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Domingo, 16 de Dezembro de 2018






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Trump aceita discutir questão nuclear com Coreia do Norte

O presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, aceitou o convite do ditador norte-coreano, Kim Jong-un, para discutir a questão nuclear, anunciou ontem à noite o conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-Yong, que leu uma carta em frente à Casa Branca. Segundo o representante sul-coreano, o encontro deve ocorrer em maio, mas o local da reunião ainda não foi escolhido. A Casa Branca confirmou o anúncio. Chung disse a Trump que o regime norte-coreano está comprometido com a desnuclearização e disposto a suspender os testes nucleares e de mísseis. O funcionário sul-coreano afirmou ainda que Kim Jong-un disse entender que os exercícios militares que EUA e Coreia do Sul realizam devem continuar. O convite é feito um ano após a Coreia do Norte testar um míssil balístico intercontinental capaz de atingir os EUA.

Estamos ansiosos pela desnuclearização da Coreia do Norte. Enquanto isso, as sanções devem continuar” SARAH SANDERS PORTA-VOZ DA CASA BRANCA

O ditador norte-coreano, Kim Jong-un, convidou Donald Trump para uma reunião e o presidente americano aceitou. O anúncio foi feito ontem pelo conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-yong, que leu uma carta em frente à Casa Branca. Segundo ele, o encontro – o primeiro entre um presidente americano e um líder norte-coreano – ocorrerá em maio.

Após o anúncio, o governo americano confirmou o encontro. “O presidente Trump aceitará o convite para se encontrar com Kim Jogn-un em lugar e momento a serem determinados”, disse a Casa Branca, em comunicado. “Estamos ansiosos pela desnuclearização da Coreia do Norte. Enquanto isso, as sanções devem continuar.”

Chung também disse que o regime norte-coreano está comprometido com a desnuclearização e disposto a suspender os testes nucelares e de mísseis. De acordo com o funcionário sul-coreano, Kim Jong-un disse entender que os exercícios militares que EUA e Coreia do Sul realizam rotineiramente precisam continuar.

Um ano após a Coreia do Norte testar um míssil balístico intercontinental capaz de atingir os EUA e uma bomba que, segundo especialistas, seria de hidrogênio, uma moratória é bem-vinda pelos americanos e pela comunidade internacional. Um encontro entre Kim e Trump, cujos insultos no ano passado provocaram o temor de uma guerra, marcará uma dramática reviravolta nos esforços para resolver o tenso impasse com relação à Coreia do Norte.

Delegações de alto nível da Coreia do Sul e da Coreia do Norte mantiveram um histórico encontro, em 24 de fevereiro, em Pyongyang, e preparam uma reunião para o fim de abril no vilarejo de Panmunjom, na chamada Zona Desmilitarizada, entre o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e Kim Jong-un.

Após a visita a Pyongyang, Chung, que liderou a delegação sul-coreana, disse que a Coreia do Norte deixou claro que não precisaria manter armas nucleares se as ameaças militares contra o país cessassem e recebesse uma garantia de segurança.

No dia seguinte à reunião, Trump saudou a iniciativa e disse que os EUA estavam dispostos a conversar com o regime da Coreia do Norte, mas apenas “sob as condições adequadas”, que ele não especificou.

Em um sinal de falta de sincronia dentro do governo americano, o secretário de Estado, Rex Tillerson, havia declarado horas antes do anúncio do encontro que uma possível conversação com o regime de Pyongyang estava longe, pois “os EUA precisavam determinar primeiro a seriedade da Coreia do Norte sobre sua intenção de abrir mão de seu programa nuclear”.

O presidente da Coreia do Sul fez o possível para usar os Jogos Olímpicos de Inverno, que ocorreram no mês passado na cidade sul-coreana de Pyeongchang, como forma de reduzir a tensão entre as duas Coreias e obter uma aproximação.

A convite da Coreia do Sul, o regime de Pyongyang enviou atletas em uma tentativa de mostrar uma face mais simpática e as equipes dos dois países desfilaram juntas na cerimônia de abertura. O líder norte-coreano também enviou sua irmã, Kim Yo-jong, para o evento. Durante os Jogos, ela convidou uma delegação sul-coreana para visitar Pyongyang.

Reações. O ministro de Defesa japonês, Itsumori Onodera, declarou na manhã de hoje (horário local) que a Coreia do Norte deve se comprometer em abandonar completamente o desenvolvimento de tecnologia nuclear, para que negociações significativas ocorram com Pyongyang.

Segundo analistas, quem também sairia ganhando com a diminuição das tensões na região é a China. Nas últimas semanas, Pequim vinha pedindo aos dois governos que negociassem de maneira direita o mais rápido possível.

