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Domingo, 16 de Dezembro de 2018






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Brasil tem maior expansão de produção de veículos entre principais mercados

A produção de carros no Brasil volta a se recuperar em 2017 e o País sobe uma posição no ranking dos maiores mercados do mundo. Os níveis de vendas, porém, ainda estão distantes do auge que atingiu entre 2012 e 2013.

Os dados foram apresentados ontem, pela OICA (Organização Internacional de Construtores Automotivos), durante o Salão do Automóvel em Genebra, um dos mais importantes do mundo. “Estamos satisfeitos que a recessão foi superada no Brasil”, afirmou o presidente mundial da OICA e ex-ministro de Transporte do governo alemão, Matthias Wissmann.

De acordo com os dados, o Brasil registrou uma expansão de 25% na produção, a maior entre os grandes produtores e depois de uma queda pronunciada.

Hoje, o país ocupa a posição de nono maior produtor mundial, com 2,69 milhões de unidades e superando a França. Em 2016, a indústria fabricou 500 mil unidades a menos. De acordo com a OICA, o Brasil chegou a ser o 7o maior produtor mundial em 2012. Mas, com a recessão, a produção encolheu em 11% e o país estava perto de sair a lista dos dez maiores fabricantes mundiais.

Hoje, o maior produtor de carros do mundo é a China, com 29 milhões de unidades, com uma expansão em 2017 de 3%. Nos EUA, o total chegou a 11 milhões e registrou uma queda acentuada de 8% na produção em 2017.

No caso do Brasil, não foi apenas a produção que voltou a subir. As vendas passaram de 2 milhões de unidades em 2016 para 2,2 milhões em 2017, uma alta ainda tímida e que mantém o Brasil como o oitavo maior mercado, superando Itália e Canadá.

A avaliação da entidade é de que as vendas estão ainda distantes de valores anteriores e que o Brasil voltou a ter dados de 2005. “Mas houve pelo menos uma reviravolta”, disse Wissmann. Em 2014, o Brasil era o quarto maior do mundo e, em 2012, chegou a vender 3,8 milhões de unidades.

Ainda assim, os sinais de recuperação no Brasil afetaram toda a América do Sul, que viu as vendas subirem em 12% – para 4,6 milhões de unidades. Em 2013, a região registrava um mercado de 6,3 milhões.

A produção regional aumentou em 2018 em 2017, para um total de 3,2 milhões de unidades.

A recuperação também foi registrada no mercado global. Wissmann indicou que o mercado de carros cresceu pelo oitavo ano consecutivo. Em 2017, as vendas aumentaram em 3,1%, com 96,8 milhões de veículos. Já a produção subiu em 2,4%. Para 2018, a tendência é de que o crescimento continue, mas em um ritmo menor de 1%.

“Estamos prestes a bater a marca de 100 milhões de unidades de carros por ano”, disse o executivo, que apontou para a China como o grande responsável pela expansão do setor. “Em 2000, a China tinha o tamanho do mercado da Holanda. Em 2005, era equivalente ao da Alemanha. Hoje, é o maior do mundo”, completou.

Fonte: O Estado de São Paulo

Renault cobra definição de regras para setor atuar

O tom do discurso do presidente da Renault do Brasil, Luiz Pedrucci, na inauguração de uma fábrica de injeção de alumínio, ontem no Paraná, teria sido outro se ele o tivesse preparado há dois meses. À época a indústria automobilística esperava que o governo anunciasse um novo programa automotivo. Como isso ainda não aconteceu, Pedrucci decidiu aproveitar a presença do ministro Marcos Jorge de Lima, da Indústria, para relatar as preocupações com “essa incerteza”.

Mais tarde, em conversa com o Valor, Pedrucci disse que não ter um novo programa de direcionamento para o setor significa “não ter clareza de como os carros fabricados no Brasil vão ser daqui a três ou quatro anos”. O executivo refere-se ao Rota 2030, um plano que criou grande polêmica depois que membros da equipe econômica mostraram resistência à ideia de conceder às montadoras créditos tributários em troca de investimentos em pesquisa.

“Se esse programa não sair haverá um impacto no carro do futuro”, disse o executivo que há oito meses está no comando da filial brasileira da marca francesa. Para ele, sem saber quais serão as regras sobre questões como segurança dos carros e economia de combustível, o setor fica como se fosse “jogar na loteria”.

