mesmo evitar um eventual movimento de alta da Selic no próximo ano. Com isso, também reduziria a chamada inclinação da curva, isto é, a diferença entre os juros longos e curtos. “Isso representaria um importante sinal de perenidade da taxa Selic num patamar baixo”, diz.
Fonte: ABinee / Valor

Atividade do comércio mostra retomada modesta no início do ano, dizem analistas

A atividade do comércio começou 2018 em reação modesta, tendência que deve se acentuar ao longo do ano, avaliam economistas. Segundo a estimativa média de 25 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, o volume de vendas do varejo restrito, que não inclui automóveis e material de construção, aumentou 0,5% em janeiro frente ao mês anterior, descontados os fatores sazonais, após redução de 1,5% em dezembro.

As previsões para a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), a ser divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vão de queda de 0,5% até expansão de 1,1%. Para as vendas ampliadas – que consideram, além dos oito segmentos analisados no varejo restrito, os de veículos e material de construção – 21 analistas esperam recuo de 0,1%, em média. Na medição anterior, houve retração de 0,8%.

Como o IBGE revisa o ajuste sazonal da pesquisa em todo início de ano, há um nível de incerteza adicional em relação ao dado de janeiro, ressalva a equipe econômica do UBS. Nas projeções do banco suíço, o comércio restrito cresceu 3,5% sobre igual mês de 2017, o que resultaria em alta de 0,5% sobre dezembro. “Não achamos que a revisão vai alterar o padrão histórico”, afirmam os economistas do UBS.

Olhando para frente, acrescentam, deve haver aceleração adicional das vendas no segundo trimestre deste ano. Como fatores que tendem a impulsionar a atividade do comércio, o UBS menciona o alívio das condições financeiras e o melhor desempenho da massa salarial real.

Para o BNP Paribas, o varejo restrito ficou estável na passagem mensal, mas o crescimento do setor vai ganhar fôlego nos próximos meses, depois de ter andado de lado desde julho do ano passado. O aumento esperado na oferta de crédito e a maior renda disponível serão os principais vetores da recuperação do consumo das famílias prevista para 2018, comentam os economistas do banco.

Se confirmada a expectativa de estabilidade em janeiro, as vendas restritas terão crescido 1,6% sobre o primeiro mês de 2017, observa o departamento econômico do BNP. Já as vendas ampliadas devem ter avançado 4,8% em igual comparação, com contribuição maior dos veículos. O banco não divulga a previsão mensal para este dado.

Segundo Jankiel Santos e Flávio Serrano, economistas do Haitong, o mês de janeiro deve ter mostrado divergência no comportamento entre as vendas restritas e ampliadas: para o primeiro segmento, a expectativa é de alta de 0,3% sobre dezembro, enquanto, para o segundo, a previsão é de queda de 1,2%.

“Levando em conta uma perspectiva de prazo mais longo, os dois dados devem reforçar que o consumo privado perdeu fôlego”, afirmam os economistas do banco. Nos cálculos de Santos e Serrano, o varejo restrito vai recuar 0,4% entre o último trimestre de 2017 e o primeiro deste ano, ao passo que, no setor ampliado, a redução será de 1,1%.

Embora a taxa de juros em nível mais baixo tenda a estimular a economia e elevar as compras das famílias, parece que a recuperação da atividade está ocorrendo em ritmo mais fraco do que o mercado esperava anteriormente, ponderam os economistas do Haitong.

Fonte: Abinee / Valor

IPC-Fipe recua 0,42% na 1ª quadrissemana de março

 O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo recuou 0,42 por cento na primeira quadrissemana de março, repetindo a taxa com que fechou fevereiro, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

Fonte: DCI

Produtividade requer país mais aberto, diz Banco Mundial

O novo modelo de crescimento econômico do Brasil precisa ser baseado no aumento da produtividade. A boa notícia é que o país tem a oportunidade de realizar esse aumento sem grandes investimentos. Mas para isso precisará ampliar o comércio com outros países e promover uma série de outras mudanças. Essas são algumas das conclusões de economistas do Banco Mundial, que debateram ontem dois relatórios a respeito do tema divulgados pelo órgão na semana passada.