Fonte: O Estado de SP

Países do Caribe buscam alimentos e tecnologia no Brasil

Onze ministros e vice-ministros caribenhos vêm ao Brasil na segunda-feira, em missão organizada pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com interesse em ampliar as compras de alimentos no país. Essas pequenas economias do Caribe adquirem, conjuntamente, de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões por ano em produtos básicos. A maioria depende do turismo, tem baixo desenvolvimento agrícola e importa quase tudo – mas costuma buscar suprimento fora da América Latina.

Carne bovina, suína e de frango, arroz, massas e frutas estão na lista de produtos desejados por esses países. Alguns deles, que têm resorts luxuosos ou servem de escala para cruzeiros marítimos, precisam até de fornecedores de água mineral para abastecer seus turistas endinheirados.

A missão é composta por altas autoridades na área agrícola de República Dominicana, Jamaica, Suriname, Guiana, Haiti, Bahamas, Antígua e Barbuda, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas, Santa Lúcia e Dominica.

A visita também representa uma mensagem de confiança desses países no sistema brasileiro de fiscalização sanitária, uma semana após o estouro da mais recente fase da Operação Carne Fraca, que acarreta a ameaça de embargo de muitos clientes externos aos frigoríficos nacionais.

O foco não é apenas comercial, mas envolve um “pacote completo”, que inclui projetos de cooperação tecnológica e transferência de conhecimento em políticas públicas. Como muitas nações são vulneráveis às mudanças climáticas e em termos de segurança alimentar, o acesso a tecnologias que ajudem no desenvolvimento rural é prioridade. Por isso, uma aproximação com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está na agenda dos caribenhos.

Um dos projetos de cooperação prevê exportar coqueiros para esses países. Eles são menos produtivos do que os coqueiros tradicionais, mas também são mais resistentes aos ventos que arrasaram boa parte da região após a recente onda de furacões.

Além de reuniões com os ministros Blairo Maggi (Agricultura) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário), as autoridades vão visitar uma câmara na Embrapa que simula condições climáticas adversas para a produção de hortaliças e uma unidade de produção de adubo orgânico. A ideia é pavimentar um comércio crescente no futuro próximo com intercâmbio mais sólido na área de cooperação.

“Nossa missão é colocar todos à mesa e aproximar as partes. As diferenças que existem entre o Caribe e o Cone Sul nos unem”, disse ao Valor o diretor-geral, Manuel Otero, argentino eleito em outubro para o período 2018-2022, com forte apoio do Brasil.

Otero, veterinário de formação e ex-adido agrícola da Argentina em Washington, lembra que dois terços da América Latina e do Caribe não têm segurança na provisão de alimentos. Isso contrasta com a imagem do Cone Sul – Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai – de celeiro do mundo.

Fonte: Valor / Abinee

Mercosul negocia área de livre comércio com o Canadá, diz governo

Representantes do Mercosul e do Canadá participam de encontro nesta sexta em Assunção. Anúncio ocorre um dia depois dos EUA confirmarem sobretaxa sobre importação de aço e alumínio.

Um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmar a sobretaxa para a importação de aço e alumínio, o governo brasileiro anunciou nesta sexta-feira (9) que o Mercosul deu início à negociação de uma área de livre comércio com o Canadá.

A informação foi divulgada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). De acordo com a pasta, representantes do países que compõem o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), além do Canadá, participam de uma reunião nesta sexta, em Assunção, para discutir o acordo.

Pelo lado do Brasil, os ministros Marcos Jorge de Lima (MDIC) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores) participam da cerimônica, que marcará o lançamento das negociações. Ainda de acordo com o MDIC, a primeira rodada de negociações está marcada para meados de março, em Ottawa, no Canadá.

Sobretaxa prejudica o Brasil

Na noite desta quinta (8), o presidente americano, Donald Trump, anunciou a criação de novas taxas para a importação de aço e alumínio ao país. O país cobrará uma sobretaxa de 25% para o aço importado e de 10% para o alumínio. A medida vale para o aço que entrar nos EUA a partir de 23 de março.

A medida atinge diretamente o Brasil, segundo maior exportador de aço para os EUA. As vendas para o país representam um terço das exportações brasileiras do produto.

Após o anúncio, o Instituto Aço Brasil, que representa as siderúrgicas nacionais, afirmou que a medida causa “dano significativo” às empresas brasileiras e em que deverá entrar imediatamente com recurso nos EUA.

Autoridades do governo brasileiro também se manifestaram contra a medida de Trump. Os ministros das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, e Marcos Jorge, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços disseram, em comunicado conjunto, que a decisão de Trump trará “graves prejuízos” às exportações brasileiras.

 Abertura comercial

Na nota divulgada pelo MDIC nesta sexta, o ministro Marcos Jorge afirma que um acordo de livre comércio com o Canadá demonstra o quanto o Mercosul vem trabalhando para uma maior abertura comercial.

“O Canadá é um importante e exigente mercado consumidor. Em 2017, o fluxo comercial entre Brasil e Canadá foi de cerca de US$ 4,5 bilhões, com um superávit para o Brasil de pouco mais de US$ 950 milhões. Esperamos aumento expressivo e a diversificação da nossa pauta exportadora que hoje é bastante concentrada”, disse ele.