Segundo Pedrucci, a fábrica inaugurada ontem termina um ciclo de investimentos que aconteceu porque a indústria automobilística tinha clareza das regras para o setor, que constavam no Inovar-Auto, o programa automotivo que vigorou entre 2012 e 2017.

A fábrica de injeção de alumínio é o quarto prédio que a Renault instala em seu complexo industrial inaugurado há 20 anos em São José dos Pinhais (PR). Absorveu R$ 350 milhões de um investimento de R$ 750 milhões, anunciado no início do segundo semestre do ano passado, e que incluiu a ampliação da fábrica de motores.

Numa área construída de 14 mil metros quadrados, a nova unidade terá capacidade produtiva anual de 500 mil blocos e cabeçotes de motor em alumínio, que até aqui eram importados. Essas peças serão usadas em motores de carros vendidos no Brasil e exportados. Aos poucos, afirma Pedrucci, os motores da linha que ainda levam esses componentes em ferro passarão a recebê-las em alumínio.

Segundo o executivo, a ideia de produzir essas peças ao invés de comprar vem da estratégia de elevar o conteúdo nacional nos veículos. Essa verticalização, diz o presidente, também está relacionada à tecnologia. O projeto envolveu cerca de 2 mil pessoas, incluindo equipes das outras marcas do grupo (Nissan e Mitsubishi) de outros países.

A injeção do alumínio é robotizada. O controle de qualidade é garantido por meio de equipamentos modernos, que incluem até tomografia computadorizada das peças. Por enquanto, a Renault está importando alumínio dos Estados Unidos para fundir as peças no Paraná. Mas, segundo Pedrucci, em breve a montadora escolherá um fornecedor local.

Além da unidade de motores e a nova, de injeção de alumínio, o complexo industrial da Renault inclui uma fábrica de carros e outra de comerciais leves.

A unidade que produz automóveis passou a operar em três turnos em outubro, quando foi lançado um novo modelo, o Kwid, e a direção da empresa percebeu crescimento na demanda no mercado interno e exportações.

A participação da Renault no mercado brasileiro ficou em 7,04% no primeiro bimestre, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos.

Fonte: Infomet

 

 

 

Produção e licenciamento de autoveículos crescem no bimestre

 A trajetória de retomada de crescimento da indústria automobilística segue firme na consolidação do primeiro bimestre: produção e licenciamento de autoveículos registram crescimento de dois dígitos. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, e foram divulgados na última terça-feira (6) em São Paulo.
Nos dois primeiros meses deste ano, 431,6 mil veículos foram produzidos no Brasil, resultado maior em 15% se comparado com o mesmo período do ano passado, com 375,1 mil unidades. Somente em fevereiro 213,5 mil unidades deixaram as linhas de montagem, 6,2% acima das 201,1 mil unidades de fevereiro de 2017. Quando defrontado com as 218,1 mil unidades de janeiro – mês com quatro dias úteis a mais em relação a fevereiro – o setor automotivo registrou queda de 2,1%.

No licenciamento, o registro do segundo mês de 2018 foi de 156,9 mil unidades comercializadas, alta de 15,7% contra as 135,7 mil de fevereiro do ano passado e baixa de 13,4% frente as 181,3 mil de janeiro. As 338,2 mil unidades licenciadas no acumulado do ano representam expansão de 19,5% ante as 282,9 mil de 2017.

Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, vendas e exportações têm impactado positivamente a produção da indústria. “O resultado deste primeiro bimestre é bastante importante para o setor. Os licenciamentos estão em alta e a média diária de vendas de fevereiro foi acima de janeiro, mesmo sendo um mês com menos dias úteis em razão das celebrações do Carnaval. Este ritmo, aliado ao bom nível de exportações, impulsiona a produção nas fábricas e contribui para melhor uso da capacidade produtiva”.

As exportações cresceram 7,2% no bimestre: foram 112,7 mil unidades este ano e 105,1 mil no ano passado. Em fevereiro 66,3 mil unidades deixaram as fronteiras brasileiras, resultado inferior em 1,2% se comparado com as 67,1 mil de igual período do ano passado e aumento de 42,9% quando analisado contra as 46,4 mil de janeiro.