“Muitas pessoas sonham em voltar ao modelo do início dos anos 2000”, disse o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser. Segundo ele, o modelo adotado no começo do século conseguiu promover simultaneamente crescimento econômico e redução da pobreza. “Mas o mundo mudou”, disse, lembrando da queda dos preços das commodities e, “ainda mais importante”, do envelhecimento da população.

Nos cálculos do Banco Mundial, o crescimento da força de trabalho foi responsável por 2/3 do crescimento da economia brasileira no último ciclo de expansão da atividade. Mas daqui a cinco anos, justamente em função do envelhecimento da população, a diminuição da força de trabalho “vai retirar crescimento econômico” do país. Por isso, segundo Raiser, o Brasil precisa colocar a força de trabalho jovem e a produtividade “como indutores de ganhos econômicos e sociais”.

“Sem aumentar a produtividade, a taxa de crescimento [do Produto Interno Bruto] pode se limitar a 1,3% em 2030”, disse Mark Dutz, economista do órgão multilateral e autor do estudo “Crescimento e Emprego: a Agenda da Produtividade”. Já um crescimento anual de 2,5% na produtividade, patamar semelhante aos das décadas de 60 e 70, poderia levar o Brasil a crescer até 4,5% ao ano.

O lado positivo é que há diversas frentes em que o país pode avançar, segundo ele. Um desses instrumentos seria a promoção de “políticas mais eficazes” entre empresas e “a inovação”, além da implantação de políticas públicas destinadas à parcela mais pobre da população. Para isso, seria necessária uma avaliação mais precisa dos benefícios de todas essas políticas, “descontinuando” as consideradas ineficientes.

Outra vertente seria uma maior abertura comercial, que, como já divulgado pelo Banco Mundial, poderia tirar 6 milhões de pessoas da pobreza. Já um aumento da concorrência, por meio de um maior fluxo de comércio com outros países, teria o potencial de gerar 1,5 milhão de empregos, ao reduzir em até 10% os custos das empresas. Um brasileiro, segundo Dutz, precisa trabalhar mais de cinco vezes que um trabalhador canadense para comprar o mesmo carro.

Além disso, a “melhor integração doméstica”, por meio por exemplo da “queda das tarifas de importação”, entre outros fatores, teria potencial para que mais 3 milhões de brasileiros também deixassem de ser pobres. “É como se uma pessoa de Belém pagasse o mesmo preço por um produto que um morador de Belo Horizonte”, disse.

Ele admite que “mudanças tecnológicas” e outros ciclos de abertura comercial realizados anteriormente tiveram efeitos negativos “muito concentrados” em determinados grupos. Mesmo assim, “o Brasil pode aprender com abordagens internacionais de sucesso período de transição”, minimizando esses efeitos.

Para a economista Rita Almeida, autora do estudo “Competências e Empregos: a Agenda da Juventude”, uma força jovem de trabalho capacitada será “o pilar do aumento da produtividade” que o país precisará em um futuro próximo. Mas para isso o Brasil deveria ter um foco maior em programas de inserção de jovens no mercado de trabalho.

De acordo com ela, o país acaba prestando atenção demasiada em programas passivos, como o seguro-desemprego e o FGTS, em vez de investir em programas ativos de inserção no mercado de trabalho. Além disso, passada a fase de maior acesso ao ensino nos níveis mais básicos, é necessário um salto de qualidade. “Muitas vezes jovens estão na escola e não estão aprendendo”, disse. O Brasil, segundo Rita, é um país em que o aumento dos anos de escolaridade “não resulta em aumento da produtividade”.

Fonte: Valor

Redação On março - 13 - 2018
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