Sindicato Nacional da Indústria de
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018






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O governo brasileiro está reunindo argumentos para iniciar a negociação com os Estados Unidos para isentar exportações brasileiras da sobretaxa ao aço e ao alumínio no mercado americano. A preparação em Brasília e em Washington passa pela definição de diferentes estratégias: desde acenar com a oferta de acesso facilitado ao mercado brasileiro para alguns produtos americanos até listar os segmentos em que o Brasil é relevante para as exportações americanas, que seriam prejudicadas caso o país decida retaliar sem conseguir escapar da alíquota de 25% para o aço e de 10% para o alumínio,anunciadas na semana passada por Donald Trump. Os dados serão compilados em um estudo que servirá de base para os negociadores.

A argumentação principal será a de que o Brasil não ameaça a segurança nacional americana – pretexto usado por Trump – e nem faz parte do problema que o presidente americano quer atacar, mas sim o contrário. A ideia é frisar que o Brasil compra carvão americano para produzir aço e importa produtos manufaturados. Por isso, a balança de comércio do setor é favorável aos americanos. Além disso, o aço semi-acabado do Brasil favorece a siderurgia americana, tentarão convencer os emissários brasileiros. As indústrias dos dois países serão descritas como complementares.

O documento deve ser enviado até o fim da semana que vem. O prazo para a manifestação do governo brasileiro termina na sexta-feira da semana que vem.

Nessa estratégia, o apoio dos parceiros americanos, como siderúrgicas que compram placas brasileiras ou exportadores de carvão para as companhias no Brasil, é considerada fundamental. O Brasil não deve ser proativo e oferecer nenhum benefício no início da negociação. A orientação é aguardar as demandas do governo americano.

O governo só vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) após esgotar as tratativas bilaterais. Nesta segunda-feira, após se reunir com o presidente Michel Temer em Brasília, o diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, negou que a organização tenha sido enfraquecida pela crise gerada pela sobretaxa americana e disse apostar numa solução sem “ações e reações”:

– Acho que estamos em um primeiro momento dessa rodada de negociações, mas espero muito que esses entendimentos frutifiquem e que consigamos evitar uma situação de quiproquó – disse o diretor da OMC, acrescentando que retaliações poderão levar a uma guerra comercial “onde só há perdedores”.

Com receio de perder espaço para Canadá e México, o Brasil quer ficar ao lado deles na lista de isentos da taxação. Mas o governo brasileiro estuda também as medidas que terá de tomar se não conseguir a isenção. Segundo uma fonte, as primeiras missões são “exploratórias” para saber o grau de liberdade de negociação. Assim, não há uma data prevista para uma conclusão ou alguma reunião definitiva marcada até agora.

É esperada também atuação forte do setor produtivo brasileiro, que contratou uma empresa americana de lobby para defender seus interesses em Washington. Apesar da cooperação, governo e empresários não estão totalmente satisfeitos com a estratégia. Enquanto representantes da indústria dizem que o governo demorou a agir na comparação com europeus e australianos, fontes do governo afirmam que, em outros países, os industriais tiveram um envolvimento maior no esforço de convencimento.

Fonte: O Globo / Infomet

Diretor da OMC afirma que sobretaxação de aço impacta exportações brasileiras

Roberto Azevêdo reuniu-se com o presidente Michel Temer para discutir alternativas para lidar com a situação

A decisão dos Estados Unidos de sobretaxar suas importações de aço vai afetar as exportações brasileiras, disse nesta segunda-feira, 12, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo. “Evidente que uma medida dessa natureza terá impacto sobre as nossas exportações”, afirmou ele, após reunir-se com o presidente Michel Temer.

Ele contou que, na conversa, falaram das várias alternativas para lidar com a situação. “O Brasil está aberto para o diálogo, para uma tentativa de entendimento com os norte-americanos”, disse. O mecanismo de solução de controvérsias da OMC é um dos instrumentos que pode ser utilizado. “O governo não exclui essa possibilidade, mas estuda várias alternativas”, informou. Até o momento, disse ele, nenhum país formalizou pedido para acionar tal mecanismo no caso da sobretaxa dos EUA ao aço e ao alumínio.

Segundo Azevêdo, o governo brasileiro está muito atento aos possíveis desdobramentos da medida. Ele acrescentou que o setor siderúrgico é muito importante para a economia de vários países. “Ouvi a mesma coisa que vocês ouviram: que medidas norte-americanas podem encontrar contra-medidas sendo adotadas por outros países”, disse.

“Acho importante que as regras multilaterais sejam observadas. A ação unilateral tende a provocar reação. E esse processo leva a guerras comerciais que não são de interesse de ninguém e onde só há perdedores.”

Sanções. Roberto Azevêdo também voltou a alertar para o risco de uma escalada de retaliações comerciais, que pode ser desencadeada a partir da decisão dos Estados Unidos de sobretaxar em 25% as importações de aço, inclusive do Brasil.

Ele comentou que os americanos ainda estão decidindo qual a extensão e quais países e produtos serão afetados. Por outro lado, os países potencialmente prejudicados estão em contato para, eventualmente, atuar em conjunto.