Caminhões e ônibus

As vendas de caminhões em fevereiro foram de 4,0 mil unidades, acréscimo de 54,6% se confrontado com as 2,6 mil de fevereiro do ano passado e diminuição de 11,4% ante as 4,6 mil de janeiro – também em razão da diferença de dias úteis. Até o segundo mês do ano 8,6 mil unidades foram comercializadas, o que significa elevação de 54,7% sobre as 5,6 mil de 2017.

Na produção o bimestre encerrou com 14,5 mil caminhões produzidos – resultado superior em 47,8% se comparado com as 9,8 mil de igual período do ano passado. Somente em fevereiro 7,8 mil unidades foram fabricadas, crescimento de 46,2% sobre as 5,3 mil de fevereiro do ano passado e de 15,8% frente as 6,7 mil de janeiro.

As exportações também apontam crescimento na comparação dos bimestres deste ano e do anterior: as 4,6 mil unidades exportadas em 2018 estão 43,3% maiores que as 3,2 mil unidades do ano passado. Em fevereiro 2,7 mil caminhões deixaram o País, aumento de 27,3% na análise com as 2,1 mil de fevereiro de 2017 e de 44,9% sobre as 1,9 mil de janeiro.

O licenciamento de ônibus no bimestre ficou em 1,7 mil unidades, crescimento de 84,4% se comparado com as 932 unidades do ano passado. Em fevereiro 871 unidades foram negociadas, expansão de 103,5% ante as 428 de fevereiro de 2017 e avanço de 2,7% sobre as 848 de janeiro.

A produção nos dois meses já transcorridos deste ano está 67% maior do que no ano passado, quando 2,4 mil chassis para ônibus saíram das fábricas – este ano o volume chegou a 4,1 mil. Apenas em fevereiro foram fabricadas 2,1 mil unidades, o que significa crescimento de 55,2% frente as 1,4 mil de fevereiro do ano passado e expansão de 8,4% contra as 1,9 mil de janeiro.

As exportações de ônibus no acumulado somam 1,4 mil unidades – acréscimo de 35,5% com relação as 1,1 mil do ano passado.

Máquinas agrícolas e rodoviárias

As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias em fevereiro superaram janeiro em 49,7% – foram 2,4 mil unidades no segundo mês deste ano contra 1,6 mil no início de 2018. Na análise contra fevereiro do ano passado, quando 3,1 mil unidades foram vendidas, os dados ficaram menores em 22,5%. No bimestre o setor apresenta recuo de 30,2%, com 4,0 mil unidades em 2018 e 5,7 mil no ano passado.

A produção no acumulado registra 6,6 mil unidades, 1,4% superior às 6,5 mil fabricadas no ano passado. Em fevereiro a fabricação de novas máquinas diminuiu 10%, com 3,9 mil unidades naquele mês e 4,3 mil em fevereiro do ano passado. No comparativo contra janeiro, com 2,7 mil unidades, a alta é de 43,6%.

As exportações no bimestre ficaram em 1,8 mil unidades, o que significa crescimento de 50,6% ante as 1,2 mil do ano passado.

Fonte: Infomet

 

 

 

Implementos rodoviários mostram forte evolução no primeiro bimestre

A indústria de implementos rodoviários alcançou a marca de 10.687 unidades entregues no mercado interno, no primeiro bimestre do ano. O número representa uma alta de 61,09% em relação aos 6.634 equipamentos emplacados no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo ANFIR – Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários – na última terça-feira (6).

O segmento de Reboques e Semirreboques acusou um crescimento de 87,8%. Em janeiro e fevereiro foram emplacados 5.179 veículos, contra 2.753 unidades no primeiro bimestre de 2017.

Já no setor de Carroceria sobre Chassis, foram distribuídos ao mercado interno 5.517 unidades. No primeiro bimestre de 2017 o segmento entregou 3.881 produtos, representando um crescimento de 42,15%.

“Os reflexos da recuperação da economia estão sendo sentidos no setor como se previa”, diz Alcides Braga, presidente da ANFIR. “O fim da recessão de dois anos, apontado pelo IBGE, deve melhorar o ânimo geral da economia reforçando ainda mais essa espiral positiva de resultados”, completou.

Fonte: Infomet

Redação On março - 9 - 2018
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