O ministro ressaltou que Mercosul e o Canadá negociam um “acordo amplo” que envolve temas como o comércio de bens, serviços, compras governamentais, pequenas e médias empresas, barreiras não tarifárias e propriedade intelectual. E que a decisão ressalta a determinação do Brasil para uma maior abertura comercial.

“Enquanto alguns atores internacionais se fecham, o Brasil e os sócios do Mercosul têm demonstrado que é fundamental a integração dos nossos mercados às cadeias globais de valor. A negociação de novos acordos, como este com o Canadá, é um importante caminho”, concluiu.

O governo brasileiro também vem negociando com a Zona do Euro um acordo de livre comércio, processo que se arrasta há mais de 15 anos. Recentemente, os negociadores informaram que vão continuar a tentar, em 2018, chegar a um acordo de livre-comércio, após as reuniões em Buenos Aires.

Fonte: G1

Aliados fazem fila por isenção de tarifas para aço e alumínio nos EUA

Países como Japão, Coreia do Sul, Austrália e Brasil tentam ficar de fora da sobretaxa impostas pela administração de Donald Trump.

De Japão e Coreia do Sul a Austrália e Europa e Brasil, autoridades estão fazendo fila para buscar isenção das tarifas impostas pela administração de Donald Trump a importações de aço e alumínio nos Estados Unidos, enquanto produtores chineses pediram retaliação de Pequim.

Tóquio, Bruxelas e Brasília rejeitaram qualquer sugestão de que suas exportações para os Estados Unidos ameaçariam a segurança nacional norte-americana, justificativa de Trump para impor as tarifas apesar de alertas dentro e fora do país de que elas poderiam provocar uma guerra comercial global.

“Nós somos aliados, não uma ameaça”, disse o vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen.

A indústria de metais da China, a maior do mundo, emitiu uma ameaça mais explícita do país na fila, pedindo retaliação do governo chinês colocando como alvo o carvão dos EUA, um setor que é base central da política de Trump e sua promessa eleitoral para restaurar as indústrias norte-americanas e empregos.

Trump impôs tarifas de 25% sobre importações de aço e 10% sobre importações de alumínio na quinta-feira, para conter importações baratas, principalmente da China, o que ele descreveu como “um assalto ao país”.

No entanto, ele disse que “amigos reais” dos Estados Unidos poderiam ganhar isenções das medidas, que entram em vigor após 15 dias. Canadá e México, membros do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) que está em renegociação, ficaram de fora da medida por tempo indeterminado.

Brasil não descarta outras medidas

O Brasil, que depois do Canadá é o maior fornecedor de aço para o mercado norte-americano, disse que quer se juntar à lista. “Nós vamos trabalhar para excluir o Brasil dessa medida, mas não descartamos quaisquer outras medidas para proteger o interesse nacional”, disse à Reuters o ministro interino da Indústria, Comércio e Serviços, Marcos Jorge, após encontro com o secretário norte-americano de Comércio, Wilbur Ross. A Argentina adotou postura similar.

O Japão, maior aliado econômico e militar dos EUA, foi o próximo na fila. O secretário-chefe do Gabinete, Yoshihide Suga, disse em uma coletiva de imprensa que os embarques de aço e alumínio do Japão não apresentavam ameaças à segurança nacional dos EUA.

No caso do Japão, um importante parceiro comercial e investidor internacional, Suga disse que o país contribuiu para o emprego e a indústria nos EUA. O grupo que representa o setor de aço do Japão também expressou preocupação.

A União Europeia, maior bloco comercial do mundo, também se mostrou contra a medida. “A Europa certamente não é uma ameaça para a segurança interna norte-americana, então esperamos ser excluídos”, disse a comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmstrom, em Bruxelas.

Malmstrom disse a repórteres que a UE estava pronta para ir à Organização Mundial do Comércio (OMC) e retaliar em 90 dias. Ela vai se reunir com o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e com o ministro de Comércio japonês, Hiroshige Seko, em Bruxelas no sábado, quando ela vai perguntar se a UE será incluída nas tarifas.

Ela ganhou apoio da chanceler alemã, Angela Merkel. Ações de siderúrgicas europeias caíam nesta sexta-feira, embora as duas maiores produtoras do país Thyssenkrupp e Salzgitter insistiram que o impacto para elas será limitado.

Outras autoridades de UE, de longe o maior parceiro comercial dos EUA em valor, alertaram que a decisão poderia levar a contra-medidas incluindo tarifas europeias sobre laranjas, tabaco e bourbon norte-americanos.

Em Sydney, o primeiro-ministro Malcolm Turnbull disse que não há necessidade de impor tarifas para o aço australiano.

Fonte: G1

Redação On março - 9 - 2018
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