“Acho que estamos num primeiro momento. Espero muito que os entendimentos frutifiquem, e possamos evitar uma situação de quiproquó”, disse, após reunir-se com o presidente Michel Temer. “Essa escalada é difícil de reverter. Sabemos quando e como começa, mas não sabemos nem como, nem quando consegue cessar esse processo”, afirmou.

União Europeia. O processo de recuperação da economia e o acordo de associação Mercosul-União Europeia também foi discutido na reunião entre o presidente Michel Temer e o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo. Ele comentou que as pesquisas da OMC apontam para dados positivos para o desempenho da economia e os dados estão sendo revisados para cima, inclusive os do Brasil. “Aparentemente, estamos no bom caminho”, comentou.

O acordo do Mercosul com a União Europeia, que em teoria está próximo de ser assinado, também foi discutido. “Do meu ponto de vista, vejo o processo de maneira positiva”, disse. Ele avaliou que a aproximação com os europeus aumentará a competitividade da economia brasileira.

Fonte: Estadão

Importadores querem aço brasileiro sem sobretaxa

Companhias siderúrgicas dos Estados Unidos acreditam que Washington poderá excluir da sobretaxa de 25% as importações de aço semiacabado, algo que reduziria bastante o impacto, para o Brasil, das medidas protecionistas anunciadas na semana passada. Na Europa, a expectativa é a mesma, caso a União Europeia também decida taxar as importações de aço para proteger seu mercado dos efeitos da decisão americana.

Dependentes da compra de semiacabado importado, empresas da Califórnia estão, segundo apurou o Valor, entre as que mais insistem com o Departamento de Comércio dos EUA para que esse segmento do mercado fique fora das medidas anunciadas pelo governo Trump. Algumas só processam o produto importado e alegam que, com a sobretaxa, haverá perda de produção e desemprego, o oposto dos objetivos anunciados pela Casa Branca.

Segundo fonte do setor, na Europa o sentimento é o de que a salvaguarda que a Comissão Europeia pretende adotar, caso os Estados Unidos não os isentem da sobretaxa, deve ter exceções, uma vez que várias siderúrgicas do continente também necessitam importar aço semiacabado. Se até o fim do mês o governo americano confirmar a isenção para esse tipo de aço, a Europa fará o mesmo.

O governo brasileiro tem alegado, nos contatos com autoridades dos EUA, que existe complementaridade entre a produção de aço dos dois países. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), o Brasil responde por cerca de 50% do aço semiacabado importado pelos americanos. Por outro lado, é grande importador do carvão mineral usado nos altos-fornos das siderúrgicas.

A Europa também é um mercado relevante para os exportadores brasileiros. Em 2017, o Brasil exportou 2,779 milhões de toneladas de aço para os 28 países da União Europeia. Do total, 62% em aço semiacabado. A região responde por 18,1% da exportação brasileira de produtos siderúrgicos.

Fonte: Portos e Navios / Infomet

UE diz não temer ameaças protecionistas e promete se defender

Cecilia Malmström garantiu que Uniao Europeia não teme ameaças protecionistas de Donald Trump

A comissária europeia do Comércio, Cecilia Malmström, garantiu nesta segunda-feira (12) que a União Europeia (UE) não tem “medo” das ameaças protecionistas do presidente americano, Donald Trump, aos produtos siderúrgicos europeus, e assegurou que o bloco se defenderá.

“Recentemente, vimos como [o comércio] é usado como uma arma para nos ameaçarem e nos intimidarem, mas não temos medo. Nós nos defenderemos dessas pessoas”, afirmou Malmström durante um discurso em Bruxelas sobre o comércio sustentável.

Desde que Trump anunciou o aumento das barreiras tarifárias de até 25% para o aço e até 10% para o alumínio, que devem entrar em vigor na próxima semana, a UE tenta fazer Washington excluir as exportações europeias dessa medida, como fez com México e Canadá.

Malmström se reuniu neste sábado com o representante americano de Comércio, Robert Lighthizer, na presença do ministro de Economia japonês Hiroshige Seko, para discussões infrutíferas. “Continuamos esperando esclarecimentos”, admitiu nesta segunda a comissária.

As tentativas europeias não tiveram sucesso até o momento.

Para evitar o aumento de tarifas, Trump pediu à UE, no sábado, que reduza suas “horríveis barreiras e tarifas aos produtos americanos” que entram no bloco, chegando a ameaçar com aumento de impostos sobre seus veículos.

Em um novo tuíte nesta segunda, o presidente americano garantiu que seu secretário de Comércio, Wilbur Ross, discutirá com representantes europeus “a eliminação de importantes barreiras e tarifas aplicadas contra os Estados Unidos”.

Fonte da Comissão afirmaram à AFP que até agora não receberam nenhum convite.

– Alemanha quer evitar guerra comercial –

A Alemanha, sétimo exportador de aço e alumínio aos Estados Unidos, está no alvo de Trump desde sua chegada ao poder por seu excedente comercial – de 21,3 bilhões de euros em janeiro – e seus gastos militares considerados insuficientes na Otan.

O ministro alemão Peter Altmaier pediu para “evitar uma guerra comercial”, defendendo em Bruxelas “um comércio livre e justo”. Estados Unidos e UE “não podem entrar, de forma alguma, em uma escalada comercial”, alertou seu equivalente espanhol, Román Escolano.

Washington denuncia especialmente as tarifas de importação de 10% impostos pela UE aos veículos, especialmente quando americanos chegam a 2,5%. Mas um porta-voz do Executivo comunitário Enrico Brivio apontou nesta segunda-feira que as tarifas entre ambos são de cerca de 3%.

“Os Estados Unidos têm tarifas muito altas, de 25%, para caminhões e vans”, explicou a comissária europeia de Comércio, lembrando que as negociações entre Washington e Bruxelas sobre um acordo de livre-comércio conhecido como TTIP, paralisadas após a chegada Trump ao poder, buscava eliminar essas tarifas.

A UE, que exportou 5,3 bilhões de euros em aço e 1,1 bilhão em alumínio aos Estados Unidos em 2017, continua a defender “o diálogo” para tentar ficar de fora das medidas, mas, se forem confirmadas, os europeus já preparam uma estratégia de resposta.

– Maior risco –

“O maior risco seria não correr nenhum risco, nem responder” à decisão do governo de Trump, já que “poderia dar a impressão de que somos fracos”, disse o ministro francês de Economia, Bruno Le Maire, em um ato da associação europeia Eurofer.

A estratégia europeia passa por aumentar a tributação aduaneira sobre emblemáticos produtos americanos, assim como pela adoção de medidas de salvaguarda para proteger a indústria siderúrgica europeia.

Malmström também anunciou a vontade da UE de se apoiar nos países, com os quais tem um acordo de livre-comércio, ou está em fase de negociação – como Canadá, Japão, México, ou os países do Mercosul – para enfrentar o protecionismo e “defender um comércio aberto, que beneficie a todos”.

Até a China, o maior produtor mundial de aço, mas que exporta pouco aos Estados Unidos, também criticou as medidas de Washington e alertou que tomará as “medidas necessárias” para defender seus exportadores.

Pequim, contudo, também é alvo de críticas.

Em situação de excesso de capacidade, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, acusou as autoridades chinesas, criticadas por seus parceiros comerciais por subsidiar sua indústria siderúrgica e inundar os mercados mundiais com seu aço e alumínio baratos.

Fonte: AFP / Infomet

EUA e Canadá conversam sobre tarifas ao aço e ao alumínio

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, telefonou nesta segunda-feira para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir a ele a isenção permanente das tarifas sobre o aço e o alumínio.

Os dois mandatários “discutiram uma variedade de questões que afetam Canadá e Estados Unidos, incluindo as indústrias integradas de aço e alumínio da América do Norte”, segundo assessores de Trudeau.

Foi a primeira conversa entre os dois líderes depois que Trump formalizou, no dia 8 de março, sua ameaça de impor tarifas de 25% à importação de aço e de 10% à de alumínio, isentando inicialmente os produtos de Canadá e México.

O Canadá é o principal fornecedor de aço e alumínio do mercado americano.

O primeiro-ministro canadense disse nesta segunda-feira que é “essencial preservar nossas redes de abastecimento que beneficiam ambos (os países) se quisermos proteger empregos e negócios nos dois  lados da fronteira”.

Trump, por sua vez, “insistiu na importância de concluir rapidamente as negociações sobre o Nafta (Tratado de livre comércio da América do Norte) para garantir a viabilidade das indústrias de manufatura dos Estados Unidos e da América do Norte, e para proteger a segurança nacional e econômica dos Estados Unidos”, segundo um comunicado da Casa Branca.

A isenção inicial para México e Canadá foi outorgada por Trump para pressionar as partes a fazer concessões na renegociação do Nafta.

Fonte: Jornal do Brasil

China promete reagir a decreto de Trump

A China reagiu ao decreto de ontem do presidente dos EUA, Donald Trump, que impõe tarifa de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio. Em comunicado, o Ministério do Comércio expressou “forte oposição” à iniciativa americana e instou os EUA a retirar a sobretaxa, em cumprimento à ordem comercial internacional. O ministério disse também que está avaliando o impacto das tarifas sobre a China e que “tomará medidas efetivas para proteger os direitos” do país.

Analistas observam que, ao impor em 2011 punições aos produtos de aço fabricados na China, a produção do país foi deslocada para fora do mercado americano. No ano passado, as exportações chinesas de aço para os EUA caíram mais de 30%. Já as fabricantes de alumínio na China tendem a sentir mais o peso das tarifas, apontam analistas, na medida em que os EUA ainda são um de seus maiores mercados.

Nos primeiros dez meses de 2017, a China foi o quarto maior fornecedor de alumínio para os Estados Unidos, respondendo por cerca de 9,5% das importações do metal no mercado americano, de acordo com dados do Departamento do Comércio. Segundo o U.S. Geological Survey, a China produz mais da metade do alumínio do mundo.

Fonte: Inda

Redação On março - 13 - 2018
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